Morte em Carajás é lamentada pela Vale

Publicado em 30 de março de 2012

 

 

Blog recebe da Assessoria de Imprensa da Vale nota sobre mortes em Serra dos Carajás.

 

A Vale lamenta informar que hoje, por volta de 00h40, uma árvore, ao cair, atingiu um ônibus que transportava empregados na Estrada do Manganês. O acidente aconteceu no Km 17 da rodovia, que dá acesso à Mina do Azul, na Serra dos Carajás, município de Parauapebas, Pará. No momento da ocorrência chovia muito forte.

O acidente deixou um morto e 10 feridos. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Segurança Empresarial da Vale trabalham no local. As vítimas já foram encaminhadas para atendimento no Hospital Yutaka Takeda, no núcleo urbano de Carajás.

A Vale lamenta profundamente o ocorrido e informa que está prestando toda a assistência necessária aos empregados e seus familiares. (Assessoria de Imprensa)

 

Nota do blog: em verdade, o número de mortes confirmado é de três trabalhadores, conforme informação da colaboradora Maria Julinha de Adelaide, direto de Canaã dos Carajás.

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Atualização às 14:54

 

Identificadas as vítimas do acidente. José Lima Marinho, Celso Barbosa; e,  o terceiro, conhecido por Chicão. Este último morava no núcleo urbano de Carajás.

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Atualização às 15:12

 

Carmen Oliveira, da Assessoria de Imprensa da Vale, em Marabá, atualizou a Nota  de Esclarecimento da companhia lamentando as mortes de três trabalhadores. O número oficial somente agora integra a segunda nota em razão dos procedimentos prévios de comunicação dos familiares das vítimas,

 

Nota de esclarecimento – Acidente na Estrada do Manganês (Atualização)

A Vale lamenta informar que hoje, por volta de 00h40, uma árvore, ao cair, atingiu um ônibus que transportava empregados na Estrada do Manganês. O acidente aconteceu no Km 17 da rodovia, que dá acesso à Mina do Azul, na Serra dos Carajás, município de Parauapebas, Pará. Os empregados estavam no trajeto de retorno às suas residências, após o término do turno de trabalho. No momento da ocorrência chovia na região.

O acidente deixou três mortos e nove feridos. A Vale lamenta profundamente o ocorrido e informa que está prestando toda a assistência necessária aos empregados e seus familiares.

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Atualização às 16:54

 

A primeira foto: estado em que ficou o ônibus atingido pela árvore.

Imagem publicada originalmente no mural de Veterano CKS - Facebook

 

Uma das vítimas, abaixo: José Lima Marinho, que deixa esposa e três filhos.

 

Imagem publicada originalmente no mural de Veterano CKS - Facebook
Plano de assalto a bancos de Canaã é descoberto

Publicado em 30 de março de 2012

 

 

Canaã dos Carajás está tomada por militares da Polícia Militar, equipados com armamentos de alto calibre.

O deslocamento emergencial de tropa de Parauapebas deve-se a descoberta, pelo setor de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública, de plano de uma organização criminosa para assaltar agências bancárias da cidade.

Edital para licitação da derrocagem sai em abril

Publicado em 30 de março de 2012

 

 

A seguir, entrevista do senador Flexa Ribeiro (PSDB) abordando temas de interesse  regional: Belo Monte, Alpa, hidrovia e ZPE.

Senador  paraense informa que o governo federal deverá anunciar em  14 de abril  a publicação do edital para licitação da derrocagem e dragagem do rio Tocantins.

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Recentemente o senhor fez pronunciamento no Senado relatando o estágio das obras de Belo Monte, chegando a responsabilizar o Ministério Público Federal de estar tentando inviabilizar a construção da hidrelétrica. O senhor não está sendo injusto demais com  os procuradores federais, sabendo que eles pleiteiam o cumprimento de condicionantes e a redução ao máximo de áreas a serem alagadas?

Pelo contrário, Hiroshi. Em todas as audiências públicas dentro da Subcomissão de Acompanhamento das Obras de Belo Monte – inclusive a que realizamos no dia 8 de Março em Altamira – convidamos o Ministério Público Federal e Estadual. Os procuradores tem sido de extrema importância no processo de implantação da hidrelétrica em relação às condicionantes. Pelas experiências do passado, em implantação de obras desse porte, o Governo Federal simplesmente não tem credibilidade junto aos procuradores e até mesmo junto à população.

Assim, o Ministério Público queria que as obras de compensação fossem feitas antecipadamente às obras da usina. Porém, como não foram feitas em tempo hábil, hoje não é mais possível, diante da demanda de energia do País e do início das obras. No entanto, as ações de compensação devem ocorrer de forma paralela. Estamos, portanto, fiscalizando e acompanhando de perto essas duas frentes de trabalho – da usina e das obras de compensação. Aliás, este é um dos principais objetivos da Subcomissão do Senado.
Em sua visita  a Belo Monte, o senhor chegou a constatar se a Norte Energia está mesmo cumprindo as exigências das condicionantes?

Está, mas em um ritmo que não é o desejado. Fiz também pronunciamento tocando nesse ponto. É uma preocupação não só minha, mas do Governador Simão Jatene, dos prefeitos da região e da população em geral. O recado é basicamente este: o Consórcio Norte Energia precisa, com urgência, acelerar as obras de compensação. O nosso Governador resume bem esse cenário, ao dizer que estamos dispostos a defender Belo Monte perante às críticas e mas não podemos fazer isso sem argumentos. E os argumentos estão justamente nas obras que atendem diretamente a população e a demanda crescente de serviços públicos como saúde, educação e infraestrutura que foi gerada com o anúncio da construção da usina.

O senhor se interessou em verificar de perto a situação dos trabalhadores da obra, apontados por algumas entidades como vítimas de descasos da Norte Energia?

Sim, conversamos também com os trabalhadores e pretendemos ampliar isso. Verificamos a construção do alojamento onde ficarão instalados esses funcionários. E estaremos, com a Subcomissão de Belo Monte do Senado, no canteiro de obras a cada quatro meses. A primeira visita ocorreu em março e teremos outra em julho, antes do recesso parlamentar. Este tema, sem dúvida, também é importante no processo de implantação da usina. O Governo Federal tem enfrentado problemas, por exemplo, com greve de funcionários na construção de estádios da Copa do Mundo.

Ou mesmo em outras usinas, como a Hidrelétrica de Jirau, em Rondônia. Não queremos isso em Belo Monte, pois também temos urgência para gerar mais energia ao País. Para evitar esse tipo de problema, o acompanhamento da situação dos trabalhadores também é fundamental. E verificamos que as reivindicações e medidas estão sendo tomadas pelo Consórcio Construtor, atendendo as diretrizes e orientações da Norte Energia. Nós, pela Subcomissão do Senado, também estamos atentos a este ponto.
Como anda a sua proposta de criação  da ZPE (Zona de Processamento de Exportação) de Marabá?

Este projeto foi apresentado em 2007. Aprovamos no Senado e no início de 2009 foi encaminhada para a Câmara dos Deputados. Naquela Casa, foi aprovada na Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional e na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio. Porém, na Comissão de Finanças e Tributação a proposta foi rejeitada, por ser uma proposta autorizativa.

É lamentável que propostas que criam ZPEs estejam recebendo esse tipo de tratamento. ZPE é um mecanismo criado para desenvolver as regiões e gerar emprego e renda. São vários os argumentos favoráveis à sua implementação. No entanto, o Governo Federal evita ao máximo alimentar esse debate.
No caso da Alpa, algumas intervenções suas do plenário do Senado tiveram forte repercussão do Sul do Pará, culminando com o anúncio do governo federal de tocar as obras de derrocagem e dragagem do Tocantins, depois de forte pressão da sociedade pela construção imediata da hidrovia. Essa obra será tocada ainda este ano? Qual a garantia de que o tema não fique sendo levado com a barriga até a chegada de novo inverno – o que prejudicaria o inicio das obras?

Já temos uma audiência marcada para o dia 14 de abril com o Ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, em Brasília. Nessa audiência, será anunciada a data do edital do projeto executivo das obras de derrocamento do Pedral do Lourenço e da dragagem do Rio Tocantins. Estaremos juntos, com a bancada do Pará nesse momento e vamos convidar as lideranças de Marabá para esta audiência.

É importante ressaltar o papel fundamental da sociedade paraense, sobretudo do sul e sudeste do Estado nessa mobilização. A bancada federal, comandada pelo Governador Simão Jatene esteve empenhada desde agosto de 2011 e você acompanhou e noticiou cada passo pelo blog.

Vamos continuar atentos. Entendo que é de fundamental importância que as obras de derrocamento do Pedral e dragagem do rio Tocantins, as obras do Porto de Marabá e a implantação da Alpa ocorram simultaneamente. E todas sejam concluídas no mesmo período.

Em 2013, Marabá completa seu primeiro centenário de emancipação política. E termos essas três obras em ritmo acelerado de forma concreta, para serem concluídas em breve, certamente é o maior presente que Marabá poderia receber. É um passo importante para garantir ainda maior emancipação econômica e social no município de forma duradoura. É o que desejamos e estamos trabalhando para isso.

Ilha de ar e ventania, espalha teu sal

 

 

“Pode uma rosa verde continuar intacta

Mesmo que mil sargaços de outros mares lhe batam.

Pode esmeralda e a prata aplacar tanta sede

Mesmo que mil bagaços ruminemos sem data.

Cuba, libertadora rosa do Caribe,

Ilha de ar e ventania, Brilhante farol, maresia,

Espalha teu sal nas praias do mundo.”

 

 

A presença de Dilma em Cuba tem um toque diplomático e político-econômico.

Tem, também,  ar rarefeito de romantismo.

Os ventos da Revolução Cubana que tanto embalaram sonhos de milhões de jovens, no passado, também embalaram os de Dilma

O poema acima é de Luiz Carlos Lacerda.

Observem que a poesia  não sugere o açúcar (produto essencial à economia da Ilha)  mas o sal cubano como o legado da revolução.

A despeito da oposição, o sal deveria se espalhar pelo mundo.

Desde o início foi assim: a revolução cubana foi ácida e salgada, direta, objetiva, concreta.

Anunciava-se como excesso necessário.

Não por outro motivo, a imagem de seus líderes era uma composição de juventude, virilidade e abnegação.

Uma revolução declaradamente masculina.

Contudo, surpreendentemente, nos últimos anos a doçura, a diferença, o toque feminino aglutinaram-se numa voz interna de oposição ao regime. Se não de todo oposição, ao menos insatisfação de parte dos cidadãos cubanos.

O discurso de unidade e coesão persiste nas hostes governamentais e estruturas de poder formal. Foi assim na última eleição para a Assembléia Nacional do Poder Popular (ANPP), quando se reafirmou o “voto em bloco”. Mas as diferenças emergem aqui e acolá, escoando por entre os dedos do regime.

O clima de mudança é tema de conversas na Ilha. Não só pela transição iniciada pelo afastamento de Fidel, mas também pela mudança de geração dos novos dirigentes do país. Ao redor de 60% dos atuais deputados nasceram após a revolução de 59. Apenas 17% dos candidatos viveram sobre uma Cuba não socialista.

Como presidente do Brasil, Dilma coloca os pés nessa “Nova Cuba”  com seus ruídos de insatisfação social, mas declaradamente conectada  à consciência de um povo que soube enfrentar as intempéries econômicas impiedosas impostas pelo poderio norte-americano, construindo um país evoluído na Medicina e na Educação.

Ajudar Cuba a encontrar seu verdadeiro desenvolvimento econômico é uma postura que deve ser adotada pela  Presidente do Brasil, respeitando o legado construído por Lula de abrir as portas do mundo para ações humanitárias naquele belo país.

Termina nesta sexta, 30, prazo para entrega de declaração de empresas inativas

 

 

Esta sexta-feira, 30, é o último para as empresas apresentarem a Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica (DSPJ) – Inativa 2012 à Receita Federal. Somente as pessoas jurídicas que não realizaram nenhuma atividade operacional, não-operacional, patrimonial ou financeira, inclusive aplicação no mercado financeiro ou de capitais, durante todo o ano-calendário de 2011, são consideradas inativas.

A pessoa jurídica que permaneceu inativa, desde 1º de janeiro de 2012 até a data da cisão parcial, cisão total, extinção, fusão ou incorporação, ocorridas no ano-calendário de 2012, também está obrigada a apresentar a DSPJ – Inativa 2012. Nesses casos, a declaração deve ser entregue até o último dia útil do mês subsequente ao do evento.

As microempresas (ME) e as empresas de pequeno porte (EPP) optantes pelo Simples Nacional que permaneceram inativas durante o período de 1º de janeiro de 2011 até 31 de dezembro de 2011, estão dispensadas da apresentação da DSPJ – Inativa 2012, mas devem apresentar a Declaração Anual do Simples Nacional – DASN 2012, com a opção de inatividade assinalada.

A  DSPJ – Inativa 2012 deve ser enviada pela Internet, utilizando o formulário on-line disponível no endereço:http://www.receita.fazenda.gov.br. Após o envio da declaração e confirmação do recebimento pela RFB, o recibo de entrega será apresentado para impressão ou gravação pelo contribuinte.

Multa

A não entrega do documento, ou a sua apresentação fora dos prazos fixados, sujeita a pessoa jurídica à multa de R$200,00 (duzentos reais), que será emitida automaticamente, no momento do envio da declaração em atraso. A multa será gravada juntamente com o recibo de entrega.

Outras obrigações acessórias

Ainda de acordo com a a Agenda Tributária da RFB, o prazo para a entrega de outras seis declarações vencem na sexta-feira, 30/03: Declaração de Benefícios Fiscais (DBF), Declaração de Serviços Médicos e de Saúde (Dmed), Declaração de Rendimentos Pagos a Consultores por Organismos Internacionais (Derc), Declaração de Transferência de Titularidade de Ações (DTTA), DIPI – TIPI 33 – produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumaria e Declaração sobre Operações Imobiliárias (DOI).