Salinópolis lança moeda verde e garante troca de recicláveis por alimentos da cesta básica

Publicado em 19 de setembro de 2021

Moradores de vários bairros do município de Salinópolis, no nordeste paraense, participaram do lançamento do projeto Moeda Verde Salinas, idealizado pelo Instituto de Desenvolvimento Humano da Amazônia Atlântica (IDHAA) na noite do último sábado (18).

A ação realizada no Dia Mundial da Limpeza de Praias e Igarapés, ocorreu das 17h às 20h, na Escola Estadual Dr. Miguel de Santa Brígida e lançou a moeda verde.

Segundo a coordenadora do IDHAA, Denise Monteiro, em menos de três horas de evento, o projeto já tinha arrecadado mais de duas toneladas de materiais recicláveis, sendo mais de uma tonelada somente de vidro.

“O final desse movimento de apresentação da Moeda Verde Salinas foi muito gratificante porque a população atendeu ao nosso chamado e a gente conseguiu cumprir com o objetivo o projeto e ajudar a melhorar a cidade”, disse ela.

Vários moradores que prestigiaram o evento puderam fazer a troca de materiais recicláveis pela moeda do Movimento Moeda Verde, grafada com o símbolo da cidade, o Farol de Salinópolis, e a data do evento.

Houve ainda apresentação do grupo de carimbó Raizes Coremar, venda de artesanato, doces, comidas e bebidas, além de troca de cartelas de bingo para sorteio de uma moto aos que levaram vidros e eletrônicos.

As crianças também se divertiram com pula pula, oficina de slime e distribuição de algodão doce.

A cada 250 gramas de metal ou alumínio, 1.2 quilos de plástico misturado ou 5 quilos de papel ou papelão, os moradores recebiam “1 SAL”, o equivalente a R$ 1 e já garantiam a circulação da moeda ao comprar alguns alimentos da cesta básica a valores promocionais.

Quem gostou da ideia foram as amigas Márcia, Luciana e Marcilene que, mesmo com o tempo apertado, conseguiram selecionar e limpar todos os reciclados que encontraram perto de casa para trocar por açúcar, feijão e outros alimentos.

Mercadinho – O destaque do evento foi o mercadinho preparado especialmente para atender aos moradores interessados em levar alimentos para casa. Um quilo de arroz, açúcar, leite, bolacha ou macarrão, por exemplo, poderia ser trocado por 2 SAL. Já o café, o óleo e o feijão, que nos supermercados custam a partir de R$4, R$ 6 e R$7, respectivamente, estavam custando 3 SAL, cada.

“A moeda social tem esse apelo social de mostrar para a comunidade que o resíduo dela vale dinheiro e pode ser trocado por um item da cesta básica que está tão caro nos supermercados”, avaliou a deputada Paula Gomes, parceira do projeto e autora do projeto de lei que proíbe a venda de bebidas em garrafas de vidro nas praias do estado.

Valorização – Outra parceira do evento, a defensora pública Jaccqueline Loureiro, fez questão de frisar a importância do projeto por estimular a educação ambiental e o reconhecimento e valorização de toda a sociedade. “Sabemos que as pessoas mais humildes são as que mais sofrem com a degradação do meio ambiente, pois são atingidas pelos malefícios dessas irregularidades em relação ao tratamento dos resíduos sólidos e as consequências são muito grande”, comentou.

Venda – A comerciante Tamires dos Santos se surpreendeu com a venda de bolos, doces e comidas típicas, o que lhe garantiu uma renda a mais. “No início fiquei com o pé atrás, mas depois vi a fila com o pessoal trocando os materiais recicláveis e realmente foi tão bom que precisei buscar mais insumos para continuar vendendo”, disse ela, ao reforçar que o projeto “chegou para somar na coleta seletiva, já que as pessoas vão ficar mais atentas agora para reciclar e poder trocar pela moeda”.

Segundo a organização do evento, o projeto deve se expandir para outros bairros, com o objetivo de estimular o interesse dos moradores pela educação ambiental, ao separar os lixos recicláveis e estimular a troca pela Moeda Verde Salinas, melhorando assim a limpeza da cidade.

Existem sete casos suspeitos da doença da urina preta no Pará

Publicado em 17 de setembro de 2021

A Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) informa que, por meio do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS), foi notificada e está investigando sete casos suspeitos da síndrome de Haff, sendo dois em Belém, um em Trairão e quatro em Santarém. Com isso, mais um caso entra no radar da capital.

“Os exames sanguíneos e de urina dos casos suspeitos foram encaminhados, por meio do Laboratório Central do Estado do Pará (Lacen), para laboratório de referência. A Sespa emitiu também nota de alerta com orientações para a identificação e a notificação de casos suspeitos. A Secretaria orienta os municípios a aumentar a atenção à inspeção sanitária dos locais de venda e sobre a importância do acondicionamento correto do pescado”, informa a Sespa, por nota.

PMI de Parauapebas pode transformar o município é uma “cidade inteligente”

Publicado em 16 de setembro de 2021

No final da tarde desta quarta-feira, 15, o prefeito Darci Lermen acompanhou a apresentação do Plano Municipal de Desenvolvimento, que está previsto no Plano Plurianual (PPA) de Parauapebas para o quadriênio 2022-2025.

São sete eixos de desenvolvimento.

O PMI de Parauapebas não  conceitua apenas  a edificação de obras.

Ele aponta investimentos em infraestrutura tecnológica para a modernização dos sistemas de tecnologia no município.

Desde o mandato anterior de Darci Lermen, o secretário de Governo Keniston Braga trabalhava a confecção do PMI, elaborando projetos executivos, contratando técnicos, efetuando levantamento junto aos diversos agentes  protagonistas da sociedade municipal.

Nesta quarta-feira, a Segov (Secretaria de Governo)  apresentou o conjunto da obra de planejamento estratégico diante de diversas autoridades e representantes de entidades sociais.

O PMI prevê  dezenas  de construções.

São cerca de 50  obras, entre elas o Museu Municipal, Teatro,  rodoviária, novo mercado municipal,  Polo Tecnológico de Gemas e Joias, Centro Administrativo, Complexo Florindo o Mundo, Complexo Multicultural, Arena Poliesportiva, Centro de Convenções, nova Biblioteca Municipal e campus da Universidade Estadual do Pará (Uepa).

As comunidades da zona rural também serão contemplados com pavimentação de rodovias além de pontes de concretos, que irão substituir todas as atuais existentes de madeira.

Durante mais de um ano, foram realizadas pesquisas sobre cada elemento contido  no PMI.

Dois projetos executivos finalizados estão indo à licitação, e uma sequencia de outros projetos em elaboração.

Só que “a menina dos olhos” do secretário de Governo Keniston Braga – referendada pelo prefeito Darci Lermen -,  é a questão da modernização da máquina pública e da universalização da tecnologia no município, trabalhando o conceito de  “smart city”, que são sistemas de pessoas interagindo e usando energia, materiais, serviços e financiamento para catalisar o desenvolvimento econômico e a melhoria da qualidade de vida.

Em cidades onde o conceito de smart city já existe há alguns anos, esses fluxos de interação são considerados inteligentes por fazer uso estratégico de infraestrutura e serviços e de informação e comunicação com planejamento e gestão urbana para dar resposta às necessidades sociais e econômicas da sociedade.

A Prefeitura de Parauapebas, dentro do PMI, vai nadar de braçadas nessa área, em futuro próximo.

Nenhuma outra cidade do Norte do Brasil tem essa preocupação.

Na visão de Keniston, a quem o prefeito de Parauapebas deu  carta branca para desenvolver o PMI,  o  nível de inteligência de uma cidade engloba governança, administração pública, planejamento urbano, tecnologia,  meio-ambiente, conexões internacionais, coesão social, capital humano e a economia.

Quando se volta a questão das “conexões internacionais” a visão é de que por aí podem surgir muitos recursos de investidores estrangeiros querendo se instalar no município, bem como a questão da atividade turística.

Para apresentar e validar a visão de futuro, eixos e objetivos estratégicos, elencados após a análise dos dados e contribuições coletadas ao longo de vários encontros  com lideranças e a comunidade, um longo caminho foi percorrido pela equipe da Segov.

É aí que Parauapebas fará a diferença, estará anos-luz dos demais municípios considerados atualmente os “maiores do Pará”, como Belém, Ananindeua, Marabá e Santarém.

Administrar uma cidade e trabalhar para o seu desenvolvimento sustentável e inteligente exige superar dificuldades nos campos político, social, econômico e ambiental.

Isso a atual gestão de Pebas atua nesse sentido.

A falta da cultura do planejamento na sociedade brasileira dificulta a transformação das ideias em objetivos e metas concretas, possíveis de se tornarem realidade, especialmente no setor público.

Um exemplo é Marabá, município beneficiado pela sua posição geopolítica, mas que não desenvolve qualquer tipo de projeto no sentido de se planejar para os próximo dez anos.

É tudo no improviso, nos “palpites” do prefeito, na base do “vamos toureando”.

A criação e execução de um planejamento estratégico, com visão de curto, médio e longo prazo é primordial para o sucesso do desenvolvimento sustentável das cidades.

Esse planejamento deve contar com envolvimento não apenas do poder público, mas também de outros agentes de desenvolvimento, como empresários, empreendedores, terceiro setor, academia e a própria sociedade.

Como Parauapebas está fazendo.

Entender a cidade profundamente, suas necessidades e conhecer suas vocações é fundamental para definir as prioridades do gestor público, estruturar planos estratégicos e de ação, com o objetivo de antecipar e atender às demandas da população e suas futuras gerações.

Cinco jovens vítimas de chacina são identificados em Parauapebas

Publicado em 16 de setembro de 2021

A polícia  de Parauapebas já tem a identificação de quatro homens e de uma mulher executados numa chacina.

Ainda não há detalhes do crime, mas segundo informações , a chacina estaria ligada a guerra entre facções criminosas.

O sinco jovens estavam desaparecidos  na cidade.

Eles foram identificados como Thawanne Dias de Jesus, Antônio Carlos Chaves Sousa, Felipe Silva de Carvalho, Jefferson Santos de Andrade e Marcos Antônio de Oliveira Andrade.

Os corpos foram primeiramente avistados por um pescador por volta das 16h40, na localidade próxima ao bairro Vila Rica, onde neste momento autoridades policiais e da perícia criminal examinam a cena do crime.

Ritmo brega agora é patrimônio cultural e imaterial do Pará

O Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), realiza na noite desta quarta-feira, 15, a assinatura da lei que declara o “Ritmo Brega” integrante do Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado do Pará.

A cerimônia teve início às 19h no Teatro Estação Gasômetro, localizado no Parque da Residência, em Belém, e conta com a presença do governador Helder Barbalho e da secretária de Estado de Cultura, Ursula Vidal.

A programação gratuita inclui ainda apresentações musicais de artistas do brega paraense. Foram distribuídos 300 ingressos uma hora antes do espetáculo que está sendo transmitido pelo canal do Governo do Estado no YouTube.

O Projeto de Lei que declara o ritmo Brega como integrante do Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado do Pará foi aprovado na Assembleia Legislativa no último dia 24 de agosto.