Pequenas crônicas de Edileuza

Publicado em 27 de setembro de 2020

Escrevo quando a palavra me “captura “, então o texto vai se desenhando, tomando forma, como o embrião e o feto no útero. Escrever é conceber, gestar, e parir o pensamento, a ideia. Não tenho meta de escrita diária, acho isso um pouco mecânico, algumas metas têm efeito contrário, provocam disparos de ansiedade. Tento fugir dessas armadilhas.

 

Declaração é da artista plástico e poetisa Edileuza Coelho de Oliveira, em uma entrevista falando sobre seus hábitos de escrever.

Como anunciado previamente,  textos selecionados da artista serão publicados aqui no blog com o objetivo de deleitar nossos leitores  com a produção de qualidade assinada por Edileuza, uma matogrossense do sul  que atualmente reside em Belem.

Edileuza escreve sobre o dia a dia, ” falando de seu universo, sua contextualização histórica, não tem jeito. Eu escrevo muito sobre reminiscências da minha infância interiorana, os besouros estão “lá”, as flores, o cheiro do mato. Escrevo sobre experiências do cotidiano, como a falta de generosidade observada em uma fila de um caixa eletrônico a um deficiente”, diz.

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Hoje vi um centauro na fila do supermercado. Em seu carrinho só havia duas rosas de plástico.

Chamou-me a atenção ele não ter causado incredubilidade ou fascínio.

Na verdade, ele não despertou nada: o preço de tudo e em todas as prateleiras ofuscou-lhe a presença surreal?

Alguém passou usando uma camiseta do Zenaldo. Três homens coçaram o nariz por cima da máscara. Uma jovem negociou – dez prestações fixas – a compra de um IPhone (usado) com a amiga.

Fiquei observando aquele centauro magnífico por um longo tempo.

Seus olhos pareceram-me tristes.

Mais tristes que as rosas de plástico.

Então compreendi: não era um pico de heroína, LSD ou chá de cogumelo; tampouco era eu dentro de um sonho – é que o Brasil normalizou o surreal.

No Brasil de hoje a gente tem que convencer pobre que ele é pobre. ( Edileuza Coelho de Oliveira)

Edileuza, poesia matogrossense com sotaque universal nas paisagens do Pará

A partir deste domingo, o blog publicará postagens da artista plástica Edileuza Coelho de Oliveira.

Autora de belas crônicas,  Edileuza escreve em suas redes sociais contos, poesias,  artigos políticos e críticas de cinema.

Nascida  no Mato Grosso do Sul, a artista reside em Belém, onde faz trincheira no combate diário às anomalias sociais que tanto afligem o país – particularmente o Estado do Pará.

Suas crônicas são leves, deliciosamente agradáveis de se ler.

Com uma linguagem clara e simples que dispensa ornamentos, o que Edileuza escreve,  agrada.

Apazigua aflições e nos leva à reflexões.

Consultada pelo blogueiro se poderia autorizar a reprodução de alguns posts que escreve em suas redes sociais, Edileuza topou a parada.

Como ela mesmo se autodenomina, Edileuza é um kit multimídia à serviço da cidadania.

Nossos leitores, tenho certeza, gostarão do que aqui será publicado aos domingos.

Helder garante total apoio à chapa Doutor Veloso/Claudinha

Publicado em 24 de setembro de 2020

Nesta quinta-feira, 24, em Belém durante  lançamento do Programa de Aquisição de Alimentos, do Ministério da Cidadania e o Estado do Pará, em incentivo à Agricultura Familiar, o governador Helder Barbalho arranjou espaço em sua agenda e conversou com os candidatos a prefeito e vice de Marabá, Doutor  Veloso e Claudinha.

Papo girou sbre as eleições em Marabá.

Helder garantiu total apoio  a Veloso, ratificando que estará presente na campanha para ajudar a chapa formada pelo PSL e MDB.

ONU: povos indígenas são essenciais para preservação global

Publicado em 24 de setembro de 2020

 

O clima está mais quente em todo o País, seja no inverno sulista ou no verão amazônico, as temperaturas se aproximam, cada vez mais, dos índices registrados em regiões desérticas.

 

O aquecimento global é uma realidade que todos sentem, e o conhecimento e as práticas indígenas, realizadas há séculos, são uma das saídas, segundo o relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO ONU).

 

Registra o documento que quase 30% da superfície terrestre, incluindo áreas florestais intactas e biodiversas, é gerenciada por povos nativos, famílias, pequenos proprietários e outras comunidades locais. Essas terras indígenas, cada vez mais, têm um papel estratégico na proteção da diversidade e dos recursos naturais. Bom exemplo disso é a forma como essas populações nativas conseguem harmonizar o cultivo de alimentos à biodiversidade sem comprometer ou prejudicar seus ciclos naturalmente renováveis.

 

Apenas no estado do Pará, 39 etnias vivem nesses termos e se põem como parceiras essenciais na preservação do bioma amazônico, a exemplo dos Parakanãs, Xikrins, Jurunas e Caiapós. A esses povos não faltam vivência e unidade, demonstrações do quanto são anacrônicos e predatórios os atos de destruição desse ecossistema em prol de argumentos meramente econômico e extrativista.

 

Eduardo Barnes, coordenador de gestão territorial da The Nature Conservancy (TNC), destaca a importância e a diversidade dos ensinamentos indígenas. “São cerca de cinco mil pessoas vivendo em aldeias no sul do Pará. A força dessa diversidade cultural não está apenas nos diferentes nomes dos rios, peixes e pássaros, esses povos indígenas sabem viver e produzir na floresta. Eles fazem do seu habitat um lugar fértil para o desenvolvimento de uma economia diferenciada, forte e sustentável, trazendo benefícios para a melhora da qualidade da água, da fauna e da flora da região”.

 

Exemplos disso, os povos Xikrin e Parakanã, do médio Xingu, são muito bem-sucedidos na coleta sustentável de castanha do Pará, cumaru e copaíba, além de produzir óleo de babaçu e artesanato com matéria-prima da floresta.

 

Integrante da Associação Floresta Protegida, com sede em Tucumã/PA, Bepnhoti Atydjare, indígena Mẽbêngôkre, explica como é importante o diálogo e aprendizado com diferentes populações para a geração de renda. “Mantemos as nossas relações com as tecnologias e linguagens de outros povos. A nossa tradição contempla essa incorporação de novas estruturas e também podemos criar acampamentos temporários em lugares onde encontramos oportunidades. Estamos sempre em movimento”, diz.

 

A versatilidade dos povos ancestrais também é um manancial de soluções sustentáveis para enfrentar eventos climáticos extremos. Procedimentos históricos e comprovados, como criar terraços para evitar a erosão do solo ou jardins flutuantes para fazer uso de campos inundados, reforçam a sofisticação das suas técnicas.

 

 

Biodiversidade e mapeamento

 

Recente estudo da FAO aponta que apesar de abranger apenas 28% da área terrestre do planeta, as comunidades indígenas tradicionais preservam 80% de toda a biodiversidade do mundo. Dois anos de mapeamento do Global Safety Net, projeto internacional que indica áreas com demandas urgentes de preservação no mundo, indicam que 50,4% do planeta possa ser preservado por ações de populações indígenas.

Sem a conservação dos diferentes biomas, os riscos não são apenas climáticos, mas alimentares: a biodiversidade é fundamental para a segurança e variedade. Como muitos povos indígenas vivem em ambientes restritos e com escassos recursos, desenvolveram, ao longo do tempo, culturas que se adaptam e priorizam o cultivo de espécies nativas mais resistentes à seca, altitude, inundações e a outras situações desfavoráveis.

 

Sobre a campanha Floresta sem fogo
A campanha Floresta Sem Fogo mostra alternativas bem-sucedidas para o manejo de áreas produtivas sem uso do fogo. Existem opções mais vantajosas para o produtor rural, com referências de experiências já testadas e comprovadas na região, com base científica e respeitando e compreendendo as diversas abordagens para produção econômica e conservação da natureza na Amazônia.

Atua diretamente em 5 municípios polo da região sul do estado do Pará, com base em dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais sobre algumas das regiões mais afetadas pelos incêndios florestais que degradaram vegetação nativa no ano de 2019. O polígono é formado pelos municípios de Altamira, São Félix do Xingu, Senador José Porfírio, Anapú e Tucumã. Juntos, os 5 municípios somam mais de 27 mil hectares.

Garimpeiros interditam BR-158 e congestionamento chega a 10 kms. DNIT desvia tráfego

Publicado em 20 de setembro de 2020

 

A BR-158/PA está com o tráfego interrompido próximo ao km 600, no município de Redenção/PA. O bloqueio está sendo realizado por manifestação promovida por garimpeiros.

Não há rotas de desvio próximas, para veículos de grande porte, sendo recomendável que estes acompanhem as notícias que serão veiculadas pelos canais oficiais do DNIT nas redes sociais, aguardando em locais que ofereçam condições adequadas para a espera.

Veículos leves e de pequeno porte podem fazer uso de uma opção de desvio por vicinal rural, conforme apresentado no mapa a seguir.