“Xô, Poaca!” já tem quinze frentes de pavimentação

Xo Poaca 2

Rua Cuiabá recebendo pavimentação de qualidade

Na busca pelo maior número possível de asfaltamento de ruas, a prefeitura de Marabá, a cada dia, abre novas frentes de serviços em bairros distintos da cidade.

Esta tarde, num rápido balanço feito com o secretário de Obras Antonio de Pádua, o blog atualizou o mapa de pavimentação.

Quatro empresas vencedoras de licitações tocam serviços de drenagem e asfaltamento,  nos cinco Núcleos: Velha Marabá, Cidade Nova, Nova Marabá, São Félix e Morada Nova.

Sem citar as sete ruas já  pavimentadas no bairro Belo Horizonte, e parte das ruas Cuiabá e Alfredo Monção (bairro da Paz), Antonio Maia, final da Marechal Deodoro, no Cabelo Seco, e rua Pará (Santa Rosa) – as empreiteiras trabalham em ritmo acelerado.

Padua“A pavimentação da rua Alfredo Monção, no bairro da Paz, teve que ser refeita, por determinação do prefeito João Salame, já que os serviços iniciais sofreram problemas em seu leito. A construtora refez a obra com custos de sua inteira responsabilidade. Ou seja, a prefeitura não teve nenhum ônus  e nem deveria ter, claro. O prefeito tem exigido da gente o máximo de cuidado em relação a qualidade do asfalto a ser aplicado”,  conta Pádua. (foto ao lado)

Atualmente, sob responsabilidade da Construtora Pavinorte, há frentes de serviços na Agrópolis/Incra, Jardim Alvorada, Folha 16, Folha 7, Folha 12, Vale Itacaiúnas-Filadélfia.

A pavimentação feita pela Construfox segue na Cuiabá e Amazonas, com travessa do EAP.

Sob a batuta da construtora Beta, frentes de serviço em Morada Nova

“Já está na programação, também  sob a responsabilidade da Beta, início  de asfaltamento de ruas do bairro São Félix, a partir do dia 4 de agosto”, adianta o secretário de Obras.

Antonio de Pádua aponta no mapa de pavimentação do programa “Xô, Poaca!” a entrada nas ruas da cidade dos equipamentos da construtora CTC.

“A CTC, a partir do dia 9 de agosto, começará a pavimentar ruas dos bairros Belo Horizonte e Novo Horizonte. Inicialmente, cinco ruas serão alcançadas pelo programa:  Paraíba, Tocantins, São Paulo, Belém e Paraná”, explica o secretário de Obras.

Na primeira fase do programa “Xô, Poaca!”, mais de trezentas e cinquenta ruas serão pavimentadas.

Xo Poaca Cuiabá

Morador satisfeito com qualidade da pavimentação

Quem pagar IPTU em cota única ganha 10% de desconto

 

“Este ano vou investir no IPTU”

Slogan marca a campanha do IPTU lançada pela prefeitura de Marabá, cuja  cota única antecipada  vence no próximo 11 de agosto.

O desconto é de 10% para quem pagar em cota única.

Uma das novidades deste ano para quem tem IPTU em atraso até 2012, é o pagamento da pendência com desconto de 100% sobre juros e multa, conforme informa Ronan Pereira Damasceno, Assessor Fazendário da Secretaria de Gestão Fazendária.

A campanha do IPTU, que será lançada nos veículos de comunicação da cidade, divulga os benefícios gerados com o pagamento à vista e antecipado até o dia  11 de agosto, e até sobre o valor principal para quem optar pelo pagamento único

“O imposto é utilizado em benefício da própria comunidade, como determina a Constituição Federal. 25% dos recursos são destinados para Educação, enquanto 15% são aplicados em Saúde. O restante é dividido em investimentos em pavimentação e asfaltamento de ruas, obras de infraestrutura, iluminação, assistência social, dentre outros”, explica  Ricardo Rosa, secretário da Segfaz.

O IPTU se constitui, assim, como uma das principais fontes de arrecadação municipal e tem uma função social, principalmente para a efetiva realização de uma adequada política de desenvolvimento urbano em cada localidade.

Lideranças políticas de Marabá fecham com Chamon

 

Militantes do PDT lotaram local onde foi formalizado apoio do partido à candidatura Chamon

Militantes do PDT lotaram local onde foi formalizado apoio do partido à candidatura Chamon

O candidato a deputado estadual João Chamon (PMDB)  está recebendo  apoio de significativas lideranças políticas regionais.

Nesse sábado, 19,  em solenidade que contou com as presenças do prefeito João Salame, do deputado federal Giovanni Queiroz;  dos ex-prefeitos de Marabá, Bosco Jadão, e de Itupiranga, José Milesi – a candidatura do peemedebista foi reforçada com a formalização do apoio da presidente da Câmara de Marabá, vereadora Júlia Rosa e seu grupo político do PDT.

Ato foi prestigiado pelo presidente estadual da legenda, deputado federal Giovanni Queiroz.

Nos próximos dias, haverá formalização de mais apoios.

Dia 30 de julho, vereador Orlando Elias (PMDB e sua base de apoio, formalizam adesão à candidatura Chamon.

Dia seguinte,  31 de julho, será a vez do grupo do vereador Cel. Araújo.

Até o dia 5 de agosto, família Mutran, tendo à frente o secretário de Saúde Nagib Mutran e sua esposa, médica Cristina Mutran, ex-deputada estadual -,  também estará selando apoio ao ex-prefeito de Curionópolis.

Coordenadores da campanha de Chamon consideram o alto nível das adesões fator de inspiração para novas conquistas de apoios.

Bosco Jadão, deputado Giovanni Queiroz, João Chamon, Júlia Rosa, Wenderson Chamon e João Salame, prefeitos de Curionópolis e Marabá.

Bosco Jadão, deputado Giovanni Queiroz, João Chamon, Júlia Rosa, Wenderson Chamon e João Salame, prefeitos de Curionópolis e Marabá.

 

Unifesspa abre inscrições para Processo Seletivo

 

Buscando o preenchimento  de vagas dos cursos ofertados nos municípios de Xinguara, Rondon do Pará, Santana do Araguaia e São Félix, a Unifesspa (Universidade Federal do Sul/Sudeste) abriu inscrições para o 3o. Processo Seletivo Especial 2014.

Morador denuncia poluição em São Félix

 

Construfox 3

Leitor Anderson Lima Norato, residente no bairro São Félix, envia emeio denunciando poluição gerada pela Construfox, construtora que atua na área de pavimentação, na região Sul do Pará, cuja sede fica às margens da BR-155, naquele bairro de Marabá.

O que diz o leitor:

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Moro num residencial no São Felix, ao lado da empresa construfox. Nesta empresa quase todos os dias pela manhã há nãos sei bem de qual o processo, o lançamento de uma grande quantidade de fumaça de dentro dessa empresa. Acho que deve ser da queima de fazer o asfalto alguma coisa desse tipo. Essa fumaça do meu ponto de vista, primeiro teria que ser diminuída com a mudança talvez do processo, algo mais com tecnologia , segundo, teria que ser lançada mais ao alto para que a corrente do ar já a leve para o alto. Coisa que não acontece. Ela é lançada bem abaixo e se dissipa, poluindo o meio ambiente e possivelmente causando prejuízos, em termos de saúde para a população do local.

Construfox 2

Não sei se eles estão ambientalmente legal para atuar, mas mesmo assim, caso esteja, a SEMA tem que rever essas licenças viu prezado, algo tem de errado.

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As fotos foram produzidas pelo próprio denunciante.

Construfox

Jornalista norte-americano: -”o Brasil é muito mais do que uma camisa canarinho e uma obsessão com o futebol.”

 

A derrota do Brasil para a Alemanha levou os suspeitos de sempre a pintar um cenário tenebroso no país. Ok, foi um massacre, mas houve um certo regozijo sádico, um acerto de contas pelo apocalipse estrutural que não veio.

A capa do Globo com um David Luiz de quatro no gramado e a manchete “Vergonha, Vexame, Humilhação” é um exemplo rematado de histeria sensacionalista.

Por incrível que pareça, a vida seguiu adiante no dia seguinte. O jornalista Matthew Futterman, do Wall Street Journal, escreveu  um bom artigo contando o que viu nas ruas sob uma perspectiva estranhíssima: o mundo não acabou.

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Adivinhe o que aconteceu no Brasil na quarta-feira?

O sol apareceu. As pessoas foram para o trabalho. Elas dirigiram táxis, abriram supermercados, clicaram em seus computadores para tratar de assuntos jurídicos e financeiros. Médicos curaram os doentes. Assistentes sociais enfrentaram os problemas da grande pobreza neste país de cerca de 200 milhões. A vida continuou.

Adivinha o que não aconteceu? Cidades não queimaram. Rebeliões em massa não aconteceram. Tanto quanto sabemos, torcedores não se jogaram de edifícios porque sua amada Seleção foi destruída pela Alemanha, por 7-1, na semifinal da Copa.

À luz cruel do dia, ainda é estranho escrever “Alemanha 7, Brasil 1.” Esse tipo de resultado não acontece neste nível de futebol. O último jogo oficial que o Brasil perdeu em casa foi em 1975. Se eu fosse um nativo, estaria abalado, tentando descrever a debacle que aconteceu em Belo Horizonte.

Não se engane: a derrota para a Alemanha, para usar a frase favorita do técnico dos EUA, Jurgen Klinsmann, foi uma lástima. As pessoas aqui amam o futebol. O governo declara feriados nos dias de partidas da equipe nacional. Ruas vazias, e eu quero dizer vazias – como se você pudesse montar uma barraca no meio de uma delas e não acontecer nada.

Ainda assim, não compre a história de que esta perda vai deixar alguma cicatriz indelével em um país tentando desesperadamente prosperar em uma série de áreas que não têm nada a ver com futebol. Essa idéia é um pouco humilhante para os brasileiros, que são a coleção de almas mais acolhedoras com que eu me deparei.

Houve a mulher na loja de óculos aqui em São Paulo que se recusou a aceitar dinheiro pelo estojo de óculos que ela me deu depois que eu perdi o meu. Houve os estudantes universitários em Natal que me ofereceram um tour pela cidade e uma carona de volta para meu hotel no meio da noite, quando não havia transporte à vista após a vitóriq dos EUA sobre Gana.

Lá estava o rabino que, 30 segundos depois de me conhecer, insistiu para que eu fosse jantar no sábado em sua casa (eu fui, e a sopa de matzo ball estava incrível). Houve as inúmeras almas pacientes comigo na rua, esperando enquanto eu tateava meu dicionário de bolso de português, procurando a palavra certa para completar uma pergunta idiota, quando certamente eles tinham algo melhor para fazer.

Estive aqui por um mês. Isso dificilmente me qualifica como um especialista na cultura brasileira. Minha amostragem é pequena e limitada a hotéis, restaurantes, estádios de futebol e pistas de corrida ao lado de praias do Rio, Natal, Recife e algumas outras cidades-sedes. Eu sei do crime e da pobreza.

Mas eu também sei que este é um país incrível, diverso. Encare quatro horas de voo rumo à Amazônia a partir de São Paulo e as pessoas parecem completamente diferentes daquelas em qualquer centro comercial do país. Em Salvador, você pode muito bem achar que está na África Ocidental. Em cada cidade, pessoas de todos os tons de pele — preto, marrom e branco — preenchem áreas de ricos e pobres. É um país de beleza física impressionante e vastos recursos naturais. O tráfego da hora do rush faz as avenidas de Los Angeles parecerem estradas do interior, um sinal claro de que o lugar precisa de alguns melhoramentos de infra-estrutura, mas também que há um grande número pessoas trabalhadoras que querem tornar o amanhã melhor do que hoje.

Em outras palavras, o Brasil é muito mais do que uma camisa canarinho e uma obsessão com o futebol.

O colapso contra a Alemanha certamente vai despertar algum exame de consciência nacional sobre como o Brasil cultiva e desenvolve a sua próxima geração de estrelas do futebol. O país tem um enorme banco de talentos, mas acidentes não podem mais acontecer no esporte. Vencer nesse nível hoje significa não apenas talento, mas dinheiro, treinamento e uma estratégia coerente.

“Quando você pensa sobre isso”, disse uma brasileira de 20 e poucos em um bar na noite passada, “é meio engraçado. Quer dizer, sete gols. É engraçado, né?”

Eu vou apostar que o Brasil como um todo vai se sair muito bem depois disso. Chateado um pouco, claro, mas em última análise, tudo vai dar certo. De muitas maneiras, já deu.

Canta, Raul!

 

canta raul

Mais ruas serão asfaltadas em Curionópolis

 

Curionpopolis

Prefeito Wanderson Chamonm de Curionópolis,  anunciou nesta segunda-feira, 14, mais um pacote de pavimentação de ruas.

Agora, a cidade será contemplada com mais  cinco quilômetros de asfalto, buscando atingir a meta de beneficiar todas as ruas  da localidade com pavimentação e drenagem.

Em seu primeiro mandato, o prefeito obteve a marca histórica de levar  calçamento para 75% da cidade.

“Agora, até o final deste segundo mandato, chegaremos à totalização de ruas pavimentadas”, diz o jovem prefeito.

E agora, vai ter Olimpíadas?

 

 

Da lavra do jornalista  Fernando Brito:

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Joseph Blatter deu “nota 9,25″ para a Copa no Brasil.

Acho que  aplicou  um “desconto” por causa da revelação de que um grande amigo da cúpula da entidade tinha um esquema de cambismo de ingressos de cortesia.

Porque, no resto, a organização da Copa superou todas as expectativas.

Os aeroportos registraram um movimento de 16 milhões de passageiros na Copa, média de 516 mil por dia.

41% acima do registrado no Carnaval, data de maior turismo.

Houve um aumento de 60% na compra de passagens aéreas por europeus com destino ao Rio de Janeiro.

E sem caos.

movimento cambial e e os gastos de turistas também ficaram muito além do esperado.

E o número de turistas, no final das contas, vai ficar acima de 800 mil.

A FIPE, que não tem ligações com o Governo Federal, estimou que a Copa injetou R$ 30 bilhões na economia brasileira.

Dinheiro té para os ambulantes que venderam bebidas em torno do Itaquerão, que faturaram R$ 500 mil, só os oficializados.

São só primeiros números e os primeiros efeitos.

Porque os turistas já planejam voltar na Olimpíadas e em número quase igual ao da Copa.

A Copa, é claro, não vai resolver os problemas econômicos do país.

Mas mostra que somos capazes de fazer eventos mundiais se realizarem em níveis de qualidade semelhantes ao de qualquer país do mundo.

Aliás, mais que isso.

Que podemos faze-lo contra a mais brutal, insistente e selvagem campanha de mídia pelo seu fracasso.

Faixa de pedestre gera polêmica

 

Leitor Wellington Sobrinho envia emeio cobrando retirada das faixas de pedestres, localizadas abaixo da passarela da Cidade Nova:

 

Prezado Hiroshi,

Gostaria de saber se o Poster tem alguma notícia acerca da retirada das faixas de pedestres localizadas na Transamazônica em frente ao Hemopa e INSS. Tal questionamento se dá pelo fato da passarela localizada no mesmo local já está em pleno funcionamento, não tendo mas nenhuma utilidade as referidas faixas.
Gostaria que o DMTU tomasse as devidas providências para retida das mesmas visando maior fluência do trânsito naquela localidade, haja vista que atualmente encontra-se com bastante lentidão nos horários de pico devido tais faixas.
Atenciosamente,

Onze adolescentes infratores são recpturados

 

11 adolescentes infratores que conseguiram fugir do Centro de Internação do Adolescente foram recapturados nesta segunda-feira (14), aqui em Marabá.

Jovens haviam saído do local no último domingo (13), após um suspeito armado render os monitores do centro.

No centro não existem policiais ou seguranças, apenas porteiros e monitores. Ao todo, 14 jovens deixaram o local durante a fuga. O paradeiro dos outros três menores ainda é desconhecido. O local abriga 35 jovens infratores.

Marabá terá três candidatas a deputada estadual

 

Post publicado semana passada citando o nome único de Priscila Veloso  como candidata a deputada estadual, represetando o município de Marabá – depois devidamente esclarecido em nota atualizada no próprio post -,tem  gerado criticas ao sítio.

Algumas pessoas entenderam a nota como  apoio explícito à candidatura da moça.

Outras, de forma bisonha, insinuam que o blog naõ apoiaria outras candidaturas para representar Marabá na AL.

A nota é clara ao dizer que este espaço   “se posicionará editorialmente favorável à  causa do município ter uma  candidatura feminina.

Mas, a partir do momento em que o TRE listou o nome de três candidatas a deputada estadual,  pelo município de Marabá (Priscila, Professora Cláudia e Bispa Edna), o blog compreende haver nomes suficientes para disputar o voto feminino na cidade, sem, no entanto, suspender a intenção de reforçar a necessidade de Marabá eleger uma mulher, seja qual for a candidata.

Em outra ponta da questão eleitoral, o poster  fará esforços para ajudar a eleger, também, pelo menos um nome masculino, dentre os registrados.

Nesse sentido, ainda esta semana, publicaremos entrevista com o jornalista João Chamon, candidato pelo PMDB, à AL.

Ex-vereador de Marabá e ex-prefeito de Curionópolis, Chamon tem experiência e visão macro dos problemas regionais, sendo um nome preparado para ocupar o cargo.

 

Já vai tarde

 

Felipe Scolari, um dos principais responsáveis pelo fracasso da seleção na Copa do Mundo, não é mais técnico do escrete.

Há duas versões, sobre a  demissão.

A primeira, de que ele teria entregado o cargo.

A outra, demissão sumária.

Para Felipão, trocar passes no meio-campo é frescura improdutiva

 

Artigo do médico Tostão, ex-craque da seleção brasileira e articulista semanal de uma publicação nacional, analisa o fracasso do futebol canarinho, responsabilizando grande parte do desastre ao obsoleto entendimento tático dos técnicos de futebol do país.

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Criaram um monstro

Tostão

 

TostãoFelipão é o responsável pela seleção, mas não é o criador do nosso atual e medíocre estilo de jogar. Ele pensa como os outros técnicos brasileiros. Criaram um monstro. Não sei quando nem onde isso começou, se foi de dentro para fora, por causa da visão estreita dos treinadores, ou se foi de fora para dentro, por causa da ganância pelo lucro, em detrimento da qualidade do futebol. Está tudo interligado, um jogo de interesses.

Repito, uma praga nacional. Desaprendemos a jogar coletivamente. Para Felipão e a maioria dos técnicos, trocar passes no meio-campo é frescura, um jogo bonitinho, improdutivo. O futebol brasileiro vive de correria, de estocadas e de jogadas aéreas. Muitas vezes, dá certo. Por motivos óbvios, qualquer técnico da seleção tem uma ótima estatística. Queremos mais que isso. O mundo, que tanto nos admira, também está triste.

Por causa do desprezo pelo meio-campo, não temos um craque neste setor. Se Kroos, Schweinsteiger e outros armadores fossem formados no Brasil, seriam escalados, desde as categorias de base, de meias-ofensivos, para atuar próximos ao gol. Schweinsteiger era um meia habilidoso e criativo que se transformou em um volante, para o time ter mais o domínio do jogo e da bola.

Contra a Alemanha, o Brasil jogou com cinco atrás (quatro defensores mais Luiz Gustavo), quatro na frente (Hulk e Bernard, pelos lados, e Oscar, próximo a Fred) e apenas Fernandinho, em um enorme espaço no meio-campo.Enquanto isso, a Alemanha, com todos os jogadores muito próximos, tinha três no meio-campo, mais Müller e Özil pelos lados, que voltavam para marcar e chegavam na frente. Os cinco atacavam e defendiam. Eram cinco contra um.

Houve, nos últimos tempos, uma proliferação de atacantes velozes, mas com pouca técnica e lucidez. Depois de Ronaldo, só tivemos um especial, Neymar. Os outros são fracos para o nível da seleção.

Há 15 anos, falo sobre isso. Tenho a sensação de que estou sendo repetitivo e que não há nenhuma importância se falo ou não falo disso. Cansei.

“Jabor projeta, impiedosamente, toda a sua amargura, frustrações, e o seu rancor.”

 

 

 Anti-Nelson Rodrigues: Arnaldo Jabor e sua luta para que o brasileiro se sinta um derrotado

Paulo Nogueira, Jornalista

 

JaborO Anti-Nelson Rodrigues é uma das últimas peças de Nelson Rodrigues. O nome extravagante tem um motivo óbvio: o final é feliz.

Um beijo cinematográfico sela a história: os dois protagonistas estarão juntos para sempre, como num conto de fadas.

Isto é o anti-Nelson Rodrigues: suas peças jamais terminaram bem.

Fora do terreno da dramaturgia, temos hoje no Brasil o anti-Nelson Rodrigues. Paradoxalmente, é alguém que se considera um discípulo apaixonado de Nelson Rodrigues e o cita obsessivamente.

É Arnaldo Jabor.

Jabor é o anti-Nelson Rodrigues porque faz exatamente o oposto daquilo a que o maior dramaturgo brasileiro se dedicou com tamanho empenho.

Nelson Rodrigues gastou boa parte de seus incontáveis artigos nos jornais identificando, e combatendo, uma patologia nacional.

Ele dizia que o brasileiro era um Narciso às avessas, alguém que cospe na própria imagem.

Para ele, o futebol retirou o brasileiro da sarjeta emocional em que se arrastava desde sempre. O primeiro título mundial, em 1958 na Suécia, fez o brasileiro finalmente se orgulhar de seu país, e de si mesmo.

Isto, sabia ele, era fundamental para a construção do país. Você não constrói nada – uma família, uma empresa, muito menos um país – sem que as pessoas sintam respeito por elas mesmas e pelo grupo a que pertencem.

O anti-Nelson Rodrigues faz o oposto.

Em seus artigos e comentários no rádio e na tevê, Jabor se esmera em depreciar o Brasil e os brasileiros.

Numa fala na CBN que viralizou na internet, e já é um clássico das grandes asneiras da mídia, Jabor disse algum tempo antes da Copa que o Brasil daria um vexame mundial.

Nossa incompetência para organizar um evento de tal envergadura ficaria brutalmente exposta, segundo ele.

Veio a Copa e ela foi o anti-Jabor.

No mesmo texto em que vaticinou o apocalipse futebolístico, ele disse que o Brasil não é sequer o terceiro mundo. É o quarto.

Os ouvintes e leitores de Jabor são regularmente massacrados com a mensagem de que o país deles não presta – e nem eles.

Razões objetivas para detestar o Brasil ele não tem. Em que outro país teria o espaço na mídia que o Brasil lhe oferece? Em que outro país faria palestras a 20 mil reais ou mais a hora?

O Brasil é uma mãe amorosa para Jabor. E Jabor devolve o amor com desprezo. Ele lembra, neste sentido, o Oswaldinho de o Anti-Nelson Rodrigues. A mãe o adora, e ele a despreza com ferocidade. “A senhora sempre liga na hora errada”, grita Oswaldinho ao telefone numa cena à mãe rejeitada.

Por que tanto ódio?

É alguma coisa que só o próprio Jabor pode responder. Eis um homem atormentado, você logo percebe.

Teria sido o fracasso no cinema o responsável pela raiva que inunda Jabor? Só ele sabe.

O que ele talvez não saiba é o mal que, como Anti-Nelson Rodrigues, faz aos que o ouvem no rádio, o lêem nos jornais e o vêem na tevê.

Jabor projeta sobre eles, impiedosamente, toda a sua amargura, todas as suas frustrações, todo o seu rancor.

Os que hoje o levam a sério um dia, caso acordem, podem desejar algum tipo de indenização por terem sido devastados numa coisa tão importante como o respeito por si mesmos.

É uma conta que jamais poderá ser paga – nem pelo anti-Nelson Rodrigues que atende por Jabor e nem por ninguém.