Moradores da Folha 32 denunciam bloqueio de água drenada e preveem alagamentos

Terreno

O blog recebeu abaixo assinado de moradores da Folha 32, na Nova Marabá, denunciando uma obra irregular realizada em um grande terreno nas imediações da área habitada.

Subscrito por 26 moradores do bairro, documento informa que a terraplenagem do citada terreno (“onde o mesmo serve para a realização de shows e onde ficam guardadas dezenas de máquinas pesadas”, diz um dos trechos) fechou a saída da drenagem de toda a água que escorre pela Folha 32.

“No dia em que cair a primeira chuva demorada, todas a casas da  nossa Folha ficarão alagadas já que a tubulação está sendo bloqueada pela terra dos serviços que um trator está executando no local”, contam os moradores.

A denúncia apela para que a Prefeitura Municipal tome imediatas providências, obrigando  o dono do terreno a corrigir a drenagem aterrada.

Acompanhado de fotos, abaixo assinado será encaminhado ao Ministério Público, conforme relatam.

Em menos de 24 horas do início da terraplenagem, águas começam a tomar conta das áreas vizinhas ao imóvel,

Em menos de 24 horas do início da terraplenagem, águas começam a tomar conta das áreas vizinhas ao imóvel,

 

Bueiros abaixo da avenida, não canalizam mais água, obstruída pelo entupimento de suas saídas.

Bueiros abaixo da avenida, não canalizam mais água, obstruída pelo entupimento de suas saídas.

Rua que dá acesso à Folha 32, por onda passa a tubulação, agora obstruída

Rua que dá acesso à Folha 32, por onda passa a tubulação, agora obstruída

Terreno 5

 

Agua acumulada, agora sem canalização, aemaça invadir estabelecimentos comerciais de seu entorno.

Água acumulada, agora sem canalização, ameaça  invadir estabelecimentos comerciais de seu entorno.

Trator  aterra terreno e drenagem da Folha 32.

Trator aterra terreno e drenagem da Folha 32.

 

Terreno 8

 

Terreno 9

Marabá lidera produção de cobre, mas seu povo afunda na miséria

 

 

Marabá é o município que mais produz cobre, no Brasil.

A constatação faz parte de relatório do primeiro semestre de 2015, divulgado pela Vale.

Canaã dos Carajás, com o Projeto Sossego,  ficou para trás

O Pará é o “campeão”, com  86% do cobre produzido no Brasil.

Nos seis primeiros meses do ano, Marabá, através do  Salobo, somou 74 mil  toneladas  do minério.

Canaã, antes liderando ranking, agora soma  57 mil toneladas.

Trocando em miúdos, a Vale agora está tendo retorno dos investimentos aplicados em Salobo e Sossego.

Enquanto isso, o Estado do Pará,  particularmente sua população, não usufrui nenhum benefício das riquezas obtidas pela Vale, na exploração das jazidas de minérios em solo paraense.

Os acionistas da mineradora avolumam lucros extraordinários, em detrimento do bem estar social de nossa gente.

Marabá mesmo, semana passada, através da Prefeitura Municipal, teve que tomar medidas drásticas para enfrentar a falta de recursos para investimentos, demitindo servidores.

O governo do Pará, sabiamente  criou mecanismos fiscais para receber dividendos dos produtores de minérios no Estado, mas a Vale, nega-se a negociar sua participação na divisão do bolo.

Vai chegar o momento no qual a população partirá, ela mesmo,  para acertar essa conta, que jamais baterá se não houver um freio de arrumação.

Quanto mais a Vale fatura, mais o povo paraense afunda na miséria.

 

Onde os rios se beijam

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Uma composição virtuosa da natureza:  o “Encontro das Águas”. na chamada região do “Bico do Papagaio”.

É aí mostrado na foto onde a massa líquida dos rios Araguaia (direita) e Tocantins se abraça e segue serpenteando, em canal único, até o mar.

As belezas deste capricho geográfico transformam-se em um emaranhado de praias, quase todas visitadas durante  o mês de julho, quando baixam as águas..

Abertas inscrições para o I Festival da Canção Evangélica de Marabá

Fecem

 

Estão abertas as inscrições para o I Festival da Canção Evangélica de Marabá, até o dia 21 de agosto, pelo site: www.fecemmaraba.com.br ou na sede da Secretaria Municipal de Cultura, na Biblioteca Municipal Orlando Lima Lobo, na Rua 5 de Abril, na Marabá Pioneira, de segunda a sexta feira, das 8h às 14h.

O objetivo do festival é estimular a criação, produção e difusão musical no município, estreitando-se o contato entre o compositor, o intérprete e o público. Além disso, será escolhida a melhor música em sua versão inédita.

“Entende-se por inédita, a canção que não tenha sido lançada por gravadora com selo e registro no ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de Direitos Autorais). E, por original, a que não contenha plágio, adaptação ou citação poética de outro autor ou compositor”, ressalta o secretário municipal de Cultura Genival Crescêncio.

Ele explicou ainda que é obrigatório o envio da partitura da música impressa com harmonia e melodia no caso das inscrições presenciais. As partituras poderão também ser enviadas em PDF no caso das inscrições on-line. Cada participante poderá inscrever uma música inédita.

A grande final será no próximo dia 3 de outubro.

O evento será realizado pela  Secretaria de Cultura de Marabá  com o apoio do Conselho de Pastores do Município.

Triagem 

O período de triagem será de 24 a 28 de agosto de 2015. Uma comissão irá avaliar música, letra e interpretação. Serão classificadas 36 músicas, sendo 12 em cada uma das eliminatórias, que participarão do I FECEM 2015. A divulgação das 36 músicas classificadas será no próximo dia 29 de agosto, no site: www.fecemmaraba.com.br.

 

Premiação

O 1º Lugar no Festival da Canção Evangélica vai ganhar R$ 1.500,00 e mais a gravação de um CD; o 2º Lugar vai ganhar R$ 1.000,00 e o 3º Lugar R$ 500,00. Além disso, também será premiado o melhor interprete com R$ 500,00 e a melhor música por aclamação popular, que também ganhará R$ 500,00. A música mais votada via internet, pelo site do FECEM ganhará um tablete.

A final será no dia 3 de outubro no Ginásio da Folha 16, Nova Marabá, reunindo as doze músicas classificadas nas três eliminatórias do Festival da Canção Evangélica de Marabá. No final terá a gravação de CD coletânea com as 12 músicas finalistas do I FECEM 2015.

 

Eliminatórias

– 8 e 9 de setembro – 1ª eliminatória Núcleo São Félix – Morada Nova.

– 15 e 16 de setembro – 2ª eliminatória Núcleos Nova Marabá – Marabá Pioneira.

– 22 e 23 de setembro – 3ª eliminatória Núcleo Cidade Nova.

– 29 e 30 de setembro – Final

 

Texto:  Alessandra Gonçalves

MP apura se água com rótulo de “mineral” vendida em Belém é imprópria para consumo

O Ministério Público Federal abriu inquérito civil e solicitou à Universidade Federal do Pará (UFPA) cópias do estudo divulgado pela imprensa paraense que aponta que as águas engarrafadas comercializadas no estado não seriam próprias para o consumo. De acordo com o levantamento do laboratório de hidroquímica da UFPA, as sete empresas que comercializam água engarrafada no Pará não respeitam os níveis máximos de acidez recomendados pelo Ministério da Saúde.

O procurador da República Bruno Soares Valente requisitou ao laboratório cópias do levantamento para investigar a situação das empresas e do produto. O mesmo procurador atuou na investigação, também com base em estudo da UFPA, que apontou que as águas com rótulo de mineral vendidas no Pará não merecem a classificação. Desde 2010, o MPF tenta, com base nessa investigação, obter da Justiça Federal a proibição da rotulagem enganosa da água engarrafada.

O MPF pediu uma revisão nos rótulos das águas engarrafadas vendidas no estado do Pará com a classificação de água mineral. O Departamento Nacional de Produção Mineral, responsável por classificar e aprovar os rótulos, foi acusado de descumprir o Código das Águas Minerais ao permitir que as indústrias vendam água potável como se fosse mineral.

Pela lei, a água só é mineral quando possui características físico-químicas especiais e consequente ação medicamentosa. E as marcas de água industrializadas do Pará se enquadram na classificação de água potável de mesa, sem qualquer diferencial terapêutico. Agora, com os novos dados lançados pelo levantamento da UFPA, pode-se chegar a conclusão mesmo que são danosas para o consumo humano.

“Arapuqueiros” fazem a festa no meio de desavisados

Uma tal de Agaspema – Associação Interestadual da União dos Garimpeiros do Garimpo de Serra Pelada – foi a responsável pela interdição da Estrada de Ferro Carajás, em Marabá.

Mais uma arapuca armada para enganar incautos (desaviados).

Mais uma arapuca criada para abrigar  espertos – interessados unicamente em explorar a boa fé de velhos senhores que sonham ainda usufruir algum trocado do velho garimpo.

Os bacuraus usaram a interdição, como já foi amplamente divulgado (até com estardalhaço, embora fato de tal estirpe merecesse a zona do esquecimento, para não estimular a presença de mais malandros na área!) para “protestar” contra  a Vale, exigindo a doação de uma área de garimpagem naquela vila famosa.

É mais uma “entidade” a dançar no terreiro dos desavisados de olho nas contribuições financeiras dos cansados garimpeiros.

Presídio feminino de Marabá está concluído

O novo Centro de Recuperação Feminino (CRF) de Marabá recebeu ontem, 21, uma vistoria técnica antes da entrega final da obra do presídio que já foi 100% concluída. A vistoria teve como objetivo verificar se a obra foi executada em conformidade com os projetos previamente aprovados.Na visita, estiveram presentes representantes da Caixa Econômica Federal, da Casa Civil, o superintendente da Susipe, André Cunha, a arquiteta e gerente da Divisão de Engenharia e Arquitetura (DEAR) da Susipe, Célia Monteiro, que também é a fiscal da obra e, ainda, representantes da Con-Art. FOTO: THIAGO GOMES / ASCOM SUSIPE DATA: 22.07.2015 MARABÁ - PARÁ

O novo Centro de Recuperação Feminino (CRF) de Marabá está concluído.

A nova unidade prisional, exclusivamente para mulheres, tem capacidade para 86 novas vagas, e é a primeira do Norte a contar com um berçário para os bebês das detentas grávidas.

Com mais de 10 mil metros quadrados, o novo CRF irá contar com 20 celas, sendo uma para Pessoa com Deficiência (PCD), quatro celas de isolamento e duas salas de visita íntima.

O centro de detenção terá, ainda, consultório médico e odontológico, ambulatório, salas de aula, parlatório, brinquedoteca, sala de apoio para advogados, além de ser a primeira do Norte do Brasil a disponibilizar um berçário com fraldário e sala de amamentação.

O espaço contará com cinco leitos para mães e bebês.

Para garantir a segurança, a unidade possui três salas de revista, quatro guaritas de vigilância, recepção com vidros blindados e ainda terá o sistema de monitoramento eletrônico por câmeras de circuito interno.

A casa penal também adotou modelo de passarelas, no qual os agentes prisionais acompanham a movimentação dos presos de um andar superior, o que garante mais segurança ao procedimento de abertura e fechamento de celas sem o contato direto com as detentas.

O município de Marabá foi escolhido para a construção da nova unidade devido a grande demanda de mulheres presas na região.

Além de Marabá, outros três novos centros de detenção feminino serão construídos pela Susipe.

Dois já estão em andamento, sendo um em Santarém e outro em Vitória do Xingu; o outro, o novo Centro de Recuperação Feminino, no município de Marituba, na grande Belém, ainda está em fase inicial de obras.

O novo Centro de Recuperação Feminino (CRF) de Marabá recebeu ontem, 21, uma vistoria técnica antes da entrega final da obra do presídio que já foi 100% concluída. A vistoria teve como objetivo verificar se a obra foi executada em conformidade com os projetos previamente aprovados.Na visita, estiveram presentes representantes da Caixa Econômica Federal, da Casa Civil, o superintendente da Susipe, André Cunha, a arquiteta e gerente da Divisão de Engenharia e Arquitetura (DEAR) da Susipe, Célia Monteiro, que também é a fiscal da obra e, ainda, representantes da Con-Art. FOTO: THIAGO GOMES / ASCOM SUSIPE DATA: 22.07.2015 MARABÁ - PARÁ

Fotos de Thiago Gomes

 

80 mil turistas visitam o Pará

 

Pesquisa encomendada pela Secretaria de Estado de Turismo (Setur) revela que cerca de  80 mil turistas passarão por cidades paraenses, durante o mês de julho, conhecendo praias e pontos de visitação amplamente conhecidos, como a Estação das Docas, Ver-o-Peso, praias de rios e o litoral.

Visitantes deixarão algo em torno  de US$ 20 milhões na economia local.

O levantamento ouviu 2.220 turistas nos seis polos turísticos do Estado.

Segundo o estudo, o sexo masculino representa 51% dos visitantes, com idades entre 18 e 35 anos.

Cinquenta e quatro por cento são casados, 39% solteiros, 53% têm ensino superior completo, 52% ficam hospedados na casa de parentes ou amigos e 29%, em hotéis.

Quanto às razões da viagem, 58% chegam ao Pará por indicação de parentes ou amigos, 18% por informações veiculadas na internet e 13% estimulados por agências de viagens.

Ainda sobre as razões de se conhecer o Estado, 52% dos turistas são motivados por lazer – dentro desse critério, 61% destacaram os atrativos naturais como maior incentivo para vir ao Pará.

Para os turistas brasileiros que estiveram no Estado, os aspectos mais destacados são: cultura (57%), natureza (35%) e hospitalidade (22%). Desses visitantes, 88% manifestaram a intenção de voltar ao Pará e 93% recomendam o destino Pará a amigos e parentes.

Com informação da Agência Pará

Imperatriz e Marabá ganharão concessionárias Jeep

Jeep Zucatelli Imperatriz

Jeep Zucatelli Imperatriz

 

Jeep Zucatelli Marabá

Jeep Zucatelli Marabá

Com mais de 70 anos de história, a Jeep, uma das marcas automotivas mais desejadas do mundo, abrirá suas portas em Marabá e Imperatriz. tendo como  parceiro o Grupo Zucatelli,  um dos mais conceituados do mercado paraense e maranhense.

Os dois prédios concessionários Jeep em Marabá e Imperatriz estão prontos, e totalmente mobiliados.

A inauguração das duas lojas ocorrerá em agosto.

As novas lojas do Grupo Zucatelli abriram mercado para a contratação de meia centena de mão de obra.

Mais de 50 pessoas já foram contratadas, em Imperatriz e Marabá, treinadas em fábrica e aguardam apenas o momento da abertura das revendedoras, para iniciar trabalho.

A concessionária Jeep Zucatelli atenderá um consumidor exigente e que busca um diferencial quando o quesito é carro: tradição, confiança, robustez, design e tecnologia.

Os veículos também são sinônimo de credibilidade.

Jeep 2

Para marcar este novo momento da montadora no Brasil, a Jeep Zucatelli apresentará em primeira mão a novidade mais comentada do mercado automotivo: o Jeep Renegade, um lançamento mundial e também produzido no Brasil.

Além do Renegade, a Jeep Zucatelli também comercializará outros veículos da marca que são sucesso e admirados entre os brasileiros, como Cherokee e Grand Cherokee.

Embora a marca  Jeep seja considerada como produto super luxo, não é bem assim.

O  preço básico do Renegade, como exemplo, começa a partir de R$ 74.990,00, na versão 1.8 flex, mecânico.

Jeep 3

Para Alexandre Zucatelli, um dos diretores do Grupo Zucatelli, inaugurar  duas concessionárias Jeep da Região Norte é uma conquista.

“Demonstra o empenho de nossa equipe e a credibilidade que o Grupo Zucatelli tem no mercado. A Jeep está entre as marcas mais desejadas do mundo e é uma satisfação em atender uma região que está em constante crescimento, nos mais diversos setores da economia, em dois estados da importância que têm Pará e Maranhão”, comemora o empresário.

A escolha de Marabá e Imperatriz para sediar concessionárias  Jeep, “reflete a importância das duas cidade para a economia regional, conforme explica Reinaldo Zucatelli, presidente do Grupo Zucatelli.

“Esses empreendimentos vêm consolidar os investimentos do nosso grupo na região,  demonstrando  o dinamismo e o arrojo que o empresariado deve ter, mesmo em momentos conturbados da economia, para gerar trabalho e renda,  fortalecendo a nossa economia”,  explica Reinaldo.

Fotos mostram como estão os prédio da Jeep em Imperatriz e Marabá, totalmente concluídos e mobiliados.

Jeep 4

Justiça Federal determina suspensão das obras de duplicação da ferrovia da Vale

 

A Justiça Federal concedeu liminar que suspende a licença de instalação da Estrada de Ferro Carajás (EFC).

A medida é resultado de ação ajuizada pelo órgão ministerial acusando a empresa Vale S.A., o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Fundação Nacional do Índio (Funai) de praticarem irregularidades durante o processo de licenciamento.

Segundo denúncias feitas pelos indígenas ao órgão ministerial, atos administrativos referentes à duplicação da Estrada de Ferro Carajás (EFC) estavam sendo realizados sem a consulta prévia adequada e legal aos povos indígenas localizados na área, o que aumenta os impactos já causados na região pela ferrovia.

Análise pericial do MPF realizada em 2013 afirma que, embora regularizadas, as terras indígenas dos Awá, um dos últimos grupos indígenas isolados do mundo, encontram-se invadidas e ameaçadas por não índios e por projetos econômico-mineradores.

O MPF diz que o Ibama emitiu licença de instalação em favor da obra mesmo observando os impactos aos índios e sem a fase de consulta livre e informada ao povo impactado. O órgão acusa a Funai de omissão por deixar de consultar previamente os índios e posicionar-se favorável ao empreendimento. A Vale é acusada de “atuação inadequada” ao oferecer, por meio de funcionários, bens e produtos aos indígenas, buscando colaboração para a realização do empreendimento.

De acordo com o MPF, além da suspensão da licença do Ibama em relação ao trecho que causou impacto aos indígenas, a Justiça também determinou que seja aberta a fase de consulta prévia. Além disso, a empresa Vale S.A. não poderá mais fazer promessas ou enviar bens aos índios antes e durante a realização do período de consulta.

“A implantação da duplicação da Estrada de Ferro Carajás poderá gerar danos irreversíveis ao meio ambiente e à cultura dos Awá-Guajá”, diz a nota do órgão.

A Vale soltou nota esta tarde tratando do assunto:

Diz a mineradora:

 

“A Vale foi intimada da decisão do Juiz da 8a. Vara Federal do Maranhão, que determinou a suspensão das obras de ampliação no trecho próximo à Terra Indígena Caru. A Vale informa que as obras de ampliação estão sendo realizadas dentro da faixa de domínio da Estrada de Ferro Carajás, e o processo de licenciamento seguiu estritamente a legislação aplicável, tendo autorização do Ibama e da Funai. A Vale adotará os recursos e medidas cabíveis para o restabelecimento das obras”.

 

São Geraldo apela pela reabertura da agência do BB

 

População de São Geraldo do Araguaia, a 150 km de Marabá, está revoltada.

Desde quando a agência local do Banco do Brasil foi assaltada pela última vez este ano, os serviços bancários desapareceram na cidade.

A agência nunca mais foi reativada.

Resultado: 90% dos aposentados que recebem seus proventos por aquela instituição, bem como cerca de 800 servidores públicos, estão sendo obrigados a atravessa, todo mês, o rio Araguaia em busca de uma agência do BB no município de Xambioá, no Estado do Tocantins.

O vice-prefeito de São Geraldo, Leando de Sá, acaba de enviar emeio ao blog pedindo socorro.

Segundo ele, além de aposentados e funcionários públicos, comerciantes locais também estão no sufoco.

“O comercio local tem sido muito prejudicado com isto e agora estamos recebendo turistas, mas  sem agência (do BB)  alguns até antecipam o retorno”, conta o vice-prefeito.

É isso.

A população sempre levando lambada, como se estivesse entre o mar e o rochedo.

Não aparece um único político de envergadura estadual ou federal para demonstrar preocupação com o problema, fazendo gestões junto ao  Banco do Brasil, para rever a imediata reativação da  agência.

Os bacuraus, trabalhar que é bom, necas!

Desembargador José Alencar chega ao Alaska em sua Harley -Davidson

Alencar

O Desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 8a. Região, José Alencar, chegou ao Alaska, depois de ter saído de Belém dia 6 de maio.

75 dias montado em sua gloriosa Harley -Davidson, Alencar já faz percurso que representa  mais da metade de  uma volta ao mundo.

Na manhã desta terça-feira, 21, o velocímetro de sua moto marcava 22.245 km de estrada.

Se alguém se dispuser a dar uma volta ao mundo, seguindo a linha do Equador (maior diâmetro possível) a volta terá exatos 40.075,16 km.

Seguindo a  circunferência polar  é um pouco menos,  40.009 Km.

 

A viagem do desembargador, inicialmente,  foi de navio, navegando   2.000 km, de Belém a Manaus (Veja AQUI)

Dali, pegou a estrada, fez outra travessia do Panamá  ( Leia AQUI), seguindo de novo pela estrada, até chegar hoje em  Tok (abaixo), pequena localidade símbolo de chegada ao estado do Alaska.

Alencar 3

“Vivendo essa maravilha de show e de encontros”, como ele descreveu ao poster, esta manhã, em contato pela Internet, José de Alencar ainda precisa rodar 702 milhas – ou 1.123 Km, para chegar a  Prudhoe Bay, final de sua extraordinária viagem de moto.

Ao chegar a Tok, assim o ambiente foi descrito pelo nosso  aventureiro desembargador:

 

Agora já estamos em Tok, nessa cabana de troncos como as do cinema e história em quadrinhos.

O sol se põe às 23 h e essa foto foi feita por volta de 22 h, depois de jantar esse excelente espaguete, com direito à salada (coma quanto pode), no Eddy’s, o enorme e concorrido restaurante do motel Young’s.

A cerveja é a Alaskan American Pale Ale, a cerveja especial do Alaska.

Já conhecia a Amber e agora provei e aprovei a excelente APA.

Amanhã avançamos um pouco mais até Fairbanks. 

Alencar 4

Um pouco antes de chegar a Tok, o desembargador do Trabalho saiu da cidade de Whitehorse, sob ameaça de chuva.

Assim ele narrou a partida de Whitehorse, no diário que  escreve nas redes sociais, contando sua maravilhosa aventura:

 

Saímos de Whitehorse sob ameaça de chuva, mas a camada de nuvens avançava para Leste e nós para Noroeste.
Descoincidimos e pegamos só chuvisco. A surpreendente beleza do dia foi o Lago Kluane, com água azul turquesa. A Akaska Highway bordeja o lago por quilômetros a fio.

Destruction Bay (39 habitantes) é a cidadezinha que surgiu com a construção da Alaska Highway. Um dia, muitos anos atrás, ela foi completamente destruída por uma tempestade.

O lago é como se fosse uma nesga do Mar do Caribe trazida e colocada caprichosamente no fundo deste vale. Uma boniteza só. Parada para abastecer e oportunidade de encontrar James Carpenter, de Lafayette, Louisiana.

Na rota nos colocamos sob a proteção de Nossa Senhora da Trilha.

E foi assim, com sol, calma, segurança e belas paisagens que saímos do Yukon e entramos no Alaska, a última fronteira!

É fantástico!

Apenas isso!

Alencar 5

 

Nota do blog: para fazer frente a tantos quilômetros de rodovias, José Alencar dedicou grande parte de seu tempo planejando a longa viagem.

E ela só está sendo coroada de tanto êxito exatamente pelo alto nível de planejamento da aventura.

Quem ousar um dia fazer trajetos dessa envergadura, em moto ou Jet-Ski, nunca esquecer  da palavra mágica para sucesso da empreitada: planejamento.

 

 

O enredo está se formando

Lula

Enredo do “Pega Lula” começa  a tomar forma

 

  Jornalista Tereza Cruvinel 

O enredo que vem sendo rabiscado desde 2003 agora começa a tomar forma.

No epílogo desejado por seus autores, o ex-presidente Lula sai da História, do lugar assegurado por sua trajetória e por oito anos de governo que mudaram o Brasil, tomba como réu em um processo desonroso, torna-se inelegível e o povo brasileiro não repete a ousadia de colocar na Presidência alguém saído de onde ele saiu: da pobreza, do Nordeste, da classe operária, do compromisso com os mais pobres e com um Brasil de todos.

Sua vitória em 2002 foi engolida como sinal de que a democracia brasileira é para valer, mas os refluxos de uma certa elite – uma certa elite não necessariamente econômica, mas essencialmente ideológica – nunca mais cessaram.

Estes segmentos regurgitaram ao longo de seu governo por qualquer palavra mal posta e por todas as políticas que, sem tomar nada dos ricos, buscaram promover um pouquinho mais de igualdade. O Bolsa-Família foi chamado de bolsa-esmola, as cotas raciais foram esconjuradas, o Pro-Uni acusado de levar despreparados para a Universidade e por aí afora.

Quando se viu que apesar do desgaste com o mensalão de 2005 ele se reelegeria, fizeram o diabo para evitar seu novo mandato.

Perderam de novo e o mandato foi exitoso.

O Brasil cresceu para todos e ganhou uma nova projeção internacional.

A inclusão neste período, que hoje se tenta minimizar diante das dificuldades econômicas do governo Dilma, foi tão importante que ainda faz de Lula a maior ameaça eleitoral ao bloco conservador em 2018.

Sim, houve pesquisa com Aécio na liderança, mas na conjuntura febril de hoje, em que o próprio Lula se disse abaixo do volume morto.

Até 2018, muitas águas rolarão e ele precisa estar fora do páreo.

Poucos presidentes puderam, como o pouco letrado e monoglota Lula, promover em tão pouco tempo tão grande transformação no papel internacional de seu país, escreveu o jornalista americano David Rothkopf, na The New Foreign Policy Review, nos idos de 2009.

Para isso Lula contou com os bons ventos no cenário externo, é verdade, com o desempenho formidável de Celso Amorim como chanceler, articulando os BRICS, o G20 Comercial e outras iniciativas, e com sua determinação em ser um “mascate do Brasil”.

Vender o Brasil significou sempre, para Lula, fazer diplomacia bilateral, multilateral e também abrir oportunidades para as empresas e produtos brasileiros no mercado internacional.

Em 2003, primeiro ano de seu governo, cobri sua primeira viagem oficial a Cuba, e com ele viajaram dezenas de empresários do setor sucro-alcooleiro em busca de oportunidades na ilha.

A produção de açúcar declinara, após a perda do grande comprador que era a extinta URSS.

As usinas paradas poderiam ser direcionadas para a produção de álcool.

Foi lobby?

Não, foi diplomacia presidencial eficiente.

Alguns negócios surgiram destes primeiros contatos.

Na viagem à China, levou 500 empresários.

À Índia, outros tantos.

Seus dois ministros do MDIC, Furlan e Miguel Jorge, também foram “lobistas” das empresas nacionais no exterior.

Fora da Presidência, Lula criou seu instituto, através do qual continua atuando em favor das agendas novas que criou, como a cooperação com a África e o combate à fome no mundo.

Fez palestras, colecionou honrarias lá fora e pontificou em favor de empresas brasileiras nos eventos internacionais de que participou.

Num deles, em Lisboa, comentou com o primeiro-ministro Paulo Portas que a Odebrecht tinha interesse na compra de uma empresa que estava sendo privatizada.

Poderia ter dito isso recentemente em relação ao interesse da Azul na compra da TAP, que acabou sendo efetivada.

Foi crime?

Para O Globo, sim.

Foi prova de que fez lobby para a empreiteira.

Assim como o fato de ter participado do evento do BNDES com autoridades africanas, inclusive o embaixador do Zimbabwe.

A forma como O Globo omitiu trechos das explicações dadas pelo Instituto Lula revela exatamente a ansiedade para concluir o enredo, o “pega Lula”.

Quando começou o procedimento do Ministério Público sobre suas ações internacionais, que agora virou inquérito, Lula declarou-me em rápida entrevista ao 247:

“Tenho orgulho de ter sido o presidente que mais trabalhou para abrir mercados para as empresas brasileiras no mundo. Quero ser lembrado como o presidente que mais levou comitivas de empresários, dos mais diversos setores, em suas viagens. Levei centenas de empresários comigo à China, à Índia, à África, aos quatro cantos do mundo. Cada empresa brasileira que conquistava mercado lá fora para nós era uma bandeira do Brasil fincada num outro país. Eu dizia ao Furlan e ao Miguel Jorge: vocês têm que ser verdadeiros mascates do Brasil. E eles também saíram pelo mundo fazendo isso.”

Por estas bandeiras fincadas, Lula está sendo investigado.

É apontado como “suspeito” em manchetes que exalam a satisfação dos caçadores com a proximidade do momento esperado: o de tirar Lula da História, incriminá-lo e suprimi-lo da disputa presidencial de 2018.

Tirá-lo do páreo significa estancar as mudanças em favor de uma democracia de fato, de uma democracia de oportunidades, não apenas de voto, através de um sistema destinado a nada mudar.

Tirar Lula do páreo é estratégia para barrar o assanhamento do povo, que passou a frequentar faculdades, andar de avião e até infestar o Facebook com suas páginas vulgares.

É barrar o impulso por mudanças, assim como em 1964 foram barradas as reformas de base de Goulart.

A luta social é como a vida, na definição de Guimarães Rosa: “A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.”

Neste momento, ela aperta as consciências democráticas e justas sobre o sentido da caçada a Lula.

O PT, se entendeu isso, ainda não se moveu com a gravidade que a ofensiva exige. E sem Lula, haverá PT?

Mas se “pegarem Lula”, tudo vai se aquietar: a ferocidade de Moro e da Lava Jato, as denúncias contra outros políticos, a devassa das empreiteiras, as apostas contra o mandato de Dilma.

Tudo isso voltará a ser irrelevante se o objetivo maior for alcançado.

Palavra do TSF

 

                 – “O anúncio de Cunha de que se tornou oposição ao governo me surpreende, porque não sabia que ele fazia parte da base aliada… Também me causa estranheza o que ele diz sobre o procurador Rodrigo Janot, que não é um pau-mandado. Nem ele, nem o STF. O mandato dele é exercido com independência de todos os Poderes, bem como o nosso. Acredito que esse tipo de reação seja por uma visão individualista e apaixonada do que é o cargo que ele ocupa. Homens públicos como o presidente da Câmara deveriam usar o cargo para servir, e não para se servirem” (Ministro Marco Aurélio Mello, do STF)

TAM “esquece” menina que viajaria sozinha

Uma garota de sete anos foi “esquecida” no aeroporto de Guarulhos neste domingo (19). A menina viajaria sozinha de Guarulhos, às 11h55, com destino a João Pessoa, na Paraíba, onde seria recebida pelo avô.

A criança perdeu o voo porque o funcionário da empresa aérea TAM, designado pela companhia para acompanhar a garota até a poltrona da aeronave, não realizou o procedimento.

O voo decolou no horário e a menina ficou sozinha à espera do funcionário.

As operadoras aéreas brasileiras estão pior do que as operadoras de telefonia.