Região próxima ao Ipiranga Residencial atrai grandes empreendimentos

 

Residencial Ipiranga, o melhor lugar para se morar em Marabá

Residencial Ipiranga, o melhor lugar para se morar em Marabá

Instalado em uma das regiões com maior valorização nos últimos anos – cerca de 50% para quem adquiriu um lote desde que foi lançado – a região próxima ao Ipiranga Residencial tem atraído novos investimentos comerciais e de serviços.

Um exemplo é a Faculdade Metropolitana de Marabá, cujo campus já está sendo construído próximo do Ipiranga Residencial e com inauguração prevista para o segundo semestre de 2015. Também foram anunciados uma nova unidade do Grupo Futuro Educacional (ainda sem data de inauguração prevista), posto de gasolina, entre outros.

Vista de parte do clube social no Residencial Ipiranga

Vista de parte do clube social no Residencial Ipiranga

Caixa desmente existência de 3 mil vagas para programas de aprendizagem

Ao contrário do que vem sendo amplamente divulgado nas redes sociais, acerca da disponibilidade de 3 mil vagas para programas de aprendizagem na Caixa Econômica Federal, a instituição, por meio de sua Assessoria de Comunicação, divulgou nota desmentindo a notícia. Segundo o banco, desde fevereiro de 2012, as vagas de aprendizes na Caixa são preenchidas somente em decorrência dos desligamentos. “As vagas, quando surgem, são divulgadas pelas entidades conveniadas, responsáveis pela contratação de aprendizes”, que atuam na instituição.

Enade acontece amanhã com 483,5 mil inscritos em todo o país

Concluintes de cursos de bacharelado, licenciatura e tecnólogo de todo Brasil devem fazer amanhã (23) o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). A expectativa é que 483,5 mil estudantes matriculados em 1,48 mil instituições de educação superior façam o exame.

Os estudantes têm até amanhã para preencher o questionário do estudante, usado para subsidiar a construção do perfil socioeconômico dos participantes. O preenchimento é obrigatório e o universitário deve se identificar por meio do CPF, pelo nome ou pelo curso.

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), aqueles que não responderem ao questionário estarão em situação irregular com o Enade e poderão ficar impedidos de colar grau e receber o diploma, mesmo que façam o exame. (Fonte: Agência Brasil) 

Lixo vira lixo pela ação de moradores

 

Vergonhosa cena diariamente pode ser vista na VP7, próximo a Escola Jonatas Athias.

No canteiro central, comerciantes e moradores das Folhas 16 e 21 usam o espaço para depósito de lixo.

Nem bem o carro da limpeza pública passa pelos bairros recolhendo sacos de lixo, a “urubuzada” aparece jogando todo tipo de sujeira, no canteiro central.

A Prefeitura precisa começar a aplicar multas pesadas contra aqueles que sujam a cidade.

É bem verdade que a empresa Estre que cuida da limpeza,  deixa muito a desejar, realizando serviços de péssima qualidade, mas isso não pode servir de anteparo para a justificativa de depositar sujeira no meio da rua.

Multas pesadas, pesando no bolso, são um bom antídoto contra a urubuzada.

Canteiro central transformado em depósito de lixo

Canteiro central transformado em depósito de lixo

Juiz de Xinguara impede venda de fazenda

O juiz Iran Ferreira Sampaio, de Xinguara, deferiu esta semana liminar que impede a venda da Fazenda Nossa Senhora da Abadia, localizada em Rio Maria, em razão do suposto proprietário das terras, Sebastião Huguinim Leal, não ter pago as parcelas de acordo com contrato de compra do imóvel. Em sua decisão, o magistrado justifica que Leal é contumaz na prática de adquirir imóveis rurais, não pagar e, em seguida, vendê-los. O blog não conseguiu localizar Sebastião Leal para ouvir sua versão.

Juiz de Direito e Secretário de Cultura travam debate na rede social

 

O artigo “Nunca se roubou tão pouco”, do empresário  Ricardo Semler, publicado na Folha UOL,        reproduzido aqui no blog,  e  compartilhado à exaustão, de tanta repercussão, durante toda a sexta-feira, 21, foi assunto mais citado nas redes sociais.

Em Marabá, o artigo foi compartilhado na TL do secretário de Cultura do Município, Cláudio Feitosa, gerando troca de comentários entre o assinante do Facebook e o juiz de Direito César Lins.

A seguir, reprodução da rica peleja entre os contendores

 

 

  • Cesar Lins Eu teria vergonha de compartilhar um artigo deste nível .
    Onde se busca tornar algo corriqueiro, normal, a bandalheira que é a corrupção… Isto não torna menos reprovável a corrupção na atual Petrobras. Apenas me mostra que cada vez mais não estamos evoluindo !
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  • Claudio Feitosa Caro Cesar, em minha opiniao o texto nao pretende justificar nem defender a corrupcao. Outrossim, Semler combate a hipocrisia, o falso moralismo e um desavergonhado “isso-nao-é-comigo que acomete figuras como FHC, protagonista da compra de votos para aprovar a reeleicao. Semler tem isencao inquestionavel, fato que registra atraves da lembranca de sua filiacao partidaria. O Brasil eh prodigo em discursos-fantasia. Se continua verdadeira a famosa afirmação segundo a qual ‘muita saúva e pouca saúde os males do Brasil são’, nao menos verdadeiro eh o fato de que o PT nao existia quando Mario de Andrade cunhou a referida frase em Macunaíma.
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  • Claudio Feitosa A diferenca eh que durante toda esta quadra historica, somente agora tem empreiteiros presos.
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  • Claudio Feitosa O q eh otimo
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  • Cesar Lins Esta foi sua visão .. Mas o que entendo que ele é direcionado para justificar o que é injustificável pois pouco importa quando a corrupção ocorreu, o importante é que ela seja exterminada ou reduzida a patamares dos países comprometidos com o bem estar social!
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  • Claudio Feitosa Eu acho q eh exatamente isso q ele sugere, atraves de dados estatisticos, que possa estar acontecendo
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  • Claudio Feitosa Textos sao sempre objetos de interpretacao, mas a sintaxe no artigo me pareceu suficientemente clara.
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  • Claudio Feitosa Ele combate gente como Agripino Maia, que de repente quer se arvorar a vestal. Sendo que ate o mundo mineiral, como diz Mino Carta, conhece a ficha corrida da figura
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  • Cesar Lins Ele é acusador para normalizar o flagelo da corrupção … Propondo que todos os brasileiros são corruptos por natureza ! É facista este artigo ! Usa método indutivo na mente dos leitores que não se aprofundam nas entrelinhas dos artigos direcionados!
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  • Claudio Feitosa A experiencia italiana do movimento maos-limpas tem sido comparada com o q pode acontecer aqui a partir da lava-jato, mas a exemplo do caso italiano que desaguou em berlusconi, aqui pode gerar um monstro salvador da patria.
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  • Cesar Lins Espero que isto aconteça por aqui e que cheguem a todos eles, pois estes são verdadeiros sanguessugas do dinheiro público!
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  • Claudio Feitosa Nao eh por natureza, nem sao todos, muito menos a maioria. Convivemos com a corrupcao por processo historico e toda vez q um grupo social mobilizou a sociedade a partir dessa perspectiva moral, acabou gerando monstros. Foi assim em 1954 que redundou no golpe militar. E foi assim com o caçador de Marajas, cujo resultado estah vivo em nossas lembrancas
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  • Cesar Lins É verdade .. Mas o artigo não visa difundir está sua ideia é sim a que sustento na minha opinião explanada acima ! E se tiver que ir atrás de culpados, vamos então, garantido-se a ampla defesa !

Defensoria procura prédio para instalar nova sede em Paragominas

O antigo prédio da Defensoria Pública em Paragominas já não oferece condições de atendimento

Dos dias 25 a 27 deste mês, O defensor público geral do Estado, Luís Carlos de Aguiar Portela, e o diretor de Interior da Defensoria, defensor público Daniel Lobo, estarão no Núcleo Regional do Rio Capim, em Paragominas, de 25 a 27 deste mês. Na cidade eles devem procurar e avaliar imóveis que ofereçam melhores e mais modernas condições de trabalho para os defensores e servidores, além de um maior conforto no atendimento aos assistidos, para que ali seja instalada nova sede do órgão. O prédio atual já não permite ser adaptado aos padrões necessários, que exigem espaços para salas de reuniões amplas, gabinetes individualizados e ambientes adaptados aos portadores de necessidades especiais. (Com informações da Ag. Pará)

Governador reeleito se reúne com lideranças de Marabá e promete maior presença no município e região

Runiao

O plano de desenvolvimento de Marabá para 2015, foi discutido na reunião realizada no início da tarde de ontem, sexta-feira (21), pelo governador Simão Jatene (PSDB) e lideranças políticas do município. Os Centros Regionais de Governo e a ponte do Rio Tocantins foram os principais temas abordados no encontro.

Simão Jatene disse que pretende implantar, a partir do próximo ano, os Centros Regionais de Governo, que terão autonomia e poder de decisão, facilitando a realização de obras e o desenvolvimento de serviços. “Marabá deverá ser um desses Centros Regionais”, afirmou o governador, destacando a importância de o governo estar fisicamente presente em todas as regiões.

“Cada região terá uma base de governo que possa pensar e discutir soluções específicas para as demandas regionais. Mesmo os municípios de regiões próximas, como os dos municípios da região sul e sudeste, têm perfis diferentes e problemas diferentes, que precisam  de soluções distintas”, reiterou Jatene.

A vereadora Vanda Américo, da Câmara Municipal de Marabá, solicitou apoio do governo para resolver o problema da segunda ponte ferroviária que será construída pela Vale no Rio Tocantins, cujo projeto não prevê o transbordo rodoviário, mas o governador garantiu que essa questão já está sendo estudada. 

O pecuarista Diogo Naves disse que o grupo ficou satisfeito com a reunião. “É muito boa essa abertura que tivemos com o governo do Estado. O governador nos ouviu e está atento às principais demandas e reivindicações do nosso município. Nós sabemos do compromisso do governador com Marabá, e estamos disponíveis para contribuir com tudo o que está sendo feito”, avaliou.

Também participaram da reunião Haroldo Silva,  membro do Conselho Estadual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB); o empresário Márcio Spíndola; o engenheiro Haroldo Bezerra e o agrônomo Raimundo Nonato Gomes Filho, além de outra lideranças de Marabá. (Fonte: Agência Pará)

Polícia Federal prende 12 em Redenção por fraude contra o seguro-desemprego

Doze pessoas foram presas pela Polícia Federal nas operações Justa Causa II e Áspides deflagradas nesta sexta-feira (21) nos estados do Pará e Tocantins. Sete dos detidos foram detidos na Justa Causa II na cidade de Redenção, sudeste paraense.

Os outros cinco foram presos na mesma cidade em cumprimento a mandados de prisão da Áspides. Foram apreendidos ainda carros de luxo, motocicletas e aproximadamente R$ 15 mil em dinheiro para cumprir 13 mandados de busca e apreensão. No Tocantins, duas pessoas foram presas, entre elas um funcionário da Caixa Econômica Federal.

As operações visavam desarticular duas quadrilhas que fraudavam o saque de Seguro-Desemprego. Dois dos presos da Justa Causa também foram autuados por porte ilegal de armas. A Polícia Federal efetuou a prisão de uma pessoa por porte de drogas que estava na residência de um dos alvos da operação. De acordo com o delegado Leonardo Araújo de Almeida, o detido não tinha ligação com as fraudes investigadas pela polícia há cerca de um ano.

Foram apreendidos ainda 140 cartões do Cidadão, documento emitido pela Caixa para consulta e saques de benefícios como o Seguro Desemprego, FGTS e Abono Salarial. Segundo o delegado, com a apreensão dos cartões a polícia estima ter evitado que a quadrilha desviasse mais R$ 4 milhões dos cofres públicos. A Justiça Federal também, sequestrou bens e imóveis dos detidos e bloqueou contas bancárias.

O delegado explicou que as investigação iniciaram após a polícia ter recebido denúncias de vítimas que tiveram o benefício sacado indevidamente pela quadrilha. Almeida estima que as duas organizações tenham desviado R$ 15 milhões do benefício vinculado ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Os presos foram autuados por estelionato, corrupção ativa e passiva, peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas somadas podem chegar a 30 anos de prisão. (Fonte: Portal ORM)

Mega-Sena sorteia neste sábado o maior prêmio da história: R$ 135 milhões

A Mega-Sena vai sortear neste sábado (22) o maior prêmio da história dos concursos regulares. Acumulada há sete concursos, a Mega pode pagar R$ 135 milhões ao apostador que acertar as seis dezenas do concurso 1.655.

De acordo com a Caixa Econômica Federal (CEF), com esse valor, o ganhador poderá comprar 38 imóveis de R$ 3,5 milhão cada, ou ainda uma frota de 900 carros de luxo. Se quiser investir, aplicando o prêmio de R$ 135 milhões na poupança, poderá se aposentar com uma renda de de R$ 820 mil por mês, o equivalente a R$ 27 mil por dia. O sorteio será realizado em Macatuba (SP), a partir das 20h (horário de Brasília).

A Caixa Econômica Federal faz os sorteios da Mega-Sena duas vezes por semana, às quartas-feiras e aos sábados. As apostas podem ser feitas até as 19h do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país. A aposta mínima custa R$ 2,50.

MPF ameaça suspender concessão de florestas em Itaituba

O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) tem dez dias de prazo para responder recomendação do Ministério Público Federal (MPF) para que seja suspenso o leilão de concessão das Florestas Nacionais (Flonas)  Itaituba I e II, no município de Itaituba, no sudoeste do Pará. O edital é considerado irregular por omitir a existência de ribeirinhos e indígenas vivendo nas florestas da região.

A minuta do edital, anexos e documentos de suporte ao edital de concessão foram lançados na semana passada e envolve 295 mil hectares de florestas, distribuídos em três Unidades de Manejo Florestal. As audiências públicas estão marcadas para os dias 27 e 28 de novembro nos municípios de Trairão e Itaituba.

O MPF alerta que está em trâmite na Fundação Nacional do Índio a demarcação do território tradicional dos índios Munduruku na mesma região e que o próprio plano de manejo das duas Flonas reconhece a existência de comunidades ribeirinhas e extrativistas.

Segundo o MPF, o edital viola ainda a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, que assegura a consulta prévia, livre e informada aos povos interessados, sempre que sejam previstas medidas legislativas ou administrativas suscetíveis de afetá-los diretamente.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) também não foi ouvido pelo SFB, o que deveria ter ocorrido pela existência de vários sítios arqueológicos no perímetro das duas florestas em licitação.

Além de recomendar a suspensão do edital, o MPF exige que o SFB faça a plotagem de toda a extensão das Flonas, identificando principalmente as áreas indígenas incidentes e no entorno. Também exige que o SFB realize consulta prévia, livre e informada aos índios e demais povos tradicionais, elabore estudo do patrimônio arqueológico e tudo seja encaminhado ao MPF.

As áreas de concessão florestal licitadas pelo SFB ficam na região onde o governo quer instalar a usina hidrelétrica São Luiz do Tapajós, atingindo as mesmas populações tradicionais que serão impactadas pela usina. (Fonte: MPF-PA)

Devolve, Gilmar Mendes!

 

 

OS SENTIDOS DA OPERAÇÃO LAVA JATO: DEVOLVE, GILMAR!

 Jean Wyllys, deputado federal, na Carta Capital

 

 

A promiscuidade entre política e mundo dos negócios produz enormes prejuízos para a democracia: além da corrupção, dá poder às empresas de eleger candidatos e conseguir maioria no Congresso

por Jean Wyllys

 

A Operação Lava Jato poderia ser uma oportunidade excepcional, dessas que quase nunca ocorrem, para discutir seriamente o problema da corrupção no Brasil e a forma com que ela prejudica a democracia. Pela primeira vez, as principais empreiteiras estão sendo investigadas e 21 executivos foram presos pela Polícia Federal, entre eles os presidentes de algumas delas. Não estamos falando de quaisquer empresas, mas daquelas que realizam as mais importantes obras públicas, financiadas pelos governos federal, estaduais e municipais de diferentes partidos e que, ao mesmo tempo, são as principais financiadoras das campanhas eleitorais que elegeram esses governantes.

 

Os grandes esquemas de corrupção — que sempre são apresentados pela cobertura jornalística, de forma falaz, como se fossem apenas uma espécie de degeneração moral de determinadas pessoas — geralmente associada ao partido que está no governo, revelam-se no caso da Lava Jato como o que realmente são: um componente fundamental de um sistema econômico e político controlado não por funcionários corruptos, mas pelas empresas corruptoras.

 

Repassemos alguns dados.

 

As empreiteiras investigadas são nove: OAS, UTC, Queiroz Galvão, Odebrecht, Camargo Corrêa, Iesa, Galvão Engenharia, Mendes Junior e Engevix. Juntas, elas têm contratos com a Petrobras de 59 bilhões de reais. Só no Rio de Janeiro, três dessas empreiteiras (OAS, Camargo Corrêa e Odebrecht) participam, associadas em diferentes consórcios, das dez maiores obras da Copa do Mundo e das Olimpíadas (linha 4 do metrô, Maracanã, Parque Olímpico, Transcarioca, Transolímpica, Porto Maravilha etc.) por um valor total de 30 bilhões. Elas têm contratos com governos de quase todas as cores. Várias delas também participam da privatização dos aeroportos e das obras do PAC, do governo federal, mas também das obras do metrô de São Paulo, envolvidos num caso de corrupção pelo qual é investigado o governador Geraldo Alckmin, que também recebeu dinheiro de empreiteiras para sua campanha.

 

Com negócios diversificados e participação em diferentes escândalos de corrupção, a lista das empreiteiras mais importantes do País é liderada pela Odebrecht que, segundo o ranking da revista O Empreiteiro, tem um faturamento de 5.292 bilhões de reais. Você sabe quanto dinheiro “doou” essa empresa para diferentes partidos e candidatos nas últimas eleições? Mais de 30 milhões de reais! A Odebrecht doou para todos os seguintes partidos: PSDB, PT, PSB, PMBD, PP, DEM, PCdoB, PV, Solidariedade, PROS, PRB, PSD, PPS, PSC, PCdoB, PTC e PSL. Eles doaram 2,95 milhões para a campanha da Dilma, 2 milhões para a campanha do Aécio e 500 mil para a campanha de Eduardo Campos (depois somou quase 50 mil a mais para a campanha da Marina), mas também para candidatos a governador e deputado e para os comitês financeiros e as direções nacional e estaduais de diferentes partidos.

 

De todos os partidos que elegeram representantes para o Congresso Nacional, o único que não recebeu dinheiro de nenhuma das empreiteiras investigadas (aliás, de nenhuma empreiteira!) foi o PSOL. Sim, foi o único!

 

A segunda maior empreiteira do ranking, com um faturamento de 5.264 bilhões, é a Camargo Corrêa, que doou, por exemplo, 1,5 mi para o DEM. A empreiteira Queiroz Galvão fez doações de campanha por mais de 50 milhões, beneficiando candidatos de 15 partidos, entre os quais o PT, o PSDB, o PMDB, o DEM e o PSB. Também doaram 200 mil reais para a campanha do nanico pastor Everaldo. Outra campeã das doações foi a OAS, com uma generosidade política de mais de 52 milhões que beneficiou Aécio, Dilma, Marina e candidatos de 12 partidos. A UTC fez doações de 34 milhões e também foi ampla na distribuição, beneficiando a 11 partidos, entre os quais estavam os mais importantes da situação e da oposição. E por aí vai. Todas elas estão envolvidas na investigação da Polícia Federal.

 

Alguns candidatos não recebem dinheiro de uma determinada empresa de forma direta, mas essa empresa doa para o comitê do partido, ou para sua direção nacional ou estadual, que por sua vez faz uma doação ao candidato. Ou então a empresa pode doar para um candidato a deputado, que depois faz uma doação para o candidato a presidente, ou vice-versa. Algumas empresas têm diferentes denominações, cada uma com um CNPJ distinto. Mas a quantidade de dinheiro que sai da União, dos Estados e dos municípios e vai para as empreiteiras mediante contratos para obras públicas, e que sai das empreiteiras e vai para os candidatos e seus partidos, é imensa. E essa promiscuidade entre política e mundo dos negócios produz enormes prejuízos para a democracia.

 

O problema não é apenas a corrupção direta, a propina e a lavagem de dinheiro. É também o poder que essas empresas têm para desbalancear o sistema democrático, apoiando determinados candidatos e candidatas com quantias absurdas de dinheiro que fazem com que os e as concorrentes de outros partidos tenham pouquíssimas chances de vencer, a não ser que entrem no esquema.

 

Nas últimas eleições, 326 parlamentares tiveram suas campanhas financiadas por empreiteiras (nenhum do PSOL!). E, entre eles, 255 receberam dinheiro das envolvidas na operação Lava Jato. Façamos as contas. Os candidatos das empreiteiras são maioria no Congresso! Dentre eles, 70 deputados e 9 senadores são citados nas investigações. E há governistas e opositores — inclusive petistas e tucanos (mas alguns jornais e revistas citam apenas os petistas).

 

O financiamento empresarial das campanhas favorece esse esquema e prejudica os que não querem fazer parte dele. Eu fui o sétimo deputado federal mais votado do estado do Rio de Janeiro, com 144.770 votos, e a receita total da minha campanha foi de 70,892.08 mil reais em doações físicas, sendo que, destes, 14 mil correspondem a trabalhos de voluntários. Não recebi (e nem quero!) um centavo das empreiteiras.

 

Agora vou dar um exemplo contrário: deputado Eduardo Cunha, que teve 232.708 votos e foi o terceiro mais votado do estado, declarou uma receita de mais de 6,8 milhões de reais! Sim, você leu bem: quase 7 milhões. Os diretórios nacional e estadual do PMDB, seu partido, que também doou dinheiro para ele, receberam “ajuda” da OAS (3,3 milhões), da Queiroz Galvão (16 milhões), da Galvão Engenharia (340 mil) e da Odebrecht (8 milhões). O PMDB governa o estado que dá a algumas dessas empreiteiras obras públicas milionárias. Isso sem falar dos bancos, empresas de mineração, shoppings e outros empreendimentos que depositaram na conta de Cunha.

 

Vocês percebem como o é injusto e antidemocrático que um candidato honesto, que conta apenas com doações de amigos, militantes e simpatizantes, contra outro que recebe quase 7 milhões de bancos e empreiteiras? Vocês percebem como isso faz com que nosso poder, eleitor, seja cada vez menor, e com que o poder da grana se imponha cada vez mais?

 

Agora pense no seguinte: Eduardo Cunha pode ser o próximo presidente da Câmara dos Deputados! Ele é um dos cérebros da bancada fundamentalista, foi o grande articulador da presidência da CDHM para o pastor Marco Feliciano e é o porta-voz do que há de mais reacionário, retrógrado, conservador e antipopular no Congresso. Algumas pessoas acham que o grande vilão da direita é Jair Bolsonaro, mas na verdade, ele é apenas um personagem caricato, bizarro, que tem mais holofotes do que merece. O verdadeiro poder radica em personagens menos conhecidos, como Cunha, que se mexem nas sombras. E as doações milionárias entram na conta dele.

 

Mas eu comecei dizendo que tudo o que está acontecendo em torno da operação Lava Jato poderia ser uma oportunidade excepcional para discutir seriamente o problema da corrupção no Brasil e a forma com que ela prejudica a democracia. Poderia ser, mas não está sendo. A maioria da imprensa e alguns líderes da oposição com espaço na mídia está tentando passar a impressão de que se trata, apenas, de um novo “escândalo de corrupção do PT”.

 

Delegados e fontes do judiciário ligadas a partidos de direita vazam de forma seletiva informações que envolvem apenas os corruptos petistas, mas escondem as que poderiam prejudicar os corruptos tucanos ou de outros partidos. Tudo passa a ser “culpa da Dilma, do Lula e dos petralhas”. E o PSDB e seus aliados da direita tentam se apropriar da operação e se apresentar como os paladinos da moral e da honestidade que querem nos livrar dessas mazelas. Hipócritas!

 

É claro a corrupção na Petrobras durante os governos petistas que tem que ser investigada — mas também durante os governos tucanos e os governos anteriores aos tucanos! É claro que temos que investigar todos os funcionários e parlamentares envolvidos nos esquemas, seja do partido que forem. O PT e seus aliados têm uma enorme responsabilidade nisso tudo. Mas enquanto pensarmos na corrupção apenas como uma sucessão de casos particulares e olharmos para ela apenas como um problema moral seremos como aquele personagem da publicidade “Sabe de nada, inocente!”. O escândalo está sendo instrumentalizado por uma parte da imprensa não apenas para atacar o governo, mas também para colocar a Petrobras no alvo de discursos privatizadores! Ou seja, a questão é muito mais complexa!

 

Por isso, e se realmente quisermos fazer algo que tenha impacto real contra a corrupção, o primeiro passo é acabar com o financiamento empresarial de campanha. A OAB apresentou no Supremo Tribunal Federal uma ADIN (ação direta de inconstitucionalidade) para proibi-lo, e tem todo o apoio do PSOL. Seis dos onze ministros já votaram favoravelmente, mas o ministro Gilmar Mendes, Advogado Geral da União durante a presidência de Fernando Henrique Cardoso, pediu vistas do processo em abril desse ano e, desde então, nada fez a respeito.

 

Diversos movimentos sociais e políticos lançaram a campanha #devolvegilmar, para que o ministro conclua suas vistas e permita que ela seja julgada. O fim do financiamento empresarial de campanhas deveria ser, também, um dos principais eixos da reforma política que o Brasil precisa. Porque com um Congresso cujos integrantes foram financiados pelas principais empreiteiras envolvidas nesses esquemas, não haverá “CPI das empreiteiras”, da mesma forma que não avançará a CPI da Petrobrás. Tudo será tratado como mais um escândalo.

 

Se quisermos que a corrupção deixe de ser, apenas, o tema favorito das manchetes de jornal, e passe a ser combatida de forma realista e eficaz, sem hipocrisia, precisamos produzir reformas estruturais no sistema político e econômico e não apenas fazer julgamentos morais partidarizados. Precisamos cortar um dos principais rios de dinheiro que corrompe a política e, ao mesmo tempo, diminui o poder dos eleitores, transformando os governos e o Congresso em reféns dos interesses de um pequeno grupo de empresários com negócios bilionários.

 

Devolve, Gilmar! Vamos falar sério dessa vez!.

Acessos que ligam Transamazônica com a BR-155 serão iniciados em breve

 

 

Serão iniciadas nos próximos meses a construção das vias que no futuro ligarão, em vários acessos, a Rodovia Transamazônica com a BR-150 (rodovia para Parauapebas), na área do quadrilátero entre a Zoobotânica e a Transamazônica. A primeira etapa dessa grande intervenção rodoviária, que deverá trazer mais desenvolvimento para aquela região, será um primeiro acesso na Transamazônica, com 1.100 metros, até o novo campus das Faculdades Metropolitanas de Marabá, que deverá estar concluído até meados de 2015. Um segundo trecho, com cerca de aproximadamente 1.200 metros, será construído também em 2015, partindo da BR 150, conectando de forma definitiva as duas rodovias.

A construção dos acessos melhorará o acesso na região do Ipiranga Residencial, em particular para seus moradores, que passarão a contar com acesso também para a Transamazônica, bem como estar muito perto de todos os bens e serviços que certamente se instalarão no entorno do Campus da Faculdade Metropolitana e do Grupo Futuro Educacional (ainda sem data de inauguração prevista), como restaurantes e bares, postos, serviços bancários, comércio em geral, dentre outros.

O Ipiranga Residencial, empreendimento localizado exatamente naquela região, que se constitui hoje em uma das regiões que mais crescem e se valorizam em Marabá, foi todo concebido com a proposta de gerar qualidade de vida, preservar o meio ambiente e levar desenvolvimento sustentável para seu entorno.

“As obras de infraestrutura, como o novo acesso ligando o empreendimento à Rodovia Transamazônica, recebeu todas as licenças pertinentes, como Licença Prévia de Instalação, emitida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Marabá (SEMMA), dentro outras”, explica Fernando Rabay, engenheiro responsável pelas obras de construção dos acessos. Segundo ele, o cronograma de trabalho prevê que a parte de terraplenagem e instalação de toda infra estrutura, como sistema de drenagem e rede de iluminação, deva estar pronta até maio, quando a área receberá a camada asfáltica, estando o primeiro acesso para a Transamazônica totalmente concluído até Junho 2015.

“Trata-se de uma obra bastante importante para o melhor fluxo viário não só daquela região, mas também para toda a cidade, tendo em vista que esta região já se constitui no principal eixo de desenvolvimento de Marabá”, afirma Rabay. “Além de beneficiar um grande número de pessoas de Marabá e de cidades da região, os acessos para a Transamazônica e para a BR 150 valorizarão ainda mais os terrenos e as construções do Ipiranga Residencial, por propiciar novos acessos e por si só levar à instalação de novos empreendimentos imobiliários e comerciais.”

“Nunca se roubou tão pouco”

 

  Filiado ao PSDB, o empresário  Ricardo Semler acaba de publicar sua colina semanal na Folha denunciando que os roubos na Petrobrás, antes de 2000, eram dez vezes maiores do que atualmente.

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Nunca se roubou tão pouco

   - Ricardo Semler

Não sendo petista, e sim tucano,  sinto-me à vontade para  constatar que essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país

Nossa empresa deixou de vender equipamentos para a Petrobras nos anos 70. Era impossível vender diretamente sem propina. Tentamos de novo nos anos 80, 90 e até recentemente. Em 40 anos de persistentes tentativas, nada feito.

Não há no mundo dos negócios quem não saiba disso. Nem qualquer um dos 86 mil honrados funcionários que nada ganham com a bandalheira da cúpula.

Os porcentuais caíram, foi só isso que mudou. Até em Paris sabia-se dos “cochons des dix pour cent”, os porquinhos que cobravam por fora sobre a totalidade da importação de barris de petróleo em décadas passadas.

Agora tem gente fazendo passeata pela volta dos militares ao poder e uma elite escandalizada com os desvios na Petrobras. Santa hipocrisia. Onde estavam os envergonhados do país nas décadas em que houve evasão de R$ 1 trilhão — cem vezes mais do que o caso Petrobras — pelos empresários?

Virou moda fugir para Miami, mas é justamente a turma de Miami que compra lá com dinheiro sonegado daqui. Que fingimento é esse?

Vejo as pessoas vociferarem contra os nordestinos que garantiram a vitória da presidente Dilma Rousseff. Garantir renda para quem sempre foi preterido no desenvolvimento deveria ser motivo de princípio e de orgulho para um bom brasileiro. Tanto faz o partido.

Não sendo petista, e sim tucano, com ficha orgulhosamente assinada por Franco Montoro, Mário Covas, José Serra e FHC, sinto-me à vontade para constatar que essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país.

É ingênuo quem acha que poderia ter acontecido com qualquer presidente. Com bandalheiras vastamente maiores, nunca a Polícia Federal teria tido autonomia para prender corruptos cujos tentáculos levam ao próprio governo.

Votei pelo fim de um longo ciclo do PT, porque Dilma e o partido dela enfiaram os pés pelas mãos em termos de postura, aceite do sistema corrupto e políticas econômicas.

Mas Dilma agora lidera a todos nós, e preside o país num momento de muito orgulho e esperança. Deixemos de ser hipócritas e reconheçamos que estamos a andar à frente, e velozmente, neste quesito.

A coisa não para na Petrobras. Há dezenas de outras estatais com esqueletos parecidos no armário. É raro ganhar uma concessão ou construir uma estrada sem os tentáculos sórdidos das empresas bandidas.

O que muitos não sabem é que é igualmente difícil vender para muitas montadoras e incontáveis multinacionais sem antes dar propina para o diretor de compras.

É lógico que a defesa desses executivos presos vão entrar novamente com habeas corpus, vários deles serão soltos, mas o susto e o passo à frente está dado. Daqui não se volta atrás como país.

A turma global que monitora a corrupção estima que 0,8% do PIB brasileiro é roubado. Esse número já foi de 3,1%, e estimam ter sido na casa de 5% há poucas décadas. O roubo está caindo, mas como a represa da Cantareira, em São Paulo, está a desnudar o volume barrento.

Boa parte sempre foi gasta com os partidos que se alugam por dinheiro vivo, e votos que são comprados no Congresso há décadas. E são os grandes partidos que os brasileiros reconduzem desde sempre.

Cada um de nós tem um dedão na lama. Afinal, quem de nós não aceitou um pagamento sem recibo para médico, deu uma cervejinha para um guarda ou passou escritura de casa por um valor menor?

Deixemos de cinismo. O antídoto contra esse veneno sistêmico é homeopático. Deixemos instalar o processo de cura, que é do país, e não de um partido.

O lodo desse veneno pode ser diluído, sim, com muita determinação e serenidade, e sem arroubos de vergonha ou repugnância cínicas. Não sejamos o volume morto, não permitamos que o barro triunfe novamente. Ninguém precisa ser alertado, cada de nós sabe o que precisa fazer em vez de resmungar.

 

Ricardo Semler, empresário, é sócio da Semco Partners. Foi professor visitante da Harvard Law School e professor de MBA no MIT – Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA)

Crianças com alergia à proteína do leite de vaca não devem tomar vacina tríplice viral

O Ministério da Saúde alerta as secretarias estaduais e municipais de Saúde que evitem aplicar a vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, a rubéola e a caxumba, em crianças com histórico de alergia à proteína do leite de vaca (APVL). A restrição, segundo a pasta, vale apenas para doses fornecidas pelo laboratório Serum Institutte of India Ltd.

A informação, segundo nota divulgada pelo MS, é preventiva, pois foram notificados alguns casos de reações adversas em crianças que têm alergia ao leite de vaca. “Vale ressaltar que todas as crianças passam bem”, diz o comunicado, acrescentando: “Crianças com intolerância à lactose do leite podem receber a vacina normalmente”.

O MS destaca que o laboratório é pré-qualificado pela Organização Mundial da Saúde e fornece, há anos, doses para vários países, inclusive para o Brasil. Todos os lotes da vacina tríplice viral aplicadas no país, segundo o governo, passaram por análise no Instituto de Qualidade em Saúde e foram aprovadas para uso.

“Desde junho deste ano, mais de 4,4 milhões de crianças foram vacinadas com essa tríplice viral no país, e há garantia da segurança da vacina”, destacou a pasta. Entretanto, de acordo com a nota, durante análise da composição da vacina do Serum Institutte foi verificada a presença de lactoalbumina hidrolisada.

Diz a nota: Embora não exista na bula nenhuma contraindicação do seu uso em pessoas que apresentam alergia ao leite de vaca, como medida de precaução, o Ministério da Saúde enviou a todas as secretarias estaduais de Saúde informe técnico recomendando que crianças com histórico de alergia ao leite de vaca não sejam vacinadas com a tríplice viral. Nestas crianças, a vacinação deverá ocorrer em uma data posterior. (Com informações da Agência Brasil)