Sintepp suspende greve com manutenção do “estado de Greve”
A paralisação total das atividades dos educadores de Marabá  está sobrestada.
Uma assembleia geral realizada pelo Sintepp decidiu pela suspensão da greve geral da rede municipal de educação de Marabá, iniciada dia 21 de fevereiro.
Mas com uma ressalva: greve suspensa  com manutenção oficial do “estado de greve”.
Conforme nota  do Sintepp publicada, “professores, Agentes de Serviços Gerais, Agentes de Portaria, Merendeiras e Auxiliares de Secretaria uniram forças e juntos decidiram paralisar suas atividades para construírem um movimento unificado em defesa dos seus direitos”.
Na última sexta, 25,  ocorreu reunião com a Prefeitura de Marabá na SEVOP.
Após mais de três horas de negociação, a reunião encerrou e todos os pontos de pauta debatidos foram levados para análise da nossa categoria em Assembleia Geral dos Trabalhadores da Educação, realizada na Câmara Municipal dos Vereadores, às 17 horas.
A reunião contou com a participação do Prefeito que vinha se negando a reunir, haja vista a decisão de radicalização da nossa categoria.
Contou ainda com a participação do Vice-Prefeito, Secretária de Educação e Secretário Adjunto.
Cada ponto de pauta, foi lido e debatido. o que segue:

 

1 – Piso Magistério 2022. Depois de todos os debates, o governo pontuou o indicativo de negociação do Piso de 2022 para início de maio/2022 quando fechar o quadrimestre. Segundo o prefeito e representantes do governo presentes, somente a partir do fechamento do quadrimestre, haja vista também os pontos de pauta que avançaram abaixo, é possível definir a negociação de pagamento dos 33,24%. Este ponto causou muito embate, haja vista que se esperava que o governo apresentasse no mínimo um índice superior à inflação. Durante a reunião, voltamos ao ponto do Piso de 2022 por mais de três vezes, mas o governo manteve sua posição de negociar quando fechar o quadrimestre.

2 – Retroativo do Piso de 2016. Governo sinalizou a negociação desta pauta para início de maio/2022. Aqui o governo também fez o compromisso de não deixar para 2023, firmando compromisso em pagar até o final do ano corrente; Cabe lembrar, que esta pauta não é paga com os recursos do Fundeb, pois pertence ao rol de dívidas que devem ser pagas pelo recurso próprio.

3 – Reajuste do Vale Alimentação. Essa pauta ainda não houve consenso sobre o percentual e ainda ocorrerá reunião entre o Governo e os três sindicatos (SINTEPP, SINTESP, SERVIMAR). Inicialmente, o governo havia feito uma previsão de aumentar o vale em apenas 10%, mas já acenou durante a reunião que assegurará um percentual melhor, haja vista que de pronto, já no antecipamos e deixamos claro que diante de todo o poder econômico de Marabá, é possível sim melhorar o percentual de reajuste, pois o Vale Alimentação da Educação é pago com recursos do FUNDEB;

4 – Reajuste dos Auxiliares de Secretaria. Este ponto já havia sido fechado na Reunião entre SINTESP e SERVIMMAR sobre os 16% de reajuste. Insistimos no debate, mas o governo pontuou que já havia debatido com as outras entidades. Mesmo assim, entendemos que não podemos perder de vista que só no governo do Prefeito Tião Miranda há uma perda inflacionaria acumulada de mais de 33%, por isso, seguiremos na defesa de um percentual maior;

5 – Enquadramento do Nível Superior dos Professores. Essa pauta avançou para enquadramento de todos os professores que estão aproximadamente 06 (seis) anos na espera da progressão. O Governo assegurou a inclusão para pagamento ainda na folha de pagamento do mês de março. A incorporação no vencimento base desses servidores é de 50% do Nível Superior. Sem margens de dúvida é uma grande vitória para nossa categoria.

6 – Enquadramento do Nível Especialista dos Professores. Essa pauta avançou com enquadramento de uma lista de professores de nível superior que irão progredir para Especialistas. Os protocolos anteriores à reformulação do PCCR em maio de 2017 receberão o adicional de 25% de Especialização. Assim que a SEMED providenciar a lista, deveremos publicar a toda a nossa categoria;

7 – Enquadramento dos percentuais de 5% de Avaliação de Desempenho. Uma grande conquista para nossa categoria, pois aqui asseguramos o destravamento da nossa carreira. Conforme a data de posse no concurso de cada um, haverá o avanço na classe sendo assegurado o interstício de 5%, que para alguns será de 10%, haja vista o tempo como servidor concursado. Conforme nossa pesquisa na Folha de Pagamento, a maioria se encontra na Letra C e hoje deveria estar na Letra E, aumentando o adicional de desempenho de 5% a 10%;

8 – Pagamento do Vale Alimentação para os professores contratados. Essa pauta avançou na perspectiva de inclusão do direito aos contratados de receberem também o vale alimentação com projeto de lei que será encaminhado para Câmara dos Vereadores.

9 – Jornada 12 x 36 dos Agentes de Portaria. Neste ponto houve avanços para as servidoras mulheres. Ficou definido que as mesmas não trabalharão mais aos sábados e domingos nas escolas. Será realizado um levantamento para reorganização de lotação e os homens deverão tirar os fins de semana. O governo solicitou o levantamento de caso a caso. Ainda sobre este ponto, realizaremos uma Assembleia Geral específica com este segmento. Este ponto traz uma conquista para o apoio escolar, que já vinha anos com essa problemática na mudança de jornada.

10 – Portarias de Progressão não Assinadas do Governo anterior dos professores que estão progredidos. O Governo concordou em agilizar as assinaturas o mais breve possível;

11 – Regulamentação da Jornada dos novos concursados Agentes de Serviços Gerais com redução de Jornada de 8 horas para 6 horas: Essa pauta avançou para redução de Jornada de trabalho trazendo a isonomia e equiparação entre todos os ASG lotados na Educação e acabando com o transtorno de organização de horários e desentendimentos nas escolas. Essa foi na luta travada muito importante.

12 – Dobra-turno dos novos concursados ASG: Com o avanço da redução da jornada, os novos concursados Agentes de Serviços Gerais também terão direito ao dobra turno.

13 – Retroativo do Adicional de Tempo de Serviço (ATS), de CTPS e contratos assinados: Este ponto houve avanços e será publicada lista por protocolo.

14 – Licença-Prêmio para os professores de sala de aula. Este ponto avançou com uma lista e seguirá liberando as próximas.

15 – Diário On-line. Este ponto houve avanços e o governo destacou que está providenciando a implementação dos diários on-line e também manterá os diários manuais para os professores que queiram manter seu uso.

16 – PCCR e Hora-Atividade. Serão debatidos nas reuniões das comissões disparidades, inclusões, incongruências e travamentos.

17 – Adicional de deslocamento fluvial para os servidores lotados na Vila Carrapato. Conseguimos avançar nesta pauta, uma vez que os servidores da educação lotados na Vila Carrapato receberão a compensação financeira para garantir os gastos de deslocamento na travessia de barco.

18 – Construção e reforma das casas de apoio na zona rural. O governo agilizará o levantamento para realizar as melhorias das casas de apoio do campo. Apresentará também a relação dessas casas ao SINTEPP.

19 – Construção e reformas das escolas. O governo destacou que segue na construção das escolas. Nesse ponto, cobramos que ainda há muitas escolas para construção e reformas. Há escolas que o funcionamento está inviável.

20 – Calendário de Reposição. Foi garantida a reposição dos dias paralisados e dos dias de greve para comunidade escolar, conforme cada especificidade.

“A escolinha de futebol Marquinhos Marabá está ajudando no desenvolvimento social e esportivo de nosso filho”, diz pais de criança

“Em poucos dias de atividade na escolinha, já percebemos que nosso filho revela mais desenvoltura, principalmente na inter-relação com seus colegas – e em casa. Ele gosta tanto de vir aqui pra aula de futebol que, quando dá meio-dia, já começa a cobrar para trazê-lo, embora a aula comece somente a partir das 17 horas. Foi uma decisão muito acertado termos matriculado o Gustavo aqui na Escolinha Marquinhos Marabá”.

 

Depoimento é de Wingrid, mãe de Gustavo, de 4 anos.

Ela é uma entre dezenas de mães que levam os pequenos às aulas de futebol da “Escolinha Marquinhos Marabá”.

O blog conversou com Wingrid, ao lado do marido Gustavo, para medir  sentimento de cada um em relação ao desempenho do filho na atividade esportiva.

O pequeno Gustavo, que herda o mesmo nome do pai, faz parte da turma denominada “Baby Fut”, integrada por crianças de 3 a 5 anos.

Atento às atividades do menino na tarde de quinta-feira, 24, o pai Gustavo não deixava de incentivar o garoto, acompanhando cada passo dele na sequência de instruções do professor.

Ao ser perguntado como avaliava o desempenho do filhote, Gustavo não mediu palavras.

“Eu já sabia da dimensão da qualidade da escolinha do Marquinhos Marabá, através de outros amigos que também trouxeram seus filhos. Mas acompanhar as aulas de futebol  aqui da lateral do campo, constatar a quantidade de exercícios direcionados à faixa etária de nosso filho, é que medimos o quanto esta escola é importante para a formação plena de uma criança”, disse.

O futebol na infância cresce a cada dia mais e assim cresce também o número de escolinhas especializadas na modalidade, pois é um esporte de paixão geral entre as pessoas e principalmente da criança, que sonha com seu ídolo e tem em mente que vai ser um jogador profissional.

O problema é que a maioria das crianças pensa assim e por isso, pais e os professores precisam ter cuidado com a expectativa da criança e pensar em primeiro lugar em sua formação.

Professor Marquinhos Marabá, Gustavo e Wingrid, pais de Gustavinho.

Gustavo, pai de Gustavinho, e a esposa, olham a escolinha de futebol pelo lado da formação da criança, conscientes de que o  esporte é um potente instrumento de socialização e de transformações pedagógicas para a criançada.

“A escolinha de futebol constitui uma das principais possibilidades de prática esportiva para transformar a criança, temos consciência disso”, garante Wingrid.

O próprio professor Marquinhos, sempre atento ao movimento de cada criança no campo society da Academia Gol de Placa, defende a escolinha de futebol não apenas como aprendizado dos primeiros passos de como jogar futebol, mas um universo  de transformação no desenvolvimento intelectual, moral, social e, principalmente na questão da aprendizagem, por se tratar de um esporte coletivo, interativo e que necessita o respeito às regras.

Ou seja, na avaliação de Marquinhos a modalidade de esporte de sua escolinha não pode ser vista apenas no contexto da saúde física, mas uma atividade interdisciplinar.

A metodologia aplicada pela Escolinha de Futebol Marquinhos Marabá é a que se utiliza nas melhores escolinhas de grife do país, aquelas que levam assinaturas de grandes craques do passado.

“O esporte só tem sentido educativo, quando tem por finalidade passar um conhecimento global ao aluno, levando em consideração os aspectos cognitivos, afetivos e motores. Assim, nós  aplicamos  uma metodologia adequada como  um dos pontos relevantes para o desenvolvimento dos trabalhos de nossa escolinha de futebol, utilizando uma linguagem própria às diferentes faixas etárias”, revela Marquinhos Marabá.

No campo da escolinha, o pequeno Gustavo interage intensamente com seus coleguinhas da mesma faixa etária, demonstrando que começa a adquirir uma relação social das mais sadias e que, num futuro próximo, servirá  saudavelmente à formação de sua personalidade adulta.

Ponte sobre o Rio Meruú agora é realidade. Chegar às cidades do Baixo Tocantins ficou mais fácil

A inauguração da ponte sobre o rio Meruú, ocorrida nesta quinta-feira, 24, é sonho antigo das populações que moram nos municípios de no município de Igarapé-Miri, Mocajuba, Barcarena, Abaetetuba, Cametá, Baião, Moju, Belém, Ananindeua, Marituba, Benevides e Santa Izabel.

Ela chega para integrar de a região da Grande Belém às localidades do Baixo Tocantins.

O ato de inauguração foi comandado pelo governador Helder Barbalho e sua comitiva.

Igarapé-Miri. Localizada na PA-151, a nova via integrará a região com a Grande Belém, beneficiando diretamente 12 . Antes, para cruzar o Meruú, se esperava até uma hora para atravessar o rio na balsa.

O ganho é para a logística, para a produção, para a economia do município e para toda a população que vive no Baixo Tocantins, que segundo o último censo do IBGE ultrapassa 740 mil habitantes.

“Nada é mais importante do que cuidar da vida e das pessoas. Mas além disso, essa ponte vai ajudar muito na produção, geração de emprego e renda para o Baixo Tocantins. Essa região é sustentada pelo açaí, pela pesca, pelo dendê, cacau, pimenta do reino, mandioca, agricultura familiar. Aqui e acolá também pela pecuária. Não adianta da porteira para dentro o lote produzir, porque se você tem uma estrada ruim, o custo do transporte do produto diminui o lucro do produtor. Hoje, com essa ponte, diminuímos também o custo do frete e isso melhora o lucro do produtor, principalmente do agricultor familiar. A todos os agricultores, minha alegria aqui com vocês”, discursou Helder Barbalho.

A economia da região do Baixo Tocantins gira em torno da produção, beneficiamento e exportação do açaí, projetando Igarapé-Miri como o maior produtor de fruto do Brasil, a partir de agora está dividida em dois marcos temporais: antes e depois da ponte.

A maioria dos fornecedores da empresa fica na margem oposta do rio Meruú, onde está localizada a fábrica, que processa em média 120 toneladas de açaí por dia.

O fruto movimenta mais de R$ 3 bilhões na economia paraense. O Pará é o maior produtor de açaí no planeta com cerca de 1,5 milhão de toneladas anuais.

A Ponte, que tem 560 metros de extensão, ganhou o nome de Gerson Peres em homenagem ao ex-deputado federal paraense falecido em 2020. Localizada no quilômetro 100 da PA-151, ela ponte contém 15 pilares para apoio e sustentação do tabuleiro.

Durante a entrega de hoje, filhos e netos do político foram homenageados. Cada um recebeu uma miniatura da placa da ponte Meruú.

Para garantir a segurança da navegação, a ponte foi construída com dolfins de proteção dos seus pilares a fim de evitar choque de embarcações.

Os dois vãos centrais para navegação da ponte Gerson Peres podem receber embarcações de até oito metros de altura e até 30 metros de largura.

A rodovia PA-151 tem 255,7 quilômetros de extensão e é o acesso aos municípios de Barcarena, Abaetetuba, Igarapé-Miri, Cametá, Mocajuba, Baião e Moju, foi construída há mais de 20 anos. A PA-151 pode ser acessada por meio das PA’s 481, 483, 403, 252, 407, 467, 469, 256, 471 e 258 e ainda pela Alça Viária. (Com informação da jornalista Kátia Aguiar/ Fotos Maycon  Nunes)

Diversos tipos de madeira são apreendidos em Dom Eliseu

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu mais de 20m³, de seis espécies nativas de madeira transportadas ilegalmente durante fiscalização no quilômetro 25 da rodovia BR-222, no município de Dom Eliseu, região nordeste do Pará.

Segundo a Polícia, os agentes rodoviários solicitaram ao condutor os documentos fiscais e ambientais necessários para o transporte da carga.

Ao analisar a documentação, a equipe verificou que o transporte de 18,67m³ de madeira espécie Faveira estava autorizado.

A carga era composta por espécie do tipo Jatobá, Embirão, Paricá, Barrote, Limoeiro e Faveira Vermelha, totalizando mais de 20 metros cúbicos.

A madeira e o veículos foram apreendidos e encaminhados à Secretaria de Meio da cidade. (Ascom-PRF)

Pelo 3º ano consecutivo, Pará mantém redução em índices de violência

O Estado do Pará, pelo terceiro ano consecutivo, permanece entre os estados com redução nos índices de Crimes Violentos, Letais e Intencionais (CVLI), que englobam homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte.

Os dados são de  levantamento nacional realizado pelo Monitor da Violência, do portal de notícias G1, considerando o período de janeiro a dezembro dos anos 2020 e 2021.

O estudo é realizado com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal.

Entre os meses de janeiro e dezembro de 2021, foram registradas 2.327 ocorrências de crimes violentos, letais e intencionais. No mesmo período de 2020 foram computadas 2.349 ocorrências desses crimes. No período, 22 vidas foram preservadas no território paraense.

Em 2019, foram 2.934 ocorrências.

Ao ser feito o comparativo dos dados de 2021 com o ano de 2018, último ano da gestão passada, quando foram registrados 4.051 casos, o Pará apresenta uma redução de 42% em relação a 2021, demonstrando que segue na contramão dos índices, que aumentaram em 10% na região Norte.

O Pará é um dos estados com queda consecutiva nos índices de criminalidade.

Desde 2019, o Estado realiza a Operação “Polícia Mais Forte”, por meio da Polícia Militar, utilizando viaturas da área administrativa no policiamento nos horários de pico da criminalidade, e ainda mobilizando policiais que estavam de folga ou que atuam na área administrativa.

Eles tiveram parte dessa folga compensada pelo poder público, para que pudessem trabalhar reforçando a segurança pública.

Todo esse esforço foi complementado com investimentos históricos, que incluem aquisição de câmeras com inteligência artificial e veículos aéreos remotamente pilotáveis (drones); instalação do novo Centro Integrado de Comando e Controle (CICC); ampliação da atuação do Graesp (Grupamento Aéreo de Segurança Pública); entrega de novas viaturas, coletes balísticos e equipamentos de visão noturna, além de novas lanchas, sendo uma blindada para coibir o crime em todas as regiões.

As ações realizadas por meio do Projeto “Segurança por todo o Pará”, que visam descentralizar a gestão da Segurança Pública nas regiões integradas, já estão na segunda fase com a execução dos planos táticos operacionais em algumas regiões, que se estenderá a todas as 13ª Regiões Integradas de Segurança Pública (Risp) do interior, visando continuar combatendo a criminalidade a partir de ações específicas em todos os municípios paraenses.