Caindo na real

De vez em quando o prefeito de Marabá, Sebastião Miranda (PTB) gosta de inflamar seu relacionamento pessoal adotando política de fundo de quintal com setores do município. A briga que ele trava com seu xará vereador Sebastião Ferreira (PSB) extrapola os limites do bom senso, gerando ranço e desserviço à própria sociedade.
Presidente do Águia de Marabá, Ferreira não consegue qualquer tipo de apoio da prefeitura quando necessita colocar o time em campo para disputas oficiais., desde quando Miranda foi eleito, em em 2004. Nesse interim, o Águia disputou duas edições do campeonato de futebol do Pará recebendo patrocínio do setor privado e de prefeituras da região, cujos prefeitos inteligentemente usam a griffo do clube para universalizar também o nome de seus municípios já que o Águia é um time querido no Sul do Estado.
A prefeitura de Jacundá, como exemplo, nos anos de 2004 e 2005, cobriu diversas despesas dos jogos do time de Marabá, além de ter cedido o estádio da cidade para as partidas do Águia. Este ano, quando tudo se caminhava para a equipe ser apadrinhada pela prefeitura de Rondon do Pará, Sebastião Miranda perece que sentiu a ficha cair, voltando a raciocinar como prefeito do município que tem um time disputando o Parazão como orgulho de todos.
O Águia voltará a receber apoio da prefeitura, começando pela recuperaçao das dependencias parciais do estádio Zinho Oliveira.
Já é um bom recomeço.

Jogo duro

Deputada federal Bel Mesquita (PMDB) não cogita nenhum tipo de aproximação política com o prefeito Darci Lermen (PT), seu adversário em Parauapebas. No entanto, ao assumir a Câmara Federal, em 2007, Bel terá uma postura institucional com a prefeitura, vabilizando recursos e tratando das coisas pública sem nenhuma alimentaçao restrição de qualquer espécie. Ela deixou isso bem claro aos seus aliados.

Chega pra lá

A deputada Socorro Gomes (PCdoB/PA), com a seriedade que se impôs na vida pública, chega firme para se manifestar coerentemente sobre a proposta do governador Simão Jatene de incluir representantes do TJ e MPE/PA na Comissão de Transição:
“Em que pese o enorme respeito que temos pelas duas instituições, é preciso lembrar que a transição é no Executivo, que os poderes são independentes e que não podemos passar à sociedade a idéia de que o MPE e o Judiciário funcionam no Pará como correia de transmissão do governo estadual”.
Bem dito.

Lá e cá

“O povo americano votou pela mudança. Hoje, nós fizemos história, agora, faremos progresso”. ( Nancy Pelosi, líder da minoria democrata na Câmara, ao conhecer o resultado da eleiçao norte-americana que deu vitória ao Partido Democrata).
A frase nos arremete ao Pará que ouviu isso em todos os cantos do Estado depois da vitória de Ana Júlia. “Fazer o progresso” é o que esperamos todos agora, por aqui.

O texto de Ana

Gostoso acompanhar a série de matérias investigativas da Ana Célia Pinheiro, no DIÁRIO DO PARÁ. Em tempos de vacas magérrimas nessa área do jornalismo, a persistência dela em passar a limpo o nebuloso período do governo tucano gera alento em quem acredita ainda na magnitude da verdade.
O texto enxuto escancarando números oficiais das bandalheiras de gabinetes devassa qualquer tentativa de desmentido da corte palaciana. Persistente, preocupada em não deixar vácuo em suas denuncias, corajosamente profissional, Ana multiplica as virtudes do jornalismo perseguidor da verdade, sem entremeios de panos quentes.
Ler Ana faz bem à alma e ao caráter das pessoas de bem. É como tody. Energizante.