Liderança e coragem de Helder no enfrentamento da pandemia

Publicado em 30 de janeiro de 2021

Focado no agravamento da pandemia no extremo oeste do Estado, na divisa com o Amazonas, governador Helder Barbalho não titubeou.

Implementou diversas estratégias, como a ampliação de leitos, oferta de cilindros de oxigênio, viabilizou a estrutura do Barco Papa Francisco para oferecer atendimentos em Faro, um dos municípios mais atingidos com o crescimento de mortes.

Não apenas assumiu posições importantes.

Deixou o conforto do gabinete e  percorreu quase uma dezena de municípios, em apenas dois dias, solidarizando-se com as populações -, anunciando as medidas administrativas.

É difícil negar o empenho do jovem governador em promover ações que garantam a saúde da população paraense sacudida pela circulação desenfreada da doença.

Ao contrário do Presidente da República, que não para de pregar o negacionismo e desqualificar a importância do isolamento e da vacina, Helder Barbalho orienta corretamente a população, liderando o Estado do Pará no combate ao coronavírus

Tem gerado questionamentos no Brasil e fora do país a conduta de líderes ao se depararem com os desafios ocasionados pela crise sem precedentes do coronavírus.

Ninguém pode acusar Helder de omissão e de ficar em dúvida quando precisa tomar medidas duras, como a decretação, agora, do lockdown naquela mesma região Oeste.

O governador tem se comportado de forma exemplar diante da tragédia.

Ele está se destacando, desde a declaração de pandemia, como um dos poucos líderes políticos que têm atuado de forma eficaz.

O segredo para isso é a simplicidade com que assumiu as responsabilidades das suas ações, o uso de dados e ciência de forma simples para informar a população, mostrar que entende as consequências das suas decisões e ações.

Além disso, ele mostrou que identidade política e informações incorretas não ajudam a população a enfrentar a situação.

Toma decisões difíceis, , que podem, inclusive, prejudica-lo politicamente, ao determinar o fechamento de setores da economia diante da proliferação da doença.

São raros os governadores que têm assumido posições similares a de Helder.

Ao agir assim, o governador coloca o interesse público acima do seu interesse político.

Em tempos de crise a insegurança, a ansiedade e o estresse aumentam.

Líderes têm a responsabilidade de lidar com essas questões.

Em um cenário de catástrofe que se avizinha mais uma vez, com o surgimento agora de casos de uma nova cepa da doença em território paraense,  cuidar do bem-estar emocional e da saúde mental das pessoas é fundamental.

Para isso, é importante que líderes sejam o modelo a ser seguido.

Nessas horas, os líderes precisam ter os comportamentos associados a criar um ambiente de confiança, ser um exemplo a ser seguido, sacrificar seus ganhos pessoais pelos os dos outros e criar um senso de missão comum.

Em tempos de crise, esse senso de missão comum deve ser como responder ao fator que gera crise, no caso a pandemia.

Numa pandemia como a que vivemos surgem vários problemas,  mas devemos entender o que é prioridade e o que não é.

Líderes devem assumir responsabilidades, mas eles também são humanos.

Por isso, é importante também que os liderados atuem com civismo e solidarizando-se às decisões do governante.

É preciso pensar antes de publicar algo que não foi validado para não espalhar medo, mentiras ou aceitar que opinião pessoal é fato.

Quem puder trabalhar em casa, o faça.

Temos que fazer a nossa parte e pensar nos outros.

Vamos ser responsáveis com a nossa saúde e a dos outros.

Isso é civismo, tão necessário para superar o momento que vivemos e tão em falta entre muitos dos líderes de nosso país.

No Pará, felizmente temos um governante responsável e ciente da validade de suas decisões amargas.

O blogueiro não pode deixar de registrar seu reconhecimento ao papel de verdadeiro líder demonstrado pelo governador Helder Barbalho.

O que se temia agora é realidade: dois casos da nova Cepa confirmados no Pará

Publicado em 29 de janeiro de 2021

A triste notícia foi dada pelo governador Helder Barbalho em suas redes sociais.

Dois casos da nova cepa da Covid 19 confirmados na região Oeste do Estado.

“A confirmação foi feita pelo Instituto Evandro Chagas. A Variante que circula no Amazonas foi identificada em: um homem de 58 anos e uma mulher de 26 anos de idade, no município de Santarém”, escreveu Helder.

Agora é redobrar os cuidados e apertar o isolamento social.

Marabá e  região Sudeste estão na rota de contaminação do vírus.

Diariamente, centenas de caminhões e veículos leves trafegam pela rodovia Transamazônica de Santarém às cidades aqui da região.

Fé em Deus, nas máscaras, higienização com álcool e isolamento.

Preço da carne bovina cair? Nem pensar! Arroba de boi atinge recorde de R$ 300 e não dá alívio ao consumidor

Publicado em 29 de janeiro de 2021

O boi de melhor qualidade e localizado em regiões mais bem favorecidas de mercado já ultrapassa R$ 300 por arroba no estado de São Paulo.

A esperada queda dos preços, após o recuo de dezembro, não ocorreu.

Os fatores atuais de alta são os mesmos de 2020. De um lado, não há uma oferta suficiente de boi no pasto para o abate.

De outro, a demanda externa pelo produto brasileiro continua.

As exportações médias brasileiras nas três primeiras semanas deste mês somaram 85 mil toneladas, uma média diária de 5.671 toneladas.

Este volume diário supera em 7% o de janeiro do ano passado.

O preço da arroba de boi vai ser definida pelas demandas externa, principalmente a vinda da China, e interna. Esta última ainda está bastante indefinida, devido ao fim do auxílio emergencial e do aumento de desemprego.

A pressão chinesa, devido à reposição parcial da suinocultura no país asiático, não deve ser tão intensa como foi nos últimos dois anos.

Especialistas dizem que os chineses se adaptaram ao padrão da carne brasileira e, principalmente, à competitividade do produto nacional.

O aumento de renda na China e a população cada vez mais concentrada em centros urbanos vão sempre deixar espaço para a carne bovina brasileira, segundo o pesquisador.

A redução dos preços internos, apesar da renda menor do consumidor, dependerá de até quanto os pecuaristas estão dispostos a reduzir o valor da arroba, uma vez que a oferta é limitada.

A oferta de gado poderia melhorar com o confinamento, a partir de maio, mas muitos pecuaristas vão ter dificuldades de levar adiante essa atividade devido aos elevados custos dos grãos.

As altas do milho e da soja afetam também a criação aves e de suínos, segundo Carvalho. Com isso, os preços dessas proteínas vão ser reajustados, diminuindo a diferença com os da bovina.

Os valores do mercado interno vão ser influenciados, ainda, pelos estoques atuais do varejo, adquiridos em patamar elevado.

A oferta reduzida de animais e os preços elevados afetam as margens dos frigoríficos, que não conseguem repassar esses custos adiante. Os grandes têm o mercado externo, mas os que fazem vendas apenas internamente vão ter ainda mais dificuldades.

Vacina da Johnson teve eficácia de 66% contra casos moderados e graves de Covid-19

Publicado em 29 de janeiro de 2021

A Johnson anunciou, nesta sexta-feira (29), que sua vacina contra a Covid-19 teve 66% de eficácia em prevenir casos moderados e graves. Considerados apenas os casos graves, o nível de proteção foi de 85%. Nenhuma pessoa vacinada morreu de Covid.

A eficácia global da vacina não foi divulgada, e os resultados ainda não foram publicados em revista científica.

A vacina da Johnson é uma das que foram testadas no Brasil. Por isso, a empresa pode entrar com o pedido de uso emergencial no país: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou que só pode haver liberação para uso emergencial de vacinas que já estejam em teste no Brasil.

A Johnson ainda não entrou com o pedido de uso emergencial ou pedido de registro sanitário junto à Anvisa. Até agora, apenas as vacinas de Oxford e a CoronaVac foram aprovadas no país.

 

O imunizante também funcionou contra a variante da África do Sul, mais contagiosa. A vacina, que usa a tecnologia de vetor viral, é a única em etapa avançada de testes com apenas uma dose.

 

Veja os principais pontos do anúncio:

Considerando todos os ensaios de fase 3 – em 8 países, incluindo Estados Unidos, Brasil e África do Sul – a vacina teve 66% de eficácia contra casos moderados e graves de Covid 28 dias após a vacinação. Isso significa uma redução de 66% nos casos moderados e graves de Covid no grupo vacinado em relação ao grupo não vacinado.

Nos ensaios dos EUA, a eficácia contra casos moderados e graves foi de 72%; na América Latina, de 66%; na África do Sul, onde uma variante mais contagiosa do coronavírus está circulando, a eficácia foi de 57%.

Considerados apenas os casos graves, em todas as regiões, a eficácia da vacina chegou a 85%. Isso significa uma redução de 85% nos casos graves de Covid no grupo vacinado em relação ao grupo não vacinado.

A proteção começou 14 dias após a vacinação.

A eficácia da vacina aumentou com o passar do tempo: não houve nenhum caso grave de Covid nos participantes vacinados 49 dias após a aplicação da vacina. A vacina garantiu 100% de proteção contra hospitalização e morte por Covid 28 dias depois da vacinação. Após essa data, ninguém foi hospitalizado ou morreu de Covid.

A proteção foi, de forma geral, “consistente” em todos os participantes, independentemente da raça ou idade – inclusive em adultos acima de 60 anos.

A vacina pode ser armazenada por pelo menos 3 meses em temperaturas de 2ºC a 8ºC – o que é compatível com a rede de frio de vacinação usada no Brasil hoje. Em temperaturas de -20ºC, ela fica estável por dois anos, estima a Johnson.

No Brasil, segundo a Anvisa, 7.560 pessoas participaram dos ensaios: em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Norte, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.

Outras vacinas e aprovações

Com o anúncio da Johnson, agora são 8 imunizantes ao redor do mundo que tiveram seus dados de eficácia divulgados ou publicados em revista científica. Quando a publicação acontece, isso significa que os resultados foram avaliados e validados por outros cientistas.

 

Até agora, as seguintes vacinas tiveram seus dados publicados em revista:

Pfizer/BioNTech: 95% de eficácia

Moderna: 94,1% de eficácia

Oxford/AstraZeneca: 70,4% de eficácia

 

Outros 5 desenvolvedores apenas divulgaram a eficácia de suas vacinas, sem publicar estudos:

Sputnik V: 91,4% de eficácia

Novavax: 89,3% de eficácia

Sinopharm: 79,3% de eficácia

Johnson: 66% de eficácia contra casos moderados e graves

CoronaVac: 50,38% de eficácia

As vacinas da Moderna e da Pfizer já foram aprovadas nos Estados Unidos, no Reino Unido e na União Europeia, além de Canadá, Israel e outros países.

O Reino Unido também aprovou a vacina de Oxford, que ainda aguarda autorização de uso da Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês), prevista para esta sexta-feira.

A CoronaVac, da Sinovac, foi aprovada pela China, que a desenvolveu, pelo Brasil, Indonésia, Turquia e Chile. O Chile foi o último a receber as primeiras doses, na quinta-feira (28).

A Sputnik V já foi aprovada na Rússia, a desenvolvedora, e em outros países, como a Argentina, onde já está sendo aplicada; a Hungria, único da União Europeia a conceder a autorização; e o Irã.

A vacina da Sinopharm já foi aprovada na China, que a desenvolveu, e em outros países, como o Bahrein.

A vacina da Novavax era, antes da Johnson, a mais recente a divulgar os estudos de fase 3, e ainda não foi aprovada para uso em nenhum país.

Para combater o negacionismo e fake news estimulados por Bolsonaro, Consórcio de Imprensa inicia campanha sobre vacinação contra Covid

Publicado em 29 de janeiro de 2021

Os principais veículos de comunicação do país se uniram novamente para mobilizar a sociedade em prol da vacinação.

UOL, Folha de São Paulo, G1, GloboNews, O Globo, Extra e O Estado de São Paulo assinam a campanha “Vacina, Sim”, que será lançada nesta sexta-feira, 29/01, durante o Jornal Nacional, e simultaneamente nos sites e redes sociais de todas as marcas.

O objetivo é conscientizar a população da importância da vacina e reforçar que ela é uma decisão que protege a todos, especialmente neste momento em que enfrentamos uma pandemia que já matou mais de 220 mil pessoas no Brasil.

“Todos os dias os jornalistas do UOL e dos outros veículos do consórcio trabalham intensamente, checachecam fatos, questionam autoridades, traduzem em linguagem acessível a enorme massa de dados científicos do combate à pandemia – tudo para levar às pessoas a melhor informação possível. Nos unimos para garantir que haveria números confiáveis sobre a pandemia e, agora, estamos juntos mais uma vez para vencer a desinformação e mostrar que a vacina é a única alternativa”, diz Murilo Garavello, diretor de conteúdo do UOL.

 

Ao deixar de lado a concorrência, os veículos levam à sociedade uma visão unificada, transparente e amparada pela ciência.

A parceria, tão bem sucedida em seu trabalho colaborativo para buscar informações precisas sobre a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, também é fundamental nesta fase em que se inicia a imunização, para que leitores e telespectadores tomem decisões bem informadas e compreendam que ações individuais impactarão todos os brasileiros.

 

“O consórcio nasceu pra suprir uma lacuna grave. Como superar a pandemia sem saber onde o vírus está chegando, com que força e alcance? O jornalismo profissional preencheu esta lacuna. A campanha de estímulo à vacinação inaugurada agora é um segundo passo natural para o consórcio. Veículos que concorrem entre si unidos para o bem coletivo. Motivar os brasileiros a buscarem a vacina”, explica Ricardo Villela, diretor de Jornalismo da Globo.

“Se vacinar é cuidar de si, do outro, da família, dos amigos, da sociedade. Entendemos que este é um bom momento para lembrar isso. E, como nos últimos meses estivemos juntos, todos os dias, com outros veículos de comunicação para levar para a sociedade números e informações confiáveis sobre a média de casos de covid-19 no Brasil, achamos importante estar novamente ao lado deles e do público para fazer essa reflexão”, destaca Manuel Falcão, diretor de Marca e Comunicação da Globo.

 

O primeiro filme, que será lançado hoje à noite, é uma animação em que o locutor afirma que “É hora de dizer Vacina Sim. Ela protege você e protege os outros. Vacina Sim. Uma campanha para todos”.

A mesma mensagem será transmitida em peças de publicidade digital e de redes sociais.

 

Os diretores de redação dos jornais Folha de S.Paulo, Sérgio Dávila, e do Globo, Alan Gripp, ressaltam a iniciativa do consórcio: “O consórcio de veículos de imprensa é uma iniciativa sem precedentes, com a dimensão que a pandemia exige, em razão da urgência de consolidar dados confiáveis diariamente. Agora é a hora de o país garantir a maior vacinação possível, pelo bem coletivo, e este grupo não poderia ficar de fora deste momento”, disse Gripp.

De acordo com Dávila, “não há saída para a pandemia fora da vacina. Mais uma vez, cabe ao jornalismo profissional divulgar esta informação vital. Por incompetência das autoridades, o consórcio inédito dos meios de comunicação se une novamente para reforçar a necessidade da imunização nacional e para contabilizar a porcentagem dos vacinados no país”.

Já para o diretor de Jornalismo do Grupo Estado, João Caminoto, a promoção da vacina é um passo à frente na contenção da Covid e das fake news: “A defesa e promoção da vacina, além de ser um passo crucial na contenção da Covid, significa dar um basta às fake news, ao negacionismo, ao obscurantismo, e valorizar a informação, a ciência e a cidadania. Portanto, ao promovermos essa campanha estamos seguindo nossa missão de informar e conscientizar a sociedade”.

O lançamento é parte de um movimento que ganhará desdobramentos ao longo dos próximos meses, com ativação nas redes sociais, novas peças publicitárias e presença de porta-vozes.