Novas medidas de segurança evitam assaltos a banco

Publicado em 30 de abril de 2015

 

Quem informa é o jornalista  Diego Andrade:

 

O trabalho da Polícia Civil para coibir e prevenir os assaltos a banco no Estado tem apresentado resultados positivos. No ano passado, foram presas pessoas 85 envolvidas com o crime. O número é considerado recorde pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRCO). Somente no primeiro trimestre de 2015, o número de prisões chega a 18.

O interior do Estado é o alvo preferido dos assaltantes, que agem geralmente em três modalidades: “crime do sapatinho”, quando o parente de algum funcionário do banco é sequestrado; “cangaço”, em que um grupo fortemente armado ameaça a população e os funcionários do banco, e por último o “crime do maçarico”, que consiste na abertura dos cofres eletrônicos com maçaricos.

“As quadrilhas de assalto a banco são oriundas de vários Estados. Dificilmente o grupo pertence a um único lugar. Na nossa última operação, prendemos criminosos de quatro Estados diferentes, que foram responsáveis pelos roubos em São João do Araguaia. Eles foram presos em Marabá, Redenção, Araguaína, no Tocantins, em Imperatriz, no Maranhão, e outra parte da quadrilha em Goiânia”, diz o delgado Evandro Araújo, da DRCO.

Para melhorar a atuação da polícia no interior do Pará, foram instalados os Núcleos de Apoio de Investigação nas cidades polo Santarém, Redenção, Marabá e Castanhal. “Com essas unidades especializadas temos um controle maior das regiões. Também fazemos parcerias com as delegacias especializadas de outros Estados, entre eles Maranhão, Tocantins e Goiás, o que aumenta ainda mais o alcance das nossas investigações. Não existe crime que não deixe rastro, e no caso do assalto a banco, são crimes que deixam muitas marcas, como explosivos, digitais e carros. Conseguimos seguir o rastro dos criminosos”, diz o delegado.

Redução – Segundo a polícia, entre as modalidades que vêm diminuindo estão os crimes da “saidinha” e do “sapatinho”, graças aos novos procedimentos adotados pelos bancos para proteger clientes e funcionários. Uma das iniciativas que têm ajudado a diminuir o crime da “saidinha” é a instalação dos biombos, divisórias nos caixas que impedem a visualização dos clientes e transações.

“A concepção inicial dos biombos foi para prevenir contra o crime da saidinha bancária, ou seja, não é uma proteção ao banco, e sim aos clientes. Antes da instalação do biombo, tínhamos observado que os clientes ficavam muito expostos durante o atendimento no caixa, pois todo mundo na fila podia observar o que estava sendo feito. A ideia foi inibir essa visualização para alguns elementos externos”, explica o superintendente de segurança do Banco do Estado do Pará (Banpará), Sérgio Fontoura.

Outra medida foi posicionar de maneira lateral as cadeiras para os clientes, facilitando o trabalho do vigilante, que consegue visualizar quem está tentando olhar as atividades dos usuários e dos caixas. “Os seguranças estão treinados para fazer esta abordagem e inibir qualquer ação. Essa ação diminuiu consideravelmente o número de saidinhas bancárias nas nossas agências”, frisa Sérgio Fontoura.

Prefeitura paga salário de servidores

Publicado em 30 de abril de 2015

 

À exceção dos trabalhadores da área de Saúde,  todos os demais servidores da prefeitura de Marabá  estão com seus salários depositados em conta, nesta quinta-feira, 30.

Na segunda, será a vez do pagamento restante da Saúde.

Paulo Rocha assegura nteresses dos trabalhadores na Medida Provisória 665

Publicado em 30 de abril de 2015

 

O relator da MP 665, senador Paulo Rocha (PT-PA), confirmou as garantias de direitos dos trabalhadores nas negociações com o governo, que confirmou a preservação do seguro defeso, seguro desemprego, em 12 meses para resgate.

No texto original da MP, previa carência de 18 meses nos dois anos anteriores à demissão.

Por 12 votos a 7, Comissão Mista de deputados e senadores aprovou, com alterações, a Medida Provisória (665/14).

A polêmica Medida faz parte do ajuste fiscal do governo federal. No texto aprovado nesta quarta-feira (29), Paulo Rocha também alterou a medida provisória quanto ao abono salarial, que será pago ao empregado que comprovar vínculo formal de trabalho de no mínimo 90 dias, e não mais 180 dias, como queria o executivo.

Os senadores petistas Humberto Costa (PE) – líder do PT no Senado – e Ângela Portela (RR) defenderam a aprovação do texto e lembraram que o texto foi construído a partir do diálogo com o governo e as entidades de classe. Ambos senadores acreditam que as alterações propostas por Paulo Rocha corrigem eventuais prejuízos aos trabalhadores. O deputado Afonso Florence (PT-BA), membro da comissão, lembrou que o relatório ainda será “exaustivamente” debatido no Congresso Nacional.

De acordo com Paulo Rocha, sua preocupação não era com o impacto fiscal das medidas – o Poder Executivo projeta economizar R$ 18 bilhões com as medidas contidas nas MPs do ajuste – mas, sim, na preservação dos direitos trabalhistas. “Minha preocupação foi assegurar os direitos dos trabalhadores e ajudar o governo a fazer ajustes para nossa economia voltar a crescer, mas que não colocasse por terra conquistas trabalhistas”, disse.

Todas as propostas do relatório, segundo Paulo Rocha, foram acordadas com o governo e ele acredita que o diálogo continuará até que o parecer seja aprovado em definitivo no Congresso Nacional.

Entre as mudanças ao texto original da MP 665, Paulo Rocha propôs a redução de três anos para um ano no período de registro de pescador para ter direito ao seguro-defeso, concedido na época de reprodução dos peixes.

Além disso, reduziu o tempo mínimo para ter acesso ao abono salarial de seis meses para três meses, período do chamado contrato de experiência.

O valor do abono corresponderá a 1/12 avos do salário mínimo vigente – por exemplo, quem trabalhar por seis meses no ano anterior terá direito a meio salário mínimo.

O senador ainda defendia um tempo diferenciado para acesso ao seguro-desemprego pelos trabalhadores rurais, garantindo o direito aos que trabalham até seis meses no período de 16 meses.

No entanto, as negociações com o governo não avançaram, já que o tema não é tratado nesta medida provisória. Com isso, permanecem as garantias já existentes para a classe: seis meses ininterruptos para ter direito ao auxílio.

O relatório aprovado ontem ainda sugere a criação de duas comissões formadas por representantes do governo, dos trabalhadores e dos empresários. Uma será destinada a tratar alternativas que coíbam a rotatividade no mercado de trabalho. A outra comissão avaliará uma alternativa ao fator previdenciário, aplicado no cálculo das aposentadorias por tempo de contribuição e por idade.

Seguro-defeso

Quanto ao seguro-defeso, Paulo Rocha lembrou que o texto original da MP previa três anos para a concessão da carteira de pescador artesanal. O seu relatório dá prazo de um ano.

O benefício passa a ser concedido pela Previdência Social e não mais pelo Ministério do Trabalho, o que, segundo ele, dá ao benefício à condição de seguro especial. “Com isso, corrigem-se distorções, porque haverá abatimentos em cadastros para tirar da categoria aqueles que não são pescadores”.

Rocha alterou a primeira versão do relatório, apresentado no dia 14, para retirar do texto questões relativas a entidades (como sindicatos e colônias) dos pescadores e o tamanho de embarcação. Esses itens, segundo o relator, já fazem parte de legislações específicas.

Negociação

Paulo Rocha afirmou que o texto final foi resultado de uma “mediação” junto ao governo e às entidades de trabalhadores.

“Nós asseguramos correções nas distorções que encareciam o orçamento do governo, mas não deixei que os trabalhadores perdessem direitos. Então, estão mantidos o seguro-desemprego, o seguro-defeso e o abono salarial, apenas com ajustes. Acho que consegui uma mediação para assegurar os interesses dos trabalhadores e os ajustes fiscais capazes de apontar para o mercado que a nossa economia tem capacidade de voltar a crescer”, disse o senador.

O relator tentou incluir os trabalhadores rurais nas regras do seguro-desemprego, mas desistiu da ideia por falta de acordo.

Ele também propôs a criação de comissões que busquem o diálogo entre governo, trabalhadores, empregadores e aposentados em torno de temas como a substituição do fator previdenciário e a proteção aos trabalhadores temporários.

Os parlamentares de oposição tentaram obstruir a votação do relatório na comissão mista e não pouparam críticas ao texto. O deputado Glauber Braga (PSB-RJ) disse que as alterações no seguro-desemprego se somam a outras ações do governo que penalizam o trabalhador.

“Os impactos sobre os trabalhadores brasileiros vão ser sentidos de maneira muito negativa. A terceirização, as medidas provisórias e a política econômica que está sendo desenvolvida precisam ter freio”, afirmou.

O texto segue agora para análise do plenário da Câmara e, depois, do Senado.

Veja as principais alterações à MP 665 propostas por Paulo Rocha.

Propostas

Agricultores de Conceição estão isolados

Publicado em 29 de abril de 2015

 

ConceiçãoAs chuvas deixaram de cair com intensidade na região de Conceição do Araguaia, mas as vicinais do município continuam intransitáveis.

Os produtores de abacaxi reclamam das dificuldades para comercialização do produto, mercê da indisponibilidade der vias para escoamento.

Conceição é o segundo município paraense produtor de abacaxi, atrás de Floresta do Araguaia.

O Sindicato d0s Trabalhadores Rurais buscam apoio em todos os segmentos, sem, no entanto, encontrar respostas para suas demandas.

A prefeitura de Conceição é acusada de cruzar os braços, deixando ao relento as famílias de agricultores.

A foto de Delmiro Silva registra o caos na  zona rural do município.

 

Aeronáutica investiga acidente na PA-279

Publicado em 29 de abril de 2015

OurilandiaAeronáutica abriu investigação para apurar as causas do acidente envolvendo um monomotor, em Ourilândia do Norte.

Domingo, 26, o piloto da aeronave fez um pouso forçado na PA-279, rodovia que liga Xinguara a São Félix do Xingu.

O monomotor havia decolado de São Félix, e seu destino era Ourilândia.

O motor acusou pane, minutos depois da decolagem, restando ao piloto o pouso forçado (foto).

Na aeronave, seguia apenas o comandante, que sofreu leves escoriações, durante o pouso.