Riscos de mais mortes

De repente, o Hospital Regional Geraldo Veloso, construído em Marabá para atender 21 municípios do Sudeste, pode se transformar em palco de tragédias jamais vistas. A secretaria executiva de Saúde, à frente Fernando Dourado, dentro do plano eleitoral de manipulação da opinião pública, formou um quadro técnico composto de enfermeiras e páramédicos inexperientes, médicos com salários abaixo do que se paga em qualquer lugar do país -, portanto, descaracterizando a própria referencia de média e alta complexidade do hospital.
Há o temor se generalizando de que novas mortes ocorram no Hospital Geraldo Veloso por omissão ou causadas pela inexperiencia de jovens profissionais contratados à toque de caixa, às vésperas da eleição.

Omissão de socorro

No caso da morte de Maria José de Oliveira, ao chegar na recepçao do hospital, seus familiares ouviram que ali não existia cardiologista de plantão, e que o atendimento só poderia ser feito dia seguinte. Baseado em laudo encaminhado ao Hospital Geraldo Veloso pelo clínico-geral Mauro Guimarães, a idosa encontrava-se em perigo de vida, urgentemente precisando de especialista cardíaco. Certamemte, a doença nao esperaria 24 horas pelo socorro médico. De fato, às 5h40 da manhã seguinte, a senhora morreria por falta de atendimento no hospital “inaugurado” para evitar que tais fatos ocorressem na região.

A morte de Maria José

A irresponsabilidade pontificada na decisao de inaugurar o Hospital Regional Geraldo Veloso sem nenhuma condição técnica, e carencia de equipamentos supostamente adquiridos mas ainda não instalados, é a causa política atribuída à morte da senhora Maria José de Oliveira, 69 anos. Ela morreu porque o HRS nao tinha cardiologista e endocrinologista em disponibilidade, para atendimento de média comlexidade o qual necessitava a enferma.
Passados três dias da morte de Maria José, graves problemas até entao ocultos começam a pipocar, desmascarando a farsa que foi o ato de inauguraçao de um hospital que nao estava apto a atender ninguem. Simão Jatene e seus assessores usaram o evento para criar cenário positivo à candidatura entao moribunda de Almir Gabriel.

Natimorto

Se tiver procedência informação de que Almir Gabriel deverá assumir a presidência regional do PSDB ainda este ano, taí um fato que por si já nos leva a prever o inevitável: o partido de FHC fadado a desaparecer tal como a candidatura ao governo de Gabriel. Não existe uma liderança política do interior disposta a conversar com o “velho”Almir. Entre prefeitos, vereadores e líderes comunitários, todos estão ressabiados dos métodos estressantes e nada educados do ex-governador. Dias negros se anunciam na seara tucana paraense.

Estado mata senhora

Não há cardiologista e nem endocrinologista no Hospital Regional Geraldo Veloso. Por esta razão, Maria José de Oliveira, 69, faleceu por falta de atendimento médico, 16 dias após a inauguração por Simão Jatene do Hospital Regional do Sudeste, localizado em Marabá.
A inauguração desse hospital, conforme anotei em minha coluna no DIÁRIO DO PARÁ, ocorreu extemporaneamente para atender exigências do então candidato tucano Almir Gabriel, na louca tentativa de reverter uma derrota humilhantemente anunciada na região.
Como o Pará é servido por um Ministério Público avesso a investigar o próprio Estado, não podemos esperar nenhuma investigação que venha desse setor. Indignar-se, não resolve nada. Como ficar também lamentando -, é outra saída inócua para essa situação criminosa.
O que fazer? Mobilizar a sociedade para exigir medidas justas, buscando responsabilidade pela morte da senhora.
Suspeitos não existem. Há um culpado único em toda essa sacanagem de desrespeito às pessoas pobres: o governo do Pará.