Jogo do poder

Jornalista Augusto Barata, em seu blog, conta uma das versões que devem ter levado o STF (Supremo Tribunal Federal) a aceitar por unanimidade, depois de conhecido o resultado da eleição, denúncia criminal contra o deputado Jader Barbalho.

Çhama do poder

Ao permanecer algumas horas em Marabá, o deputado federal Jader Barbalho voltou a ser o eixo do poder político do Pará. O assédio das classes empresarial e política em torno dele foi a prova maior dessa constatação, durante posse da diretoria da recém criada Associação dos Municípios Mineradores do Pará, prestigiada por dezenas de prefeitos e pesos pesados do PIB regional.

Essas mulheres guerreiras

Beta Moreira, mulher de Ademir Martins, ex-vereador de Marabá e ex-Gerente Regional do Ibama, lutou até o fim. Não se abateu jamais. A briga que travava contra o câncer foi consistente, sem trégua. Conversando com os amigos, ela nao demonstrava haver dentro de si um monstro a consumir seus ideais de vida. E como foi idealista essa mulher corajosa!
No dia a dia, ela e Ademir, unos. Dois em um, como siamêses buscando a respiração de umbigos dependentes de si.
Contra a ditadura, defendendo os direitos humanos, lutando pela melhoria da qualidade de vida, cúmplices de propostas de transformação da sociedade dentro das salas de aula – onde ele tocava a sobrevivência ajudando o marido a manter a bela família edificada no prolongamento de outras duas vidas: Luciana e Rita, as filhas.
A história dos dois leva a uma bifurcação, como moto-contínuo, guiando ao mesmo ponto, mesmo ao ocaso da distância física.

As voltas que o mundo dá

Jader Barbalho desembarca neste sábado, 11, em Marabá, às 16 horas, para participar do encerramento do ciclo de palestras sobre mineração promovido pela recém criada Associação dos Municípios Mineradores do Pará. Depois prestigia, à noite, a posse da diretoria da entidade que tem como presidente o prefeito Sebastião Miranda (PTB).
Jader volta a pontificar no meio de empresários e classe política da região.

Como uma onda

Depois do encontro com a bancada do PT na Assembléia Legislativa, acompanhado de Arnaldo Jordy, a leitura do atual processo político feita pelo deputado estadual eleito por Marabá, João Salame, é de que o PPS, diante do resultado das urnas, foi colocado na oposição. Como tal, deve ter a responsabilidade de não cometer erros de avaliação sobre um provável ou não relacionamento com o governo de Ana Júlia, a ser empossado em janeiro.
Diante do convite feito pelos parlamentares petistas no sentido do PPS integrar a base aliada do futuro governo, Salame conta que ele e Jordy reiteraram a posição de que os socialistas nao devem assumir postura de oposição sistemática, mas também não podem passar recibo de adesismo automático. “O recado das urnas foi claro, nos obrigando, portanto, a ter consciência dos limites de uma negociaçao política de apoio parlamentar”, explica.
Isso também não quer dizer que o PPS esteja indisponível a conversações. A partir da evolução do diálogo aberto na tarde desta sexta-feira (10), em Belém, o partido poderá ou nao compor com o governo de Ana Júlia.