Essas mulheres guerreiras

Beta Moreira, mulher de Ademir Martins, ex-vereador de Marabá e ex-Gerente Regional do Ibama, lutou até o fim. Não se abateu jamais. A briga que travava contra o câncer foi consistente, sem trégua. Conversando com os amigos, ela nao demonstrava haver dentro de si um monstro a consumir seus ideais de vida. E como foi idealista essa mulher corajosa!
No dia a dia, ela e Ademir, unos. Dois em um, como siamêses buscando a respiração de umbigos dependentes de si.
Contra a ditadura, defendendo os direitos humanos, lutando pela melhoria da qualidade de vida, cúmplices de propostas de transformação da sociedade dentro das salas de aula – onde ele tocava a sobrevivência ajudando o marido a manter a bela família edificada no prolongamento de outras duas vidas: Luciana e Rita, as filhas.
A história dos dois leva a uma bifurcação, como moto-contínuo, guiando ao mesmo ponto, mesmo ao ocaso da distância física.

As voltas que o mundo dá

Jader Barbalho desembarca neste sábado, 11, em Marabá, às 16 horas, para participar do encerramento do ciclo de palestras sobre mineração promovido pela recém criada Associação dos Municípios Mineradores do Pará. Depois prestigia, à noite, a posse da diretoria da entidade que tem como presidente o prefeito Sebastião Miranda (PTB).
Jader volta a pontificar no meio de empresários e classe política da região.

Como uma onda

Depois do encontro com a bancada do PT na Assembléia Legislativa, acompanhado de Arnaldo Jordy, a leitura do atual processo político feita pelo deputado estadual eleito por Marabá, João Salame, é de que o PPS, diante do resultado das urnas, foi colocado na oposição. Como tal, deve ter a responsabilidade de não cometer erros de avaliação sobre um provável ou não relacionamento com o governo de Ana Júlia, a ser empossado em janeiro.
Diante do convite feito pelos parlamentares petistas no sentido do PPS integrar a base aliada do futuro governo, Salame conta que ele e Jordy reiteraram a posição de que os socialistas nao devem assumir postura de oposição sistemática, mas também não podem passar recibo de adesismo automático. “O recado das urnas foi claro, nos obrigando, portanto, a ter consciência dos limites de uma negociaçao política de apoio parlamentar”, explica.
Isso também não quer dizer que o PPS esteja indisponível a conversações. A partir da evolução do diálogo aberto na tarde desta sexta-feira (10), em Belém, o partido poderá ou nao compor com o governo de Ana Júlia.

Almas belas

Extraio da página “Política & Desenvolvimento” publicada toda sexta-feira no Correio do Tocantins, sob responsabilidade do meu guru Ademir Braz:

Escritor, jornalista e membro da Academia Paraense de Letras, o cametaense Salomão Larêdo doou dois exemplares de sua longa produção literária para a biblioteca e arquivo público da Fundação Casa da Cultura de Marabá. Com isso, ele atende a um pedido do prof. Noé Atzingen, presidente da fundação.“Pelo apreço e admiração que tenho a você, seu trabalho, ao seu pessoal, ao meu amigo e colega Ademir Braz, e pelo carinho que tenho ao povo de Marabá, faço a oferta com a alegria pelo interesse demonstrado e porque é um dever meu, como escritor, disponibilizar exemplares às bibliotecas para possibilitar acesso ao maior número de leitores. E como é minha missão, sei que é a sua também, a de Ademir e de muitos outros, promover o livro e a leitura, formando leitor crítico para ver se algum dia conseguimos diminuir as desigualdades, conseguindo também a justiça e a melhor distribuição da renda nessa mudança da sociedade para melhor que todos queremos, apresso-me em responder a carta, rogando ao amigo que veja se é possível mandar apanhar os livros em meu endereço em Belém”, reitera Salomão Larêdo.

Seria tão bom se todos fizessem um pouquinho desse gesto. A Fundação Casa da Cultura de Marabá é uma das coisas belas construídas neste Pará, nos últimos 20 anos.

Novo dono

Poderoso grupo siderúrgico do Ceará comprou os 51% restantes das cotas da família Salvador de Souza que controlava a Siderúrgica Marabá (Simara), no distrito industrial do município. A empresa, até o final do ano passada, era propriedade dos irmãos Divaldo e Dilermando Salvador de Souza, que entraram em conflito numa disputa que provocou a saíde de Dilermando da sociedade. Meses depois, Divaldo vendeu 49% de suas ações para um grupo cearense.
Envolvido em diversas encrencas com a Receita Federal que provocaram, inclusive, a sua prisao pela Polícia Federal de Marabá, Divaldo decidiu agora vender ao mesmo investidor o que lhe restava da usina de ferro gusa.