Coronavírus: Secretaria de Saúde de Marabá convoca para elaborar Plano de Contingência

A secretaria de Saúde de Marabá liberou memorando convocando reunião, no início da próxima semana, com diretores da Atenção Primária, Média e Alta Complexidade; coordenadores do Laboratório, Urgência e Emergência, Regulação; Vigilância Sanitária e Epidemiológica ,  e Estratégia de Saúde da Família.

Durante reunião, o tema a ser discutido é a construção do Plano de Contingência Municipal para enfrentamento do coronavírus.

Reunião ocorrerá as 9 horas do dia 2.

Indivíduo com suspeita de coronavírus está internado em Belém

 

Indivíduo do sexo masculino, de 55 anos, morador de Belém, vindo de área de transmissão sustentada de Covid-19, está internado na capital do Estado com suspeita de coronavírus.

Caso foi confirmado pela Secretarua Municipal de Saúde de Belém, na  manhã desta sexta-feira, 28,

O  Departamento de Vigilância em Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica, diz que durante monitoramento de indivíduo que esteve em contato com o caso confirmado de Covid-19 de São Paulo, identificou que o paciente apresenta sintomas clínicos de garganta irritada, indisposição, dor articular e tosse.

Portanto, tendo critérios clínico-epidemiológicos, conforme definido nos protocolos do Ministério da Saúde, para investigação do Covid-19.

Agora será realizada a investigação epidemiológica e coleta de amostra de secreção nasofaringe para pesquisa de vírus respiratório para ser encaminhada para análise no Laboratório Central do Pará(Lacen-PA).

O paciente tem sintomas considerados leves e se encontra em isolamento domiciliar, com orientações de uso de máscara, etiqueta de tosse e higiene das mãos.

Ele continuará a ser monitorado pela Vigilância Epidemiológica do Município de Belém até que saia o resultado dos exames ou finalize o período de quarentena de 14 dias.

A Sesma ressalta que esta ocorrência não tem ligação com o caso do indivíduo atendido ontem em um hospital particular.

Vereador de Marabá é aprovado no exame da OAB com melhor nota da Faculdade Carajás

O vereador Miguelito Gomes (PP) está concluindo o último semestre do curso de Direito, na Faculdade Carajás.

 

Protagonista do exame da OAB realizado dias atrás, o parlamentar pontuou a melhor nota de sua faculdade, obtendo aprovação para outra etapa.

 

Miguelito é formado em Administração, cursou Medicina sem concluir, e agora fecha o período completo de Direito, já com a carta da OAB quase na mão.

 

A formatura da turma do vereador marabaense ocorrerá no meio do ano.

Duas vacinas contra coronavírus já estão sendo testadas

Uma esperança  brota no ar.

Duas vacinas contra o coronavírus já estão sendo anunciadas.

Uma na China.

Outra nos Estados Unidos.

A vacina experimental  chinesa poderia  ser testada em humanos já a partir do mês de abril.

O desenvolvimento da vacina nos Estados Unidos ocorreu em 42 dias.

Também os testes iniciais da potencial vacina norte-americana  ocorreriam em abril, só que o  processo regulatório duraria pelo menos um ano.

Produção do Facada Fest é intimada a depor na PF

Quem informa é a repórter Lais Azevedo, do Diário do Pará:

 

 

Os organizadores do Facada Fest foram intimados a comparecer à Polícia Federal para prestar depoimento. Em despacho assinado pelo Ministro da Justiça, Sérgio Moro, e pelo Procurador Geral da República, Augusto Aras, eles são acusados de “apologia ao crime” e “crime contra a honra” do Presidente da República. O motivo apontado é a ilustração do cartaz original do evento, que traz um palhaço usando a faixa presidencial e empalado por um lápis – uma crítica aos cortes de investimentos na Educação feitos pelo governo federal.

Na época do evento, em junho do ano passado, o cartaz já havia sido censurado. Em nota enviada ao DIÁRIO e publicada nas redes sociais do festival, os organizadores destacaram que a terceira edição do evento, realizada em agosto do ano passado, foi um sucesso de público e não registrou nenhuma ocorrência policial. “Não cometemos crime algum. O Facada nada mais é do que fruto da nossa expressão artística em forma de manifestação cultural”, afirmaram.

Eles destacaram ainda a forma desproporcional como a situação vem sendo tratada. “Com tantos problemas ocorrendo neste momento no país – como o motim de policiais militares, a degradação ambiental na Amazônia e os indícios cada vez mais fortes do envolvimento de políticos com milicianos -, nos causa espanto o uso do aparato judicial e policial de nosso país para reprimir um festival de música. Criminalizando a liberdade artística e de expressão garantidas na própria Constituição de 1988, a Constituição Cidadã”, continuaram em nota.

A repercussão nacional junto a artistas e o público após a censura do cartaz e a indignação de políticos de direita – como o vereador e filho do presidente, Carlos Bolsonaro, e o deputado federal paraense Éder Mauro – que postaram em suas redes sociais mensagens com tons ameaçadores, o evento chegou a ser proibido de ocorrer no local previsto, o Mercado de São Brás. Foi transferido para um bar no centro histórico de Belém, mas também passou por repressão policial e foi cancelado, até enfim se realizar em outra data.

HISTÓRIA CRÍTICA

Realizado desde 2017, muito antes da eleição do atual presidente, o festival já tinha um viés de crítica social ao reunir bandas dedicadas ao punk, hardcore e metal. E em sua edição mais recente, levantou o debate sobre o aumento de discursos totalitários. O artista paraense Paulo Magno, autor da ilustração do cartaz, quis sintetizar esse espírito contestador do evento e não considera sua arte um estímulo à violência, como declarou em entrevista ao Diário Online, ano passado.

“O que estimula a violência é a desigualdade social e a falta de investimentos em educação e segurança pública”, respondeu. “Nesta arte, o teor principal é o da educação. A mensagem que a ilustração quis passar era justamente da educação (lápis) vencendo a palhaçada e o desmantelamento da educação. E, por trás, o abandono que nossa cidade está sofrendo. Somente a educação pode vencer a ignorância”, completou.

Em suas redes sociais, a organização do festival lembrou como, historicamente, a sátira a políticos, independentemente de sua posição ideológica, é uma tradição na vida social brasileira. Eles citaram as caricaturas dos irmãos Caruso nos principais jornais do país e artistas como Angeli, Jô Soares e Laerte. “Essa cultura se consolidou não apenas como forma de protesto, mas também como um dos mais saudáveis exercícios de democracia: a liberdade de criação artística e de opinião”, lembram.

Evento se multiplicou

A censura sofrida pelo festival acabou fazendo bandas e coletivos underground de outros estados conhecerem o evento e formarem parcerias para que ele tivesse edição em outras cidades. Ano passado, só em Belo Horizonte foram dois dias de shows, em outubro; São Luiz, Curitiba e Marabá (interior do Pará) também tiveram suas próprias edições em setembro. A edição em Campinas, interior de São Paulo, também sofreu censura, o que foi registrado em um documentário realizado pela Monstro Filmes e compartilhado no Youtube.

Eles foram impedidos de realizar o festival em praça pública, onde tinham anunciado, mesma situação enfrentada pela edição paraense. O que obrigou os produtores e bandas do evento a se mobilizarem e fazer com que o festival acontecesse no Sindicato Bar, um espaço pequeno, mas que tradicionalmente acolhe a produção autoral da cidade. Isso tudo, sem poder fazer divulgação aberta, já que a polícia deixou claro que estaria monitorando as redes sociais para impedir que o festival acontecesse.

Em sua nota, os criadores do festival destacam o espelho que o evento tem sido para outras cenas pelo país. “Somos bandas e público do rock, o mesmo gênero que na década de 1980, inspirado no punk e pós-punk, se opunha ao regime militar e reivindicava as ‘Diretas Já’ e democracia. Em tempos onde deputados apresentam projetos de lei querendo criminalizar estilos musicais no país, a nossa conexão com outros estados tem sido algo muito legal e mostra que não pensamos de forma isolada”, finalizaram.