Prefeito de Marabá recorrerá de decisão judicial que bloqueou seus bens

 

O prefeito de Marabá, João Salame, recorrerá da decisão judicial que bloqueou seus bens, acusado pelo Ministério Público Estadual de irregularidades no pagamento do ex-secretário Institucional de Segurança, delegado Alberto Teixeira.

Em contato com a imprensa, Salame considera um “absurdo” a decisão.

“Nós fizemos o pagamento do ex-servidor baseado em orientação do Governo do Estado, que liberou a cessão do delegado desde que a prefeitura arcasse com o ônus salarial do mesmo. A prefeitura de Marabá não sabia que ele estava recebendo salário do Município e do Estado, ao mesmo tempo. Portanto, correto seria o Ministério Público exigir do servidor a devolução do dinheiro aos cofres público e não bloquear os meus bens, porque eu não sabia que ele recebia dois salários”.

Além de Salame, o próprio delegado Alberto Teixeira e a secretária Estadual de Administração, Alice Viana, tiveram seus bens bloqueados.

Alice, em nota, informa que compareceu espontaneamente ao processo, ingressando com recurso de agravo de instrumento junto ao Tribunal de Justiça do Estado do Pará.

Alberto Teixeira, motivador da celeuma, não se pronunciou até agora.

 

Empoderamento feminino

MulherA presença  feminina no quadro de colaboradores é marcante na Unimed Sul do Pará .

Em 2015, dos 132 colaboradores, 75 são mulheres.

Elas somam 57% do quadro funcional.

Assim caminha a humanidade feminina, cada vez mais imponente.

Porque empoderar mulheres e promover a equidade de gênero em todas as atividades sociais e da economia são garantias para o efetivo fortalecimento das economias, o impulsionamento dos negócios, a melhoria da qualidade de vida de mulheres, homens e crianças, e para o desenvolvimento sustentável.

Desenvolvimento efetivo da vida.

“A mulata que era preta”

O racismo da Globo e a “mulata que era preta”

Jornalista  Fernando Brito

 

Racismo

Ontem, postei aqui um texto de Jari da Rocha que, eu sabia, daria polêmica e, portanto, fiz questão de subscrever, porque não fujo de polêmica.

Era da pobreza mental de atacar como racista um casal, branco, que adotou uma criança negra e, no Carnaval, fantasiou-se (fantasia, isso dá alguma pista? ) de Aladim, Jasmine e Abu.

Pronto, para alguns idiotas o pai chamou o filho de macaco.

Macaco é ofensivo, quando dito por ódio e desqualificação. Rato também, e ninguém ia se importar se fosse Mickey. Porco, idem, mas Peppa pode. Cachorro, da mesma forma, mas  de Pateta não há problema.

O pobre rapaz teve de sair a explicar-se – logo ele que, com a mulher, teve  o raro ato  de amor ao não  eleger cor da pele para  adotar.

Li artigos, de gente que não é superficial, que embora não o acusem , dizem que “foi uma escolha infeliz” , como se o casal tivesse de considerar seu filho negro diferente do que se fosse branco, porque se branco creio que nenhum problema haveria.

Ou seja, por seu filho não ser branco, ele tem de patrulhar seus atos de carinho.

No mesmo dia, porém, houve algo que não teve nem 1% da repercussão e, sim, é um ato de “racismo mercadológico”.

A reportagem do The Guardian, inglês, com a ex-globeleza Nayara Justino – eleita num concurso com votação popular e logo “derrubada”  pelos comentários racistas das redes sociais e pelo “marketing” da Globo, porque “era negra demais” – é algo que não sai por aqui.

É óbvio que a instituição “globeleza” , seja “negra globeleza”, “mulata globeleza” ou “louraglobeleza” já é uma apelação. que reduz a alegria e a sensualidade do carnaval  a uma “vinheta”, um objeto semovente.

Os movimentos étnicos têm um papel libertador na vida brasileira, entre outras razões, por denunciar esta “cosificação ”  do negro.

E  razão ao afirmar que o “mulato claro” tem mais aceitação na nossa cultura escravista.

Mas se não enxerga que a miscigenação, quando não opressiva como nas senzalas, é um triunfo da civilização de uma só espécie, a humana.

E isso é terrível rque , como para mostrar como é sério o problema do racismo, se questiona o casamento – hipocritamente chamado de namoro, pois já vivem juntos há muitos anos – de Nayara com um rapaz branco.

Se não há nenhum sinal de que isso se dê por razões econômicas, sórdidas, me desculpem, o que alguém tem a ver com isso?

A Nayara deveria andar com uma daquela “tabela de cores” para resolver com quem namora, casa ou transa?

O que é que qualquer pessoa tem a ver com isso?

Que diabos a gente tem a ver com a vida afetiva de alguém?

Se eu namorar uma mulher negra viro um senhor de engenho?

Se uma mulher negra namorar comigo quer destruir a negritude ancestral?

Ainda bem que estou velho demais para isso…

Mas estou jovem o suficiente para afirmar que todos os seres humanos são – e devem ser, sempre – iguais em direitos e liberdades.

A única atitude digna em relação ao preconceito, seja qual for ou que supostas razões tente brandir, é olha-lo como uma estupidez.

E a estupidez é apenas a lama que o processo civilizatório vai esmagando.

Os Intocáveis da mídia

Muito além das fronteiras do ridículo

   – Jornalista Mino Carta,  revista CartaCapital

Está claro que de FHC e de Aécio não é admissível suspeitar: postam-se na proa da fragata tucana e, portanto, são intocáveis. Seu partido tornou-se de fato o mais perfeito intérprete dos ideais da direita mais reacionária do País. O Partido da Social-Democracia Brasileira, e já aí nos defrontamos com uma piada. Nunca houve quem ousasse perguntar-se como um professor universitário seja proprietário de um apartamento paulistano muito maior do que o triplex praiano que dona Marisa não comprou, e de uma fazenda de boa extensão, fruto de uma obscura história a envolver um certo Jovelino Mineiro, de turva memória. O único filho de FHC (o outro dele não era) andou metido em aventuras estranhas e eu não esqueço as excelentes relações que o ex-presidente mantinha com Daniel Dantas, o banqueiro do Opportunity, deliberadamente favorecido pelo então presidente do BNDES, Luiz Carlos Mendonça de Barros, por ocasião da bandalheira da privatização das comunicações.

Tive a oportunidade de ouvir a gravação dos grampos das conversas telefônicas entre Mendonça de Barros, André Lara Resende e Persio Arida e parte mais significativa CartaCapital publicou em 25/8/1998, ecoada obviamente pelo estrondoso silêncio da mídia nativa. Ouvi claras referências à manipulação dos resultados da privatização a favor “dos italianos” e, portanto, de Dantas, admitida a possibilidade de recorrer, caso necessário, à “bomba atômica”, ou seja, o presidente FHC. Certa vez, de volta de Cayman, onde cuida dos seus negócios e de muitos outros graúdos, o banqueiro foi diretamente a Brasília para uma visita ao Alvorada. Perguntei-me se estaria em missão de agradecimento.

A vocação aérea de Aécio Neves é certa e sabida, costumava usar o avião da governança mineira para viagens sem agenda oficial, e o emprestava com generosidade aos amigos e nem tanto para suas deslocações Brasil afora. Até um vilão recente, Delcídio do Amaral, gozou da regalia. Do ex-governador falou-se muito e mal, em incursões inclusive por sua vida privada, e eis que, de improviso, ao se tornar candidato tucano contra Dilma Rousseff, a mídia nativa o assume como varão de Plutarco.

Os argumentos brandidos agora na tentativa de incriminar Lula, repetidos à exaustão produzem jornalões idênticos de um dia para o outro, e também revistas e programas de rádio e tevê. Ao ler a Folha de S.Paulo de sexta-feira você pode ser levado a crer que de verdade se trate de O Globo de domingo ou do Estado de S. Paulo da quinta seguinte. Não se distingue colunista, ou um comentarista, de outro. Por exemplo, Dora Kramer de Eliane Cantanhêde. De todo modo, na terça 2 de fevereiro, na FolhaMario Sergio Conti aponta em Ernesto Geisel um herói da probidade. Dado a esquecimentos, o colunista graciosamente olvida a vivenda nababesca que Geisel construiu na encosta da Serra do Mar e de como permitiu que o então mandachuva da Petrobras, Shigeaki Ueki, cobrasse pedágio sobre cada barril produzido ou importado. Sem contar que, ao encerrar o seu “mandato”, levou para casa os presentes recebidos de visitantes ilustres na qualidade de ditador. Consta ter apreciado sobretudo vasos chineses da dinastia Ming.

Mesmo para quem se acostumou à leitura da imprensa, ou acompanha programas políticos na tevê e no rádio, haveria de sofrer autênticas crises de desalentado enfado diante da repetição dos tais argumentos, de resto até o momento tão pouco consistentes. Os jornais contam até as vezes em que a família de Lula esteve no celebérrimo sítio de Atibaia como se os passeios apontassem para os verdadeiros donos do imóvel. Fica provado apenas que a polícia segue os passos da família Lula da Silva e se prontifica a vazar informações aos repórteres que certamente não se dispõem a certas tarefas.

Ampla conspirata em andamento como se vê, conluio de policiais com os perdigueiros midiáticos, diante do olhar atônito de Rolando Lero, perdão, do ministro da Justiça. Envolvidos, ainda, promotores certos da autoridade que a Constituição lhes concede, qual fossem instituições à parte, além das três previstas pelo regime democrático. No caso, o doutor Ulysses Guimarães, pai da Carta de 1988, cometeu um equívoco. Houve, entre seus assessores, quem recomendasse não conceder ao Ministério Público tamanho poder, mas o “Senhor Diretas Já”, movido a idealismo, não quis ouvir.

Os enredos protagonizados pelo triplex praiano e pelo sítio interiorano foram completamente desenrolados. No caso do sítio, um dos donos é filho de um dos fundadores do PT, Jacó Bittar, velho companheiro de lutas sindicais do ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema. Jacó comandava o sindicato dos petroleiros de Paulínia, e os filhos dos dois sindicalistas cresceram juntos. Seria imaginável que um Bittar funcionasse como laranja de Lula? Mesmo assim, os perdigueiros farejam o pecado e contam com um promotor paulista, Cassio Conserino, para dar ouvidos à sua algazarra e indiciar o casal Lula da Silva para depor no próximo dia 17. Admita-se a hipótese de que Conserino aspirasse a ter seu retrato nas páginas dos jornalões.

A razão da caçada é transparente, nasce do ódio de classe dos senhores da casa-grande e visa cortar pela raiz a eventualidade de uma candidatura de Lula em 2018. Ocorre que os perdigueiros se perdem pelo caminho à procura do que não existe, vítimas de sua própria insistência ao longo da pista que a nada leva. Surpresa? O jornalismo à brasileira é o mister, com raríssimas exceções, de uma horda de lacaios dos barões midiáticos. Estes se odeiam entre si, mas se unem à frente do risco comum, para formar o verdadeiro partido de oposição a qualquer ameaça à fórmula medieval, casa-grande e senzala. Nem por isso sobra espaço para espanto quando os perdigueiros estão a morder seu próprio rabo.

Quantos, além do promotor Conserino, não percebem o ridículo? Em primeiro lugar, os proprietários de apartamentos mensuráveis em milhares de metros quadrados de construção, dotados de terraços gourmet e de sete a oito garagens, em edifícios definidos como torres. Foi-se o tempo em que veraneavam em Guarujá. Por lá havia até um cassino em roleta, dedicado, porém, a jogos de baralho, e à mesa de pôquer o rebento de uma graúda família paulistana certa vez perdeu um carro Studebaker, verde e recém-importado. Décadas e décadas atrás, quando a Praia das Astúrias servia apenas para os passeios dos moradores de Pitangueiras, esta sim, habilitada a receber na orla a aristocracia, enquanto o time aspirante se espalhava por trás, em prédios ou sobrados sem vista para o mar. Guarujá é hoje uma amostra terrificante da degradação brasileira, com suas praias cercadas de favelas e bandos de assaltantes estavelmente instalados no túnel que dá acesso às praias da Enseada, Pernambuco e Perequê no rumo de Bertioga.

É um faroeste do terceiro milênio, bem diferente de Coral Gables, onde inúmeros privilegiados brasileiros têm apartamentos, quando não os têm em Nova York, com vista para o Central Park, e em Paris na Avenue Foch. Das Astúrias cabe dizer ter-se tornado há muitos anos a meta preferida dos farofeiros. Permito-me achar que dona Marisa agiu bem ao renunciar a tão falado triplex, que, aliás, com seus duzentos e poucos metros de construção, não há de ser a morada do rei. Basta, no entanto, pensar nele e, evidentemente, na possibilidade de que a família Lula da Silva dele usufruísse, para enraivecer os senhores até o paroxismo, bem como toda uma dita classe média que aspira a morar, algum dia, ao menos na mansarda da casa-grande.

Não vivessem uma poderosa degradação mental, fruto da incultura e da parvoíce dignas de uma república bananeira, perceberiam que essa história transpôs as fronteiras do ridículo, e o fracasso dos perdigueiros se retorceria contra quem os soltou. Receio que ninguém escape ao final infeliz de uma tragicomédia, mesmo quantos não merecem este destino, vítimas do carnaval encenado pela minoria branca, como diria Cláudio Lembo. 

Blog revela imagem inédita do Fiat Toro, nova picape que promete revolucionar o mercado

Fiat Toro

Foto da Toro 2016, publicada no site Revista Auto Esportes

O blogueiro passava à frente à matriz da Zucavel, concessionária Fiat na região, quando flagrou um carro com  desenhos diferentes sendo retirado de uma  carreta cegonha.

Curioso, o irrequieto escrevinhador parou seu carro e aproximou-se para ver a operação de desembarque veículos.

Um flagra!

No exato momento, estava sendo entregue à concessionária quatro  veículos da nova linha Toro, da Fiat, a tão aguardada picape Toro-2016.

Em primeira mão, o blog mostra  imagem da Toro, inédita picape cabine dupla que chega ao mercado brasileiro prometendo revolucionar o setor em 2016.

A foto vem apenas confirmar o que já vinha sendo comentado, em revistas especializadas, sobre o conceito diferenciado  do modelo.

A Toro vai revolucionar, num segmento acima das picapes compactas e abaixo das médias.

Em contato telefônico com Alexandre Zucatelli, um dos diretores do Grupo Zucatelli, de início ele negou-se a comentar a chegada do veículo, mas depois não pode fugir às  evidências dos detalhes que o blogueiro lhe passou sobre o flagrante da fotografia, confirmando o lançamento em Marabá da Toro 2016 para este fim de mês.

O lançamento, no Brasil, ocorrerá semana que vem.

Esclarecendo tratar-se de estratégia de mercado, o jovem executivo pediu para o blog aguardar o momento exato do lançamento do modelo, quando fornecerá todas as informações.

Este impaciente blogueiro buscou nos sites especializados mais informações sobre o veículo.

A versão top de linha Toro 2016 vai se chamar Volcano e tem motor 2.0 turbodiesel e câmbio automático de nove velocidades.

A tração é integral permanente. É o mesmo powertrain do ‘primo’ Jeep Renegade.

Os detalhes técnicos são identificados nos logotipos ‘AT9’ na tampa traseira e ‘4×4’ e ‘Diesel’ aplicados nas portas dianteiras.

A traseira terá porta dupla e lanternas horizontais.

Um acessório vai estender a área da caçamba para transportar bicicletas e motos, por exemplo.

O projeto é fundamental para os planos da Fiat e marca italiano qualifica a Toro como uma ‘nova era’.

Traços dinâmicos e harmônicos circundam todo o carro, conferindo-lhe impressionante musculatura e, ao mesmo tempo, leveza em linhas infinitas. Curvilínea e com luzes horizontais, a traseira traz ao Fiat Toro um ar contemporâneo, urbano e até mesmo fashion. Seu impacto não deixa dúvidas: chega uma nova era, começa uma nova Fiat”, informa o site Revista Auto Esporte.

A Fiat Toro terá uma versão de entrada com o velho conhecido 1.8 E.torQ.

Segundo o site Autos Segredos, a potência deste vai pular dos 132cv para 138 cavalos, além de melhorias no torque, que vai chegar aos 20kgfm.

A Zucavel fará o lançamento da Toro em solenidade em sua matriz, na Nova Marabá.

Toro 2016 já está em Marabá aguardando  o dia de lançamento

Toro 2016 já está em Marabá aguardando o dia de lançamento

Jornalista analisa Lava Jato e seus protagonistas

O xadrez da Lava Jato e a incógnita Janot

Luis Nassif

 

 

Vamos por partes, para fechar o raciocínio. Começando por questões já de conhecimento geral.

Peça 1 – a campanha contra Lula tem caráter eminentemente político.

No início os vazamentos da Lava jato se valiam do álibi de que era necessário criar a comoção popular para superar os obstáculos nas instâncias superiores. Hoje em dia, com a operação sendo amplamente avalizada nos tribunais superiores, a continuidade do vazamento há muito deixou de ser uma estratégia jurídica para se tornar uma arma política. Especialmente analisando-se o nível dos vazamentos, buscando muito mais expor a vida privada de Lula do que levantar aspectos jurídicos.

Peça 2 – a política de vazamentos é avalizada por toda a força tarefa da Lava Jato.

Desde o início, a Lava Jato tem pautado sua atuação por total disciplina e concordância de todas as partes em torno das estratégias traçadas. Portanto, as decisões – inclusive quanto aos vazamentos – são coletivas, tendo o endosso das partes.

Peça 3 – os vazamentos estão claramente articulados com a estratégia pro-impeachment da oposição.

O xadrez é nítido:

1.    A campanha do impeachment esfria no final do ano e com o desgaste dos opositores, devido ao fato, entre outros, da enxurrada de denúncia do ano passado ter virado notícia velha. Sem carne fresca não haverá como estimular a besta.

2.    Dilma tenta retomar o protagonismo, com o reinício do Conselhão, a mudança no Ministro da Fazenda, a articulação política com novo fôlego, com Jacques Wagner e Ricardo Berzoini.

3.    No dia 13 de março haverá o próximo desafio das manifestações de rua pró-impeachment. Se esvaziadas enterram de vez a tese do impeachment.

Nesse intervalo, procuradores e delegados articulados com a mídia garantem munição para um bombardeio incessante e diuturno.

E aqui se faz uma pequena pausa para relembrar alguns princípios de estratégia militar que foram largamente assimilados no século 20 na disputa política pelo mercado de opinião.

Inicia-se a guerra com as chamadas batalhas de exaustão, aquelas em que se recorre maciçamente a bombardeios aéreos ou em terra, visando exaurir as energias e a vontade de batalhar dos adversários. No caso do mercado de opinião, a artilharia de exaustão é a mídia com a chamada publicidade opressiva.

Depois, entram em cena a cavalaria (os tanques), abrindo espaço para a infantaria. No caso, a formalização dos inquéritos através de processos na Justiça e CPIs no Congresso.

A vitória final se dá apenas quando a infantaria consegue controlar o espaço adversário. Isto é, quando os aliados do grupo conseguem levar a cabo o impeachment.

Mídia, procuradores e delegados estão nitidamente na fase inicial, das chamadas guerras de exaustão.

Peça 4 – o principal beneficiário de um eventual impeachment seria o senador Aécio Neves.

Impeachments não se fazem no vazio. A não ser a besta – a massa de manobra – ninguém entra em um processo de impeachment sem ter noção clara sobre os vencedores. O PSDB tem três candidatos a candidatos em eleições presidenciais. O único deles que ganharia com a antecipação das eleições – na hipótese de impeachment – seria Aécio Neves.

Até aí, nenhuma novidade. São tão nítidos esses movimentos que não há prazer intelectual nenhum em desvendá-los. Os mistérios que rodeiam a Lava Jato estão alguns degraus acima, no Executivo e nas cúpulas do Ministério Público Federal, Polícia Federal e Poder Judiciário.

Os personagens dessa trama

Grosso modo, há cinco tipos de personagens nessa trama. Contra o impeachment os militantes do PT e os defensores da legalidade. A favor, os conspiradores ostensivos, os conspiradores que desempenham papel ativo na conspiração, mas sem se revelarem, e os intimidados pelo rugido da besta (a opinião pública nas ruas).

Não é tarefa difícil identificar em qual dos escaninhos da história colocar personagens como Luís Roberto Barroso, Marco Aurélio de Mello, Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Carmen Lúcia, Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Ayres Britto, Globo, Folha, Estadão, Abril.

Enfrentar a besta – a voz das ruas –  exige mais coragem do que enfrentar as baionetas, especialmente para aqueles que prezam sua reputação.  Enfrentar as baionetas sujeita a pessoa até a torturas físicas, mas engrandece a reputação. Enfrentar as ruas, e os ataques à reputação, exige uma coragem e desprendimento apenas disponíveis nos grande homens, como o Ministro Luís Roberto Barroso.

Torna-se muito mais complicado analisar o papel de três personagens: a presidente Dilma Rousseff, o Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo e o Procurador Geral da República Rodrigo Janot. Os três são responsáveis diretos pelo nível do abuso em que incorre diariamente o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, como partícipes do linchamento midiático de Lula.

Dilma e Cardozo são um pouco menos difíceis de entender.

Dilma é uma mulher de uma coragem à toda prova, mas desde que saiba o que fazer. As sutilezas do jogo político decididamente não são a sua praia. Ela está imobilizada não pela falta de coragem, mas por não saber como agir. Mais: é capaz de enfrentar as piores torturas físicas sem ceder. Mas não tem a menor estrutura psicológica para enfrentar ataques à reputação. Foi por aí que a frente pro-impeachment conseguiu imobiliza-la.

Quanto a Cardozo, não tem a menor vocação para tomar decisões. Perdeu o controle da Polícia Federal muito antes da Lava Jato. Por ocasião do episódio da Telexfree altos funcionários da PF já reclamavam quase abertamente do abandono a que foi relegado o órgão na sua gestão.

Aí ele escolheu a pior maneira de contemporizar. Em troca da PF não exigir nada dele, ele não exigiria nada da PF, nem controle administrativo. Não faz nada contra para não ter que fazer nada a favor. A liberdade dada não amainou as mágoas; e a autonomia conferida potencializou os atos de represália. E, assim, a PF tornou-se uma polícia política.

Jogou todo esse desastre na conta de um duvidoso republicanismo. Aparentemente, Dilma foi na sua conversa.

Janot, a grande interrogação

E aí se entra na grande interrogação: o Procurador Geral da República Rodrigo Janot.

Janot é fundamentalmente um procurador político. E não se imagine essa qualificação como depreciativa. Promoveu uma revolução no MPF ao acabar com a postura autárquica do PGR, implementar a modernização nos processos e procedimentos internos. Como se recorda, todos os inquéritos que versavam sobre políticos com prerrogativas de foro eram analisados exclusivamente por Roberto Gurgel, seu antecessor, e por sua esposa.

Instituiu uma série de decisões colegiadas e trouxe para sua assessoria pessoal um grupo conceituado de procuradores de todas as partes do país.

Também endossou uma série de temas relevantes, como a revisão da Lei da Anistia e outros temas que ajudaram na legitimação do MPF como defensor de bandeiras civilizatórias.

Peça 5 – Janot tem pleno domínio do MPF, não apenas hierárquico como de liderança.

Ao contrário de José Eduardo Cardozo e de Leandro Daiello, delegado-geral da PF, Janot é uma liderança incontestável.

Peça 6 – Janot é PGR por voto da maioria dos procuradores.

O fato de Lula e Dilma terem tornado automática a indicação do PGR mais votado pela categoria acabou subordinando o MPF ao chamado democratismo. Em vez de responder ao Presidente da República, tornando-se corresponsável pelo equilíbrio político-institucional do país – como ocorre nas democracias maduras – o Procurador passa a responder preponderantemente para sua própria categoria.

Peça 7 – Janot tem adotado medidas legais em defesa do mandato de Dilma

Nas arremetidas da oposição, assumiu posições fortes em defesa da legalidade, seja mantendo no TSE o procurador Eugênio Aragão – capaz de enfrentar as maiores baixarias de Gilmar Mendes sem mover um músculo da face e sem ceder – seja nos pareceres no STF, não embarcando nas teses golpistas.

Por outro lado, sua atuação em relação à Lava Jato é para lá de dúbia. E aí mais duas peças no nosso xadrez para completar o jogo:

Começando o jogo

Temos, agora, 6 peças para jogar nosso jogo de interpretar Janot.

A Peça 1 indica que o vazamento reiterado de notícias obedece a uma estratégia eminentemente política.

A Peça 2 mostra que essa política de vazamentos é endossada pelos procuradores que participam da Lava Jato.

A Peça 5 sustenta que Janot tem pleno domínio sobre as práticas dos procuradores da Lava Jato. Sendo assim, ele não pode interferir nas investigações, mas poderia disciplinar os vazamentos, especialmente quando ficou nítido seu caráter político.

Em outras palavras, se Janot quisesse, um mero gesto de sua parte interromperia esses abusos. Como nada faz, é evidente que é cúmplice dessa política.

Mas falta saber a razão.

A Peça 6 – que versa sobre o democratismo no MPF – poderia ser uma explicação.  Como a Lava Jato conferiu um prestígio inédito ao MPF, Janot teria receio de se insurgir contra seus eleitores. A corporação dos procuradores é maciçamente anti-PT e anti-Lula. É só conferir as manifestações nas redes sociais e as diversas representações de procuradores em torno de factoides plantados pela mídia.

Entregando Lula às feras, Janot satisfaria a sede de sangue da oposição – e do seu eleitorado -, mas se preservaria para defender os direitos constitucionais de Dilma, na presidência da República.

É uma hipótese, mas que fica prejudicada pelas lances seguintes.

De acordo com a Peça 4,  Aécio Neves é o principal beneficiário do jogo do impeachment, agora ou em 2018.

Aí o quadro fica mais comlplicado para o lado de Janot.

Há pelo menos três medidas de Janot que blindaram Aécio:

1.    Não ter transformado em denúncia ao STF a delação de Alberto Yousseff, de que Aécio era um dos beneficiários do esquema de Furnas.

Em lugar de Aécio, alvo de denúncias meticulosas, denunciou o ex-governador Antônio Anastasia, em cima de uma denúncia imprecisa. Quem conhece a política mineira sabe que Anastasia é uma figura política impoluta e insuspeita. Seu envolvimento pareceu muito mais uma maneira de Janot dar satisfações à opinião pública por ter livrado Aécio, sem submeter o PSDB ao risco de se descobrir algo contra Anastasia.

Nao foi Sergio Moro e a Lava Jato que blindaram Aecio: foi Janot. A aceitação da denúncia teria permitido à Lava Jato entrar mais cedo no setor elétrico.

Depois disso, a PF insistiu em continuar no pé de Anastasia e Janot empenhou-se – como a nenhum outro suspeito – em derrubar o processo.

2.    Ter mantido na gaveta do PGR denúncia do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, sobre uma conta em Liechtenstein, de titularidade de uma offshore das Bahamas, tendo como proprietários familiares de Aécio, a famosa Operação Norbert, que resultou na condenação do ex-corregedor do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Carpena do Amorim.

Dois dos três procuradores autores da denúncia hoje em dia fazem parte do estado maior de Janot. No jantar de posse da Dilma, troquei algumas palavras com Janot e cobrei-lhe o prosseguimento dessa ação. No início, dizia não se lembrar. Depois, se lembrou e disse que daria um parecer até abril – de 2015, ou 9 meses atrás.

Em todo caso, o GGN recorreu a Lei de Acesso à Informação para saber o destino da denúncia.

3.    Ter endossado a posição dos procuradores de restringir as delações aos malfeitos do PT e da base aliada.

Faltam peças no jogo para entender essa sua posição de blindar Aécio.

A maneira quase íntima com que se dirigiu a Aécio em sua ida ao Senado – “como dizem lá no nosso estado, senador” – causou estranheza. Pode ser um tique mineiro.

Outra possibilidade seria uma estratégia política, de não pretender abrir duas frentes de desgaste, com o PT e contra o PSDB. Especialmente para não atrapalhar as relações com o maior aliado do MPF, a velha mídia. E sem a mídia, a Lava Jato morre na primeira instância.

Explica, mas não justifica, como se diz lá em Minas, conterrâneo.

Não se afasta a possibilidade do que se poderia denominar de “a lei da menor porrada”. Mostre o máximo de atrevimento possível contra quem não impõe nenhum risco de retaliação, para se poupar de ousar contra quem oferece risco.

Investir contra o governo de Dilma e Cardozo não exige nenhuma prova de coragem. Caso mirasse sua espingarda em Aécio, levaria tiros do PSDB, da mídia e da própria presidente e de seu Ministro da Justiça, que não perderiam a oportunidade de proclamar seu republicanismo.

E, por óbvio, não se pode afastar a hipótese de que esteja, de fato, articulado com o grupo de Aécio.

Permanece a incógnita da Peça 7, que alimentaria a visão conspiratória de que Janot poderia estar aliado a Dilma e Cardozo visando ajudar a enterrar a herança Lula, para dar lugar à era Dilma, tendo como bandeira a defesa intransigente da ética. Nessa versão, o crescimento da campanha do impeachment teria sido fruto da perda momentânea de controle. Nâo endosso a versão, mas tem a utilidade de trazer uma explicação para a manutenção de Cardozo no Ministério.

Lá atrás, a maneira como o MPF e a PF invadiram o escritório da presidência em São Paulo, teve como único objetivo escancarar as relações pessoais de Lula com a secretária Rosemary.

A prova do pudim de Janot

A prova do pudim será a segunda delação envolvendo Aécio com Furnas – agora, da parte de Fernando Baiano. E não se trata de vendetta ou coisa do gênero. Investigando Aécio se dará à Lava Jato sua verdadeira dimensão republicana: a de investir contra os vícios do modelo político como um todo, sem intocáveis, e não de se valer da luta contra a corrupção escolhendo lado.

E aqui vai uma historinha mineira para Janot, o conterrâneo de Aécio.

Em 2004, houve a inauguração do PCH (Pequena Central Hidrelétrica) Padre Carlos, em Poços de Caldas. Compareceram o presidente Lula, a Ministra das Minas e Energia Dilma Rousseff e o governador de Minas Aécio Neves.

Aécio era uma alegria só. No palanque, até brincou de coçar a barriga do Lula, segundo me contaram testemunhas. Achei um certo exagero, mas pesquisando nos arquivos da Folha, conferi  que o repórter mencionou os “afagos” de Aécio a Lula (http://bit.ly/20U31Au). Chamou Dilma de “conterrânea” e saudou os inúmeros mineiros que participavam do Ministério de Lula.

Por sua vez, Lula lembrou os passeios de charrete, quando foi a Poços pela primeira vez em lua-de-mel. E elogiou as PCHs, lembrando que o país tem mais de 1.500 pequenas hidrelétricas desativadas, que poderiam ser reativadas.

Vendo o entusiasmo de Lula, o PT da cidade tentou emplacar um diretor em Furnas. Escolheu um conterrâneo, técnico, apolítico, dono de vasta reputação no setor, e apresentou o nome a Lula, como sugestão para a Diretoria de Operações.

A informação que receberam é que não daria. A Diretoria de Operações já estava prometida a Aécio Neves, e seria entregue a Dimas Toledo.

A delação dos executivos da Andrade Gutierrez é o caminho. Segundo a Lava Jato, a delação visará identificar a corrupção no setor elétrico.

Dependendo de como Dimas, Furnas, a troca de ações entre Cemig e Andrade Gutierrez serão tratados, será possível colocar no nosso jogo a peça final sobre o conterrâneo Rodrigo Janot. E será possível, finalmente, saber qual escaninho a história reservará para Janot: se a casa dos conspiradores discretos, se dos que se assustaram com a besta ou se dos que resistiram à barbárie.

A herança da Lava Jato ao país

A vida política nacional não termina este ano, nem com as eleições de 2018. Virão outras eleições e outras lideranças. E as novas lideranças já estão nascendo nos movimentos na rua, na ação dos secundaristas, nos passes livres da rede. E sob o signo do ódio que o Ministério Público Federal, a Polícia Federal e os grupos de mídia estão plantando na opinião pública, nessa busca desatinada de destruição de Lula.

A campanha não visa apenas apurar suspeitas contra Lula: trabalha diuturna e sistematicamente para enterrar o mito Lula.

Não será surpresa se um dos indicadores de sucesso acompanhado por procuradores e delegados não forem as pesquisas de opinião, analisando em que nível se encontra a destruição da imagem de Lula.

E, no entanto, em que pese todos os pecados do PT e de Lula, o lulismo – como ideologia – foi abraçado por defensores de direitos humanos, de políticas sociais universais, das políticas de cotas, os militantes do SUS e da educação e um amplo espectro de eleitores reunidos em torno de princípios da socialdemocracia e dos direitos sociais, temas que jamais frequentaram a pauta dos principais líderes da oposição. Em caso de destruição de Lula, a herança de ódio se voltará contra o MPF e contra a biografia de Janot.

É só conferir quais os aliados que a Lava Jato procura para atiçar novamente a bandeira do impeachment: é a besta, a multidão disposta a voltar às ruas tangidas pelo ódio e o preconceito, os filhotes de Bolsonaro, os playboys do Leblon, os grupos de mídia que se colocaram contra as políticas sociais, a FIESP de Paulo Skaf, a LIDE de João Dória. Esses são  os aliados preferenciais da Lava Jato e de Aécio. Janot tem a mais leve ilusão que manterá o espaço do MPF em uma quadra política dominado por essa coalizão ?

Hoje em dia, internacionalmente, o mito Lula é colocado no mesmo nível de outros grandes pacificadores que ajudaram a construir a civilização no século 20, como Ghandi, Mandela, Roosevelt.

Quando Obama chamou Lula de “o cara”, foi por ter conseguido o que ele, Obama, não conseguiu na política norte-americana: incluir pessoas, superando o profundo grau de intolerância criado nesses tempos de globalização, redes sociais e grupos de mídia desvairados. Com Lula, os pobres, os movimentos sociais, os sindicatos, entenderam que seria possível crescer econômica e politicamente seguindo as regras do jogo democrático e não apelando para a radicalização. Tornou-se um símbolo mundial da paz.

É essa noção de pax que está sendo varrida do mapa político brasileiro, sob os olhares acomodatícios de pessoas como Janot. É esse símbolo que está sendo pisoteado diariamente por procuradores e delegados incapazes de entender sequer a dimensão do personagem na história do século 20.

A história há de cobrar seu preço. E cobrança não será do procurador malicioso que fantasia-se de roupa a caráter para receber seu prêmio das Organizações Globo, e vocifera que existe um pacto das elites do outro lado do balcão. É um pequeno, cuja história se perderá nas dobras do tempo.

A cobrança virá sobre aqueles personagens que, podendo deter a barbárie, fugiram de seus compromissos.

No momento, Janot é a esperança do Brasil, mas não no sentido dado pelos manifestantes que foram aplaudi-lo em sua casa. Mas agindo de acordo com os valores que norteiam o que se pensava ser o pensamento majoritário do MPF, contra a barbárie.

Juízes do Trabalho dizem que são alvo de ‘chantagem institucional’

Inconformados com o corte no orçamento da Justiça do Trabalho, os magistrados que atuam na área decidiram recorrer ao Supremo Tribunal Federal. Por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5468, a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) questiona a Lei Orçamentária Anual (Lei 13.255/2016), que promoveu uma tesourada, segundo a categoria, de 90% nas despesas de investimento e de 24,9% nas de custeio no orçamento deste ano. O relator é o ministro Luiz Fux.

As informações foram divulgadas no site do Supremo Tribunal Federal.

Anamatra avalia que o corte afeta a independência e a autonomia do Poder Judiciário, garantidas no artigo 99 da Constituição Federal, ao desconsiderar a proposta orçamentária do Tribunal Superior do Trabalho, que contava com parecer prévio do Conselho Nacional de Justiça. “Ao invés de um debate técnico, econômico e financeiro para realizar o ajuste do que haveria de ser aceito ou não, surgiu a proposta do relator da comissão, deputado Ricardo Barros (PP-PR, relator-geral do Orçamento de 2016), de empreender os dois cortes”, afirma a entidade dos juízes do Trabalho.

Para a associação, a medida “tem caráter retaliatório do Parlamento em relação à atuação do Judiciário Trabalhista, uma vez que os demais ramos do Judiciário tiveram cortes menos drásticos”.

Segundo os juízes do Trabalho, a medida é uma “chantagem institucional” visando enquadrar a Justiça do Trabalho. Segundo os magistrados, o corte soa como uma advertência “acerca dos supostos ‘excessos’ de seus julgados em detrimento do patronato brasileiro”.

Anamatra observa na Ação Direta de Inconstitucionalidade que, ao fundamentar o corte, o deputado afirmou que “as regras atuais estimulam a judicialização dos conflitos trabalhistas, na medida em que são extremamente condescendentes com o trabalhador”.

Ainda segundo a ação da entidade dos magistrados do Trabalho, o parlamentar citou pontos do direito processual do trabalho e a necessidade de diminuir a demanda de litígios trabalhistas, afirmando que o cancelamento das dotações seria uma “forma de estimular uma reflexão sobre a necessidade e urgência de tais mudanças”.

A Anamatra pede que o Supremo declare a nulidade, por inconstitucionalidade, dos valores do orçamento da Justiça do Trabalho constantes da Lei Orçamentária Anual de 2016. Cautelarmente, a entidade que representa os juízes do Trabalho pretende que o STF determine à União que promova em 2016 a execução de 100% de sua proposta orçamentária encaminhada originariamente pela Justiça do Trabalho – ou aplique à Justiça do Trabalho o corte linear de 15% para custeio e 40% para investimento, assim como os demais órgãos do Poder Judiciário.

Na sexta-feira, 5, o presidente Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), ministro Antonio José de Barros Levenhagen, reuniu-se com o ministro Valdir Simão, do Planejamento, Orçamento e Gestão. Segundo informação divulgada no site do TST pela Secretaria de Comunicação Social da corte, o tema foi o orçamento da Justiça do Trabalho.

Levenhagen manifestou “a preocupação” do TST e do Conselho da Justiça do Trabalho com os valores destinados à Justiça do Trabalho na Lei Orçamentária Anual de 2016. Segundo o TST, “o ministro do Planejamento mostrou-se sensível ao problema, mas adiantou que não há a possibilidade de aprovação de créditos suplementares”.

Valdir Simão, segundo o site do Tribunal Superior do Trabalho, “mostrou-se preocupado com o impacto do corte para o Processo Judicial eletrônico (PJe-JT) e pediu que o Conselho Superior da Justiça do Trabalho apresente estudos que permitam avaliar as consequências da redução da verba destinada à Tecnologia da Informação para a prestação do serviço jurisdicional”.

O secretário-geral do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, Adlei Christian Pereira, “acionou a equipe da área para fornecer os dados solicitados no menor prazo possível”. (Fausto Macedo – Estadão)

Governo do Maranhão estabelece 2% de ICMS para setor atacadista

Deu no jornal O Progresso, Imperatriz – Maranhão:

O Governo do Estado estabeleceu critérios para o comércio atacadista obter novos credenciamentos para utilização do benefício que oferece pagamento de apenas 2% nas vendas de mercadorias, instituído pelo Decreto nº 31.287/2015.
Os critérios foram fixados na Portaria 34/16 da Secretaria da Fazenda determinando, ainda, ao atacadista que já possui credenciamento ativo, desfrutar dos benefícios até a data do seu vencimento, de acordo com a legislação prevista no anexo 1.5 do Regulamento do ICMS.
De acordo com a Portaria, os pedidos de credenciamento serão formalizados por meio do sistema de autoatendimento SEFAZNET, onde o atacadista deverá apresentar um conjunto de documentos que comprovem a operação efetiva do atacado para fazer jus ao credenciamento.
O credenciamento será concedido pela Secretaria Adjunta, que emitirá parecer com base nas informações e documentos apresentados pelo contribuinte e verificação pertinente no banco de dados da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz).
Segundo o secretário Marcellus Ribeiro, foi definido um conjunto de exigências para a concessão do credenciamento, entre elas a exigência de adimplência com os tributos estaduais, entrega regular da Declaração de Informações Econômico-Fiscais (DIEF), da Escrituração Fiscal Digital (EFD), ser emitente regular de Nota Fiscal Eletrônica (NFe) e não ter praticado ação caracterizada como crime contra a ordem tributária.
A empresa beneficiária deverá possuir, neste Estado, instalações físicas com capacidade de armazenamento de mercadorias compatíveis com as atividades de atacadista cadastradas na Sefaz e, no caso de realizar vendas fora do estabelecimento, possuir frota própria ou terceirizada, com no mínimo 80% dos seus veículos licenciados no Estado do Maranhão, ainda que o estabelecimento tenha filial em outra unidade federada.
Por meio do Decreto 31.287/15, o Governo do Estado reestruturou a tributação do ICMS para incentivar e desenvolver o setor atacadista a partir de 1º de janeiro de 2016, instituindo o subprograma Mais Atacadista, no âmbito do programa estadual Mais Empresas.
A nova tributação do setor atacadista prevê a concessão de crédito presumido do ICMS, para que a carga tributária alcance 2% sobre as vendas de mercadorias destinadas a outros contribuintes inscritos em cadastro de contribuintes do ICMS, que farão a revenda dos produtos.
Segundo o secretário Marcellus Ribeiro Alves, a concessão do benefício está condicionada ao estabelecimento atacadista desde que apresente faturamento mensal, com as saídas de mercadorias para contribuintes do ICMS de no mínimo 70% das vendas totais do estabelecimento, limitando a 30% do faturamento mensal, as vendas para não contribuintes do ICMS.
Nas operações de saídas de mercadorias para não contribuintes do ICMS, pessoas físicas ou jurídicas e produtor rural, identificados por CPF ou CNPJ, os atacadistas devem recolher 7% de suas vendas.

Escola que homenageou o Pará foi rebaixada

Depois de realizar um desfile cheio de problemas,a Escola de Samba X-9 Paulistana foi rebaixada para o Grupo B, do carnaval paulista.

A agremiação prestou homenagem ao Estado do Pará, com o enredo “Açaí guardiã! Do amor de Iaçã ao esplendor de Belém do Pará”.

Última escola a passar pelo Anhembi na manhã de domingo (7), a X-9 Paulistana homenageou uma das frutas mais consumidas no Brasil, o açaí.

Na avenida, no entanto, o desfile esteve longe de ser doce.

A própria comissão de frente da escola já começou com defeitos.

A oca construída apresentou problemas e demorou para ser centralizada na avenida, uma vez que o carro insistia em andar para um lado especifico.

O carro abre-alas, que apresentou a história do açaí com os índios tupinambás, teve que ter partes desmontadas para siar da concentração e entrou incompleto.

Em outro carro, um integrante caiu de uma plataforma e teve que ser socorrido.

A alegoria desfilou sem componentes.

Membros da escola defenderam a garra da X-9 diante dos diversos problemas que ocorreram na avenida. O desfile terminou pouco antes da escola estourar o tempo limite.

As baianas entraram com uma roupa leve para representar a leveza e o artesanato do Estado.

Belém foi representada com a chegada dos portugueses e de Castelo Branco, fundador da cidade.

O Círio de Nazaré veio no último carro do desfile, simbolizando a fé da população.

Entre os destaques da X-9 esteve Gracyanne Barbosa, que veio a frente da bateria da escola.

Ela desfilou com o marido Belo, outra celebridade da agremiação.

Corpo de ex-vereador de Marabá será enterrado hoje

Sepultamento do ex-vereador José Soares da Silva, “Zezito”, ocorrerá nesta quarta-feira, 10, no cemitério Campo da Esperança, em Brasília.

Quem informa é  Zylmar da Silva,  filho do ex-parlamentar.

José Soares foi eleito em 2006, pelo Partido dos Trabalhadores, e faleceu na capital federal, onde se encontrava submetido a tratamento de saúde.

 

Bom dia, governador!

Detran 2

 

Detran 2

Filas do Detran dobrando ruas

Bom dia, governador Jatene.

Dirijo-me à V. Excia.  para relatar sofrimento.

Sofrimento e insatisfações.

A questão envolve a agência do Detran, em Marabá.

O órgão, de uns anos prá cá, passou a simbolizar périplo de pagadores de promessa, tal a desordem e a falta de estrutura reinantes.

Só para vossa excelência ter ideia, existem cerca de 4 mil números de chassis da região aguardando a liberação da documentação de veículos – entre carros pequenos, grandes, motos e transferência de usados, desgraçadamente congelados nos arquivos digitais da burocracia preguiçosa do órgão.

Esse número acima me foi fornecido por um dos mais tarimbados despachantes de Marabá.

Governador, desde as cinco horas da manhã, isso de segunda a sexta, uma fila única de pessoas começa a se formar, na calçada do departamento de trânsito, alongando-se até o largo do Banco do Brasil, numa das mais desumanas e perturbadoras situações impostas à população do sul/sudeste, que se estende por todo o dia, sob sol causticante ou chuva.

Se passada fita de metragem, a fila atinge mais de 500 metros, em seu pico, di-a-ria-men-te.

São pessoas buscando renovar carteiras, registrando veículos comprados ou à busca de uma gama de outros serviços que só o Detran pode oferecer.

Para se obter o emplacamento de um carro, o tempo para a entregar da documentação chega a 40 dias.

Há casos de quase dois meses.

O mesmo ocorre para quem busca obtenção da primeira CNH ou a simples renovação.

Neste período, como exemplo, centenas de famílias que iam passar o carnaval em praias do litoral paraense, cancelaram a viagem, por falta de documentação.

Igual decepção já havia sido sentida pela população por ocasião do período natalino e festas de Ano Novo.

Milhares de pessoas não viajaram em seus carros por falta de documentação.

No Detran, governador, a explicação alegada para o demorado  cumprimento de entrega dos serviços – ora é falta de papel do DUT (Documento Único de Transferência); ora é falta de tinta no cartucho da impressora e até o total desinteresse da sede central do órgão, na capital, em apressar o fim do cerco aos usuários do interior.

Em outras situações, nem explicação existe.

O que há, de concreto, estimado Jatene, é o crescimento de revolta da população em relação ao precário serviço ofertado.

E, no rastro dessa insatisfação, o desgaste recaindo no lombo do governador, abrindo espaço para estimular o  uso sempre estratégico do discurso segundo o qual o “Sul do Pará é abandonado pelo governo do Estado”.

Desgaste perfeitamente desnecessário, caso a direção do Detran monitorasse essa grave problema de Marabá, priorizando  solução.

O Detran de Marabá virou tema de galhofa nas redes sociais.

Governador, como vossa excelência bem sabe, o Detran de Marabá é um órgão que não atende apenas a população do município.

Ele é o principal centro de oferta de serviços de trânsito da região sul/sudeste que domicilia mais de 1,5 milhão de habitantes.

Na Folha 29, Núcleo Nova Marabá, há uma imensa área de propriedade do Detran, adquirida muitos anos atrás.

Não está passando a hora do Departamento de Trânsito construir uma sede à altura da grandeza de Marabá e das comunidades do entorno?

Governador, bem sei das preocupações do atual governo em priorizar a conclusão de obras em andamento, mas há situações nas quais não cabem improvisos quando o grau de insatisfação de uma comunidade atinge o limite do chamado “suportável”.

O Detran de Marabá é uma vergonha. Está sucateado.

Depõe contra todos os princípios do respeito à cidadania.

Desde já deixo claro que minha intenção não é, nem de longe, atribuir à vossa excelência a culpa pelo que vem ocorrendo aqui em Marabá.

Não!

Tenho certeza que a gravidade do vergonhoso modelo de atendimento do Detran de Marabá não chegou ao seu conhecimento com os traços de dramaticidade que o caso contém, e isso é o suficiente para o governo priorizar outras solucionáticas  – como diria o pensador Dario, jogador de futebol que chegou a brilhar no Paysandu.

Mas o caso aqui é grave.

Tão grave que tomei a liberdade de abrir este post desejando um “Bom Dia” à vossa excelência, retratando sem frescuras a realidade do órgão mais xingado no Sul/Sudeste do Pará.

Governador, determine à vinda urgente a Marabá do diretor-geral do Detran, com recomendação, inclusive, para conhecer o imenso terreno que o órgão possui na cidade, abrindo o debate para a construção de uma nova sede.

Uma verdadeira sede.

O Detran bem poderia utilizar parte da grana que arrecada aqui na região investindo na modernização da sede regional, acabando de vez com essa espelunca que tanta irritação causa à aos seus usuários.

Um abraço respeitoso.

Hiroshi Bogéa

Pedro Souza: -“A valorização da Educação tem que ser verdadeiramente para todos”

Secretário numa das reuniões com pais de alunos.

Ainda na fase de “quarentena” voluntária, o blog segue em ritmo slow motion, enquanto são definidas as mudanças que este site sofrerá (leiam este post).

Há cerca de duas semanas, o blogueiro fez uma entrevista com o secretário de Educação de Marabá,  Pedro Souza (foto abaixo), inicialmente planejada para discutir o trabalho que a prefeitura vem realizando para equacionar  a folha salarial dos servidores.

Como o secretário pediu para não tratar da questão, em respeito as conversações com a categoria não finalizadas, o papo com ele enveredou para outros quesitos.

Durante a conversa, dá para observar o grau de conhecimento  exposto pelo secretário das carências do setor educacional do Município, e a gravidade do momento ante a  desproporcional folha salarial em relação ao que o município tem de recursos disponíveis.

Diante dessa questão de folha salarial, Pedro Souza define princípios e posição, sempre defendendo a valorização da categoria como um todo.

“É inadmissível a gente ver grande parte de nossos educadores injustamente colocados à margem do processo de valorização, enquanto uma minoria alardeia direitos que seus demais colegas não têm”, diz Pedro Souza, falando com a experiência que acumula também como protagonista,  ele que até 2011 trabalhava em  sala de aula como professor da rede pública.

“Para se obter uma educação coletiva, participativa, igualitária, de modo que abranja todos os protagonistas do setor, é preciso ser justo quanto a questão salarial. E o que está ocorrendo em Marabá, não contempla isso. Em resumo, a valorização da Educação tem que ser verdadeiramente para todos”, comenta o secretário.

Pedro fala o óbvio:  -“ Para se contemplar a categoria com bons salários –  sonho não apenas de quem pertence à classe, mas  também do secretário de Educação, é preciso de grana, recursos, dinheiro que não se destine apenas para pagar salários como também melhorar a infraestrutura de ensino, e isso, hoje, infelizmente, o que temos disponível não é suficiente”, reforça Souza.

A entrevista, definida inicialmente para ser postada quando da publicação do novo blog, está sendo antecipada – antes que parte do conteúdo perca consistência diante do dinamismo dos fatos.

Pedro Souza HB

 

 

Blog – Mesmo diante do embate sobre a folha salarial,  conflito que já se arrasta por meses, ninguém pode negar que a atual gestão do setor educacional de Marabá vem adotando  postura democrática no trato com a categoria, chegando, inclusive, a escancarar as portas da sede do órgão para atender os servidores. Fale um pouco sobre isso.

 

Pedro Souza –   A Semed, antes, a Semed sede, ela em determinados momentos sempre foi vista como um ponto de afronta, um ponto de medo, e era um local que não funcionava. Hoje não, hoje nós temos aqui uma equipe altamente qualificada, uma equipe muito boa, reconhecida até pela maioria da categoria. Eu trabalho com eles aqui muito a parte do relacionamento humano, tratar bem as pessoas. Quem vem à secretaria, quem procura a secretaria, vem sempre atrás de um sim, mas vai ter momento que ele vai receber um não. Só que esse “não”, ele tem que ser dito de uma forma educada, de uma forma humanizada. Então hoje qualquer um tem acesso ao secretário, eu recebo todas as pessoas. As escolas possuem três grupos de WhatsApp;  existe um grupo gestores da Cidade Nova e Velha Marabá, um grupo de gestores de São Félix e Morada Nova e um grupo da Zona Rural, e todo mundo conversa com todo mundo. O que acontece na educação hoje todo mundo fica sabendo porque eles postam nos grupos, há um diálogo permanente. O próprio prefeito participou desses grupos até o final do ano passado, mas por um problema de saúde ele teve que se afastar, mas ele também participava. Então há uma democratização muito grande na educação de Marabá. Todo mundo consegue falar com todo mundo. As denúncias que são feitas chegam pelos grupos de whatsApp, chegam pelo disk merenda, então há um ambiente democrático hoje na secretaria. Logicamente que a gente não consegue atender a todas as demandas, mas quando não consegue atender a gente explica o motivo, e a gente vai avançando. Os problemas na educação, eles nunca vão terminar, eles vão só se renovando, e o nosso papel é ir procurando alternativas para ir sanando esses problemas. Então a Semed sede, hoje graças a Deus, mesmo com esse problema que está havendo em relação ao pagamento, mas ela é vista de uma forma bem positiva pela maior parte da categoria.

Eu já visitei todas as comunidades, eu conheço todas as escolas do campo e urbanas, eu andei 5.700 km percurso de ida e volta, estrada de chão, quando eu assumi a secretaria. Eu conheço todas as escolas do município, então quando alguém chega para tratar comigo qualquer assunto, eu sei qual a escola que a pessoa está falando. Isso é muito bom, esse diálogo com as comunidades, tanto no núcleo urbano, quanto na zona rural. Eu já participo aí de mais de 200 reuniões de pais e mestres na escolas, o próprio secretário indo lá, conversando, ouvindo as problemáticas, ouvindo a comunidade. Porque uma coisa é você ouvir os servidores, a direção da escola, outra coisa é você conversar com os alunos, com os pais,  porque eles tem uma outra visão do processo. Então isso tem nos ajudado bastante na condução da educação de Marabá. O nosso grande problema é a falta de orçamento para folha. Esse problema aí que foi gerado desde 2000 até agora, que vem tirando nosso sono. Se a gente não tivesse esse problema orçamentário em relação a nossa folha de pagamento, a educação de Marabá estaria num patamar muito melhor do que ela está hoje. Isso atrapalha muito porque engessa, a gestão não pode avançar mais porque todo dinheiro vai para folha de pagamento. A gente sobrevive mais com o recurso que é próprio da merenda, com o salário da educação, que é um salariozinho em média R$ 400.000,00 por mês que chega e a gente investe nas obras e na climatização. Se a gente estivesse com o fôlego maior com certeza esse processo já teria avançado muito mais.

Secretário numa das reuniões com pais de alunos.

Secretário numa das reuniões com pais de alunos.

 

 Blog – A merenda escolar oferecida nas escolas de Marabá, recentemente, foi alvo de noticiário positivo em razão da participação da merendeira Julimar Oliveira Gomes, das Escola “Gabriel Pimenta, no Concurso Nacional Melhores Receitas da Alimentação Escola, quando a mesma chegou ao ciclos finais da premiação. Embora não tenha sido vencedora da competição, a representante marabaense simbolizou a qualidade da merenda ofertada nas escolas do Município. Uma avaliação sobre esse setor.

Pedro Souza  – Quando nós assumimos a secretaria em 2014, precisamente no dia 10 de abril de 2014, a merenda escolar era o maior problema da secretaria. A merenda não chegava com qualidade às escolas, não chegava a todas as escolas, havia um conflito muito grande. Então nós identificamos de imediatamente, até pela experiência que a gente já tinha, identificamos toda parte de logística deficiente, a distribuição, o próprio compromisso dos fornecedores. Então foram feitas reuniões com amplo debate sobre o problema, estabelecidos prazos e a gente conseguiu, no prazo de 30 dias, regularizar a questão –  e criamos um instrumento fantástico que nos auxilia até hoje que é o disk merenda, Existe um telefone fixo nas comunidades,  esse telefone é uma placa, através da qual os alunos, comunidade e servidores,  podem criticar, sugerir, denunciar, registrar qualquer assunto relativo a merenda. Hoje nós temos um cardápio com 67 itens,  cardápio riquíssimo de agrado dos alunos. Não temos problema de abastecimento, o recurso que vem a gente consegue gerenciar de uma forma que a prefeitura consiga atender a todas as escolas, tanto com os produtos estocáveis e os produtos perecíveis. Além disso, a gente utiliza 30% do recurso na agricultura familiar, fortalecendo os pequenos produtores aqui da região. 70% vai para o restante dos itens, e 30% do recurso estão destinados à Agricultura Familiar. Então, há muito tempo que a merenda deixou de ser problema aqui no município de Marabá, tanto é que no ano passado – como você lembrou – a nossa querida merendeira Julimar a foi classificada, em termo de Brasil, no concurso das melhores receitas.  Marabá ficou em evidência, não conseguiu chegar até a final, mas a gente avançou bastante na tabela de avaliação da premiação.  Esse é um dos frutos do trabalho que vem sendo feito nessa área. Existe ainda deficiências em relação aos espaços, as escolas foram construídas há muito tempo, a cozinha nem sempre é adequada, mas a gente vem aparelhando com fogão, com freezer, com geladeira, pra poder separar os alimentos estocados perecíveis e trabalhando no sentido de oferecer uma merenda com uma qualidade a altura da nossa população.

 

Blog –  Marabá foi um dos primeiros municípios do Pará que andou na frente em relação a essa questão da eleição direta para diretores de escolas municipais. Além desse  procedimento ter permitido o fim da politicagem dentro das escolas públicas, quais outros benefícios ele representa?

Pedro Souza –  A eleição direta, ela é um marco na educação do Pará para gestores escolares aqui em Marabá. Durante todo esse tempo, a gente foi dialogando com os segmentos que compõem a educação, com mecanismos de controle, que são os três conselhos: Conselho da Merenda, Conselho do FUNDEB, Conselho Municipal de Educação, e o próprio sindicato. A gente veio conversando no sentido de aperfeiçoando a lei. A lei foi criada, e toda lei no seu início apresenta alguns problemas, essa lei foi criada lá em 2013 e agente aperfeiçoou essa lei ano passado, passando pela Câmara Municipal, claro. A gente aumentou um pouco o grau de dificuldade e a qualificação também dos pretendentes. Então tudo isso foi feito ano passado, o processo transcorreu dentro da mais completa democracia, houve escolas em que nós tivemos até três chapas concorrentes, a maioria delas optou pela chapa única, também faz parte do processo democrático, mas a gente considera que é um avanço muito grande as lideranças deixarem de está indicando diretor de escola. Eu acho que quem tem que escolher o gestor da sua escola é a própria comunidade, então isso o prefeito João Salame acertou em cheio nesse ponto aí. E detalhe, depois dos diretores eleitos, muita gente criticava a mim e ao prefeito dizendo que a gente estava abrindo mão de prerrogativas políticas indicando esses diretores, e a gente percebe hoje que é ao contrário, a nossa ligação com os gestores eleitos, ela é muito mais eficiente, ela é muito mais positiva, muito mais eficaz do que quando eles eram indicados, então a gente não tem problema nenhum no relacionamento com esses gestores. A eleição direta foi um grande avanço na democracia nas escolas públicas no município de Marabá.

 

A qualidade do ensino, não depende só da gestão. (…) Depende dos professores, depende dos trabalhadores em geral da educação, depende da própria sociedade.

 

Blog –  Você tem feito um trabalho de articulação junto a órgãos como  universidades e  outras entidades ligadas ao Educação. Qual o objetivo disso?

Pedro Souza –  Por mais que a gente esteja aqui discutindo, discutindo nas redes sociais todos os nossos problemas, os avanços, a gente sempre precisa de um olhar externo para a Educação porque você dentro de um processo não consegue ter  uma visão global, e a própria sociedade exige que a educação esteja se renovando constantemente,  sempre se movimentando. Então é preciso buscar parcerias. As universidades trabalham com a formação da mão de obra, com a formação inicial do professores, então é importante você ter esse diálogo. Até na elaboração do curriculum nós já fizemos isso.  Ano passado, o curriculum de Marabá, ele tinha aí 10 anos, então já estava muita coisa ultrapassada. A  diretora de ensino do campus do IFPA teve uma participação muito importante, inclusive indo para zona rural, debatendo com as comunidades, isso foi muito importante. A Unifesspa agora vem contribuindo para reelaboração do curriculum escolar da zona urbana,  está sendo finalizado. E eles vem contribuindo de forma significativa, de forma efetiva para que a gente melhore a qualidade de ensino em Marabá. A qualidade do ensino, ela não depende só da gestão, ela depende de uma série de fatores, depende dos professores, depende dos trabalhadores em geral da educação, depende da própria sociedade. E esses segmentos estão nos ajudando bastante. A gente queria aproveitar para agradecer a participação do IFPA, da Unifesspa, o próprio MST tem contribuído bastante também na educação do campo, a Fetrap também. Portanto, a  gente vem fazendo todo um diálogo com esses grupos para que a gente consiga se aproximar o máximo daquilo que tanto o aluno do campo espera quanto o aluno dos núcleos urbanos esperam.

 

Blog – Há um esforço redobrado da Secretaria de Educação para construir o máximo possível de creches no munícipio de Marabá, considerando a ineficiência desse setor quando a atual gestão assumiu o governo. Quais os efeitos da inauguração das primeiras creches na aplicação do ensino para as crianças?

Pedro Souza –  Com  o advento da Educação Infantil passa a ser obrigatório a construção de creches. Em 100 anos, em 102 anos mais precisamente o município de Marabá construiu três creches. E agora, somente nesses dois anos, estamos construindo  22 creches,  um avanço muito grande em relação a educação infantil. E além disso, a gente não está só construindo creches, nós temos várias creches que estão funcionando em prédios alugados. Agora estão funcionando em prédios alugados, por quê? Porque as gestões anteriores não se preocuparam em construir escolas em Marabá. Marabá possui um déficit enorme em relação a construção de escolas. Até agora já entregamos onze obras, e  temos mais 51 obras em execução porque ficou-se muito tempo deixando o número de alunos crescer e o investimento na infraestrutura não aconteceu. Se preferiu dar abonos, em determinada época, pagar décimo quarto salário e não se investiu na construção desses espaços. E é o que a gente está sofrendo agora. Então a gente consegue até o final do ano, embora a União também esteja passando por um problema em relação ao orçamento  das creches. O volume de disponibilidade de recursos, ele diminuiu bastante, mas a gente vem dialogando. E aonde essas creches são entregues, as comunidades estão tendo um ganho significativo. Há relatos da direção das escolas de que a criança quando vem para creche, quando chega o final da aula, por volta de 11;30, ela não quer retornar pra casa, quer permanecer na creche. Porque é um ambiente agradável, é um ambiente climatizado, ela pode tomar banho duas vezes durante o período letivo. Então há um gosto por estar nesses espaços, e a gente espera conseguir terminar a construção dessas creches o mais rápido possível.

 

Blog –  Várias escolas já foram entregues na zona rural e algumas na zona urbana, fale um pouco sobre essas escolas e a qualidade dessas obras.

Pedro Souza –  No governo João Salame, nós estamos chegando já praticamente a 60 obras na área educacional, em apenas três anos, o que não é pouco. Ninguém construiu tanto na zona urbana como nós estamos construindo. Estamos construindo, ampliando, reformando e isso é muito importante. E nós temos um padrão das nossas escolas. Tanto na construção, na ampliação ou na reforma, elas sempre estão sendo entregues para as comunidades com um padrão de qualidade elevadíssimo, e melhor que isso, climatizadas. Nós já entregamos essas escolas climatizadas para que a comunidade, tanto o trabalhador da educação quanto os alunos, eles possam estar em ambiente muito mais agradável. E a gente percebe que os índices dessas escolas climatizadas, eles tendem a ir melhorando devagarinho porque o ambiente fica muito mais agradável, tanto para se trabalhar, quanto para se estudar. Aumentamos um pouco o gasto da energia, praticamente mais do que dobramos, estamos chegando perto de triplicar o gasto com energia. Essa energia, ela teve seu aumento natural do período, mas com essa climatização também você eleva o gasto da energia. Mas o prefeito João Salame está trabalhando, me cobrando bastante para que a gente consiga avançar muito em relação a isso.

 

Blog – Você falou em climatização. As salas estão sendo climatizadas apenas nas novas escolas, ou as antigas também recebem o benefício?

Pedro Souza  –  Nós já ultrapassamos 400 salas climatizadas, tanto na zona urbana, quanto na zona rural. A climatização ela ocorre em todos os momentos, tanto na reforma, ampliação e na construção, como nós estamos climatizando também as escolas que não estão passando por esse processo. Agora chegou mais um recurso da ordem de R$550.000,00, que vai dá em torno de umas 250 centrais de ar. Mas fora isso, usaremos recursos próprios também para adquirir mais aparelhos,  porque nós precisamos chegar ao final do ano com o maior número possível de escolas climatizadas. Então a gente calcula que devemos  ultrapassar,  e muito! -,  50% das escolas do município climatizadas até o final do ano. E quando você vai climatizar, principalmente os prédios antigos, não é só climatização. Você gasta também com a subestação, que sai em torno de R$70.000,00.  A rede Celpa está nos ajudando bastante porque,  por lei,  até 74 KVA,  a Celpa é obrigada a fornecer o transformador, a subestação, então ela vem fazendo isso. E quando a escola é muito grande, a secretaria adquire essa subestação, e além dessa subestação tem todo o serviço de cabeamento e troca de fiação interna, que os prédios antigos não são adaptados, apropriados para a climatização. Então tudo isso vem ocorrendo e o gasto é elevadíssimo. Mas como é uma determinação do prefeito, a gente vem fazendo isso de forma gradativa dentro do município.

 

Blog-  Qual é tua expectativa em relação ao futuro da educação em Marabá seguindo essas diretrizes que estão sendo adotadas hoje?

Pedro Souza –  Olha, eu vejo um futuro muito promissor, eu vejo um futuro brilhante, eu acho que os próximos governantes de Marabá não poderão mais recuar em relação a esses investimentos implementados  na área da infraestrutura, a parte de climatização. Prefeito Salame sendo reeleito, nós certamente atingiremos r 100% das escolas climatizadas.

Quando o carnaval passar

NOVO-BLOG-NOVO-ENDERECO-NOVIDADES-E-CONVITE

 

NOVO-BLOG-NOVO-ENDERECO-NOVIDADES-E-CONVITENas minhas andanças por aí, um dia chego à vila “Macaco Careca”, quase 300 km distante da sede de Marabá.

Lá, entre conversas informais com a gente humilde da zona rural, sou apresentado a uma senhora.

 

Você é que é o Hiroshi Bogéa? Eu leio seu blog todo dia…. Quando queremos saber das notícias, o blog seu é lido por todos nós na escola onde dou aula. No dia em que a Internet não funciona, ficamos chateados porque não sabemos o que você escreveu no blog. Sou sua fã!

 

Elogios ao blog, é uma constância, desde seu surgimento.

Já estou acostumado às manifestação carinhosas dos queridos leitores, que tanto bem fazem ao ego do escriba.

Mas a revelação da senhora do longínquo “Macaco Careca” me fez compreender a verdadeira importância deste espaço como meio de informação, e a responsabilidade obrigatória que sempre terei ao editá-lo.

Medir a importância deste sítio é fácil: basta passar uns dias sem atualizá-lo (como agora!), para sentir o peso das cobranças abrotarem às costas, seja através de ligações telefônicas ou mensagens.

Eu sempre disse que escrever para o blog é o meio mais agradável que tenho para levar a vida cercado de leveza, embora as consequências disso já tenham me valido alguns processos  – todos originários de denúncias que fiz aqui na blogosfera tentando igualizar as relações e desordenar as injustiças.

Mas como nenhuma das denúncias formuladas continham mentiras, a Justiça sempre valorizou o direito à informação, considerando improcedentes os questionamentos jurídicos.

Isso também é motivo de orgulho.

Pois bem, desde outubro de 2006 até os dias de hoje, já se passaram dez anos.

Ao final de 2016, percorrermos quase 4.000 dias de labuta.

Dez anos escrevendo aqui pra vocês, é uma história.

Quantas ligações telefônicas foram registradas nesse período, em busca da informação, checando relatos, capturando a notícia que o pessoal da vila “Macaco Careca” tanto gosta de ler, ao abrir os olhos?

Não tenho ideia.

Como não avalio os custos dessa empreitada.

Sim, custos financeiros!

Porque o leitor não imagina o que essa atividade subtrai monetariamente de nossas limitadas reservas.

Não é pouco, ao final de cada ano.

Quando o autor de um blog limita-se apenas a reproduzir o que outros publicam, copidescando textos, o barato não tem custo.

Mas a gente anda, viaja sempre que pode em busca de um fato ocorrido milhas distantes.

Ou repisa quantas ligações telefônicas sejam necessárias para publicar o acontecido (ou em vias de acontecer) sem correr o risco da barrigada tão comum entre os afobados de plantão.

Neste 2016, o blog completa dez anos, e vamos festeja-lo sob a égide da autoridade de quem já tem mais de 13 milhões de acessos, até este final de janeiro.

Como tiramos uns dias para renovar energias, entregamos ao craque Átila Giovanni, lá em Goiânia, a responsa de redesenhar uma nova formatação gráfica.

Ele já apresentou as mudanças sugeridas, e eu estou fazendo retoques, dando pinceladas aqui e acolá.

Aguardo uma nova logomarca em vias de criação.

Estamos concluindo a edição do primeiro vídeo a ser publicado no novo site, valorizando pessoas antigas que exerciam profissões em via de extinção, como parteiras, rezadeiras, vaqueiros, construtores navais, etc.

Inicialmente, planejávamos retornar com todo gás a partir desta semana, , mas adiamos a apresentação do novo blog para depois do carnaval.

Carnaval é carnaval, “tantos risos, tanta alegria, mais de mil palhaços no salão…”

Quando retornarmos, os leitores verão o  site reformado, com muitas novidades e novos atores ajudando a construir diariamente uma história a completar  10 anos, lutando por cidadania plena num país cheio de contradições, pelos direitos humanos numa terra de exclusão e por prerrogativas democráticas numa nação de cultura patrimonialista e autoritária.

Saudando a Primeira Liga

Enquanto a atualização do blog não volta em sua nova plataforma gráfica, continuamos aqui, em sistema  slow motion,  vez por outra, postando reprodução de textos.

O abaixo é de autoria do jornalista Napoleão de Almeida (*)

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Sim, é fato que a FERJ é contra a Primeira Liga, competição que começou ontem com clássicos do Brasileirão em formato de torneio de pré-temporada.
Mas um movimento que recebe elogios de torcedores, atletas, imprensa e tem adesão de mais da metade dos principais clubes do Brasil pode ser considerado unânime, algo raro no futebol brasileiro. Até mesmo os paulistas, afastados da iniciativa, sabem que o início da salvação do principal esporte nacional estará em campo no Rio, no Sul e em Minas.
 
Foi fácil escolher um lado nessa queda de braço entre a CBF, empurada pela FERJ, e máquinas de popularidade como Flamengo, Atlético-MG, Cruzeiro, Inter, Grêmio, Atlético-PR, Coritiba e Fluminense. É sabido que cada um tem sua motivação para a Liga.
Criadores intelectuais da competição, os paranaenses rapidamente encontraram apoio nos mineiros, já que ambos vivem a reclamar do déficit dos seusEstaduais. Já os catarinenses, por exemplo, não estão contra o Estadual (e isso não precisa ser um requisito para gostar da Liga).
Cariocas estão, por política, enquanto os Gaúchos não reclamam e até gostam de manter suas tradições, mas entendem a evolução do negócio.
Mas é a CBF, que vem arrebentando os clubes ano a ano, por centrar suas operações milionárias na hoje decepcionante Seleção e ignorar o que deve melhorar no Brasileirão, a responsável por tamanha adesão à Liga. 
Ela tem medo de perder o comando e seus poderosos cartolas, de perder o status quo. Reflexo do que é o Brasil como sociedade, onde ninguém quer largar o osso.
A poderosa Alemanha tem sua federação completamente à parte da Bundesliga, uma das ligas mais bem-sucedidas do Planeta. É assim na Espanha, na Inglaterra.
É assim nos EUA, que, se não têm a tradição do Brasil na bola, têm know-how de sobra para ensinar em organização de eventos. Não dá pra aceitar a sequência dos interesses de meia-dúzia de cartolas denunciados nos mais diversos esquemas, vergonha internacional, no comando da paixão nacional.
 
O torcedor escolheu e acolheu rapidamente a Primeira Liga, o que é possível observar pelos públicos da primeira noite de jogos. A imprensa de pensamento livre, também. E os clubes parecem dar um grande passo rumo à independência. Jogar a competição sem o aval da CBF, sem esperar a oficialização, é um grito que certamente irá contagiar outras praças.
O Nordeste fez escola com seu regional bem sucedido; o Paulistão ainda mantém sua força, é o Estado mais rico da união. Mas em ambos os casos, os clubes destas praças, assim como Goiás, Paysandu e outras potências regionais, vão entender o recado.
 
Os Estaduais não precisam e nem devem acabar. Devem ser uma escada para as maiores divisões nacionais e parar de sacrificar os grandes com campeonatos arrastados.
Devem ser alternativa para praças menores oferecerem entretenimento esportivo, casos de Caxias do Sul, Maringá, Ribeirão Preto, Uberlândia e outras cidades médias do Brasil, que ainda não têm clubes em condições de jogar um campeonato de elite, mas podem oferecer um bom produto ao seu público e manter empregos e produção esportiva, revelando atletas.
A Liga vem com a ideia de deixar aqueles que se estabeleceram como grandes após um século de história num campeonato mais rentável. Uma reestruturação de cima à baixo, que no futuro deverá ter mérito desportivo, e que irá gerar mais renda e um melhor produto para todos.
 
A Copa União, quando surgiu, em 1987, era um clubinho fechado. A Primeira Liga, ainda que tenha traços de clubinho, comporta uma espécie de “acesso”. América-MG e Criciúma garantem o acesso técnico na Primeira Liga, por serem os melhores rankeados nacionais, em detrimento a Paraná Clube, Chapecoense e Joinville.
Esses três não devem esperar muito para entrar na festa: a semente foi plantada e outros devem aderir no futuro, até que naturalmente a competição suplante o Brasileirão. Isso, claro, se os dirigentes corrigirem os erros do atual nacional, como a criminosa divisão de cotas, a promoção do evento, a racionalização do calendário – que hoje compete até com Datas Fifa -, a profissionalização da arbitragem, o controle de acesso ao campo e a segurança dos torcedores, combatendo aproveitadores e delinquentes que atuam debaixo dos olhos da CBF, acomodada pela inércia de seus cartolas.
 
É possível? Saberemos a partir de agora.
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 * Napoleão de Almeida,  é narrador, jornalista e gestor esportivo.

Juiz Jônatas Andrade é nomeado membro do Comitê Executivo Nacional de Combate ao Trabalho Escravo

Jonatas

JonatasJônatas dos Santos Andrade, Juiz do Trabalho do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, acaba de ser nomeado, pelo Conselho Nacional de Justiça, membro do Comitê Executivo Nacional Judicial de Enfrentamento à Exploração do Trabalho  em Condição Análoga à de Escravo e ao Tráfico de Pessoas.

O Comitê Executivo Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, além de Jônatas dos Santos Andrade, é constituído por mais nove membros.

São eles:

Lélio Bentes Corrêa, Conselheiro do Conselho Nacional de Justiça integrante da Comissão Permanente de Acesso à Justiça e Cidadania;  Gustavo Tadeu Alkmim, Conselheiro do Conselho Nacional de Justiça; Fernando Cesar Baptista de Mattos, Conselheiro do Conselho Nacional de Justiça; Bráulio Gabriel Gusmão, Juiz Auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça;  Hugo Cavalcanti Melo Filho, Juiz do Trabalho  do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região;   Carlos Henrique Borlido Haddad, Juiz Federal  do Tribunal Regional Federal da 1ª Região; Ronaldo Krüger Rodor, Juiz Federal do Tribunal Regional Federal da 2ª Região;Ulisses Augusto Pascolati Júnior, Juiz do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; Rinaldo Aparecido Barros, Juiz do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás.

Luta contra a escravidão

Nos últimos 20 anos, cerca de 50 mil pessoas foram libertadas de condições análogas à de escravo nas quase 1,8 mil ações do Grupo Especial de Fiscalização Móvel, de acordo com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Os valores das indenizações cobradas dos empregadores flagrados (correspondente às verbas trabalhistas não pagas aos trabalhadores) ultrapassam R$ 86 milhões.

Na Justiça do Trabalho, o Ministério Público do Trabalho tem obtido êxito em diversas ações em que pede a condenação dos infratores ao pagamento de indenizações por danos morais coletivos que, em alguns casos, podem ultrapassar os R$ 5 milhões. Segundo levantamento do CNJ, em 2013 tramitavam 573 processos envolvendo trabalho escravo e tráfico de pessoas nas Justiças Estadual e Federal.

O Fontet abarcará o que foi produzido pelo Fórum Nacional do Poder Judiciário para monitoramento e efetividade das demandas relacionadas ao tráfico de pessoas (Fonatrape), grupo criado pela Resolução 197 do CNJ em junho de 2014. Levantamento da Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça (SNJ-MJ) aponta que entre 2005 e 2011 houve, em 18 países, a identificação de 472 vítimas brasileiras desse crime, sendo 337 de tráfico para exploração sexual e 135 de tráfico para exploração de trabalho escravo. No plano global, quadrilhas lucram US$ 32 milhões por ano e exploram 2,4 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

Leia aqui a íntegra da portaria do CNJ.