Morre Nagibinho, filho do ex-prefeito Nagib Mutran Neto

 

NagibMais uma tragédia atinge a família do ex-prefeito de Marabá, Nagib Mutran Neto, atual secretário de Saúde.

No final da tarde deste domingo, morreu seu filho, Nagib Mutran Filho (foto retirada de rede social), vítima de ataque cardíaco fulminante, quando passeava de lancha com familiares, no rio Tocantins.

Nas redes sociais há versões desencontradas sobre a causa da morte do jovem, mas o blog conversou agora mesmo com familiar de Nagib, obtendo a informação acima.

Com pouco mais de 30 anos, ele ainda foi socorrido e levado a um hospital da cidade, mas as tentativas de reanimá-lo, não surtiram efeito.

Nagib Mutran Neto, secretário de Saúde, encontrava-se em sua fazenda, distante 60 km de Marabá.

Ele foi comunicado de que o filho estava internado gravemente no hospital, e veio às pressas pra cidade.

Somente, agora, por volta de 21 horas, ao chegar em sua residência, a esposa Cristina Mutran lhe fez a revelação da perda do primogênito.

A vida de Nagib Mutran Neto, é bom lembrar, tem sido alvo de sucessivas tragédias, desde o ano de 1989, quando perdeu seu irmão Marcos Mutran, que estava entre os doze passageiros vítimas fatais da queda do boeing 737-200, da Varig, que caiu em Mato Grosso,  após um erro de navegação cometido pelo comandante da aeronave, Cézar Augusto Padula Garcez.

O avião transportava 48 passageiros e 6 tripulantes.

De lá pra cá, Nagib Mutran Neto perdeu a mãe,  Dorivan Mutran; o irmão Osvaldo Mutran Junior, que era vereador, e cometeu suicídio; e,  o pai, Vavá Mutran.

Agora, neste fatídico domingo, o filho Nagibinho.

Sobreviventes da queda do boeing da Varig aguardam resgatrew na selva do Mato Grosso. Entre os doze mortos, estava Marcos Mutran,m irmão de Nagib.

Sobreviventes da queda do boeing da Varig aguardam resgatre na selva do Mato Grosso. Entre os doze mortos, estava Marcos Mutran, irmão de Nagib.

Varig 2

Destroços do avião da Varig que caiu em 1989.

 

 

Farm Day Revemar reúne criadores de todo o país

Farm Day

Agendado para este sábado, 23, o 1o Farm Day, promovido pelo Grupo Revemar, na Fazenda Taboquinha.

Confirmada participação dos mais qualificados criadores de gado do Pará e do Brasil.

Extensa programação foi preparada para o evento, que contará ainda com a participação de palestrantes renomados.

Veja AQUI. 

Farm Day 2

Pedido manutenção de prisão de acusados pelo contrabando de ‘pó da China’

 

O Ministério Público Federal (MPF) encaminhou à Justiça pedido da manutenção da prisão de sete investigados pelo contrabando no sudeste do Pará do agrotóxico ilegal popularmente conhecido como “pó da China”.

Para o MPF, é necessário que os investigados sejam mantidos presos para garantir que a população não seja colocada em risco e para permitir que as investigações sejam concluídas sem constrangimentos a testemunhas ou prejuízos à coleta de provas.

Os pedidos de manutenção das prisões foram enviados pelo procurador da República Felipe Giardini à Justiça Federal em Redenção no último dia 14. A prisão do grupo foi realizada no último dia 6, em operação promovida pela Polícia Federal e MPF em Redenção, Parauapebas, Tucumã e Mãe do Rio, no Pará, e Ijuí, no Rio Grande do Sul.

Segundo as investigações, o herbicida Herbex Metsulfuron Metil 60% era contrabandeado do Uruguai. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o produto, que não possui registro no Brasil, não pode ser produzido, importado, comercializado ou utilizado no país.

A mercadoria – o pentaclorofenato de sódio – era transportada por veículos terrestres particulares ou de transportadoras e aviões particulares. Interceptações telefônicas revelaram que os integrantes do grupo mantiveram estoques que chegavam a conter dez toneladas do produto.

Encerradas as investigações, o grupo pode ser denunciado pelo MPF à Justiça por contrabando, associação criminosa, comercialização irregular de agrotóxicos e transporte, armazenamento e fornecimento de substância nociva à saúde humana ou ao meio ambiente, práticas passíveis de punição com penas que, somadas, chegam a quinze anos de reclusão e multa.

Agência do Inmetro é uma necessidade

Marcelo Araújo, à direita, negocia com a direção do Inmetro, em Belém

Marcelo Araújo, à direita, negocia com a direção do Inmetro, em Belém

Merece comemoração o anúncio do secretário de Indústria, Comércio, Ciência, Tecnologia e Mineração (Sicom)< Marcelo Almeida Araújo, de que a prefeitura de Marabá está em fase de negociações para oficializar a fixação na cidade de um posto avançado  e centro administrativo do Inmetro Pará (Instituto de Metrologia do Estado do Pará).

Faz tempo se faz necessária a presença física do instituto, para alargar fiscalizações nas regiões  Sul e Sudeste.

Até local já teria sido definido, para funcionamento do órgão, revela Marcelo: no bairro Cidade Jardim, ao lado do Campus III da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa).

Marcelo informa ainda que o instituto  tem recursos alocados para a edificação da agência em Marabá.

O titular da Sicom,  caladinho em sua pasta, tem realizado importantes gestões de efeito direto positivo direto para a cidade.

A notícia da vinda do Inmetro para Marabá é uma dessas boas informações que o blog registra com satisfação.

O terreno para a construção do Inmetro será doado pela prefeitura,

 

 

 

Semana do Microempreendedor Individual abre segunda

 

Será na segunda-feira, 25, a  abertura   da 7ª Semana do Microempreendedor Individual, que acontecerá em Marabá até  29  de maio, na Praça Duque de Caxias, a partir das  8h30.

 

O evento é  um grande mutirão para formalização de microempreendedores individuais (quem tem um pequeno negócio por conta própria e ainda trabalha na informalidade, sem amparo previdenciário – na praça, vai ser possível o MEI já sair com o seu CNPJ e com todas as coberturas garantidas, como auxílio maternidade, amparo doença, direito à aposentadoria, etc. Ele também participará de várias capacitações para melhorar a gestão de seu negócio.

 

Na segunda, o diretor-superintendente do Sebrae no Pará, Fabrizio Guaglianone estará presente na praça e poderá falar com a imprensa sobre a importância do evento, que pela primeira vez chega em Marabá.

PA-150 já precisa de reparos e capina de matagal

Pa- 150 2

A rodovia  Pa-150 já está carecendo de reparos, principalmente no trecho Goianésia-Tailândia.

Ali, surgem buracos e parte da área de acostamento, em outros trechos, cede em muitos pontos.

Um buraco perigoso na entrada de uma ponte, em Goianésia, está obrigando motoristas a manobras perigosas, na fuga de acidentes.

O matagal fecha a visão de condutores, escondendo, inclusive, muitas placas de sinalização.

Detalhe: de Goianésia até Marabá, as duas construtoras responsáveis pela recuperação da PA-150, estão com equipes trabalhando.

Entre Goianésia e Tailândia, não.

Inexistem equipes de manutenção.

Como sabemos que o governador Simão Jatene é leitor assíduo do blog – ele e dona Ana Jatene. sua esposa -, apelamos para que seu governo não permita a deterioração da rodovia que liga o Sul/Sudeste à capital.

Não permitir, jamais, a PA-150 intransitável, como se verificava há três anos.

 

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“Terra do Meio” aparece no ranking da Hypeness

O Restaurante Terra do Meio, um dos lugares mais atraentes do Estado, foi incluído no ranking da publicação Seleção Hypeness.

Dá uma olhadinha aí!

O blog já apresentou o Terra do Meio a vocês.

Se ainda não foi lá, está perdendo tempo e o sabor das manhãs iluminadas.

Darci Lermen define perfil do prefeito ideal

Ex-prefeito de Parauapebas, Darci Lermen,  publicou o perfil daquilo que pode ser o “prefeito ideal”, segundo sua visão, respondendo a uma amiga que lhe fez a pergunta, no Facebook.

Resposta do ex-prefeito:

 

 

Outro dia, um jovem me fez a seguinte pergunta: “O que é ser um bom prefeito e quais são as suas responsabilidades?” Pego de surpresa, respondi alguma coisa que me veio em mente, mas fiquei devendo uma resposta mais elaborada, capaz de satisfazer ao meu curioso interlocutor.

O bom prefeito é aquele que está a serviço do município, conhece as necessidades da comunidade e resolve seus problemas. Não só administra com dedicação e seriedade, mas também presta contas de seu trabalho.

Espera-se dele, fidelidade ao seu povo, expressa no cumprimento de um programa de governo previamente elaborado, capacidade administrativa, liderança política, bom conhecimento dos assuntos da cidade, equilíbrio no enfrentamento de crises, postura de diálogo aliada à capacidade de decisão no tempo oportuno, paciência e disponibilidade para ouvir a população e seus legítimos representantes, tolerância quanto à diversidade de estilo das pessoas com quem trabalha, disponibilidade para ter presença contínua no município, hábito de trabalhar com planejamento e em equipe e coragem de dizer não, quando necessário.

Por último, o bom prefeito deve ter as qualidades necessárias para uma vida política sadia e honesta, com transparência nas atividades públicas, separação completa entre os recursos públicos e os interesses da família, dos amigos, de empresas e do partido. Por fim, pede-se a um bom prefeito que seja competente na arrecadação de recursos para dar conta das demandas populares.

O poder municipal é o que está mais próximo do contato direto com a população e o primeiro a ser questionado. Para muitos cidadãos, o prefeito é mais importante do que o presidente da República, pois é quem pode resolver o seu problema imediato. Promessas utópicas ou demagógicas serão cobradas, mais tarde.

Para renovar incentivos, Governo do Estado exige da Vale pagamento de R$ 1,8 bilhão

Dia 17 de julho pode se transformar numa data emblemática para o futuro do desenvolvimento do Pará.

Naquela data vencem os incentivos fiscais concedidos à Vale para exportação dos minérios que ele explora em solo paraense.

É a partir da renovação de novos incentivos – ou não renovação -, que o governo do Estado pretende dar start a uma nova fase de relacionamento com a mineradora, que há mais de 30 anos transformou-se na segunda maior empresa do setor do mundo, deixando um rastro de miséria por onde passa.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Marabá, Italo Ipojucan, vem acompanhando as tratativas que o governo, através da secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, desenvolve com executivos  da Vale.

– “O Adnan  (Demachki,  secretário Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia) tem conduzido com muita propriedade as reuniões, mostrando aos executivos da Vale a necessidade do  Pará nivelar a relação comercial entre as duas partes de modo que o Estado seja compensando efetivamente de suas riquezas”, explica Italo, ao confirmar a agenda da próxima reunião para início do mês de junho.

– O governo e a Vale já estiveram reunidos por duas ocasiões, discutindo o teor de quatro projetos de lei de incentivos que tramitam na Assembleia Legislativa, encaminhados pelo governador Simão Jatene, ajustando para nossa realidade o diferimento de ICMs.

Está marcada para o dia 3 de junho a próxima reunião entre Estado e Vale.

Acompanhando o desenrolar das negociações, em Belém, a blogueira Franssinete Florenzano tem mais informação sobre a trava de braço.

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Tramitam na Assembleia Legislativa quatro projetos de lei de incentivos fiscais à indústria no Pará, enviados pelo governador Simão Jatene, estabelecendo três novos critérios – inovação, sustentabilidade e verticalização – para a concessão dos benefícios. Em 2014, o Pará exportou R$ 40 bilhões, dos quais 90% dizem respeito à atividade mineral, praticamente tudo minério in natura. Mas o setor responde por só 3% dos postos de trabalho formais no Estado e em torno de 3,5% a 4% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) gerado, ou seja, um volume enorme de produção tem retorno insignificante em empregos e na arrecadação de ICMS, graças à Lei Kandir e à ausência de agregação de valor. Em razão dessa distorção,para as indústrias paraenses estão sendo prorrogados os incentivos, a fim de que sejam competitivas com as dos demais Estados. Às mineradoras, amparadas por lei estadual específica que concedeu diferimento de ICMS por 15 anos; englobando as cadeias de ferro, manganês, cobre, zinco e alumínio – na época a Vale era detentora de todas atividades minerais e empresas do setor – para renovar os incentivos fiscais que vencem em 17 de julho o governo do Estado está exigindo a solução do passivo financeiro da Vale, que gira em torno de R$1,8 bilhão, e algo concreto no sentido da verticalização mineral. Se não tiver uma definição com prazo e data, o diferimento de ICMS não será renovado. O governo está conversando com a Vale, já aconteceram três reuniões para tratar do assunto, e a próxima está marcada para o dia 3 de junho. O Pará deixa de arrecadar em torno de R$140 milhões por mês com a isenção da Vale, mas a Secretaria de Estado da Fazenda ainda está levantando o valor exato. “Queremos prestigiar as grandes empresas, mas também um novo modelo de desenvolvimento. Temos responsabilidade com as futuras gerações”, disse o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Adnan Demachki, em reunião na Alepa para tratar da questão. “Nossa intenção não é punir as empresas que não verticalizam, mas prestigiar quem verticaliza e agrega valor à produção”, afirmou, na ocasião. Consultada, a posição oficial da Vale é de que “a empresa não comenta negociação em curso”.

O Parlamento entende que este é um momento único no Estado, ficamos 15 anos sem poder negociar nem discutir, praticamente engessados, o governador Simão Jatene tem apoio pleno, se for necessário não renova, até que possamos ter algo de que o Estado possa se apropriar e a sociedade se sentir contemplada. Que o governo dê transparência do passo a passo. Com relação a esse R$1,8 bi, o governador pode até flexibilizar os juros, dar desconto, mas do principal não pode abrir mão, estamos em um momento muito difícil da economia e precisando de recursos”, asseverou o presidente da Alepa, deputado Márcio Miranda(DEM), cujo entendimento recebeu o aval de todas as bancadas partidárias. Para Márcio Miranda, “essa responsabilidade é todos, não há quem possa partidarizar, o que nós temos é que nos unir e enquadrar a Vale. Essa sensação de impotência vem de anos atrás. Há 8 anos apresentei o projeto do poluidor pagador, justamente para ver se ficava pelo menos um pouquinho dos lucros da mineração para o Estado. O governo tem que apertar, tem que endurecer, e conta com o apoio do Poder Legislativo. Precisa haver a compensação, temos o momento ideal, a condição ideal, estamos na hora certa, a união gera a força necessária. É um movimento do Legislativo, suprapartidário, e com um só objetivo, o de que essas empresas possam se estabelecer, ter seu lucro, o que é normal, é correto e é legítimo, mas que deixem uma compensação ao Pará”, realçou.

O titular da Sedeme vem conversando também com a Norsk Hydro, que tem um processo de verticalização, transforma bauxita em alumina e depois em alumínio (já existe empresa paraense que faz cabo de alumínio); a gigante norueguesa acenou com a possibilidade de fornecer mais alumínio e está viabilizando uma nova empresa paraense, que vai produzir perfis de alumínio. A Hydro, companhia global de alumínio que tem, no Pará, alguns dos seus principais negócios (lavra da bauxita em Paragominas, o refino da alumina na Alunorte e a produção de alumínio primário na Albras, ambas em Barcarena) prometeu investir em equipamentos a fim de, a partir do ano que vem, fornecer alumínio de uma liga especial, de modo a permitir o surgimento de indústrias na área de componentes de veículos.

Nas demais cadeias em que a Vale detém as ocorrências minerais, nada avançou. Os impasses principais são em torno de dois grandes pontos na agenda: a dívida de R$1,8 bi, fruto de um auto de infração de R$660 milhões, relativo a uma transferência de minérios de Parauapebas(PA) para São Luís(MA), cujo valor principal foi acrescido de juros e correção monetária, e que se originou na diferença de preço do produto: o valor era maior do que o lançado pela Vale, além do foco na verticalização.

O Pará exporta a floresta, só transforma em madeira serrada para gerar móveis lá fora, queremos não só produzir soja mas transformá-la em óleo e proteína animal, não ser só corredor de exportação do Mato Grosso e também não podemos ser mero produtor de minério, pelo menos parte dele tem que ser verticalizada. A Vale garantiu ao governo que a construção em Pecém(CE) já está em andamento há alguns anos, não é de agora, e não exclui a siderúrgica de Marabá, a Alpa, que continua nos planos da empresa”, explicou Adnan Demachki.

Por sua vez, o governo pleiteia que a Vale encontre alternativas a fim de que não fique dependente do derrocamento do Pedral do Lourenço para construir a siderúrgica em Marabá – porque a informação que a Vale passa à sociedade é essa -, e que estude a ferrovia que o Pará está gestando, de Santana do Araguaia, passando por Marabá até Barcarena, algo que ainda está sendo trabalhado, para ser executado em regime de Parceria Público-Privada, sem recursos do Tesouro estadual. A intenção é licitar, o consórcio que vencer constrói e opera. Outro projeto que está posto pelo governo à Vale na mesa de negociação é de uma siderúrgica menor, também em Marabá, que produza o bina de aço, parte dela para viabilizar o polo metal-mecânico de Marabá, escoando a produção por Belém, via rio Tocantins, em pequenas barcaças, que podem navegar mesmo sem o derrocamento do Pedral do Lourenço, e ser destinada ao Centro-Oeste, à Norte-Sul e, ainda, para a exportação. A Vale ficou de estudar.

Em 11 de julho de 1967, o geólogo Breno dos Santos, em um sobrevoo de prospecção, descobriu a primeira jazida de minério de ferro da região de Carajás. Em 1978 começaram as obras do projeto Ferro Carajás que, 18 anos depois do achado, entrou em operação. Em 1985 a Estrada de Ferro Carajás começou a operar junto com a mina para transportar minério de ferro e manganês de Carajás até o Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, em São Luís. Embora os testes do porto tenham começado naquele ano, só em 1986 se tornou regular, quando foram embarcados 11,6 milhões de toneladas de minério de ferro. O complexo minerador de Carajás, em Parauapebas, é o maior do planeta. Engloba a operação simultânea de cinco minas a céu aberto. Delas saem aproximadamente 35% do minério de ferro produzido pela Vale anualmente. Em Canaã dos Carajás a mina do Sossego começou a produzir em 2004, marcando a entrada da Vale no mercado mundial de cobre e ajudando a transformá-la em uma das maiores empresas de mineração diversificada do mundo. A produção atual é de 390 mil toneladas de concentrado de cobre por ano. Já o Salobo é o segundo projeto de cobre desenvolvido pela Vale no Brasil. A mina fica no município de Marabá, sudeste paraense, e entrou em operação em novembro de 2012. O empreendimento tem capacidade nominal estimada de 100 mil toneladas anuais de cobre concentrado. Com a expansão da unidade, operação do Salobo II, será duplicada para 200 mil toneladas anuais de cobre concentrado. A Onça Puma é a unidade de níquel da Vale no Brasil. O empreendimento começou a operar em 2011, tem sede em Ourilândia do Norte e é uma das maiores plantas de ferro-níquel do mundo. A mina de Serra Leste, em Curionópolis, entrou na fase de testes em maio de 2014. A empresa aguarda a emissão da licença de operação, após o que agregará à produção anual de Carajás, inicialmente, dois milhões de toneladas ao ano de produtos dos tipos fino e granulado. A capacidade nominal estimada é de 6 milhões de toneladas anuais. O Projeto Ferro Carajás S11D, por sua vez, é o maior da história da Vale, com capacidade estimada em 90 milhões de toneladas de ferro por ano. Representa a ampliação do Complexo de Carajás, o maior produtor de minério de ferro em operação do planeta. Números grandiosos, empresa planetária, contrastando com os parcos benefícios legados ao Pará, de onde extrai quase toda a sua riqueza.

Os recursos de que o governo dispõe hoje são insuficientes para investir em logística e infraestrutura no Estado. Então, o foco são as Parcerias Público-Privadas. Adnan Demachki, muito prestigiado pelo setor produtivo e com experiência de gestão pública, é uma escolha feliz como negociador credenciado pelo governador Simão Jatene para cuidar do tema.

Processo contra Romulo Maiorana Jr por sonegação vai prosseguir

Em decisão unânime, a 3a Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região em Brasília atendeu recurso do Ministério Público Federal e determinou o prosseguimento do processo criminal contra o empresário Rômulo Maiorana Jr e a consultora Margareth Mônica Muller, acusados de crimes contra o sistema financeiro nacional e pela sonegação de pelo menos R$ 683 mil em impostos. A denúncia foi feita em Belém em 2013 mas foi rejeitada pelo juiz Antônio Carlos de Almeida Campelo. Agora, com a decisão do TRF1, o caso deve prosseguir.

O MPF argumentou que a rejeição da denúncia foi incorreta porque não levou em consideração os nove volumes de provas produzidos pela Receita Federal que demonstram o crime de sonegação tributária. “Chega a preocupar o argumento trazido pela decisão recorrida, já que a sua leitura transmite a clara noção de que não foram manuseados, lidos ou considerados quer os termos da denúncia, quer, especialmente, os 9 volumes e suas 1621 páginas que acompanharam o inquérito policial”, dissee o recurso do MPF.

Maiorana Jr e Margareth Muller foram investigados pela Receita Federal e denunciados pelo MPF porque registraram a compra de um avião como sendo apenas um arrendamento da aeronave. Para esse tipo de transação comercial, o arrendamento operacional sem opção de compra, os impostos são reduzidos. O avião foi vendido pela International Jet Traders Inc à ORM Air por 16,4 milhões de dólares. Para fazer a importação, a ORM contratou a consultoria Birdy Aviation & Consulting, dirigida por Margareth Mônica Muller.

A Receita apurou que os acusados não informaram sobre remessas de dinheiro ao exterior para pagar parcelas do avião. E também não declararam depósito bancário de 1 milhão de dólares que mantiveram em conta no exterior, desde novembro de 2011 até os primeiros meses de 2012, como fiança do contrato de compra e venda.

Em junho de 2013, a aeronave foi apresentada à Receita Federal em Belém como importação decorrente do arrendamento. A Receita, no entanto, detectou que as informações apresentadas eram falsas e serviam apenas para mascarar um contrato de compra e venda.

Caso condenados, os acusados podem ter que cumprir penas que chegam a seis anos de reclusão.

Longa “Pureza” será rodado em Marabá

Pureza 2

Marabá será set do longa-metragem “Pureza”.

Na apresentação recente do projeto cinematográfico, durante encontro em Marabá realizado pelo Grupo Interinstitucional de Apoio a Erradicação do Trabalho Escravo (Gaete),  o cineasta Renato Barbieri (foto abaixo) confirmou a escolha da cidade, conforme havia antecipado o blog em novembro de 2014.

Pureza

Além de Barbieri, diretor de “Pureza”, estiveram na cidade discutindo o formato do longa,   a equipe do cineasta Luiz Carlos Barreto, responsável por filmes como o “Pagador de Promessas”, “Dona Flor e seus Dois Maridos”, “O Quatrilho”, “O Que é Isso, Companheiro?”, membros do  Grupo Interinstitucional de Apoio a Erradicação do Trabalho Escravo (Gaete), o procurador-geral do Trabalho, Luís Camargo (foto abaixo); coordenador nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conaete), Jonas Ratier Moreno, e o seu vice Luis Carlos Fabre.

Pureza 2

Jônatas dos Santos Andrade (foto abaixo), titular da 2ª Vara Federal do Trabalho de Marabá,  coordenador e idealizador do Gaete, um dos maiores incentivadores da produção cinematográfica, também presente à reunião, convidou também  o prefeito João Salame para conhecer o projeto cinematográfico.

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O combate ao trabalho escravo contemporâneo ganhará duas importantes divulgações para mostrar para toda a sociedade que essa prática ainda existe no Brasil: o filme e uma série para TV.

O filme contará a história de Dona Pureza, que decidiu procurar o filho Abel após ele sair de casa no Maranhão em busca de trabalho. Na sua jornada descobriu que o filho tinha sido vítima de trabalho.

Chocada com o que encontrou na região Norte do país, denunciou essa prática a três Presidentes da República e nos anos 1997 ganhou um prêmio em Londres de Direitos Humanos.

O filme terá locações em Marabá e Brasília.

A previsão de lançamento é para 2017.

A atriz paraense Dira Paes interpretará “Dona Pureza”.

 

A série de filmes para TV será produzida pelo principal produtor de cinema do país, Luiz Carlos Barreto.

Serão dez histórias sobre trabalho escravo de norte a sul do país. A previsão também de lançamento será para 2017.

Durante reunião, o  Grupo Interinstitucional de Apoio a Erradicação do Trabalho Escravo (Gaete) aprovou  a destinação de recursos para a produção do e de uma série de tevê, que vai retratar esse tema.

 

 

“O combate ao trabalho é eficaz se ocorrer de forma articulada, entre várias entidades públicas e a entidade civil organizada. Por isso, temos que continuar atuando dessa forma e também divulgando para toda a sociedade para que conheça o que é o trabalho escravo e denuncie”, disse o procurador-geral do Trabalho, Luís Camargo, que participou da reunião do Gaete em Marabá.

Para o juiz Jônatas dos Santos Andrade,os projetos audiovisuais vão se somar às outras iniciativas apoiadas pelo grupo. “Já temos projetos de monitoramento de líderes de trabalhadores ameaçados, vítimas de trabalho escravo, prevenção e ações integradas de regaste de cidadania. Agora teremos filmes para somar a nossa luta contra o trabalho escravo”.

Em helicóptero da Polícia Militar, Procurador Geral do Trabalho, o número um do MPT, ao lado de Jônatas Andrade, sobrevoa Marabá e a da região campeã nacional de trabalho escravo,

Em helicóptero da Polícia Militar, Procurador Geral do Trabalho, o número um do MPT, ao lado de Jônatas Andrade, sobrevoa Marabá,  e a  região campeã nacional de trabalho escravo,

Prefeitura esclarece sobre incêndio no Arquivo Municipal

 

 

Prefeitura liberou nota oficial, no inicio da madrugada desta quarta-feira, 20, esclarecendo sobre o incêndio no prédio do Arquivo Municipal:

 

Nota Oficial

A respeito do incêndio que destruiu documentos do Arquivo Municipal na noite desta terça-feira (19), a Prefeitura Municipal de Marabá tem a declarar:

1)      O prédio atingido pelas chamas guardava papéis de administrações passadas, como documentos funcionais; informações de assentos de funcionários antigos falecidos, demitidos ou aposentados; atas de reuniões, livros de ponto antigos, frequências; e prestações de contas. Nenhum, porém do atual governo.

2)      No início do atual Governo, a Secretaria Municipal de Administração solicitou ao Corpo de Bombeiros um laudo sobre a situação do prédio do Arquivo Público. Porém, o órgão não pode emitir o laudo porque na Secretaria de Obras não foram encontradas as plantas da edificação, muito menos os projetos hidráulico e elétrico.

3)      Diante disso, tendo em vista que os demais prédios daquele Centro Administrativo em que estavam localizadas várias secretarias também apresentavam condições precárias, o Governo Municipal ficou preocupado com a segurança de servidores e documentos e tomou a decisão de retirar daquele local os órgãos e pastas que ali funcionavam. Transferiu para o antigo prédio da Caixa, na Marabá Pioneira, o Serviço de Atendimento ao Cidadão (Saci) e a Secretaria Municipal de Ação Comunitária (Semac), além da Secretaria Municipal de Comércio, Indústria, Ciência, Tecnologia e Mineração (Sicom) e Procon. E também transferiu para a Velha Marabá o Sistema Nacional de Emprego (Sine).

4)      Mais recentemente, retirou do antigo Centro Administrativo a Secretaria Municipal de Gestão Fazendária (Segfaz), que mudou para o mesmo prédio em que funciona a SDU, na VP-08, Folha 26, e para onde irão, nos próximos dias, a Secretaria Municipal de Administração (Semad), a Secretaria Municipal de Finanças (Sefin), a Controladoria Geral do Município (Congem), Comissão Permanente de Licitação e Comissão Processante.

5)      Quase a totalidade da documentação referente à Secretaria Municipal de Educação (Semed) já havia sido retirada do prédio do Arquivo Municipal e transferida para local seguro.

6) As causas do incêndio serão apuradas pelo Corpo de Bombeiros e pelo Centro de Perícias Científicas (CPC), que emitirão laudos revelando o que causou o fogo.

7)        A Prefeitura de Marabá agradece o esforço do Corpo de Bombeiros em debelar as chamas, assim com a imediata colaboração do Exército, Infraero e empresas parceiras da administração que enviaram caminhões-pipa para ajudar a combater o incêndio, que, infelizmente, consumiu valiosa documentação.

 

Assessoria de Comunicação – Ascom
Prefeitura de Marabá

Marabá recebe a 7ª Semana do Microempreendedor Individual

 

 

Marabá vai receber, a partir de 25 de maio as ações da  7ª Semana do Microempreendedor Individual, que tem como objetivo a capacitação de microempreendedores já formalizados, além da formalização de microempreendedores individuais.  O evento, realizado pelo Sebrae no Pará também em Belém, é um grande mutirão nacional para tirar da informalidade os empreendedores do País. Quem se registra como Empreendedor Individual torna-se, na prática, um empresário, com direito a CNPJ, emissão de nota fiscal e cobertura previdenciária, além de ganhos mercadológicos e acesso a serviços financeiros.

O objetivo maior do evento, além de levar os serviços de orientação e capacitação empresarial aos que já estão formalizados, é também a de incentivar a formalização de novos empreendedores. A ideia é fazer da Semana um instrumento que favoreça a transformação da realidade desse segmento socioeconômico, ajudando a instalar um ambiente favorável à formalização e ao fortalecimento sustentável dos estimados 836 mil negócios informais existentes no Estado.

O Projeto “7ª Semana do Microempreendedor Individual no Estado do Pará” tem por estratégia a sensibilização por meio de campanha de divulgação, palestras e oficinas dirigidas a este segmento de empreendedores, para os possíveis ganhos e vantagens daqueles que venham a ter suas atividades devidamente formalizadas, priorizando os que ainda não têm tais informações. E principalmente, orientar aos já formalizados, para que os mesmos tenha, condições de expandir seu negócio.

 

 

Atualmente, o Pará possui cerca de 127.391 empreendedores individuais que começaram a ser formalizados em fevereiro de 2010. Para o ano de 2015, o Sebrae no Pará estabeleceu como meta atender 36.479 microempreendedores individuais e, na Semana do MEI, a intenção é bater 13% dessa meta, ou seja, 4742 atendimentos, sendo 3.648 em Belém e 1094 em Marabá.

Existem hoje em Marabá mais de 4600 MEI formalizados e, segundo o IBGE, no município são quase 27 mil na informalidade.

 

A proposta da 7ª Semana do Microempreendedor Individual no Estado do Pará, é dividir seu atendimento em dois momentos: “quero me formalizar” e “já sou formalizado”. O primeiro espaço mantém o atendimento para aqueles que já possuem um negócio e querem regularizar o mesmo, ou iniciar um negócio dentro da formalidade. O segundo espaço é para atender o MEI formalizado, mas, que precisa de orientação relacionada à gestão do negócio.

Em Belém, os atendimentos serão realizados na Praça da Bandeira e, em Marabá, na Praça Duque de Caxias – na Velha Marabá,  onde também terão atendimentos aos MEI que desejam soluções específicas de orientação e oficinas de capacitação sobre Gestão de Negócios, além da formalização.

 

Vantagens

A semana tem por estratégia a sensibilização por meio de campanha de divulgação, palestras e oficinas dirigidas a este segmento de empreendedores, para os possíveis ganhos e vantagens daqueles que venham a ter suas atividades devidamente formalizadas, priorizando os que ainda não têm tais informações. E principalmente, orientar aos já formalizados, para que o mesmo tenha condições de expandir seu negócio.

Além de contribuir para o alcance das metas, nacionais, o evento pretende ainda trabalhar a capacitação gerencial do microempreendedor individual com oficinas SEI (Sebrae Para Empreendedor Individual) favorecendo a gestão e competitividade dos pequenos negócios; divulgar os serviços financeiros específicos dirigidos ao MEI; orientar melhores práticas para manutenção da adimplência do MEI; divulgar os serviços e benefícios da Previdência Social e sensibilizar para os possíveis ganhos mercadológicos.

Com a ação,  o Sebrae pretende divulgar a Lei Complementar 128/2008; realizar 4742 atendimentos e  250  inscrições de MEI no Portal do Empreendedor; realizar  65  palestras  com 2100  participantes e a realização de 50 oficinas SEI com 1422 participantes em Belém e Marabá. Vale lembrar que os empreendedores também podem se formalizar via internet a qualquer momento ou nos pontos de atendimento do Sebrae.

Para a execução da 7ª Semana do Empreendedor Individual, o Sebrae no Pará conta com a parceria de diversas outras instituições como bancos que serão responsáveis pelas informações sobre crédito e serviços financeiros, Secretarias de Finanças, da Fazenda, Receita Federal e  INSS.

 

PÚBLICO ALVO

O público alvo do projeto é constituído de:

  • Empreendedores Individuais;
  • Pessoa física com ou sem atividade econômica e com perfil potencial para formalização como MEI;
  • Beneficiários do Programa Bolsa Família que estão desenvolvendo atividade econômica formalizada ou não.

 

 BENEFÍCIOS DO MEI

Cobertura Previdenciária  (licença maternidade, aposentadoria por invalidez, pensão por morte), acesso a serviços bancários, inclusive crédito, compras e vendas em conjunto; redução da carga tributária, emissão de alvará pela internet, facilidade para vender para o governo.

 

Limites:

O MEI – Microempreendedor Individual, a que se refere o art. 966 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 – Código Civil, regulamentada pela LC 128/2009 pode exercer cerca de 500 ocupações. Para ser MEI, o empreendedor que montar seu próprio negócio deve atender a todas as condições a seguir:

– tenha faturamento no máximo até R$ 60.000,00 no ano ou R$ 5.000,00 media mês;

– não participar como sócio ou titular de outra empresa ou cooperativa e/ou presidente de associação, condomínio, ou outro tipo de entidade;

– não ter sócio na atividade desenvolvida;

– exerça atividade permitida ao MEI;

– não possua filial (ter só um estabelecimento / ponto comercial);

– ter no máximo um funcionário;

-ser optante do Simples Nacional e do SIMEI.

 

Serviço:

Semana MEI em Marabá, de 25 a 29 de maio, na Praça Duque de Caxias, em Marabá. Gratuito.

Incêndio destrói Arquivo Público de Marabá

Incendio

Incêndio que se prolonga por mais de 40 minutos está destruindo o prédio do arquivo público de Marabá.

Ali encontram-se documentos que datam do início do século XX,  como acervo de imagens das mais importantes.

Ninguém sabe a causa do sinistro, que começou por volta de 21 horas.

Corpo de bombeiros encontra-se no local tentando  apagar o fogo.

Imagens mostram a extensão da tragédia.

Ao lado do Centro Administrativo, na Folha 32 (Nova Marabá), prédio do Arquivo Municipal é devorado pelo fogo

Ao lado do Centro Administrativo, na Folha 32 (Nova Marabá), prédio do Arquivo Municipal é devorado pelo fogo

Jatene comemora resultado da viagem à Argélia

Governador Simão Jatene acaba de publicar em seu perfil de rede social post comentando a viagem produtiva que fez à Argélia, sujo resultado prático pode redundar na implantação, no Pará,   de uma fábrica de beneficiamento de grãos e produção de alimentos.

Otimista, Jatene conta detalhes da viagem e, en passant, aproveita para dar uma fustigada nos veículos de comunicação do grupo de Jader Barbalho.

Eis o post:

 

 

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Amigas e amigos,
Cada dia mais me convenço que, maiores que os desafios a serem enfrentados por quem nasceu ou escolheu a Amazônia para viver, são as oportunidades que ela oferece.

Mas, para isso, urge que chegue o tempo em que o caráter estratégico da Região e, particularmente do Pará – inclusive por sua localização privilegiada – seja desejo e bandeira de luta coletiva: da classe política e da iniciativa privada, de trabalhadores e empresários, de estudantes e professores, de todos, ainda que isso pareça incomodar conhecido grupo político que, lamentavelmente, sempre usou o poder pra “ser” e “ter” e não para defender o Estado.

Com esse objetivo, no final de semana que passou, diferentemente do que tentou fazer crer parte de conhecida família, através dos seus veículos de promoção partidária e pessoal, viajei até a Argélia, para avançar nas negociações com o maior grupo privado local, de nome “Cevital”, no sentido do mesmo implantar aqui no Estado uma grande fábrica de beneficiamento de grãos e produção de alimentos, dando continuidade a tratativas iniciadas ano passado.

Fui na quinta-feira e voltei no domingo, e, acompanhado dos secretários de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia e de Desenvolvimento Agropecuário e Pesca, tivemos oportunidade de visitar vários empreendimentos do grupo, que reafirmou sua disposição de, vencida as formalidades legais, iniciar a construção da fábrica. Os secretários, inclusive, continuaram tratando do assunto e retornam neste início de semana.

O encontro, entretanto, foi marcado por um novo fato especial, que foi a manifestação do presidente do grupo em participar da construção de uma ferrovia que ligue o sul do Pará ao porto de Barcarena. A FEPASA, como vem sendo chamada nos estudos em andamento, que já mostram a sua clara economicidade. Este projeto, aliás, parecia apenas um sonho distante, quando junto com o deputado Marcio Miranda, Presidente da Assembléia, recebi uma comitiva de parlamentares de Mato Grosso.

Hoje, o projeto já recebeu manifestação formal de interesse por parte de empresas nacionais e estrangeiras e agora recebe a adesão do grupo Cevital, fortalecendo ainda mais sua viabilidade.

Amigas e amigos,
Aproveito para registrar e agradecer o apoio do Embaixador do Brasil na Argélia, Eduardo Botelho, que não apenas nos acompanhou na programação, como se mostrou um entusiasta de que se estreite os negócios entre os nossos países.

Finalmente, sem pretender criar ilusões ou falsas expectativas, reafirmo minha determinação de continuar buscando caminhos para um Pará grande, justo, de gente séria e feliz. Foi isso que nos fez entrar com duas ações no STF, sobre a Lei Kandir. Foi isso que nos motivou criar a Taxa Mineral e a Taxa de Fiscalização dos Recursos Hídricos. É isso que nos motiva.

Que Deus me dê sabedoria e força pra que, a semelhança da letra da música do compositor Geraldo Vandré, na trilha sonora do filme “A hora e a vez de Augusto Matraga”, inspirado no conto do genial Guimarães Rosa, possa sempre dizer: “muita luta já perdi, muita esperança gastei, até medo ja senti e não foi pouquinho não, mas fugir, nunca fugi, nunca abandonei meu chão”.