Dentro do prazo previsto, reconstrução da ponte rio Moju entra em sua terceira fase

Publicado em 30 de agosto de 2019

Finalização da concretagem do blovo

A Secretaria de Estado de Transportes (Setran) encerrou, na quarta-feira (28), a concretagem do bloco que dará origem ao novo pilar central da ponte estaiada com 268 metros que religará a Alça Viária, no trecho em que foi derrubada no último mês de abril após a colisão de balsa que navegava de forma clandestina no local a um dos pilares de sustentação da ponte.

A terceira etapa da obra, iniciada esta semana é a montagem do tabuleiro (pista de rolamento), que foi pré-fabricado em Fortaleza (CE) e está chegando ao canteiro de obras no Moju. Para a sustentação, será também construído o mastro, com dois pilares até 85,10 metros de altura acima do topo do bloco, totalizando 90,9 metros acima do fundo do bloco, que está a 80 centímetros acima da maior maré estimada nos últimos 100 anos. O mastro deverá alcançar 60 metros em 15 de setembro, e 85,10 metros até o final de setembro.

Simultaneamente a construção do mastro, já está sendo prevista a montagem do início do tabuleiro que estará a 22 metros acima do bloco, apoiado na viga travessa e terá o comprimento inicial de 24 metros, onde serão instalados os primeiros 4 estais da ponte. Essa sequência construtiva da terceira e última etapa da ponte se desenvolverá ao longo de todo o mês de outubro e deverá ser concluída em 20 de novembro, quando se alcançará os 5 meses de construção da ponte.

O titular da Setran, Pádua Andrade esclarece que não haverá atraso no prazo para entrega da obra concluída. Conforme cláusula contratual, a empresa tem até o final de novembro para concluir os trabalhos da obra que iniciou no final de julho. “Em virtude da forma como os escombros da ponte e os destroços ficaram dispostos no fundo do rio, em um grande emaranhado, e a forte correnteza que chega até a cinco nós no local, houve uma demora além do previsto para a retirada dos escombros, mas o cronograma da obra está em dia”, explicou Pádua.

Construção do mastro central

Com o início da montagem da forma deslizante do pilar central, inicia-se a construção do mastro na parte central do bloco de fundação enquanto as estacas e as partes periféricas do bloco são construídos simultaneamente em outro local. Essa é a inovação no método construtivo na ponte do Moju.

A reconstrução da parte central da ponte está sendo feita com dois vãos de navegação ampliados. Cada um terá 134 metros divididos pelo mastro, ambos suportados por 40 cabos-estais distantes 12 metros um do outro. Esse novo sistema estrutural garantirá a boa qualidade da navegação na região, com mínimo risco de impacto de embarcações.

A ponte rio Moju faz parte do complexo de quatro pontes da Alça Viária – a rodovia PA-483, que tem mais de 70 quilômetros de extensão – e é a principal artéria rodoviária do Norte do Brasil, integrando a Região Metropolitana de Belém (RMB) ao sul e sudeste do Pará.

Tião Miranda tenta viabilizar recursos para terceira ponte sobre o rio Itacaiúnas

Publicado em 30 de agosto de 2019

O prefeito Tião Miranda tenta em quatro frentes viabilizar a grana necessária para construir a terceira ponte sobre o rio Itacaiúnas.

Considerada obra essencial para desafogar o tráfego entre os Núcleos Nova Marabá e Cidade Nova, a construção da ponte tem valor orçado em R$ 74 milhões.

O recurso está sendo tentado em três instituições bancárias e junto ao governo do Estado.

Há projeto tramitando na Caixa Econômica, Banco do Brasil e BNDES, pleiteando empréstimo.

Junto ao governo do Pará, a Setran desenvolve projeto para incluir no Orçamento do Estado para 2020 o valor necessário.

Numa dessas quatro fontes, a prefeitura de Marabá deverá viabilizar a importante obra, que teria seu início a partir do próximo ano.

Atualmente, duas pontes, uma ao lado da outra (foto),  permitem a circulação de veículos entre os dois Núcleos populacionais, mas já não são suficientes para atender a demanda cada vez mais crescente da frota de veículos que cruza o rio.

Bancada federal em Brasília não move uma palha para defender sobrevivência da Unifesspa

Publicado em 30 de agosto de 2019

Até agora não se ouviu uma voz da bancada paraense no Congresso Nacional defendendo a sobrevivência da Universidade Federal do Sul/Sudeste, que  pode ter suas atividades paralisadas por falta de recursos.

Nem senadores.

Nem deputados federais.

Ninguém deu um pio.

Contemplando atualmente mais de cinco mil universitários, a Unifesspa só tem grana para funcionar até o final do mês de setembro.

Caso o governo federal continue bloqueando o orçamento da instituição, o futuro de uma geração estará comprometido seriamente por falta de ação política dos representantes políticos do Estado, que assistem silenciosamente o atual governo sucatear o ensino público superior com intenções de leva-lo a privatização.

Lamentavelmente, os políticos que integram a bancada federal participam desse processo de desarticulação da Unifesspa.

Caetano Reis representa o Pará na Assembleia Geral da Confederação Nacional de Jovens Empresários

Publicado em 29 de agosto de 2019

Conselheiro da CONAJE pelo Estado do Pará, Caetano Reis participa  da 90a Assembleia Geral Ordinária da Confederação Nacional de Jovens Empresários (CONAJE) que encerra nesta sexta-feira, 30, em Fortaleza.

No encontro, Caetano representa também a ACIM e o Conjove -Marabá, do qualele é presidente.]

Entre os principais objetivos da 90ª AGO, que começou na última quarta-feira, 28, estão: integrar e promover networking e discutir e apresentar as ações que estão sendo feitas e planejadas em todo o Brasil, pelos movimentos jovens empresariais, como o Brasil + Empreendedor.

A AGO da CONAJE, que este ano reúne representantes de 20 Estados do País, é o momento de integração entre todos os movimentos jovens empresariais associados à Confederação, cujo propósito é atuar sob a perspectiva da disseminação da cultura empreendedora, por meio da formação de jovens empresários e do exercício da cidadania com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento econômico do Brasil.  (ASCOM/ACIM).

Decretada prisão de fazendeiros acusados de tocar fogo na mata de proteção ambiental no Xingu

Publicado em 29 de agosto de 2019

A Polícia Civil do Pará prendeu o fazendeiro José Brasil de Oliveira, que  juntamente com Geraldo Daniel de Oliveira e João Batista Rodrigues Jaime, genro de Geraldo, são acusados de cometer crimes de danos em área de proteção ambiental, poluição e queimadas, em associação criminosa. A prisão foi realizada em Goiânia (GO), com ajuda da polícia local, no curso da operação Labaredas, deflagrada, nesta quinta-feira, 29, pela polícia paraense. Geraldo Oliveira e João Batista permanecem foragidos.
As prisões foram decretadas pela juíza da comarca de São Félix do Xingu, Tainá Monteiro da Costa. Os irmãos Geraldo e José de Oliveira são proprietários da Fazenda Ouro Verde,  localizada na Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, unidade de conservação instituída pelo Estado do Pará.
Ambos já têm passagem pela Justiça Criminal, e Geraldo já responde a quatro ações por crimes ambientais. A juíza  também autorizou a busca e apreensão pessoal dos aparelhos celulares encontrados em poder do trio no momento do cumprimento do mandado de prisão, a fim de obter acesso às conversas e dados constantes nos aparelhos apreendidos
Os três serão transferidos para o presídio da região, sob justificativa de garantia da ordem pública, levando em consideração os indícios de autoria elencados pela polícia, como imagens de satélite com demonstração de desmatamento indiscriminado de uma área de 5.574 hectares, correspondente a 6.193 vezes o estádio do Maracanã.
“O feito aponta, por ora, ousadia e persistência na atividade criminosa por parte dos representados que, ao que apontam os indícios, promoveram danos em unidade conservação ambiental, inclusive, por meio de queimadas, de modo reiterado e organizado, perpetrados em inúmeras ocasiões”, proferiu a magistrada no despacho.
A juíza ressalta que a polícia juntou ao inquérito depoimentos, que demonstram que pessoas contratadas para a realização das queimadas, provocando incêndio e danos na unidade de conservação.  “Há depoimento prestado por um fiscal ambiental da Secretaria de Meio Ambiente Estadual, o qual revelou que quando efetuava suas atividades no local foi ameaçado por indivíduos em motocicletas, em tese, a comando do representado Geraldo Daniel de Oliveira. Outros indivíduos foram ouvidos, inclusive mediante recurso audiovisual sem cortes, todos mencionando ocorrências de caráter ilícito, no mesmo contexto que as já discorridas”, destaca a juíza na decisão.
Por isso, ela afirma que neste cenário “é clara a gravidade da conduta em exame, seja pela extensão da área objeto dos delitos, pela diversidade deste, pela recorrência da atividade predatória e pelo prejuízo difuso ocasionado à sociedade. A todas as circunstâncias peculiares e concretas já narradas, adiciona-se o fato de que os representados Geraldo Daniel de Oliveira e José Brasil de Oliveira já possuem outras passagens pela Justiça Criminal paraense, sendo que aquele, inclusive, já respondeu pelo menos outras quatro ações penais tendo como objeto delito ambiental”, acentua a magistrada.
Parte da APA Triunfo do Xingu destruída pelos fazendeiros em São Félix do Xingu

 Após a decretação da prisão, a Polícia Civil do Pará, realizou a Operação Labaredas e se dirigiu a Goiânia, onde efetuou a prisão do fazendeiro João Batista. Já o genro foragido de justiça, Geraldo Daniel de Oliveira, é suspeito de ter contratado mais de 50 homens para derrubar a área de proteção ambiental, causando imensos focos de destruição na floresta nativa, causando pânico na região e temor nacional e internacionalmente.

As investigações apontam Geraldo como mandante das queimadas, José Brasil de Oliveira e João Batista Rodrigues como suspeitos da autoria da destruição da mata pelos incêndios criminosos.

Durante a operação, Paulo Henrique Santos Marques foi preso em flagrante com um revólver calibre 38 sem porte legal, durante cumprimento de busca e apreensão, na sede da fazenda em São Félix do Xingu. Ele vai responder pelo crime de porte ilegal de arma de fogo. A operação contou com suporte do helicóptero do Grupamento Aéreo de Segurança do Estado (Graesp).

Foto acima: Geraldo (mandante à esquerda) e José Brasil os fazendeiros presos – Crédito: Reprodução / Polícia Civil do Pará

Fonte: TJPA e Polícia Civil