No bairro Cabelo Seco, mirante precisa ganhar conceito de espaço cultural

Fui conhecer o Mirante construído no bairro do Cabelo Seco, saudando o encontro dos rios Tocantins e Itacaiúnas.

Como área contemplativa, obra interessante.

Como espaço urbanístico pensado à humanização da cidade, faltam algumas intervenções que poderiam deixar o local integrado a um paisagismo natural, e dedicado a reabilitar território urbano.

O concreto predomina.

Pequenas ilhas verdes aparecem com grama e plantio de árvores.

Observei moradores do Cabelo Seco carregando cadeiras de suas casas para sentarem-se próximo ao encontro dos rios. Fiquei maravilhado com a imagem.

Cenário genuinamente de quem mora no Cabelo Seco.

Essa a proposta: obra para quem dela precisa e quer vive-la intensamente.

Como não sei se o projeto do mirante já foi concluído, ou se ainda receberá outros equipamentos, ficarei no aguardo para novas considerações.

Mas imagino que na extensão da intervenção urbana, logo, logo-, barracas de pequenos vendedores, mesas soltas ao longo do estirão de concreto marcarão o dia a dia das pessoas, caracterizando o ambiente como imenso bar público – o que seria lastimável.

O mirante precisa ser disponibilizado pelo poder público assentado em três eixos de atuação: “Mais Vida”, “Mais História”, “Mais Cultura”.

Ali nasceu Marabá, e ali vive a população economicamente menos favorecida do município, população que conta histórias de pais pra filhos, e por ai vai.

O mirante não pode ser a extensão da orla, como intervenção urbana.

Em toda a extensão da orla, misturam-se tipos de atividade voltadas à venda de alimentos e bebidas. Objetivo característico de toda beira-rio.

O mirante deveria ser um hiato, na trajetória da orla.

Que tal fazer dali um ponto de debates culturais, criar um quiosque para os contadores desenvolverem suas histórias às crianças que ali frequentarem?

Criar um mundo lúdico no frescor dos dois rios se beijando?

As observação que faço, deixa-se claro, não têm o intuito de desqualificar o empreendimento.

Ao contrário.

A importância da obra é de valor indiscutível.

Mas vamos pensar um pouco mais à frente?

(Texto originalmente publicado nas redes sociais do blogueiro)

Três corpos são encontrados na Reserva Indígena Parakanã, local em que caçadores haviam desaparecido

Três corpos foram encontrados na Reserva Indígena de Parakanã, próximo ao município de Novo Repartimento, sudeste do Pará.

A Polícia Federal do Pará (PF-PA) afirmou que ainda não é possível confirmar que são os caçadores desaparecidos desde o último domingo (24), nas terras Parakanãs.

Cândido Lima Júnior, advogado dos familiares dos caçadores, disse que foram encontrados junto aos corpos, objetos que pertenciam aos três desaparecidos.

Os corpos foram encaminhados para Mabará para que legistas da Polícia Científica do Pará e peritos criminais da PF-PA possam realizar a necropcia para fazer a identificação e saber quais foram as causas das mortes.

A PF informou ainda que exames periciais foram realizados no local por peritos criminais do Pará e de Brasília.

A investigação está sendo realizada pela PF-PA e contou com o apoio da Polícia Militar do Pará, do Corpo de Bombeiros, da Polícia Rodoviária Federal e da Força Nacional.

As buscas contou com mais de 150 agentes de segurança.

Ademir Braz será acolhido no Centro Integrado de Atenção à Pessoa Idosa.

O jornalista, escritor e poeta Ademir Braz ,  75 anos, conhecido carinhosamente pelo apelido de “Pagão”, receberá acolhimento no  Centro Integrado de Atenção à Pessoa Idosa -Cipiar – (Foto acima), espaço mantido pela Secretaria de Assistência Social, Proteção e Assuntos Comunitários (Seaspac), da prefeitura de Marabá.

Decisão foi tomada na manhã desta sexta-feira, 29, durante reunião de  técnicos do CIPIAR com Maria Elena, ex-companheira de Ademir, além de outras pessoas ligadas a prefeitura.

Kátia Colinetti, assessora do vereador Miguelito Gomes, também esteve presente, representando o parlamentar que se mobilizou nas últimas 24 horas articulando contatos com áreas de assistência social da PMM, e com o próprio prefeito Tião Miranda, para viabilizar o acolhimento de “Pagão”.

Reunião de técnicos da Secretaria de Assistência Social da prefeitura de Marabá, com familiares de Ademir Braz, definindo acolhimento no CIPIAR.

Ao falar com o blogueiro, pelo celular, agora há pouco, Miguelito Gomes disse que “o Pagão é um patrimônio cultural do Estado do Pará, e não merece viver o que está vivendo, razão pela qual mobiliamos todos os setores do poder público para a obtenção desse acolhimento, finalmente viabilizado no dia de hoje”, disse o vereador.

A estrutura do CIPIAR para acolher o jornalista é bem ampla, contando com profissionais qualificados para atender idosos em situação de vulnerabilidade. Na época havia três idosos abrigados no prédio da secretaria.

A equipe do Cipiar conta com 50 servidores entre agentes de serviços gerais, cozinheiras, assistente social, cuidadores, pedagogo, psicólogo, técnicos de enfermagem, enfermeira, educador físico e assistentes administrativos.

Os servidores atuam em sistema de escala.

Os idosos que residem no Cipiar recebem atendimento 24 horas.

Há um profissional de saúde para atendê-los no período diurno e outro para atendê-los no período noturno.

Os idosos realizam exames periódicos e fisioterapia que ajudam principalmente os que têm dificuldade de locomoção.

Apartamento padrão do CIPIAR, local para acolhimento de Pagão.

Maria Elena, no inicio da tarde, revelava alívio pela conquista do espaço.

“A gente vem lutando há mais de cinco anos para estabilizar o estado de saúde do Ademir, sempre com muita dificuldade.  Sem recursos para pagarmos alguém que cuidasse dele dia e noite,  estava  cada vez mais difícil lidar diariamente com os problemas que surgiam. Com a cessão de um local para o acolhimento dele, como o Centro Integrado de Atenção à Pessoa Idosa, temos certeza de que a qualidade de vida do “Pagão”  vai melhorar, sem que passemos mais por tantos sustos como temos passado”, diz Maria Elena.

Ademir será transferido do CAPS, onde se encontra desde a última sexta-feira, 22, para o CIPIAR, na próxima terça-feira, 2.

A batalha agora de amigos e familiares do jornalista é encontrar uma forma de consolidar aporte financeiro mensal para a manutenção de Ademir Braz, já que ele está impossibilitado de exercer sua vida profissional, enquanto não concluir definitivamente tratamento de saúde.

Conforme o blog divulgou ontem, Ademir Braz vem passando por momentos  de muitas dificuldade para sua sobrevivência. 

Governo reconhece farinha de Bragança Patrimônio Cultural do Estado

Integrante do patrimônio cultural de natureza material do Estado do Pará, assim está declarada a farinha de Bragança.

Quem conhece e já provou, sabe que não tem nada igual.

Uma farinha que mexe  e remexe com a exigência de paladares e a percepção dos sabores  das pessoas que gostam do alimento  originário da mandioca.

O reconhecimento veio por meio da Lei n° 9.541/2022, sancionada pelo governador Helder Barbalho e publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (29).

Em maio do ano passado, o produto já havia recebido o registro de Indicação Geográfica do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), que concede a cinco municípios da Região do Caeté, Bragança, Tracuateua, Augusto Correa, Santa Luzia do Pará e Viseu, o uso exclusivo do título “Farinha de Bragança”, garantindo o reconhecimento no mercado pela sua procedência e pela tradição regional.

A relação entre Bragança, no Pará, e a produção de farinha de mandioca é tão antiga quanto a origem do município.

A farinha de mandioca de Bragança é bem granulada e possui um sabor específico e inconfundível devido à ação da fermentação e ao uso recorrente da mandioca brava, que contém maior concentração de ácido cianídrico em sua composição e passa por um processo de redução desse teor para se tornar apta ao consumo humano.

Ademir Braz, Poeta Maior de Marabá, precisa da solidariedade de amigos para superar estado debilitado de saúde

Com problemas de saúde acumulados ao longo dos dois últimos anos,  o jornalista, escritor e poeta, Ademir Braz está precisando do apoio de amigos e pessoas da sociedade.

Apoio presencial e financeiro.

Há movimentos na cidade de alguns amigos tentando arrecadar recursos para a manutenção de um tratamento consistente, sem problema de continuidade.

Atualmente, Ademir Braz esta sendo acolhido numa unidade do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) da cidade.

A permanência do poeta no CAPS segue um tempo definido, já que a unidade psicossocial tem regras específicas que contemplam o acolhimento apenas em momentos de crise ou em tratamento passageiro.

Ele foi internado na última sexta-feira, 22.

Intenção de amigos e parentes é tentar conseguir o acolhimento de Ademir Braz  no abrigo São Vicente de Paula, casa de idosos que atende a comunidade há mais de 20 anos.

Ali, o escritor e poeta poderia ser cuidado com segurança já que a residência própria de Ademir Braz não oferece  condições para ele permanecer, dado  o grau de insalubridade do imóvel.

A casa de Ademir necessita de reparos em toda a sua extensão, e não há recursos para isso.

Na Casa São Vicente de Paula, Ademir receberá cuidados médicos, acesso a higiene, boa alimentação e companhia.

Ademir Braz necessita de apoio espiritual, moral, financeiro e ser abraçado pelos amigos.

Maria Elena, ex-companheira e com quem Ademir teve um casal de filhos, é quem tem acompanhado direto o poeta, internando-o quando necessário e  dando-o assistência no dia a dia.

À noite desta quinta-feira, amigos de Ademir manterão reunião on line para definir uma agenda de apoio ao talentoso jornalista marabaense, considerado maior poeta de todos os tempos de Marabá e um dos mais admirados do Estado.

 

A OBRA DE ADEMIR

Aos 78 anos, Ademir Braz nunca pensou em deixar Marabá para trabalhar em outros centros.

Oportunidades não faltaram.

Bem jovem ainda,  atuando como repórter correspondente de alguns grandes jornais do país, Braz recebeu convites para trabalhar nas redações de Belém, São Paulo e Rio de Janeiro.

Nunca pensou nessa possibilidade, leal à sua  biografia de um intelectual de cidade do interior.

De Marabá,  ele não se afasta para se fixar em outras plagas nem amarrado.

Isso faz sentido para a semântica de sua criação, impregnada de uma certa melancolia, uma tal desesperança quase profunda, mas que paradoxalmente aspira a ser feliz; uma identidade índia que não se aparta da natureza, de seus rios, pássaros e mitos, da terra ainda espoliada.

Ele é uma voz poética amazônida rara e autêntica.

Quem ama poesia e tem acesso às obras do poeta marabaense, é  tomada de uma real comoção tal a grandiosidade de sua arte.

Tudo o que Ademir escreve impregna-se espécie de convulsão, desalento e despedida que só quem vivia com plena consciência as vicissitudes da nossa região bela e brutal é capaz de manifestar.

Ademir Braz é escritor e jornalista nascido em Marabá, precisamente às margens do rio Itacaiúnas.

Também formou-se em advocacia.

Iniciou-se no jornalismo em 1972, em A Província do Pará, um jornal da capital paraense que integrava o grupo dos Diários Associados.

Publicou Esta terra (Belém: Neo­gráfica, 1981); Antologia Tocantina (Marabá: Fundação Casa da Cultura de Marabá, 1998); e Rebanho de pedras (Projeto Usimar Cultural 2003), todos dominantemente livros de poemas.

Integra várias antologias, entre elas a Poesia do Grão-Pará, organizada por Olga Savary, em 2001.

Recebeu o Prêmio Buiúna 1999, conferido pela Associação dos Artistas Plásticos de Marabá e Secretaria Municipal de Educação, como destaque da cultura marabaense.