Cultivando lutas históricas

Publicado em 31 de janeiro de 2008

Prometido ontem, a seguir, trecho do discurso de Ana Júlia na Câmara Municipal, ao receber o título de Cidadã Marabaense:

A fundação da vila de Itacayunas, no final do século dezenove, coincidiu com um momento em que o Brasil empreendia reformas sociais e econômicas e se adaptava aos ideais da república.
O país estava vivendo a desagregação do sistema escravista e a organização do poder dos estados federados, que foram, nesse momento, investidos como agentes principais do desenvolvimento. Estava passando da condição imperial e centralizadora para uma condição republicana e federativa.

A Constituição de 1891 permitia que os estados contraíssem empréstimos externos e dispusessem das terras devoluta do seu território, organizando o seu próprio serviço de terras e colonização.
Nesse momento em que Marabá foi criada o país vivia uma luta partidária intensa. E Marabá foi criada em função dessa luta e em função do sonho e do trabalho de construção de uma república justa e democrática.

O primeiro governador constitucional do Pará, Lauro Sodré, foi o único, em todo o Brasil, que teve coragem de se opor ao presidente Deodoro da Fonseca, no episódio da dissolução do Congresso, em 1891.
Nesse momento, o Pará se tornou sinônimo de liberdade para todos aqueles que acreditavam num modelo republicano justo e para cá migraram muitos brasileiros que acreditavam nesse projeto.

Foi esse o caso de Carlos Gomes Leitão, o fundador de Itacayunas, em 1884. Leitão, que era um deputado florianista em Goiás e que estava sendo perseguido pelas forças políticas do seu estado, tomou o rumo do norte, acompanhado por algumas dezenas de cidadãos que acreditavam na liberdade.
Naquele momento, o Pará era sinônimo de liberdade.

O governo Lauro Sodré estava empenhado em acolher esses brasileiros e em integrá-los a um projeto de desenvolvimento que, no Brasil de então, era inovador.
Lembremos que o governador Lauro Sodré, naquele momento, estava empenhado em desenvolver uma política educacional – criando a primeira escola técnica do Brasil e modernizado toda a rede escolar do estado -, um política agrícola e uma política de ordenamento territorial sem igual no país.

E Marabá, nas suas origens, está inserida nesse projeto. Nesse projeto de liberdade, de democracia e nesse projeto de construção de um modelo de desenvolvimento que, no começo da república brasileira, muito se parecia com o nosso projeto de um novo modelo de desenvolvimento para a Amazônia.
Todos sabemos que esse projeto inovador foi subtraído, nos anos seguintes, pelo modelo concentrador de riquezas que foi o modelo do projeto da oligarquia lemista, sucedida pela oligarquia baratista e, depois, pelo regime militar.

Porém, todos sabemos que Marabá foi criada porque havia gente que acreditava naquele outro modelo de desenvolvimento. Porque havia gente que acreditava na educação, na diversificação da produção e numa sociedade mais justa.
Marabá foi criada porque havia gente que acreditava num modelo de desenvolvimento que é muito parecido com o modelo de desenvolvimento que nós estamos implantando no estado do Pará, porque nós também acreditamos na democracia, na participação social, na educação como condição para a liberdade.

Marabá é terra de todos e não pára de crescer. Junto com o progresso dos últimos anos, vieram também os diferentes problemas para a cidade.
Cabe a mim, como governadora, implementar medidas necessárias para fazer desta cidade um lugar onde cada cidadão e cidadã tenho orgulho de morar e viver.
É mentira o que foi dito aqui

Publicado em 31 de janeiro de 2008

Não tem fundamento o teor do post “Saindo de Fininho”.
Agora a pouco, Fábio de Castro telefonou desmentindo a veracidade de ameaças anônimas que ele estaria recebendo.
A fonte que repassou ao blog a informação, contatada em seguida, disse que fizera “uma brincadeira, achando que a mesma não seria publicada”.
Antes de trazer à blogosfera, o poster tentou confirmar o informe através de telefonemas ao secretário de Comunicação, cujo celular encontrava-se fora de área.
Confiando na idoneidade testada em vezes anteriores do informente, a nota foi publicada.
Fonte a não merecer mais nenhum tipo de crédito.
Peço desculpas, pela ” barrigada”.

Lambanças de um ex-Senador

Publicado em 31 de janeiro de 2008

De boa memória, político lembra que nas eleições de 1986, o deputado federal Ademir Andrade, em sua busca para ser o parlamentar mais votado do Estado, não pensou duas vezes. Baixou a matraca, com discursos ferozes e anti-comunistas, prejudicando e encerrando a carreira política do deputado estadual Paulo Fonteles (PCdoB) à Câmara Federal.

Acha, inclusive, que depois desse episódio, por se encontrar fragilizado sem mandato, Fonteles perdeu a vida.

Ademir Andrade voltaria a usar a mesma tática, ao massacrar em campanha eleitoral o deputado estadual João Batista(PSB), assassinado posteriormente.

Trágico, diz, foi a tentativa do ex-senador do PSB, “mesmo tendo prejudicado aquelas duas incontestes lideranças”, dar o último adeus aos seus antigos companheiros, e passar pelo constrangimento de ser expulso do ambiente pelos familiares das vítimas.

Assessorias & Empresários

Publicado em 31 de janeiro de 2008

As assessorias, redações, empresários e políticos do Pará começaram a receber nesta semana a revista Pará Industrial, da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa). A primeira edição aborda assuntos como qualificação profissional, meio ambiente, empreendedorismo, exportações e tecnologia, além de artigos e entrevistas com os principais políticos e empresários paraenses. A revista é uma iniciativa do presidente da Fiepa, José Conrado Santos, desenvolvida em parceria com a Temple.

Saindo de fininho

Publicado em 31 de janeiro de 2008

Juvêncio Arruda mostra que está quase nos finalmente a Licitação da Propaganda do governo do Estado.
Das três agências que recorreram, duas são ligadas ao espertíssimo Vadinho.

Em tempo: nas últimas semanas, o secretário de Comunicação Fábio de Castro tem recebido ligações telefônicas com ameaças. Na noite de terça-feira, 29, horas antes dele embarcar para Marabá na comitiva da governadora Ana Júlia, uma voz ao celular com IP nao identificado aconselhava o chefe da Secom a não fazer a viagem, “pois corria o risco de morrer”.

Quem conhece as ambições desenfreadas de alguns personagens desse mundo de agências, não tem dúvidas: parte daí as ameaças a Fábio.