Câmara Municipal já tem assinaturas suficientes para abrir CPI

Publicado em 20 de outubro de 2021

A CPI vai sair.

Mas não é a CPI da Saúde, em Marabá.

Trata-se da CPI do Transporte Público de Belém, que já obteve 23 assinaturas, número mais do que suficiente para legitimar o pedido da comissão de inquérito.

O pedido de abertura da CPI do transporte público foi do presidente da Câmara Municipal, vereador Zeca Pirão (MPB). Para levar a abertura da CPI para votação é preciso que 12 assinaturas sejam colhidas, Pirão já recolheu 23 das 35 assinaturas possíveis.

De acordo com Presidente, a CPI deve investigar o sistema do passe fácil, cadastramento dos usuários no sistema, os recibos do pagamento, controle de gestão do referido sistema, bem como, a relação da arrecadação mensal de todas as empresas e clientes.

Quanto a CPI da Saúde, em Marabá, o prefeito Tião Miranda conseguiu evitar que mais vereadores assinassem o requerimento.

Das sete assinaturas necessárias,  o documento recebeu apenas seis.

Ou seja, morreu no nascedouro a intenção de se ir a fundo para descobrir o que está ocorrendo na secretaria de Saúde do município, que aplica recursos  astronômicos no setor sem que, na ponta da linha, apareçam resultados que atendam as necessidades da população carente.

Dia do Servidor (20 de outubro) terá ponto facultativo dia 29

Publicado em 20 de outubro de 2021

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Planejamento e Administração (Seplad), mudou o ponto facultativo no Pará referente ao dia do servidor público.

Comemorado no dia 28 de outubro, que este ano cai numa quinta-feira, o ponto facultativo deverá ser cumprido pelos órgãos e entidades da administração direta e indireta do Poder Executivo Estadual no dia seguinte, 29 de outubro, sexta-feira.

Uma portaria (nº 157/2021) publicada pela Seplad nesta quarta-feira, no Diário Oficial do Estado, estabelece a mudança.

Segundo o Governo, os órgãos e entidades das áreas de arrecadação, saúde pública, defesa social, parques, museus, teatros e espaços de visitação turística estabelecerão escalas de serviço, incluindo os equipamentos públicos administrados por organizações sociais mediante contrato de gestão, a fim de que o atendimento à população não sofra solução de continuidade.

Fazenda em Nova Ipixuna deve ser destinada à Reforma Agrária

Publicado em 19 de outubro de 2021

A superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no sul do Pará foi notificada pelo Ministério Público Federal para que seja avaliada a possibilidade de destinação da fazenda Tinelli, em Nova Ipixuna, para a reforma agrária.

Essa avaliação deve incluir laudo agronômico de fiscalização que considere aspectos agronômicos sobre a qualidade das terras, mercado regional, recursos hídricos, florestais e ambientais e, ainda, estudo da capacidade de geração de renda por famílias potencialmente beneficiadas, recomenda o MPF.

Os procuradores da República Sadi Flores Machado e Adriano Augusto Lanna de Oliveira também recomendam que o Incra verifique se o título do imóvel tem cláusulas que preveem o cancelamento do documento em caso de descumprimento de obrigações. Se essas condições estiverem previstas e tiverem sido desrespeitadas, o MPF recomenda que o título seja cancelado.

Segundo informações coletadas pelo MPF em inquérito, a fazenda Tinelli está sobreposta a imóvel arrecadado e matriculado em nome da União. Em 2002 o Incra chegou a publicar portaria de criação de assentamento na área, nomeando o projeto como assentamento São Vinícius.

De acordo com informações da Comissão Pastoral da Terra (CPT) enviadas ao MPF, o assentamento foi criado porque o fazendeiro ocupante da área não tinha direito de regularizar o imóvel em seu nome, por já ter recebido título de outro imóvel da União.

A CPT também destacou que o fazendeiro ocupante se utilizou da terra pública para especulação, porque nas duas vezes que técnicos do Incra estiveram na área constataram que o imóvel estava sendo mal utilizado, era improdutivo e não cumpria com sua função social.

Além de ocupar ilegalmente terra pública, crime previsto em lei, o fazendeiro ainda vendeu, ilegalmente, 810 hectares da área, cometendo outros crimes, frisa a CPT em documento enviado ao MPF.

Apesar de ter publicado a portaria de criação do assentamento, o Incra não tomou nenhuma medida prática para implementar o projeto, e em 2014 famílias sem-terra acamparam nas proximidades, reivindicando que o assentamento saísse do papel.

Logo em seguida, integrantes da família Tinelli pediram à Justiça Estadual do Pará o despejo das trabalhadoras e dos trabalhadores acampados. Houve decisão liminar (urgente e provisória) favorável aos Tinelli e as famílias sem-terra foram despejadas.

Depois que a CPT fez várias solicitações ao Incra para que a autarquia interviesse no processo judicial, o Incra apresentou manifestação à Justiça admitindo que o pedido de regularização da terra em nome dos Tinelli provavelmente não será concedido pela existência de conflito agrário e sobreposição de parte do imóvel sobre terras indígenas.

Mesmo assim, o Incra não requereu a retomada do imóvel ao patrimônio público, e solicitou à Justiça a participação no processo apenas para esclarecer questões dúvidas sobre o caso.

Atualmente, cerca de 80 famílias sem-terra voltaram a ocupar e a produzir na área, aguardando providências do Incra. (Ascom/MPF)

A cultura em cena construída a partir de memórias

Publicado em 18 de outubro de 2021

Patrícia Gondim é a diretora de arte do filme “A Nossa Esperança”, realizado pelo Instituto Cultural Vale para o Círio 2021. Com experiência no teatro paraense, ela recorreu às próprias memórias para construir cenários que representem a cultura que envolve os artesãos locais.

O filme publicitário “A Nossa Esperança” – realizado pela Vale, por meio de seu Instituto Cultural – homenageia a cultura que envolve o Círio com cenas do cotidiano dos paraenses nessa época do ano. Para que os cenários do filme fossem mostrados de forma bonita e semelhante aos ambientes reais, o vídeo contou com uma equipe de profissionais do Pará que agregam seu repertório de referências artísticas e culturais para as filmagens.

ASSISTA O VÍDEO A NOSSA ESPERANÇAClique aqui e assista o vídeo

Uma das profissionais por trás das câmeras é Patrícia Gondim. Com formação em artes visuais e experiência em cenários, iluminação e design de interiores para o teatro, ela foi a diretora de arte do vídeo feito para o Círio 2021.

Nascida em Belém do Pará, Patrícia conta que sua trajetória na arte inclui trabalhos de cenotecnia, cenografia, artesania e iluminação nos teatros da capital paraense. Com o tempo, essa experiência e a capacidade criativa e de pesquisa abriram oportunidades de trabalho também em filmes publicitários. “As minhas produções em trabalhos de publicidade são no estúdio, ajudo na ambientação cenográfica. Mas como tenho a formação e experiência de iluminadora no teatro, acabo trazendo essas funções para direção de arte dentro dos comerciais. Penso em planos e ambientação cenográfica com objetos dentro de uma artesania”, explica a profissional.

Patrícia Gondim ressalta que estar imersa na cultura do Pará enriquece seu repertório de referências. “A gente é assim, é bem próspero no aspecto cultural. Temos uma multiplicidade de referências e as minhas vão nesse palhar da artesania, que é rica. Temos as comunidades de Abaeté que fazem brinquedos de miriti, as oficinas de madeira que fazem os barcos e móveis pequenos, por exemplo”, destaca.

Com relação ao Círio de Nazaré, Patrícia conta que tem uma relação afetiva enquanto paraense. Observar as cenas que se desenrolam nessa época do ano é uma inspiração para a arte e para os objetos que ela cria em seu próprio ateliê. Um de seus trabalhos anteriores inspirado na época de Círio foi a criação do que ela chamou de objetos luminosos, que eram artigos populares e artesanais, feitos de miriti e madeira e usados em cenas de teatro.

O envolvimento no ambiente de Círio instiga para além do sentido religioso. “Há um encontro da religiosidade com a cultura popular que me dá muito campo para criação. Temos ao mesmo tempo as festas religiosas e as aparelhagens luminosas, com neon, que de certa forma agridem, mas também acolhem. Para quem observa e gosta de produzir a partir disso, somos muito abundantes”, observa a artista.

Durante a pandemia, Patrícia Gondim conta que sente falta do contato presencial que o Círio de Nazaré sempre proporciona. A saída para continuar se inspirando e produzindo arte nesta grande festa é recorrer à memória e à esperança de que, no futuro, as procissões seguindo a Imagem Peregrina retornem a ser o que eram sem o medo do contágio pelo coronavírus. “É o olhar para o outro, o cheiro, a textura, o diálogo, as ações em contexto que acontecem que me alimentam como artista. Nesses dois anos de pandemia, meu olhar está indo para fotografias, trabalhos publicitários, coisas que façam a gente buscar a memória. Além disso, há artesãos que ainda estão próximos, mesmo com todos os cuidados. É dessa forma que esse movimento ainda reduzido na cidade vai alimentando a gente e dando algumas medidas de criação”, relata.

Para o seu trabalho no filme “A Nossa Esperança”, Patrícia Gondim criou ambientes como o ateliê cenográfico da artesã de miriti. Para isso, após muito diálogo com a equipe de produção e com artesãos locais, ela trouxe elementos como os móveis desgastados pelo uso, a paleta de cores usadas para pintar os objetos e até mesmo alguns itens construídos em seu próprio ateliê ou alugados de artesãos reais. “Tudo começa com a decupagem do roteiro que recebemos da agência. Depois disso, debatemos sobre as sensações que queremos passar pelo vídeo, então eu desenho os rascunhos e proponho os objetos e as cores que irão entrar em cena. Faço tudo isso ficar harmônico, mas ao mesmo tempo respeitando a identidade dos artesãos”, descreve.

A inspiração para a montagem dos cenários no vídeo do Instituto Cultural Vale para o Círio 2021 vem muito da experiência própria como paraense. “Na hora que sentei para produzir, criar, desenvolver e harmonizar o ateliê da cena, esses elementos todos do Círio estavam lá na minha memória, é só acessar. Em diálogo com os diretores e produtores do filme, pude retratar a construção do ateliê da artesã, ambientando com as varas de miriti fazendo linhas, os objetos a espera de serem pintados e outros já finalizados, essa paleta de cores, com as coisas cruas e outras prontas. É fácil vir essa representação porque eu faço parte disso, moro em Belém, estamos perto dessa zona rural e ribeirinha, eles nos afetam e nós os afetamos”, explica a diretora de arte.

A valorização dos processos de artesania dos ribeirinhos paraenses no vídeo é de grande importância, na visão de Patrícia Gondim. Para ela, a manutenção dessa cultura viva é, também, uma questão de sustentabilidade para além do mero discurso.

“Fico feliz em ver que empresas e agências estão conseguindo trazer essa artesania, do talhar e pintar da madeira, para suas produções. É um processo antigo, mas valiosíssimo que acabamos perdendo um pouco na sociedade contemporânea, e essa perda vai tirando o valor desses artesãos. Então, quando se traz esse conceito como tema de um filme publicitário, com a presença de artesãos reais, essa riqueza cultural está relacionada também com sustentabilidade e responsabilidade ambiental das empresas que decidem trazer o tema de fato e não ficar só no texto”, opina Gondim.

 

Sobre o Instituto Cultural Vale

A Vale investe há quase duas décadas na valorização e fomento de múltiplas manifestações culturais brasileiras. O Círio de Nazaré, em Belém, é um desses exemplos, sendo patrocinado pela empresa há 19 anos. Com o propósito de potencializar a atuação da Vale na cultura, valorizar patrimônios, democratizar o acesso, e fomentar expressões artísticas, foi criado, em 2020, o Instituto Cultural Vale.

Sua atuação – em museus e centros culturais próprios, na preservação e valorização dos patrimônios material e imaterial e nas múltiplas manifestações artísticas que realiza ou fomenta – é sustentada pela visão de que a cultura é instrumento de transformação social, capaz de gerar impacto positivo na vida das pessoas e construir um legado para futuras gerações.

Concessionária Equatorial corta custos disponibilizando somente uma equipe de plantão para atender aos domingos e feriados

Publicado em 18 de outubro de 2021

Os moradores de alguns bairros de Marabá ficaram mais de seis horas, neste domingo, sem energia em suas residências, resultante de quedas do sistema por algum problema em transformadores.

A demora para a normalização da energia nas residências deveu-se ( e está sendo assim nos últimos meses) à falta de equipes de plantão atuando nos feriados e domingos.

Se o distinto público não sabe, informamos.

A distribuidora de energia Equatorial reduz a apenas uma equipe de plantão ( um carro com dois funcionários) seu quadro ára atender a “queda” de energia nos bairros da cidade.

Não apenas para atender a população de Marabá, mas no entorno de 100 Km do município, ou seja abrangendo populações domiciliadas nesse raio geográfico.

O blogueiro descobriu essa “eficiência administrativa” da Equatorial conversando com graduado servidor da empresa, na manhã desta segunda-feira, ao comentar com o mesmo as razões que levaram a concessionária a demorar restabelecer energia para setores atingidos por “quedas de fases”.

O rapaz foi textual.

A Equatorial já vem adotando essa estratégia de redução de pessoal nos plantões de final de semana e aos feriados, para reduzir custos.

Um carro com dois heróicos trabalhadores para atender a dimensão da área citada.

O problema é de conhecimento de muitos, inclusive das autoridades do Estado – só que nada se faz para “sensibilizar” a empresa a aumentar seu efetivo de plantões.

Não é possível haver um sistema capitalista funcionando perfeitamente se não houver um Estado cumprindo as suas funções de caráter regulativo.

O que ocorre atualmente   -, nesse processo onde as concessionárias/distribuidoras de energia fazem o que bem entendem com os consumidores, sem que haja para o bem destes, qualquer tipo de ação protetiva – são atos de perversão.

É inadmissível, a antiga Celpa , hoje Equatorial,  praticamente acabar com os serviços de plantões nos feriados, “afinando” para apenas um carro o atendimento a uma região que abrange mais de 500 mil pessoas, se considerarmos a população de Marabá e o seu entorno de 100 km.

A empresa pode até vir, logo mais, emitir nota dizendo que isso não é verdade, mas a fonte na qual o repórter colheu a informação é segura, de dentro da própria distribuidora de energia.

Resultado é que bairros da cidade ficam sem luz por mais de seis a oito horas, quando há uma queda por conta de problemas na rede, porque só há uma equipe com dois trabalhadores atuando o dia todo.

Tudo por conta da política de “contenção de gastos”, como disse o graduado funcionário da Equatorial.

A bem da verdade,  o trajeto de privatização das concessionárias de energia trouxe nenhum ganho aos consumidores.

O setor privado pouco investiu, obrigando o governo a continuar investindo na expansão do sistema.

E, em vez de mais baratas,  como prometiam nas campanhas pela privatização dos etor elétrico, as tarifas para o setor residencial subiram desesperadamente nos últimos anos.

Sobrou a Eletrobras, que agora o governo quer privatizar, sem apresentar um motivo plausível para isto.