Chame a polícia

Publicado em 31 de março de 2008

O que diz o Quinta Emenda?

Armação
Apoiados na impunidade, e definitivamente de braços dados com o crime, políticos do interior começam a articular as primeiras manobras bandidas para reabilitar candidatos nas eleições de outubro.
Em Canaã dos Carajás há cheiro de malandragem no ar.

Juvencio de Arruda flanou, ao seu estilo duro e cruel, mas com ternura, num fato verdadeiro.

Em Parauapebas, sábado, não se falava em outra coisa.

Os políticos do interior, aos quais se refere o blogger, são os vereadores Omilton Ricardo de Oliveira (PP), presidente da Câmara; Ana Gerlane de Almeida, Zito Augusto Correa (PT), Ademirson Borges, vulgo “Chefinho”, José Correia Sales, vulgo “Zé Pequeno”; e Lourivaldo (PDT), que tramam reabilitar, juridicamente, o ex-prefeito Anuar Alves, tornado inelegível pelo TCM e pelos próprios vereadores do município – com a rejeiçao de prestação de contas.

Segundo voz corrente, os bacuraus planejam voltar atrás votando a revogação da pena, classificada agora pelos gabirus de “injusta” por não terem dado (eles memo vereadores) direito de defesa ao condenado.

Surto de surtação

Publicado em 31 de março de 2008

O septuagenário Sebastião Curió endoideceu de vez!

Durante a semana que passou, Curionópolis viveu momentos de tensão e medo sob clima de terror provocado pelo prefeito, inconformado com a programação festiva de aniversário do vereador Wanderson Chamont (PMDB), pré-candidato favorito a prefeito do município.

A bagaceira teve inicio quando a assessoria de Chamont enviou ofício à prefeitura solicitando autorização para realizar dois shows em praça pública, prontamente negado pelo prefeito.

Impossibiltado de fazer a festa na praça, Wanderson pediu, então, autorização ao Detran para promover a manifestação às margens da rodovia Pa-150, prontamentge atendido.

Ao tomar conhecimento da decisão do órgão estadual, Curió telefonou para o diretor regional do Detran, lotado em Parauapebas, dizendo-lhe impropérios e garantindo que a festa não seria realizada. Aproveitou embalo da ira para dizer, também por telefonou, ao comandante da Polícia Militar que a festa não seria realizada, “só se passarem sobre meu cadáver”.

Como é de seu feitio, disse também ao comandante da Polícia Militar que mandaria buscar “meus homens em Serra Pelada” somente para mostrar quem mandava mesmo na aldeia. Chegou ao ponto de garantir a presença dele – prefeito -, armado no meio da multidão para fazer bagunça.

Sebastião Curió tentou ainda usar a Justiça, formalizando embargo da manifestação. O Juiz da comarca indeferiu o pedido dizendo que “o direito de ir e vir da população é consagrado pela Constituição”. Além de dizer não ao prefeito, a Justiça determinou ao comando da PM garantia de segurança ao evento.

Dois caminhões, originários de Marabá e Parauaebas, com policiais do Tático, desembarcaram em Curionópolis como se fossem à guerra, preparados para evitar qualquer tipo de bagunça anunciada pelo prefeito.

Na tarde de sexta-feira, antes da realização do show da noite, Curió colocou carros de som na rua convidando a população, e todo o secretariado, para reunião no teatro local, “oportunidade em que anunciaria importante decisão para o município”. Diante de 300 pessoas, Curió disse estar com a carta de sua renúncia redigida, mas que antes iria até o show, armado, “preparado para o que der e vier”.

Claro, ele nem foi ao show e nem apresentou a suposta “carta de renúncia”.

Mas fez pior, pelo menos para a população: mandou cavar imensas crateras em todo o entorno da rodovia Pa-150 com intuito de impedir a passagem de veículos pela estrada que liga Carajás a Marabá. Idéia do caraíba era inviabilizar, com engarrafamentos, o tráfego de veículos na importante estrada, iimpedindo de vez a realização dos dois shows, na sexta e no sábado.

O Detran, sensato, determinou então aos organizadores do evento a fixação do palanque na praça localizada em frente a uma loja de departamentos, às margens da rodovia, onde poderia haver pontos de fluxo de veículos para Parauaebas ou Marabá.

Em seu fervor satânico, Sebastião Curió tentou ultima cartada: mandou cortar a energia de toda a extensão da Pa-150. Assim mesmo, os dois shows foram realizados, com a energia garantida por dois grupos geradores instalados nas proximidades do palanque.

Por volta de 2 horas da madrugada de domingo quando este poster retornava a Marabá, vindo de Parauapebas, deu para constatar toda a extensão da Pa-150 às escuras. Mas grande concentração de populares em frente ao palanque dava o tom de alegria.

Surto de Surtação – 2

Publicado em 31 de março de 2008

O ex-deputado Faisal Salmen (PSDB), surtou, de novo.

O destempero emocional do tucano passou a ser notado depois que a deputada federal Bel Mesquita, sua ex-esposa, anunciou disposição de encarar a eleição municipal de outubro, em Parauapebas.

O estilo agressivo do ex-parlamentar está sendo notado na cidade -, principalmente junto a pessoas que, de certa forma, tem ligação com Bel.

Dia desses, durante reunião da Amat, em Marabá, o destempero de Faisal foi presenciado por este próprio poster e prefeitos presentes ao encontro, quando uma funcionária da Associação desligou, aos prantos, seu celular, após atender chamada. A moça contou a uma colega ao lado que acabara de ser agredida, verbalmente, por Salmen, médico descendente de libaneses, com palavras duras e ameaças de todos os tipos, com destaque para a garantia de que, a partir daquele momento, a vítima seria perseguida até o fim de sua vida pelo agressor.

Apesar dos apelos de quem se encontrava próximo a funcionária – inclusive do blogger, seu amigo pessoal -, a moça não contou as razões do telefonema agressivo. Ontem, finalmente, soube-se que Faisal estava encapetado pelo fato da funcionária da Amat ter convidado o ex-presidente da entidade e prefeito de Parauapebas, Darci Lermen, a festinha de casamento do filho dela, semanas antes, declinando, ao mesmo tempo, da extensão de convite ao ex-deputado estadual do PSDB.

Moradores de Parauapebas contam que nos últimos dias Faisal Salmen passou a provocar entreveros com uns e outros na cidade, referendando seu perfil de homem desnorteado, e violento, sob pressão, capaz de fazer loucuras desproporcionais.

Candidato a vereador, o médico está se capacitando, outra vez, a encarar a campanha eleitoral distribuindo socos, pontapés e gritos. Seu alvo principal, desta vez, deverá ser sua ex-esposa, Bel Mesquita, provável candidata a prefeito pelo PMDB.

Exige-se das autoridades monitoramento desse moço, comprovadamente feroz e nocivo ao bem estar comum.

Enquanto isso, em Parauapebas…

Publicado em 31 de março de 2008

O prefeito de Parauapebas, Darci Lermen (PT), resolveu dispensar de processo licitatório a execução de todos os serviços de natureza bancária que envolvam a movimentação de receitas públicas do município. Aí tem…

A observação acima é do jornalista Ronaldo Brasiliense, na edição de domingo de O Liberal.
Bala de metralhadora

Publicado em 31 de março de 2008

O texto a seguir foi extraído da revista IstoÉ denunciando a guerrilha implantada no Norte do país por integrantes da Liga dos Camponeses Pobres (LCP), supostamentge treinados por ex-combatentes peruanos do antigo Sendero Luminoso:
Anhanga, na língua da tribo indígena uru-eu-wau-wau, que habita boa parte do Estado de Rondônia, significa inferno. Ireroa quer dizer guerra. Os dois substantivos traduzem de forma literal o clima que tomou conta dessa parte do País por causa das ações da Liga dos Camponeses Pobres (LCP), uma organização de extrema-esquerda que treina homens armados em busca de uma “Revolução Agrária” e que já tem nove vezes mais combatentes que o PCdoB na Guerrilha do Araguaia. No sábado 21, mais três bárbaros assassinatos na área dominada pelos insurgentes elevou para 25 a trágica contabilidade do conflito nos últimos 12 meses.
Mas nessa última batalha, que aconteceu próxima à base da guerrilha, no distrito de Jacinópolis, a 450 quilômetros de Porto Velho, os três corpos que tombaram eram de militantes da organização clandestina: Aparecido Mendes de Oliveira (dois tiros calibre 12 na cabeça e no peito), Francisco Pereira do Nascimento (três tiros de 12, na cabeça, no rosto e no peito) e Otiniel Sampaio Souza (cinco tiros calibre 38 no corpo).
A gravidade da situação, denunciada por ISTOÉ na última semana, fez com que o governador Ivo Cassol (sem partido) solicitasse o desembarque da Força Nacional de Segurança para ajudar a combater esse grupo bandoleiro. “A reportagem de ISTOÉ serviu para mostrar ao Brasil o que nós já sabemos há muito tempo. Várias vezes pedimos providências para o governo federal e nada foi feito. Em vez de multar madeireiros, por que eles não vão combater esses criminosos? Quantas mortes inocentes ainda serão necessárias para que se tome uma atitude?”, questiona Cassol. “Cabe às Forças Armadas lidar com este tipo de conflito. Eles estão numa área federal e o governo do Estado fará o que for possível para ajudar no combate a esses guerrilheiros.”
No Congresso Nacional, deputados e senadores dos mais variados partidos foram à tribuna ou enviaram ofícios aos órgãos federais revelando a mesma indignação com o descaso. “Não entendo o porquê da conivência com esse estado de barbárie”, diz o deputado federal Giovanni Queiroz (PDT-PA). “Não podemos mais conviver com a situação de medo, pavor e a insegurança que domina nosso Estado”, emenda o deputado federal Ernandes Amorim (PTB). “Estamos vivendo a desobediência civil, uma verdadeira anarquia.”
Na Esplanada dos Ministérios, optou-se pelo silêncio. A autoridade encarregada de acompanhar conflitos no campo, o ouvidor agrário nacional, Gersino José da Silva Filho, que desde 14 de dezembro do ano passado possui um dossiê sobre as ilegalidades da LCP, resume a inépcia oficial: “Nossos relatórios apontam que todas as classes, sem-terra e fazendeiros, estão altamente armados”, explica ele, informando que repassa aos ministérios da Justiça e da Defesa tudo que sabe sobre o conflito em Rondônia. “Não sei dizer onde estão parando os documentos.”
Seu superior, o ministro da Reforma Agrária, Guilherme Cassel, avisou pela assessoria que “não comenta sobre movimentos sociais”. Se o ministro da Reforma Agrária acha que assassinatos são coisa de “movimentos sociais”, então é o caso de saber o que pensa o ministro da Justiça, Tarso Genro. Mas ele nem sequer retornou as quatro ligações da reportagem. O responsável pela Defesa, Nélson Jobim, informou que não vai falar sobre o caso – mas haverá de chegar um dia em que ele terá de se explicar no Senado. Na quinta-feira 27 de março, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) apresentou um pedido de convocação do ministro Jobim para que ele dê explicações públicas sobre a guerrilha.

Cravada na Serra da Fortaleza, na divisa do Brasil com a Bolívia, a base de treinamento dos guerrilheiros é uma área de dificílimo acesso. Sob a bandeira da LCP, eles cantam hinos revolucionários e empunham armas orientados pela cartilha de Abimael Guzmán, o “presidente Gonzalo”, fundador e líder do grupo peruano Sendero Luminoso, capturado em 1992 e condenado à prisão perpétua. Guzmán foi o líder de uma sangrenta adaptação do maoísmo para a América Latina, em que os camponeses eram aterrorizados para depois serem arregimentados para a causa. No Peru, essa fórmula genocida causou a morte de 75 mil pessoas entre 1980 e 1992.
Na construção dessa estratégia, a LCP arregimenta para suas fileiras miseráveis sem terras, jovens de classe média do movimento estudantil, através do Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) e sindicalistas ligados à Liga Operária e Camponesa (LOC). Internacionalmente, os guerrilheiros brasileiros são ligados à International League of Peoples Struggle (ILPS), uma organização marxista com tentáculos espalhados por vários países. Na verdade, a Liga dos Camponeses Pobres, constituída em 1999 e sem registros oficiais, é o braço armado no meio rural da LOC, um grupo rebelde que dirige os sindicatos da construção civil e dos rodoviários em Belo Horizonte.

Esse grupo é contrário às eleições democráticas, que chama de “farsa burguesa”, classifica o MST de conciliador e diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um “traidor da classe operária e vassalo do imperialismo”. Sua estratégia de tomada do poder inclui a criação de um “Partido Revolucionário do Proletariado”, segundo a cartilha copiada do Sendero: “Um Partido Comunista clandestino que desenvolva a estratégia de cercar a cidade desde o campo, através da guerra popular prolongada.” É assim, dizem os documentos da entidade obtidos por ISTOÉ, que a LCP vai “fazer a revolução”.