Unidade

Pelo andar do carango, Darci Lermen (PT) será conduzido por unanimidade à presidência da Associação dos Municípios do Araguaia- Tocantins. À exceção do prefeito de Tucuruí, Cláudio Furman (PTB), que andou testando a viabilidade de seu nome sem também articular negociações junto a seus colegas, até o presente momento ninguém anunciou disposição de encarar o prefeito de Parauapebas. A eleição será dia 9 de fevereiro, em Marabá, no Hotel Del Príncipe.

Definindo rumos

Valdir Ganzer deverá homologar licitação vencida pela Delta Engenharia, para agilizar a recuperação da Pa-150, cujo processo encontrava-se amarrado em recursos de construtoras perdedoras sob alegação de direitos subtraídos. Bom lembrar que esse edital foi publicado e apurado ainda na gestão anterior. Diante da urgência para a recuperação de mais de 800 km da rodovia, o novo secretário temia perder mais tempo publicando nova licitação, mas encontrou uma solução que pode destravar – como diz o Lula – a questão.

Saga de heróis

A biblioteconomista Maria Virginia Mattos, para nós rara historiadora dos tempos marabaenseses, é quem conta num ensaio publicado no Boletim Técnico No 3 da Fundação Casa da Cultura, a importância do major-aviador carioca Lysias Augusto Rodrigues para a integração de muitos municípios da bacia Araguaia-Tocantins ao transporte aéreo. O texto leve de Virginia nos leva a conhecer a audácia e heroísmo de pessoas que contribuíram para que cidades como Goiás (hoje Goiânia), Porto Nacional, Tocantínia, Pedro Afonso, Carolina, Imperatriz, Marabá, Tucuruí, entre outras, saíssem de seu isolamento secular graças abertura de campos de pouso para a primeira aeronave do recém-criado CAM – Correio Aéreo Militar, cujo vôo pioneiro ocorrera em junho de 1932, na rota São Paulo-Rio de Janeiro.

Longe da civilização

Nunca é cansativo lembrar que a maioria daquelas cidades só conhecia o transporte fluvial. Nem estradas havia. Marabá, por exemplo, só foi interligada por via rodoviária a partir de 1969, com a inauguração da Pa-70, e da Transamazônica, aberta ao tráfego em 1972. Antes disso, para se alcançar outras povoações somente através de canoas, batelões, e, bem mais adiante, usando embarcações motorizadas.

Novas rotas

O artigo de Virginia Mattos, reforçado por depoimentos importantes fisgados de outras publicações, cita o entusiasmo dos jovens pilotos do Correio Aéreo Militar em busca de ampliação do raio de atuação do transporte aéreo, naquela época reservado a raras cidades do sudeste. O maior obstáculo que enfrentavam era a inexistência de aeroportos e a indisponibilidade de mapas confiáveis e de serviços de radiotelegrafia.
Estimulados pelo interesse da Panair do Brasil em diminuir a distância de viagens entre os Estados Unidos e Buenos Aires, normalmente feitas seguindo a curva da costa brasileira, oficiais do CAM decidiram pesquisar pontos do interior do país com objetivo de abrir aeroportos e viabilizar novas rotas, próximas umas das outras para a necessária parada técnica de reabastecimento.