Tarifa social de água em Xinguara

 

Anexado a emeio enviado por Carlos Rodrigues Santos Maia, residente em Xinguara, fatura de água de um consumidor local  endereçada ao blog  como registro da tarifa social cobrada pela empresa privada, concessionária dos serviços de água e saneamento do município.

A fatura mostra a tarifa social  R$ 7,75.

Diz a menagem de Carlos:

 

Caro HIROSHI BOGÉA como tenho observado a disposição de seu blog oferecer   informação a respeito dos serviços de água privatizado em Xinguara, para ajudar a debater a questão que se formou em Marabá, encaminho uma viz da fatura de água de nossa cidade, que tem a tarifa social a R$ 7,75. Boa sorte e parabens pelo trabalho.

Carlos Rodrigues Santos maia

Fatura água

 

Mengão equaciona pagamento de dívidas prevendo grandes contratações

 

A situação financeira do clube que mais devia no Brasil, em 2012, está sob controle.

O Flamengo, dois anos depois da eleição de Eduardo Bandeira de Mello, caminha para se transformar numa potência do futebol mundial.

E essa perspectiva já começou a assanhar a oposição aos atuais dirigentes.

Em 2015 haverá nova eleição para presidência do Clube mais querido do Brasil, e os gatunos de sempre ensaiam uma oposição ferrenha aos atuais dirigentes, principalmente depois que Eduardo fez uma breve prestação de contas do quadro econômico flamenguista.

O último balanço divulgado, referente ao terceiro trimestre de 2013, mostra as  contas do rubro-negro,  sendo saneadas, e a projeção é de que haja um bom fluxo de caixa para 2016/2017. Numa expectativa otimista, pode chegar a R$ 100 milhões limpos para investimentos no futebol ou em qualquer outro esporte.

Resumo da entrevista de Eduardo à imprensa do Rio de Janeiro:

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Queda das dívidas

“No último balanço, referente até setembro de 2013, a dívida caiu de R$ 750 milhões para R$ 577 milhões. Até o fim do ano deve chegar a R$ 562 milhões. Antes, a dívida por torcedor, que é uma das nossas fontes de renda, era de R$18,75. Agora, está em perto de R$ 13. Ao contrário da maioria dos grandes clubes brasileiros, segundo o estudo do Itaú BBA, o Flamengo é o único que teve redução nas dívidas. Nunca vai chegar a zero, nenhuma empresa trabalha com isso. O que temos é o endividamento bom e o ruim. Por exemplo, se pegar financiamento para gerar mais receita, é bom.”

Potência em 2016/2017
Em 2016, começamos a caminhar para sermos uma potência no futebol. Esperamos contar com endividamento público reescalonado (dívida tributária alongada em 20 anos dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal) e trabalharmos com endividamento privado de acordo com a nossa realidade. Podemos comprar um jogador e dividir o pagamento por ele. Isso é uma dívida boa. E, continuando assim, temos a projeção do departamento financeiro de R$ 80 a R$ 100 milhões no orçamento para investimentos.”

Flamengo de 2015

“Vai ser melhor do que 2014, mas não podemos considerar confortável. Teremos mais investimentos no futebol. Alguns penduricalhos da folha de pagamento ficam menos expressivos. Não vai ser o dobro de investimentos em valores, mas talvez em qualidade.”

 

Contratações

“Temos que usar a criatividade e sentimos que os jogadores estão acreditando mais na credibilidade do Flamengo. Existem negociações em andamento, só vamos divulgar mais tarde.”

Atrasos de pagamento

“Cada mês é difícil de fechar com tudo em dia. Estamos com os direitos de imagem de alguns jogadores atrasados (alguns chegam a cinco meses). Mas não é tão expressivo na renda total deles. Eles estão tranquilos porque sabem que vão receber.”

Sócio torcedor

“Hoje já é a terceira maior receita do clube, atrás das cotas de TV e muito perto da Adidas. Atualmente temos 57 mil sócios torcedores no programa (chegou a ter 64 mil após a conquista da Copa do Brasil). O Internacional, que lidera, tem 120 mil. Se tivermos o que eles têm, estaremos no caminho certo. Porém, o processo é lento, tem de ser construída fidelidade maior.”

Contrato com Maracanã
“O Flamengo fica, em média, com 23% da renda, abaixo dos outros clubes, que fizeram contratos com novos estádios. Mas qual era a opção? Para nós, não era vantajoso um acordo como o do Fluminense. O consórcio age também em função do contrato de concessão. Temos de sentar com os outros clubes e o governo do estado para revermos algumas questões.”

Denúncias da oposição

“É acusação gravíssima (um conselheiro da oposição formalizou pedido para que o Conselho Deliberativo investigue denúncia de grampos de telefones pessoais de funcionários e monitoramento de e-mails por uma empresa contratada pelo clube). Nosso departamento jurídico já está estudando processá-los. Imagino que a motivação deles em fazer isso é porque estão de olho no poder do Flamengo. Devem estar vendo que o clube está melhorando e que, de 2016 para frente, o clube estará saudável. A minha preocupação é que o clube não caia em mãos não tão confiáveis. Se não existe nada para descobrir, não vão descobrir nada.”

 

Hospital diz que Pelé está na UTI. O Rei desmente no Twitter

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O Hospital “Albert Einstein”, em São Paulo, divulgou boletim informando que o estado de saúde do ex-jogador de futebol Edson Arantes do Nascimento – Pelé -, 74 anos, é delicado. Segundo a casa de saúde, onde o maior craque brasileiro de todos os tempos está internado desde a última segunda-feira, 24, a princípio, o jogador passou por uma cirurgia para retirada de cálculos renais, após ter sido detectada uma infeção urinária. Entretanto, mesmo com a cirurgia, a resposta ao antibiótico utilizado no tratamento não foi satisfatória.
Ainda de acordo com o hospital, uma bactéria causou infecção no sangue de Pelé e, desde a madrugada desta sexta-feira, 28, ele recebe tratamento na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) devido o quadro ter se agravado. Os médicos temem que o Rei venha a ser vítima de uma infecção generalizada.

Pelé desmente

Em seu Twitter, falando na primeira pessoa, Pelé diz que não está na UTI:

“Quero aproveitar essa oportunidade para que vocês saibam que estou bem. Não fui colocado na UTI hoje, eu simplesmente fui realocado para uma sala especial dentro do hospital apenas por privacidade”.

 

Salário de servidores cai na conta nesta sexta

 

À exceção dos servidores da Educação,  nesta sexta-feira (28), demais funcionários da Prefeitura de Marabá  terão o salário de novembro à disposição, em suas contas bancárias.

Mais precisamente  4.373 servidores, inclusive os da Saúde, que representam o montante de R$ 6.861.231,63,  valor líquido da Folha.

Informação foi repassada agora pelo Secretário de Finanças, Pedro Lima.

Dilma anuncia dois novos ministros hoje

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A presidente Dilma Rousseff anuncia, às 15 horas desta quinta-feira, 27, os nomes de Joaquim Levy (à esquerda na foto) como ministro da Fazenda, e de Nelson Barbosa (à direita), como ministro do Planejamento. Os dois novos nomes da equipe ministerial, inclusive, já estão despachando, desde cedo, provisoriamente, no terceiro andar do Palácio do Planalto, até que assumam oficialmente.

Ainda não há data definida para a posse, que pode ser após aprovação dos nomes pelo Congresso ou no dia 1º de janeiro de 2015. Ainda hoje eles conversam reservadamente com Dilma, já que em outras reuniões o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, esteve sempre presente. 

Água, em Redenção e Xinguara, tem tarifa social de R$ 20

A propósito do que vem acontecendo em Marabá, onde o prefeito João Salame pretende contratar, por meio de licitação, empresa de abastecimento de água para levar o líquido a todos os domicílios da cidade, há 38 anos atendida parcialmente pela Cosanpa, o blogueiro Edmar Brito, cuja página na Internet cobre todo o sul do Estado, informa que em Redenção e Xinguara a terceirização do serviço deu muito certo. Segundo ele, uma das parcelas da população mais beneficiadas são as famílias carentes, que pagam tarifa social variando entre R$ 15 e R$ 20, tal e qual tem reafirmado Salame em entrevistas, reuniões e audiências.

HMI: reforma do centro cirúrgico em fase final

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A reforma do Centro Cirúrgico do Hospital Materno Infantil (HMI) já se encontra em fase conclusiva. O bloco passa por completa recuperação em sua estrutura, com a recuperação dos sistemas elétrico e hidráulico, novas portas, janelas e pintura. Os trabalhos iniciaram no último dia 7 de julho.

Das obras consta também a reforma completa do bloco obstétrico, composto por quatro salas cirúrgicas, sendo duas para parto cesariana e duas para parto normal. O bloco também conta com sala de pré-parto, repouso dos médicos, enfermaria e banheiros com os vestuários.

A obra tinha previsão para 90 dias, mas foi prorrogado para mais 60 dias, tendo em vista o processo de instalação elétrica, que demorou a aprovação por parte da Celpa. A previsão é de que as obras sejam concluídas em dezembro.

Cerca de 490 partos são realizados por mês na maternidade, destes 32% são cesáreas. O hospital funciona 24 horas, sete dias por semana, recebendo pacientes de 21 municípios da região. A maternidade conta atualmente com 38 leitos. (Fonte: Ascom)

Lei Antifumo entra em vigor no dia 3

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Entra em vigor na próxima quarta-feira, 3 de dezembro, a Lei Antifumo que proíbe, entre outras coisas, fumar em locais fechados, públicos e privados, de todo o país. Para especialistas, a medida é um avanço no combate ao hábito de fumar. Pouco mais de 11% da população brasileira são fumantes. No Dia Nacional de Combate ao Câncer, comemorado hoje (27), a informação vem reforçar as medidas de prevenção da doença.

Com a vigência da Lei 12.546, aprovada em 2011 mas regulamentada em 2014, fica proibido fumar cigarrilhas, charutos, cachimbos, narguilés e outros produtos em locais de uso coletivo, públicos ou privados, como hall e corredores de condomínio, restaurantes e clubes, mesmo que o ambiente esteja parcialmente fechado por uma parede, divisória, teto ou até toldo. Se os estabelecimentos comerciais desrespeitarem a norma, podem ser multados e até perder a licença de funcionamento.

A norma também extingue os fumódromos e acaba com a possibilidade de propaganda comercial de cigarros até mesmo nos pontos de venda, onde era permitida publicidade em displays. Fica permitida a exposição dos produtos, acompanhada por mensagens sobre os males provocados pelo fumo. Além disso, os fabricantes terão que aumentar os espaços para os avisos sobre os danos causados pelo tabaco, que deverão aparecer em 100% da face posterior das embalagens e de uma de suas laterais.

Será permitido fumar em casa, em áreas ao ar livre, parques, praças, em áreas abertas de estádios de futebol, em vias públicas e em tabacarias, que devem ser voltadas especificamente para esse fim. Entre as exceções também estão cultos religiosos, onde os fiéis poderão fumar, caso isso faça parte do ritual. (Fonte: Agência Brasil)

 

Secretaria de Agricultura de Marabá realiza Conferência de Desenvolvimento Sustentável

Denominada III Conferência Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável, o evento terá lugar no auditório do Incra, das 8h às 14h, desta quinta-feira, 27, tendo como objetivos apresentar ações da Seagri – Secretaria Municipal de Agricultura –, discutir políticas públicas para a melhoria da qualidade de vida da população campesina e também eleger membros representantes do CMDRS – Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável.

8h às 9h – Credenciamento dos participantes;

9h às 10h– Composição da mesa e pronunciamento de autoridades;

10h às 10h30 – Apresentação e aprovação do regimento da III Conferência;

10h50 às 11h20 – Apresentação das ações da Seagri/debate;

11h20 às 12h20 – Formação de grupos de delegados para eleição de representantes no CMDRS;

12h20 às 13h – Apresentação e posse dos órgãos, instituições e entidades membros do CMDRS para o próximo biênio;

13h às 14h – Encaminhamentos e encerramento.

Contagem regressiva: 8 milhões de acessos à vista!

 

Em outubro último, o blog completou oito anos.

Dependendo do tráfego de visitantes, provavelmente até o fim deste mês, marca extraordinária será batida por este sítio que informa há quase uma década, trazendo à luz tudo o que ocorre no Estado, principalmente na Região Sul/Sudeste.

Superaremos a marca de 8 milhões de acessos.

Às  15h19, portanto, alguns minutos atrás, o medidor de audiência do blog registrou o acesso 7.982.000.

O mapa de audiência gerado pelo serviço de auditagem mostra visitantes de todo o mundo.

Fora do Brasil, maior número de acessos provém dos Estados Unidos, provavelmente brasileiros ali residentes, em busca de informações.

O mapa-mundi é extenso.

Temos leitores no Canadá, Portugal, França, Panamá, Reino Unido,  Bolívia, Itália, Austrália, Japão, Argentina, Venezuela,  Uruguai, Colômbia, Guianas – até um leitor  da china já constatamos acessando, vez por outra.

No Brasil, em quase todos os Estados somos lidos.

-O  que nos surpreende é o interesse de pessoas residentes em Fortaleza e Recife, em número elevado, acessando diariamente.

No Pará, incrível, há dias em que o interesse de leitores de Belém é bem maior do que aqueles  residentes em Marabá.

É uma satisfação saber que temos toda essa força de leitores respaldando nosso trabalho.

Quando a marca de 8 milhões for batida, voltaremos ao assunto.

Nosso eterno muito obrigado, a todos.

Presidente do Uruguai diz que narcotraficantes estão rindo da repressão às drogas

 

 

Essa história de grandeza e visão de  estadista é contada pela jornalista Sylvia Colombo, que foi ao Uruguai entrevistar o presidente José “Pepe” Mujica, em final de mandato.

Leiam atentamente para o que nos ensina o singelo presidente, uma das reservas morais deste mundo tão conturbado.

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Se continuarem respondendo ao narcotráfico pela via da repressão, os governos latino-americanos estarão cultivando “uma esplêndida derrota”.

É a opinião do presidente uruguaio José “Pepe” Mujica, 79, que, entre outras leis de cunho liberal, aprovou durante sua gestão a regulação da produção e do consumo da maconha. “Se você quer mudar uma situação, não pode seguir fazendo a mesma coisa, tem que buscar outro caminho. Eu não sei porque o mundo não vê o que está acontecendo.”

O partido de Mujica, a esquerdista Frente Ampla, é o favorito para vencer as eleições do próximo domingo no Uruguai, reconduzindo ao cargo o antecessor do presidente, o também líder socialista Tabaré Vázquez. As pesquisas apontam uma vitória do médico oncologista por 52% a 42%. O segundo colocado é Luis Lacalle Pou, do partido Nacional.

Mujica, que deixará o cargo em março, recebeu a Folha em seu sítio, em Rincón del Cerro, nos arredores de Montevidéu. “Balanço de governo? Não sou dono de armazém, não faço balanços, é preciso olhar para a frente”, disse, bem humorado, no banco do jardim da modesta casa em que vive com a mulher e os cães.

Leia, abaixo, os principais trechos da conversa.

 Mujica

Como avalia a implementação da lei da maconha no Uruguai?

José “Pepe” Mujica – Nós não gostamos da maconha nem de nenhum vício. Mas pior que a maconha é o narcotráfico. O que está acontecendo é que, pela via repressiva, o narcotráfico está se matando de rir. Cada vez se trafica mais, se gasta mais dinheiro em polícia, em colocar gente nas prisões. Estamos cultivando uma esplêndida derrota.

Todos os governos da América Latina, desde esse ponto de vista, parecemos estados falidos. Cada vez armamos aparatos maiores para reprimir, cada vez temos mais gente presa, e cada vez há mais tráfico de drogas!

Nós queremos achar um outro caminho. Se você quer mudar, não pode seguir fazendo a mesma coisa, tem que buscar outra maneira. Eu não sei porque o mundo não vê o que está acontecendo, parece que colocamos uma venda sobre os olhos, como se a droga fosse uma coisa feia que não se pode mencionar.

Mas, e o cigarro, é bom? Por que não proibimos o cigarro? Porque não podemos, se fizermos isso, o mercado clandestino vai ser atroz. Essas coisas precisam ser discutidas de modo mais sério.

[O pintor espanhol Francisco ]Goya [1746-1828] disse que pintava seus monstros sob efeito da droga. Claro, não quero dizer que se tomarmos droga vamos pintar como Goya [risos], mas quero dizer que há muito que isso existe.

A legalização parcial nos permite identificar os consumidores e assim aconselhá-los e tratá-los. Aqui, nós temos um problema de dose. Se eu tomo uns três copos de uísque por dia, talvez não me faça bem, mas é suportável. Se eu tomo um litro, vão ter de me internar. É isso que queremos identificar. Hoje, como está tudo no mundo clandestino, quando identificamos o problema, é tarde demais.

 

O sr. também considera positivo o saldo da legalização do aborto? Por que é um tema tão difícil de ser discutido em tantos países?

Existe uma tradição política no Uruguai de colocarmos os problemas sérios sobre a mesa, e não escondê-los. Aqui neste país, em 1914/15 [gestão do colorado Battle y Ordóñez], o Estado reconheceu a prostituição e fundou uma universidade feminina para que as famílias conservadoras se animassem a mandar suas filhas estudarem, entre outras coisas. Naquela época, se pensava que a sociedade ia dissolver-se se as mulheres fossem estudar. O Estado também nacionalizou o álcool, e durante 50 anos era o único a produzir aguardente.

Assim estamos encarando esse tema. Ninguém está a favor do aborto, mas por muitas razões as mulheres, sozinhas, ou com problemas, continuam realizando-o. Se as deixamos sozinhas, isoladas, é uma covardia, uma irresponsabilidade. Muito mais se ela é pobre.

Nós oferecemos o serviço, mas a primeira ação é tratar de dissuadi-la e de oferecer apoio. Assim salvamos mais vidas. Se as mulheres persistem em sua decisão, nós o realizamos, e assim lidamos melhor com os problemas que ocorrem se o aborto se faz de modo incorreto. Ou seja, há um custo humano menor.

Isso quer dizer que essa política dá resultado desde o ponto de vista do princípio da defesa da vida, exatamente ao contrário do que dizem os opositores. Quando deixamos o assunto do aborto no mundo clandestino, a única coisa que estamos fazendo é colocar em maior risco as mulheres. A deixamos sozinha. E isso é uma covardia, uma irresponsabilidade. Sobretudo nas famílias pobres. Creio que acontece por preconceito religioso. Mas o Uruguai é o país mais laico da América Latina.

O que funcionou e o que não funcionou, nesses dez anos de Frente Ampla?

Bom, as pessoas continuam tendo o péssimo vício de morrer, e não podemos consertar isso (risos). Mas, agora falando sério, o mais importante é que tínhamos 39% de pobreza há dez anos, e agora temos 11%. Tínhamos 5% de indigência, agora temos 0.5%.

Fizemos um avanço considerável nesse ponto, mas não foi o suficiente para eliminar a pobreza e a indigência num pequeno país rico em recursos naturais e que não tem justificativa de ser tão pobre nem indigente. Não chegamos aonde deveríamos ter chegado.

Também demos resposta parcial a problemas importantes do porvenir. Desde o ponto de vista energético, o Uruguai terá, em dez ou 15 anos, solucionado problemas de energia elétrica. Vamos ter em excesso para vender aos vizinhos. Por outro lado, estamos atrasados em infraestrutura, porque a economia, o transporte e o movimento portuário cresceram muito e não fizemos investimento a altura que facilite o fluxo de mercadorias. Estamos atrasados nisso.

Como foi a conversa com Dilma, há duas semanas, em Brasília?

Nossa relação com o Brasil é muito boa, sobretudo com governo federal. Às vezes aparece algum obstáculo com um Estado, sempre acudimos ao governo federal.

Algum Estado específico?

Depende das estações [risos]. Mas o governo federal sempre nos ajuda. Nossa preocupação é o que vai acontecer, quais são as perspectivas da discussão que temos com a Europa com relação a tratados de comércio.

Me preocupam os anúncios de acordos que os países do Pacífico estão fazendo na Ásia. Desde que falei com Dilma, China acertou um acordo importante com certos países da região eagora temos que nos posicionar frente a isso.

Minha preocupação é que aqui há um jogo de grandes potências que não podemos ignorar. Brasil, Argentina, Paraguai, Bolívia, nós temos um comprador cada vez mais forte que é a China. Se qualquer acordo que se faça desde essa costa do Pacífico ameace isolar a China, para nós será um problema difícil de resolver. Porque, sinceramente, não creio que os EUA vão comprar soja do Brasil nem de nós, por exemplo. Já não podemos renunciar à China, e por outro lado precisamos aumentar nossas relações de mercado. Temos um problema.

As medidas protecionistas de Brasil e Argentina prejudicam o Mercosul?

O Brasil sempre nos dá um lugar. A Argentina é mais esquemática. O Brasil é protecionista com o resto do mundo, mas não tanto conosco, com os integrantes do Mercosul. Já a Argentina é protecionista para todos. Por outro lado, a Argentina está passando por uma conjuntura econômica difícil.

E eu não concordo com essa análise apocalíptica de que a Argentina vai se derrubar. Eu fiquei velho ouvindo essa análise e a Argentina segue. No mundo, é preciso ter duas economias. Uma para o resto do mundo. E outra para a Argentina. É um país muito rico, de repente arranca. Sempre foi assim.

O baixo crescimento de Brasil e Argentina neste ano preocupam o Uruguai?

Preocupam, mas nós estamos com margem de flexibilidade para respirar. Por exemplo, nós procuramos ter um acordo especial em um setor, o de lácteos, com a Chinao. É um setor chave de nossa economia e precisamos da compreensão dos vizinhos grandes, para que ajustemos uma esquininha da nossa economia. Não vamos prejudicar o Mercosul.

O que explica a longevidade de projetos políticos como a Frente Ampla, o PT (Brasil), a Alianza País (Equador), o MAS (Bolívia)?

Significa que as maiorias estão comendo melhor e dormindo melhor. Por isso votam neles. É uma resposta muito lógica. E o que mudará no dia em que nós, forças progressistas, dermos as costas a nossa razão de ser, a lutar por sociedades mais equilibradas, o dia em que fracassemos nisso, a história vai mudar, e as pessoas vão votar em outra coisa.

O que o sr. acha da reeleição?

Não gosto e sempre me opus. Não pelo presidente, mas sim pela corte a seu redor. Não sou reeleicionista porque os presidentes emanam uma atmosfera de poder. E abaixo dessa atmosfera se cultiva um afã de poder e de estabilidade das pessoas que compõem o governo. É bom varrer, passar a vassoura colocar outros.

O sr. é um defensor dos partidos.

Sim, o partido é algo muito mais coletivo, por isso não simpatizo com os “outsiders” da política. Os partidos têm muitos defeitos, mas por enquanto é a melhor ferramenta que temos para decidir a marcha de um país.

Sempre terão a vantagem de ser um coletivo. O presidente pesa muito, claro.

Mas se tem atrás um partido, tem um elemento de sobrepeso, de controle.

Creio que qualquer construção política precisa de mais prazo, tempo e vai além da vida ativa que pode ter uma pessoa, um personagem forte. Os personagens passam, as causas ficam. Por isso, me parece mais lógico que tenhamos um partido que nos suceda e não nomes próprios que nos sucedam.

Essa é a razão pela qual surgiram as repúblicas. As repúblicas foram um grito negando a monarquia e o direito de sangue feudal, e vieram ao mundo para proclamar que homens e mulheres somos basicamente iguais. Portanto, quando escolhemos um presidente, escolhemos um administrador, não um rei, não um monarca.

É bom que exista uma força coletiva que o respalde, mas que também que o contenha.

O que o sr. acha do fato de sua vida humilde ter ganhado tanta projeção internacional?

Me entristece. Porque nas repúblicas, em última instância, as decisões fundamentais são da maioria. E portanto, os governantes devemos responder às maiorias, não às minorias.

Se minha forma de vida for a forma de vida dos círculos economicamente privilegiados de meu país, não tenha dúvida de que minha forma de viver não estou de acordo com a forma de viver da maioria do meu país.

Eu vivo como vive a imensa maioria do povo uruguaio. Eu não tenho a culpa se outros governantes, sem dar-se conta parece, mudam de quadro. Eu não mudei de quadro, pertenço a uma determinada classe social, represento essa classe social, tenho seus valores.

Por outro lado, pessoalmente, luto pela liberdade. E o que isso significa do ponto de vista pessoal? Ter tempo. Ter tempo para as coisas de que gosto. Se tenho uma vida muito complicada, muitas casas, muitos empregados, muitos carros, muito chofer, muita segurança, então vivo gastando tempo para atender a todas essas coisas. E eu quero uma vida sóbria, não pobre, com o imprescindível e necessário para que me sobre tempo para fazer as coisas de que gosto. Sou presidente porque sou um lutador social. Amanhã não serei presidente, mas enquanto os ossos me respondam, vou seguir lutando, assim até o caixão, não me aposento.

Como tenho minha vida comprometida, preciso do maior tempo da minha vida dedicado a isso. Isso pode surpreender, mas não é improvisado. É largamente pensado. Tenho um discurso de mais de 30 anos, de quando saí da cadeia, em que mais ou menos disse essas coisas que te estou dizendo agora.

O sr. vê no que faz hoje uma continuidade com sua atuação como guerrilheiro?

Em termos de objetivos, sim. De lutar para tentar conformar uma sociedade mais justa. Quando eramos mais jovens, eramos mais ingênuos. Pensávamos que podíamos mudar o mundo. Na medida em que fomos envelhecendo, o objetivo de justiça e equidade segue sendo o mesmo, mas nos damos conta de que o caminho é muito mais longo e mais difícil.

Não podemos mudar o mundo, mas sim melhorar um pouquinho o bairro onde vivemos. Depois virão outros, e outros e outros.

O sr. se arrepende da opção pela luta armada?

Cada coisa tem seu tempo. A América era outra América, o mundo era outro mundo. E éramos funcionais à época em que vivíamos. Hoje sou um pacifista extremo. Porque antes podíamos pensar que havia guerras justas e injustas. Hoje, quando contemplamos os fatos, sabemos que todas as guerras são injustas, porque os que pagam o maior preço, sem ter nada que ver com a guerra, são os mais humildes.

Em todas as partes da Terra é preciso lutar para diminuir os conflitos. Ainda que isso suponha andar muito mais devagar.

No Brasil, estamos a vésperas da entrega do relatório da Comissão da Verdade. Como o sr. vê a diferença com que Brasil, Argentina e Uruguai encaram o assunto? A Argentina está julgando amplamente, o Uruguai julgou parte, no Brasil, é difícil que caia a Lei de Anistia.

A ditadura argentina teve um grau de violência e de abusos que deixou provas contundentes por todos os lados. a ditadura uruguaia não escreveu tantos papéis. É um país mais pequeno e os que têm as fontes da verdade as guardam. E não podemos torturá-los. Na Argentina, teriam guardado, mas como cometeram muitos abusos, há provas por todos os lados. Nós condenamos àqueles sobre quem tínhamos provas. E não podemos condenar a quem não temos prova, também não podemos torturar. Nem inventar evidências.

Somos prisioneiros de nossa própria tradição institucional, essa é a diferença. O Brasil teve seu processo, acho que cada sociedade faz o que pode. Admiro o que fez a África do Sul. Tomara que a Colômbia possa beber dessa fonte. Porque ter 50 anos de conflito armado e depois colocar-se a fazer Justiça aí, pode não acabar nunca. Foi muito inteligente o que fez a África do Sul, a confissão social dos que tinham alguma responsabilidade eximia de culpa jurídica, mas se assumia a culpa social. É de uma maturidade notável para uma sociedade.

Mas nós seguimos investigando, buscando desaparecidos, analisando DNA, e de vez em quando encontramos algo.

O sr. pensa naqueles que o torturaram?

Não, eu não cultivo isso. Não me dedico a viver escravizado, nem pela Justiça nem pelo ódio, porque minha vida segue adiante, mas reconheço que sou bastante excepcional, sou um lutador social e um lutador político.

Aqueles que me torturaram e me detiveram encarcerado, se não fossem eles, teriam sido outros. Eles estavam cumprindo uma função de poder reaciónario nesse momento. Não posso me agarrar a isso até a morte. E não posso tentar ganhar a um torturador. Tento ganhar a família, os filhos, todo o mundo que o rodeia.

Se apareço com uma cara vingadora, para ajustar velhas contas, não vou estar em condições de ganhar politicamente o que vem adiante. Em minha luta política adoto a tática mais conveniente para avançar no porvenir.

Mas reconheço que tem gente que não vê essas coisas politicamente e pensam de uma forma diferente. Aspiro para que, no futuro, existam oficiais e soldados das Forças Armadas que pertencem às minhas filas, para que pensem parecido a como eu penso. E trabalho para isso no longo prazo.

Mas isso não significa que eu me esqueça do que aconteceu comigo. Há coisas que não podemos esquecer, mas temos que carregar na mochila e aprender a andar com elas.

Balé Folclórico da Amazônia se apresenta em Marabá

 

Cultura

O  espetáculo Dançares Amazônicos, do Balé Folclórico da Amazônia,  fará duas apresentações na cidade, nos próximos dias 29 e 30 – numa iniciativa da Secretaria de Cultura de Marabá, com apoio do Ministério da Cultura.

O espetáculo envolve cerca de 30 artistas, entre músicos e bailarinos de projeção folclórica, e  terá como palcos, a Escola Irmã Theodora, no Bairro Liberdade, onde a apresentação ocorre a partir das 16h de sábado (29); e a Praça São Félix de Valóis, na Marabá Pioneira, onde será montado um cenário, onde a apresentação está prevista para iniciar às 19h.

Musical se mistura com a dança clássica e contemporânea, em meio as cores dos figurinos.

Carimbó, siriá e lundu são as danças tradicionais paraenses que compõem a apresentação, que conta ainda com uma representação de tradições indígenas em sua abertura.

O Balé Folclórico da Amazônia nasceu no distrito de Icoaraci há 24 anos, mais precisamente em 1990, usando  inicialmente  o nome de Grupo de Tradições da Amazônia (GTAM), tem como fonte de inspiração de seus espetáculos as manifestações do folclore e cultura popular da Amazônia.

Ao longo de sua trajetória o grupo já realizou 10 turnês internacionais, participando como representante do Brasil em mais de 100 festivais internacionais realizados na Europa e Américas. Além de cerca de 20 apresentações em todas as regiões do Brasil, destacando-se: Encontro Nacional de Folguedos do Piauí; Encontro das Nações-SC; Festival Internacional do Folclore de Passo Fundo-RS; Festival Internacional de Folclore de Pirenópolis (GO); Festival Nacional do Folclore de Tocantins; Festival Nacional de Folclore de Olímpia-SP.

Tendo obtido inúmeras premiações internacionais, destaca-se em ser o único grupo brasileiro a obter a medalha de bronze na mostra competitiva de Dijon na França, e ser indicado no México para o prêmio Lunas Del Auditório, na categoria melhor espetáculo de folclore e tradição.

Ponte do Geladinho será entregue este mês

Geladinho

A ponte sobre o Igarapé do Geladinho, no Projeto de Assentamento Sabino São Pedro, a altura do Balneário Paraguaçu, distante cerca de sete quilômetros do Bairro São Félix Pioneiro, deve ser liberada no próximo dia 28.

Secretaria de Obras de Marabá informa que a  nova ponte tem 48 metros de comprimento por 6 metros de largura  em estrutura mista de concreto armado com trilhos de aço,  doados pela Vale.

A construção da ponte teve início em maio desde ano.

No início deste mês de novembro, a obra  recebeu a concretagem, mas para que o trânsito seja liberado é necessário aguardar um período de 28 dias para a secagem do concreto.  Com a ponte, será resolvido em definitivo o problemas da população que reside naquela área, maioria formada por agricultores.

Enquanto a ponte de concreto não é liberada, os pequenos produtores e lavradores dos projetos de assentamento da região utilizam uma ponte improvisada de madeira.

A ponte de concreto é uma antiga reivindicação dos moradores da região, uma vez que a partir de pronta, diminui muito a manutenção da ponte, que enquanto era de madeira, precisava de reparos todos os anos.

A obra está sendo executada com recursos da Prefeitura de Marabá e o investimento está orçado no valor de R$ 338 mil.

Geladinho 2

Cadeirinhas vendidas no Brasil não oferecem segurança às crianças

 

A associação de consumidores Proteste, parceira do Programa de Avaliação de Carros Novos Global NCAP e do ICRT (International Research & Testing), divulgou nessa terça-feira (25) os resultados da última avaliação feita com 13 dispositivos de retenção de crianças nos veículos, as conhecidas cadeirinhas infantis para carros. O resultado foi preocupante: nenhum dos assentos avaliados obteve mais do que três estrelas no teste – a classificação máxima é de cinco estrelas.

Como funciona o teste

Das 13 cadeirinhas avaliadas, para crianças de 0 a 36 quilos, apenas três não são vendidas no Brasil. Elas foram submetidas a testes de colisão que simulam uma batida frontal a 64 km/h e lateral a 28 km/h em um automóvel cuja estrutura é similar ao de um Volkswagen Golf, – nada menos que o primeiro modelo a atingir as cinco estrelas no quesito segurança do passageiro criança pelo Latin NCAP, ou seja, um veículo considerado muito seguro.

No teste é verificado o deslocamento e aceleração da cabeça do boneco, cargas no pescoço, forças e movimentos na junção do pescoço com a cabeça e aceleração do tórax. Para definir a nota ainda são levados em conta a facilidade de uso e informações contidas nos manuais. Vale ressaltar que, para homologar uma cadeirinha e ela ser vendida no Brasil com o selo do Inmetro, são realizados apenas testes de colisão fontal a 50 km/h. Outro ponto, que deve ser levado em conta diz respeito à escolha dos modelos. De acordo com a proteste, as cadeirinhas foram escolhidas pela facilidade de encontrá-las no mercado, em uma ampla faixa de preços – que vão de R$ 169, 90 a RS 1.399 – e por indicação de instituições que defendem a segurança do consumidor.

Dê olho na qualidade

Dino Lameira, engenheiro da Proteste e responsável pelos testes, apelou para que os pais fiquem atentos com a segurança e reivindiquem produtos melhores para a proteção de seus filhos. “O mercado vai dar aquilo que o cliente pede”, reforça. Para se ter uma ideia da gravidade da situação, no teste de colisão frontal, o modelo Galzerano Orion Master chegou a quebrar na parte traseira, próximo ao cinto de segurança da cadeirinha. No Baby Style Cadeira 7000 e Chicco Xpace, houve grande deslocamento do boneco usado nos testes. Para quem acha que o produto melhor é sempre o mais caro, os testes apontam que ambas cadeiras tiveram a mesma nota, duas estrelas, e elas custam R$ 169,90 e R$ 1.140, respectivamente. Segundo a associação, no caso da Baby Style 333, a presilha lateral se rompeu e a cadeira se desestabilizou completamente, jogando o boneco para todos os lados e levando-o a quase fazer uma cambalhota.

Os resultados foram ainda piores no teste de colisão lateral, que não é exigido pelo Inmetro. Na Burigotto Touring SE 3030 e Lenox Casulo, ocorreu um forte contato da cabeça com a lateral da porta. Os demais modelos foram considerados ruins, porém com menores danos ao boneco. O único modelo com segurança lateral adequada, segundo a associação, foi o Bebe Confort Axiss, que não permitiu o contato da cabeça com a porta lateral do veículo.

Outro quesito avaliado foi a facilidade de instalação, que faz dar nó na cabeça na cabeça de alguns pais que, por vezes, não fazem a fixação correta, colocando a segurança da criança em risco. Quem já tentou instalar uma cadeirinha sabe do que estamos falando. Nesse item, o pior resultado ficou com aBaby Style 333 pela dificuldade na hora de passar o cinto de segurança pelos caminhos e ajustá-lo depois. Também houve problemas para entender como preparar a cadeirinha em caso de conversão de grupo 0+ (até 1 ano e com até 13 quilos), para o grupo 1 (1 a 4 anos e 9 a 18 quilos).

As cadeirinhas mais fáceis de instalar foram a Burigotto Touring SE 3030, Lenox Casulo, Baby Style Cadeira 7000, Bebe Confort Axiss, Chicco Xpace, Chicco Eletta e Nania Cosmo SP Ferrari. Na hora de colocar a criança na cadeirinha, os resultados não foram tão ruins. Ufa!

Inmetro na contramão

Lameira foi categórico ao dizer que “as cadeirinhas vendidas no Brasil são ruins”. O engenheiro aproveitou ainda para cutucar o Inmetro, cujo posicionamento foi inaceitável, segundo ele, na última apresentação de resultados (esta é a quarta avaliação realizada pela associação). “Eles disseram que precisaria haver primeiro uma certificação na Europa ou Estados Unidos para que pudéssemos segui-la depois, descartando qualquer vislumbre de pioneirismo quanto à segurança dos pequenos”, lamentou.

Outro ponto que o engenheiro levantou foi a importância da montadora e fabricante de cadeirinhas estarem alinhados. “No teste anterior a este, o cinto do Ford Ka não passava em determinado bebê conforto pois ele era mais largo que a abertura da cadeirinha destinada para este fim. Isso não pode acontecer.”

Mesmo com resultados aquém do esperado, os fabricantes não podem deixar de vender seus produtos pois estão amparados pela lei, pois passaram nos testes do Inmetro. “A mensagem que deve ficar é sobre a importância do uso das cadeirinhas. Em hipótese alguma transporte uma criança em um veículo sem utilizar o assento adequado, mesmo no nível de qualidade em que se encontram hoje, as crianças estão mais protegidas dentro do que fora deles”, concluiu. Como alternativa, muitos pais que tem condições financeiras optam por trazer cadeirinhas de fora do País.

Dicas para aumentar a segurança dos pequenos

Em caso de colisão lateral, a Proteste recomenda que a cadeirinha seja instalada na parte central do banco traseiro, caso o carro tenha cinto de três pontos nessa posição. O cinto abdominal não prende a cadeirinha com firmeza.

É preciso prestar atenção para que o cinto de segurança da cadeirinha não dobre, deixando a criança mal fixada. As crianças próximas aos limites de peso e tamanho especificados pelo produto terão mais dificuldades para serem colocadas em algumas cadeirinhas, exigindo mais força para prendê-las e deixando-as um pouco apertadas. Esse é um ponto a ser observado.

É importante ler com atenção as instruções de uso, apesar de algumas deixarem a desejar, com ilustrações de baixa qualidade, informações confusas e insuficientes.

A avaliação completa, assim como todos os vídeos estão disponíveis no site www.proteste.org.br.

Presos “poderosos” têm regalias na penitenciária de Santarém

cadeia

Na Penitenciária Agrícola “Sílvio Hall de Moura”, em Santarém, presidiário com maior poder na cadeia é quem dá as cartas. Pelo menos foi o que constataram representantes da Subseção da OAB-PA naquele município em duas inspeções no presídio, acompanhados de membros da 9ª Vara de Execuções Penais. Segundo o presidente da OAB-Santarém, advogado Ubirajara Bentes, “quem tem mais poder lá, tem o maior espaço, inclusive com banheiros privativos, frigobar e celular”.
Bentes constatou ainda que a estrutura física não comporta mais manter os presos, além de encontrar nas celas dos “poderosos” televisores de 54 polegadas, mais de 50 estoques, vergalhões, martelo, enxada, pá, “tudo onde não deveria existir”.
Do seu lado, a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe) diz apenas que ” tem trabalhado intensamente para combater qualquer tipo de ilegalidade dentro da unidade prisional”. E que trabalho…