Tocantins em 5 tempos

Publicado em 30 de abril de 2007

Semana passada o Estado do Tocantins completou 18 anos.
Na manhã deste domingo (29), o senador Leomar Quintanilha (PMDB), um dos expoentes da briga pela divisão do Goiás, retornou às diversas ligações telefônicas feitas por este poster na tentativa de registrar a visão dele sobre o processo de emancipação. Algumas considerações do senador:

1- A região do Tocantins antes de se tornar um estado, era responsável por apenas 4% da arrecadação do estado de Goiás. Ele também citou os casos do Distrito Federal e Mato Grosso do Sul como exemplos de que a redivisão territorial é benéfica para todos.

2- A redivisão territorial do Brasil é imperativa e inadiável. Ele assinalou que a ausência do governo em regiões remotas faz a população sofrer muito por carências básicas e que a criação de novos estados permitiria a participação dessas regiões no desenvolvimento econômico do país.

3- Quintanilha citou o exemplo de Tocantins, que em 2006 conseguiu exportar US$ 158,691 milhões em produtos agropecuários, com destaque para soja, arroz, milho e o chamado “boi verde”.

4- O estado consome apenas pouco mais de 10% da energia elétrica que produz (Barragem de Lageado) tornando-se um exportador nessa área também e atraindo bilhões de reais em investimentos.

5- Em 2007, o estado comemora seu 18º aniversário com mais de seis mil quilômetros de estradas pavimentadas, universalização da educação e da saúde e a continuação das obra da ferrovia Norte-Sul.

Por que Carajás

Publicado em 30 de abril de 2007

Autor de Decreto Legislativo autorizando a realização de plebiscito para a criação do Estado de Carajás, o senador Leomar Quintanilha se mostra otimista quanto a aprovaçao da proposta que será analisada inicialmente pela Comissão de Constituição e Justiça. “Tenho absoluta convicção de que o Brasil atingirá nível de pleno desenvolvimento somente com a viabilização e surgimento de novos estados, porque é preciso dividir para somar riquezas e distribuir renda, com inclusão social”, disse.

Povos do Araguaia

Publicado em 30 de abril de 2007

Ainda empolgado com a festa realizada pela população de Xambioá, no sábado (28), por ocasião da solenidade de entrega à Câmara e prefeitura do município tocantinense da maquete eletrônica do Memorial do Araguaia, o senador Leomar Quintanilha (PMDB/TO) destacou a importância da obra incentivada por ele com a participação do Instituto de Apoio aos Povos do Araguaia (IAPA). “O Complexo inclui sala de cinema, teatro, museu, espaços culturais, locais para oficinas, biblioteca e ateliê de artes”.
Além de ser um centro de estudos sobre a Guerrilha do Araguaia (que aconteceu na região entre o final dos anos 1960 e início dos 70), o objetivo do projeto é que o espaço seja um patrimônio histórico, cultural, científico e literário da região e se torne um centro de referência, de pesquisa e de aproximação das diversas áreas do conhecimento científico com a cultura e o conhecimento dos povos do Araguaia.
A obra é assinada pelo arquiteto Nivaldo Iamauti e conta com um obelisco desenhado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, enquanto o projeto de construção do Memorial foi aprovado pelo Ministério da Cultura, através da Lei Rouanet, e está em fase de captação de recursos.

Diferencial de governos

Publicado em 30 de abril de 2007

Enquanto no estado do Tocantins seus políticos alçam vôos de cruzeiro na busca do resgate histórico-cultural de sua gente, do outro lado do rio, mais precisamente em São Geraldo, um museu mantido heroicamente por um simples morador colecionador de peças que registram rastros daquilo que foi a Guerrilha do Araguaia, encontra-se no afogadilho graças a insensibilidade dos governantes paraenses. Quem conhece o local paupérrimo onde o Eduardo guarda o acervo por ele recolhido nas matas percorridas por guerrilheiros e forças militares, sente náuseas do abandono ao qual foi submetido, e perseguido pelo próprio prefeito Manelão, que por diversas vezes ameaçou prender o rapaz por questões políticas.
Vamos aguardar agora o que a secretaria de Cultura do Estado prende fazer para salvar o museu.

Vergonha pública

Publicado em 30 de abril de 2007

A informação é oficial: em 2007, de janeiro a março, foram registrados 73 casos de pessoas portadoras de hanseníase em Marabá. Até o último dia de dezembro passado, o município situava-se na faixa de 14 doentes para cada 10 mil pessoas. A média paraense é de quase 6 casos para cada dez mil.
A secretaria de Saúde de Marabá informa que dos 73 casos de pessoas acometidas da doença, nos três primeiros meses do ano, 57 receberam alta por cura. O bairro do Amapá, cuja população pobre vive em casebres com o mínimo de higiene, já foi considerado um dos pontos de maior prevalência da hanseníase, mais grave do que a de países como Tanzânia e República Democrática do Congo. Nos últimos quinze anos, casos da doença caíram acentuadamente no bairro.
Nada a festejar, a não ser a queda progressiva da enfermidade, em quase todos os municípios do Estado.