Considerações sobre a cultura da roubalheira

 

 

Ghyslaine Cunha, colaboradora do blog, emite opinião no status de seu Face sobre a denúncia de fraudes e desvios na Assembleia Legislativa envolvendo ex-presidentes e o atual da AL:

 

1) É fundamental que tudo seja rigorosamente apurado, que os verdadeiros culpados sejam punidos e que o dinheiro desviado retorne aos cofres públicos, sendo assim: o MP está cumprindo seu papel e está de parabéns!

2) Quem tem que devolver o dinheiro aos cofres públicos não é o Banpará, porque aí o dinheiro público seria duplamente roubado do povo. Quem tem que devolver o dinheiro aos cofres públicos são os corruptos que se beneficiaram, os que desviaram os recursos.

3) É preciso fazer uma diferença entre os corruptos poderosos, que deram as ordens, e o bancário do Banpará, que recebeu e cumpriu as ordens, pelos motivos já fartamente expostos: assédio moral e comando de todos os poderes dentro do Banco e da ALEPA, quando o bancário coordenava o posto, e tudo o que fez ou deixou de fazer teve a anuência da direção da ALEPA e do Banco, conforme o próprio bancário deixou claro à imprensa e ao MP; porque senão esse bancário, que mora num casebre em Ananindeua e nem carro próprio possui, vai ser queimado na fogueira por ter obedecido ordens superiores, ainda que ordens não escritas. E tem um detalhe: como é um ferrado, o fogo sob seus pés arderá e subirá bem mais rapidamente do que sob os pés de ouro podre dos poderosos. Aí, estaremos alimentando uma injustiça, quando o que queremos é uma verdadeira justiça. Que paguem os culpados, os corruptos e não o bancário. E que paguem com o dinheiro usurpado do povo, e não com o dinheiro do Banpará!

 

Nota do Blog: o poster comunga mesma opinião de Ghyslaine, adiantando apenas não entender como ainda parte da população investe pesado, eleição após eleição, no que há de mais podre na política do Estado.

Os verdadeiros representantes da roubalheira paraense, no olho do furacão.

Jornal Pessoal

Nesta quarta-feira, 1, nas bancas, a edição da primeira quinzena de fevereiro do Jornal Pessoal.

Destaques preparados pelo Lúcio Flávio:

 

1- Vale é mesmo a pior empresa do mundo?

2- Política depois do plebiscito

3- O homem avança sobre o rio Xingu

4- MENOR
Lidiane já é “de maior”
O escândalo teve repercussão internacional: uma menor estava presa na mesma cela com 26 homens na delegacia de Abaetetuba. Mas isso já é coisa do passado. Lidiane atingiu a maioridade – e continua na senda do crime. Quem ainda se interessa por ela?

Uma “correspondente de guerra”

 

 

À curiosidade provocada na população de  Canaã dos Carajás pela publicação de um post assinado por Maria Julinha de Adelaide,  percebida nos comentários enviados ao blog,  poster esclarece:

1- Maria Julinha de Adelaide reside no município de Canaã. Chegou à cidade funcionária de uma terceirizada da Vale, trabalhando na área e engenharia.

2- Preocupada com os efeitos da administração cada dia mais desastrosa do prefeito Anuar Alves, e sem compreender o silêncio voluntário da imprensa local diante dos desmandos da gestão pública, Adelaide solicitou espaço para denunciar a preocupamnte possibilidade da Câmara Municipal aprovar pedido de empréstimo de R$ 70 milhões solicitado pela prefeitura.

3- Diante da repercussão positiva do post Canaã se organiza contra empréstimo de R$ 70 mil, o blog decidiu contratá-la para representá-lo, como nossa “correpondente de guerra”,  numa cidade sitiada pelas bandalheiras e atrocidades imperiais de um Grão-Vizir irresponsável.

4- Portanto, a partir de hoje, Maria Julinha de Adelaide, é correspondente deste sítio em Canaã dos Carajás.

Violência no trânsito, morte à espreita

Com percentual de crescimento de frota de veículos superior ao de Belém, o município já conta com 5.8 % da frota de todo o Estado, graças ao seu crescimento de 20%. Acontece que, esse aumento disparado já vem sido percebido por “todos” há muito tempo, embora alguns ainda insistam na brincadeira da cobra cega. E assim, os 16.042 automóveis e as 22.515 motocicletas, ambos emplacados em Marabá, tornam-se verdadeiros pesadelos para a Saúde Pública, tendo em vista os números trágicos apurados.

 

Parágrafo compõe artigo no qual a bacharel em Direito Lívia Mesquita analisa as atrocidades praticadas no trânsito, por motoristas irresponsáveis.

Amanhã, publicação da segunda parte do post  “A morte pede passagem no trânsito louco das cidades”.

Pedido afastamento de Ophir do CNJ

 

Com pedido de publicação, reproduzimos nota enviada por advogados do Pará:

 

 

 

NOTA À IMPRENSA, À SOCIEDADE E AOS ADVOGADOS

 

Nesta terça, 31 de janeiro, ao mesmo tempo em que o Conselho Federal da OAB realizará um ato de apoio ao Conselho Nacional de Justiça, nós, do movimento OAB DE TODOS, protocolaremos no CNJ o PEDIDO DE AFASTAMENTO DO ASSENTO CONSTITUCIONAL DO PRESIDENTE NACIONAL DA OAB NO CNJ.

Estamos absolutamente convencidos que todo cidadão, ou grupo, que deseje, verdadeiramente, como nós desejamos, o fortalecimento do CNJ, deve lutar pelo afastamento do Presidente nacional da OAB do CNJ. Afinal de contas, lamentavelmente, o Presidente da OAB perdeu todos os requisitos de idoneidade moral para permanecer à frente da OAB e, mais ainda, para defender o mais importante órgão do Poder Judiciário – o CNJ.

Nesta hora decisiva para o futuro do Conselho Nacional de Justiça, não podemos assistir passivos à tragédia de um ato público convocado por quem é acusado de ter uma vida institucional e profissional divorciada dos valores cultuados pela instância de gestão do Poder Judiciário.

De fato, como emprestar credibilidade a alguém que:

1. Não trabalha no serviço público há quase 15 anos, sob o pretexto de servir à OAB, mas não se encontra licenciado do seu escritório, cujo crescimento exponencial neste período, bem indica a dedicação do seu ilustre sócio à advocacia privada à custa dos cofres públicos;
2. Indicou quando Presidente da Seccional da OAB, sua irmã mais velha ao quinto Constitucional do TRT da 8ª. Região, a qual foi efetivada como desembargadoras;
3. Indica o seu sócio, como assessor especial do Governador do Estado, para, como o segundo da Consultoria do Estado, onde seu Pai foi e continua sendo consultor de todos os governos do PSDB, mandar de fato e opinar em todos os atos de governo;
4. Recorre ao expediente de licenças particulares para livrar-se do obrigações de professor da Universidade Federal do Pará, e ainda, ser contratado pelo seu Pai, quando exercente do cargo de Chefe da Procuradoria da UFPA para defender a UFPA e seu Reitor em Juízo;
5. Está licenciado do serviço público para a OAB, mas disponível para advogar para as estatais do Estado;
6. Criou na OAB, quando era Presidente da seccional do Pará, a famigerada figura do cartão corporativo – cuja prestação de contas foi impugnada por auditoria independente por despesas sem comprovação e despesas pessoais em botequim;
7. Exige transparência do Poder Judiciário com cartões corporativos, mas não publica no Balanço do Conselho Federal, quanto gastou e com que gastou no seu cartão corporativo e dos demais diretores da entidade. Balanço turvo, que não informa à classe quanto a diretoria gastou em viagens nacionais e internacionais, familiares que os acompanharam, diárias, hospedagens, telefones corporativos e ainda se ofendem quando lhes cobram a exibição destes gastos em juízo;

Enfim, NÓS – advogados e sociedade – não podemos permitir a defesa do CNJ confiada a quem anda na contramão dos valores republicanos. E de fato não o permitiremos!

Contudo, o Movimento OAB DE TODOS não mais fará, como programado, o ato público em frente à sede do Conselho Federal da OAB para evitar que nossos adversários não prossigam o envenenamento da opinião pública, afirmando que estamos a serviço da magistratura de primeira instância.

A despeito das nossas credenciais, preferimos evitar a manipulação fácil dos covardes. Quando denunciamos os juízes TQQ no Pará, eles calaram; quando denunciamos a falta de assiduidade e pontualidade da magistratura, eles nada fizeram; quando defendemos as prerrogativas de nossos colegas em sessão de desagravo em praça pública, eles não compareceram; como se esconderam quando marchamos contra a corrupção de gente poderosa no Pará.

Não estaremos fisicamente às portas do Conselho Federal, mas pediremos ao CNJ que responda nosso pedido para que o Presidente da OAB seja afastado de seu assento por não mais possuir os atributos mínimos de idoneidade que o ofício requer.

Exigiremos ainda que o Conselho Federal responda o que fará com o pedido de afastamento do seu Presidente que foi protocolado no dia 12 de Dezembro e, até agora, foi vergonhosamente engavetado.

Lutaremos até o fim contra o golpe na OAB do Pará, que teve a gestão mais dinâmica e combativa dos últimos anos, apeada do cargo para tender a reclamação feita ao Presidente nacional da OAB pelos políticos que governam o Estado, os quais, a tirar pelo silêncio eloqüente do Conselho Federal, parecem governar um idílico paraíso amazônico.

Belém, 30 de janeiro de 2012.

GRUPO OAB DE TODOS