Gestor do Hospital do Câncer de Barretos defende medida anunciada por Dilma para contratar médicos estrangeiros

Publicado em 30 de junho de 2013

 

 

Henrique Prata

Depoimento é de um dos médicos mais respeitados do país,  Henrique Prata, dono do Hospital do Câncer em Barretos, referência de tratamento da doença e uma das personalidades respeitadas no mundo pela sua dedicação no acolhimento a pessoas enfermas e ao tratamento gratuito que fornece a quem procura o hospital.

 

“A classe médica e a associação da classe médica sabem que estão tampando o sol com a peneira”, diz ele, em entrevista concedida à Rádio CBN, tratando da decisão da presidente Dilma Roussef autorizar a contratação de médicos estrangeiro.

No hospital de Barretos, Henrique Prata (foto)  lida  com cerca de 500 médicos,  contratados da instituição, pagando salário inicial em torno de R$ 18 mil.

Segundo ele, no interior, o salário oferecido a médicos sobre para R$ 30 mil, mas, mesmo assim, há carência de profissionais.

De acordo com o médico,  o deficit é causado não só pela ausência de médicos, mas também pelo crescimento e envelhecimento da população brasileira. “Existe uma falta de 70 e 80 médicos, entre especialistas e clínico geral. E eu vivo essa realidade porque eu atendo o SUS”.

Para se ter ideia, os três hospitais de  câncer mantidos por Prata atendem, diariamente, cinco mil pacientes. Não avançam mais no tratamento do câncer em decorrência da limitação de recursos humanos disponíveis hoje no país.

Categórico, o respeitado profissional de medicina  garante que a classe médica é responsável pela situação da saúde hoje já que há dez anos inibiu a criação de faculdades de medicina.

“Ela é 100% única responsável pelo falta de médico e agora está fazendo esse barulhão aí. Na Capital, existe médico muito mais para atender plano de saúde, convênios ou particular. Não para atender o SUS. O interior sofre com isso”.

Prata acredita que a medida da presidenta Dilma Rousseff, de trazer médicos de Cuba, vai sanar grande parte da demanda vivida hoje no Brasil. “Qual o problema de trazer profissionais de fora? É só orgulho? Eu não entendi qual o problema até agora”, questiona.

Vale a pena ouvir a entrevista do Henrique Prata.

O áudio da entrevista completa está aqui.

Secretaria de Obras já tem todo mapeamento de ruas a serem pavimentadas

Publicado em 28 de junho de 2013

 

 

Numa imensa mesa de reunião instalada na sala do secretário Antonio de Pádua, projetos espalhados  diante de assessores dele indicam os caminhos pelos quais a prefeitura de Marabá abrirá o programa de pavimentação de ruas da cidade.

A reunião debate a formulação das ações a serem executadas, tão logo sejam publicados os editais de licitação para escolha das empresas que  asfaltarão dezenas de ruas da cidade.

Na centro lateral da mesa, o secretário de Obras faz cobranças de tarefas anteriormente repassadas aos seus auxiliares. O ambiente é de análise de cada mapa de bairros dos quatro núcleos de Marabá.

O pôster encontra-se  na sala empurrado pela extrema curiosidade que domina a verve de repórter.

Ao saber que a secretaria havia concluído o mapeamento da primeira etapa do ambicioso programa de pavimentação de ruas da cidade, assim como quem não quer nada, a gente foi adentrando as salas da secretaria, até chegar ao do titular da pasta, abrindo a porta sem pedir licença.

A presença de jornalista  num ambiente de trabalho de secretaria de governo, sem agendamento prévio, é sempre vista com desconfiança.

Mas fomos ali para conhecer o programa de pavimentação da cidade, e chegamos exatamente no momento no qual a equipe de Pádua estava ligada no trabalho.

O próprio secretário, embora surpreso com nossa presença, deixou-nos à vontade em seu gabinete.

Colocamos os olhos nos projetos de drenagem e pavimentação, acompanhando alguns minutos a discussão do detalhamento de algumas demandas que podem surgir, com o andamento das obras.

Embora os protagonistas  não tenham deixado explicito, ficou claro que nossa visita encurtou a duração da reunião do secretário com seis assessores, todos do Departamento de Projetos.

Mas atendeu a curiosidade do repórter, sempre em busca de informações para seus leitores.

Só pra se ter ideia da dimensão do que se produz naquele órgão, a Secretaria de Obras tem  o mapeamento de todas as ruas que poderão ser asfaltadas, até o final do governo de João Salame.

“A gente evoluiu muito na produção desses projetos, porque não queremos ser pegos de surpresa quando o prefeito convocar a secretaria para defender tecnicamente a aprovação de projetos, em Brasília, para a liberação de recursos. O pessoal do departamento trabalha dia e noite. Temos um raio X completo da cidade”, explica o secretário.

De olho nos mapas espalhados sobre a imensa mesa, o pôster vê a projeção para a pavimentação de todas as ruas das  Folhas  5, 6, 7, 8,  além de muitas outras, na Nova Marabá.

Também fica inteirado da projeção de asfalto para as ruas que faltam ser beneficiadas na Velha Marabá, inclusive o restante da Orla, próximo à foz do rio Itacaiúnas, com o Tocantins.

No Núcleo Cidade Nova, asfalto também para dezenas de  bairros, bem como em  ruas dos bairros de São Félix e Morada Nova, do outro lado do rio Tocantins.

A chamada primeira etapa do Programa de Pavimentação mapeia algo em torno de 100 km de ruas.

Dá para este volume ser aplicado ainda em 2013?

“Não quero dizer que concluiremos  toda a primeira etapa este ano, mas o programa será ativado com todo vapor, no segundo semestre”, responde Pádua.

No rápido bate-papo com Pádua e seus assessores, sabe-se que em ruas de tráfego intenso, a pavimentação será de seis centímetros.

“- Nas vias onde o trânsito de veículos é menor, projetamos asfalto de 4 centímetro, informa Thiago, Coordenador do Departamento de Projetos.

Algumas dúvidas começam a surgir, e o repórter pede a gravação de uma entrevista com Pádua, que não se nega a conceder.

Abaixo, resumo da conversa no meio de seus auxiliares:

 

Blog – Nessa primeira fase do programa de asfaltamento da cidade, não aparecem ruas de bairros tradicionais como Folhas 29, 20, 28, 27, 22, Liberdade, Laranjeiras, Independência, entre outros. Por que?

Pádua – As ruas das Folhas 29, 20, 28, 27, 22,  serão pavimentadas com recursos da macrodrenagem da Grota Criminosa. Como existe ainda um problema a ser solucionado em Brasília, referente a licitação dessa obra que foi feita de forma errada ainda na administração anterior. Já demos entrada junto ao Ministério das Cidades um pedido de excepcionalidade no sentido de cancelar esta licitação e seja feita uma nova. Estamos aguardando uma definição disso. O mesmo ocorre com as ruas dos bairros da Cidade Nova que você citou, que serão pavimentadas com recursos da macrodrenagem da Grota do Aeroporto. Esses serviços estarão sendo executados na segunda fase do programa de asfaltamento.

 

Blog – Esse projeto aí (o pôster aponta para um pacote de projetos parcialmente aberto num canto da mesa), tem alguma coisa a ver com a extensão da orla para as bandas do rio Itacaiúnas? Isso aí é um mirante, na confluência dos dois rios?

Pádua – (rindo) Como é que você viu esse projeto? Tudo bem. É o planejamento de uma grande obra que o prefeito determinou que estudássemos. Ele sonha em estender a orla pros lados do rio Itacaiúnas, pelo menos até o conjunto habitacional construído com recursos do PAC, no Cabelo Seco.  Mas eu peço a você que comente esses projeto diretamente com o prefeito. Não estou autorizado ainda a falar disso.

Blog – (apontando para o mesmo projeto)  Isso aqui é um mirante, projetado para ser construído aqui no encontro dos rios?

Pádua – Por favor, gostaria que você falasse disso com o prefeito…

 

Blog – Semana passada, um jornal de Marabá colocou com todas as letras que você é o super- secretário do governo Salame.  Como você conseguiu atingir esse status em pouco menos de seis meses de governo?

 

Pádua – Isso é uma versão que muito me constrange. Ninguém é super em nada. Todos nós temos limitações. Eu, então, marinheiro de primeira viagem em serviços públicos, já que sempre atuei na iniciativa privada a 20 anos, encontro todo dia muitas dificuldades para cumprir as determinações que recebo do prefeito. Todos os secretários do João tem sua importância dentro de suas atribuições. Alguns, em muitos casos, não conseguem mais visibilidade por causa das limitações financeiras, a prefeitura ainda em crise, essas coisas. Mas a verdade é uma só: não sou melhor que nenhum colega meu, nem pretendo ser. Enquanto se pensar em trabalhar coletivamente, quem ganha é a comunidade, e eu penso muito nisso. Meus colegas são competentes, capazes e experientes, procuram fazer o melhor, embora limitados, repito, pelas dificuldades de momento.  O que talvez ocorra é que a secretaria de Obras, por lidar diariamente com diversos serviços, tenha maior projeção. Mas isso não  quer dizer que eu seja o melhor, super secretário, essas bobagens. O colega Nagib faz o que pode para melhorar a situação da Saúde; o Bressan, a mesma coisa na Educação. Temos o Gilson, lá na SDU, enfrentando diariamente a complexa situação fundiária  do município; o Ademir Martins cuidando da nossa secretaria de Administração; o Pedro Lima na Finanças; o Marcio Costa na defesa civil; o Dr. Jorge Bichara, cuidando da área de Agricultura, com raros recursos, mas conseguindo até mesmo construir pontes num momento em que estamos até com recursos bloqueados, o Claudio Feitosa fazendo um ótimo trabalho na cultura, o Dr. Alberto Teixeira na Segurança Institucional fazendo um excelente trabalho,o Ricardo Rosa cuidando do Segfaz; Os colegas da área do Planejamento na pessoa do Sr. Roberval cuidando dos assuntos em Brasília, o Dr. Beto Salame à frente de uma equipe dedicada e focada a dar  rumo aos projetos da administração, além da luta que trava para tirar o CNPJ da prefeitura do CAUC. A equipe jurídica e de controladoria, tendo à frente os advogados, Odilon, Félix Marinho, o Alexandre na Progen, enfim, são tantas pessoas que vou parar de citar para não cometer injustiças. Sem  os meus demais colegas de secretaria, a Obras não vai a lugar nenhum. Aqui dentro mesmo, tenho uma equipe maravilhosa, que me acompanha desde as 6 da manhã, até as 22 horas, diariamente. Peço permissão para citar alguns:  o Thiago,  coordenador de Engenharia; Oliveira, coordenado de obras; Paulo coordenador de tecnologia da informação; Agenor responsável pelo setor jurídico; Kennedy Assessor Especial; Gil, responsável pelo combustível;  Juarez, cuidando dos setor de compras; o Bento, na Comissão de Licitação; Tatá (Finanças), Marcos (Departamento Pessoal), Zé Leite (Serviço de Limpeza Urbana), Cláudio (Transportes), Ademar de Alencar (Zona Rural), o Jhosy (limpeza de córregos, bueiros e valas),  a Nizete, no setor de Convênios.  São tantas pessoas, tantos colegas dedicados e focados em fazer sempre o melhor. Portanto, caro repórter, eu me considero uma pessoa simples, nivelada aos demais colegas. Claro, que procuro  fazer tudo bem feito, seguindo determinações do prefeito. Só que não existe nada de super secretário, isso é invenção tola e sem nenhum procedência. Apenas me sinto honrado em estar a frente desta secretaria e estamos dando o nosso melhor para atingir nossas metas e determinações do Prefeito. É apenas uma pequena parcela de contribuição no projeto do Prefeito João salame de mudar e melhorar o Município de Marabá

 

Blog – Você está otimista quanto a realização desse monte de projetos, mesmo diante da situação financeira caótica do município?

Pádua – Não só otimista, mas consciente de que temos a missão de mudar essa cidade. Não é a toa que enviamos o máximo de projetos para Brasília, buscando recursos. Eu acho perfeitamente possível, até o final do mandato do Salame, apresentarmos uma cidade diferente da que recebemos, com bastante ruas pavimentadas, praças em bairros mais necessitados, uma transformação exigida pela população e cobrada, diariamente, pelo prefeito. Nós chegaremos lá, tenho certeza.

 

Antonio de Pádua, ao centro, discutindo formulação de projetos, junto com sua euqipe de Obras.
Antonio de Pádua, ao centro, discutindo formulação de projetos, junto com sua equipe de Obras.
Demissões na Celpa serão debatidas em Belém

Publicado em 27 de junho de 2013

 

 

Por  sugestão do deputado federal Asdrubal Bentes (PMDB),  a Câmara Federal aprovou a formação de uma Comissão Externa para debater, em Belém, a questão da demissão de 560 funcionários da Celpa, por determinação dos novos controladores da elétrica.

Decisão  da Comissão Externa foi toada agora pela manhã, em Brasília, na Comissão de Integração Nacional de Desenvolvimento Regional e da Amazônia, durante audiência pública proposta pelo deputado federal Miriquinho Batista (PT), com a presença de representantes da Anaeel, Celpa, sindicatos  e de deputados federais.

Asdrubal Bentes sugeriu a formação da Comissão Externa objetivando  ouvir mais trabalhadores, debater com diretores da empresa e com autoridades ligadas ao governo do Estado, na capital do Estado.

“Essa audiência pública que a Comissão Externa da Câmara Federal realizará em Belém, é o palco apropriado para se discutir esse grave problema, bem perto de quem realmente está sentindo na carne o risco de perder o emprego. Afinal, são cerca de 560 famílias, segundo o sindicato da classe, ameaçadas  de ficar no olho da rua”, disse Asdrubal.

A data da audiência será marcada na próxima semana.

Garimpeiros destroem área de proteção ambiental em Marabá

Publicado em 27 de junho de 2013

 

 

Matéria abaixo foi produzida pelo G1.

 

 

Uma área de proteção ambiental no sudeste do Pará foi alvo de invasão e garimpo ilegal. O crime foi descoberto durante  uma operação do Ibama e Instituto Chico Mendes (ICMBio) no entorno da floresta nacional do Tapirapé Aquiri. Os 60 garimpeiros que trabalhavam no local foram obrigados a deixar a área.

A floresta invadida possui quase 200 mil hectares e, de acordo com o ICMBio, a maior parte dos danos causados pela prática ilegal são incalculáveis e de difícil reversão. “Eles descaracterizam totalmente a bacia, inclusive alterando o curso de água, grutas, nascentes. Ou seja, o maior impactado são os recursos hídricos”, explica José Scarpare, fiscal do Ibama.

Durante a operação, 6 escavadeiras foram apreendidas e os donos dos equipamentos foram autuados. Além disso, também foram recolhidas 30 motobombas, conhecidas como “chupadeiras”.

“Nós estávamos trabalhando, aí os órgãos vieram, levaram nossos equipamentos e quando olharam os documentos da cooperativa que nos contratou, viram que a documentação não valia, era tudo ilegal”, conta o garimpeiro Divino Pereira.

O rio Pena Branca, que fica dentro da floresta Tapirapé Aquiri, foi o mais atingido pela atividade ilegal do garimpo. O mercúrio usado na extração do ouro atingiu a água, e após notar a diferente tonalidade do rio, fiscais do ICMBio suspeitaram do garimpo ilegal.

Após o fechamento do garimpo, o Instituto Chico Mendes informou que vai intensificar o combate aos garimpos clandestinos na região. “A nossa ideia é ficar efetivamente fazendo o monitoramento para identificar as atividades ilícitas que estão colocando em risco as unidades de conservação e as áreas com recursos naturais representativos”, garante o coordenador do ICMBio, Edilson Esteves.

De acordo com um levantamento realizado pelo instituto, atualmente, só no Pará, existem 3 mil garimpos clandestinos que ameaçam unidades de conservação, reservas indígenas e rios. A recuperação das áreas degradadas é o maior desafio dos ambientalistas.

“Os prejuízos pra biodiversidade são incalculáveis, já que essa área é de dificílima recuperação. Serão necessários projetos de áreas degradadas e só após algumas décadas, a gente vai começar a ter um retorno, uma situação próxima à original, antes desse impacto”, declara André Luis Vieira, chefe da floresta Tapirapé Aquiri.

O Instituto Chico Mendes aplicou multas aos responsáveis que chegam a até R$ 1 milhão. O caso foi encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF). Todo o maquinário apreendido está sob responsabilidade do Ibama.

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Nota do blog:  A maior parte da referida UC está localizada no município de Marabá. No entanto a área diretamente afetada está localizada dentro dos limites do município de São Felix do Xingu.

 

Sem Internet, blog ficou à deriva

Publicado em 27 de junho de 2013

 

 

Diante de muitos acontecimento  ocorridos na região nas últimas 48 horas, o blog não teve condições de levar alguns fatos ao conhecimento de seus leitores, com a rapidez com que sempre se posiciona, em virtude de problemas ocorridos  nos dois links que fazem nossa  interface com a rede.

Sem Internet, ficou impossível atualizar o site.

Mas já estamos a postos.

À tarde, novos posts serão publicados.