Salão do Livro encanta estudantes de municípios próximos a Marabá

Publicado em 30 de abril de 2018

Muita gente aproveitou o final de semana para visitar o I Salão do Livro do Sul e Sudeste do Pará, que segue até o dia 6 de maio, no auditório do Carajás Centro de Convenções Leonildo Borges Rocha, em Marabá.

No domingo (29), inclusive, o evento foi ponto de encontro de comitivas de estudantes de municípios próximos, como Itupiranga.

Quem foi ao Salão, pela manhã, pôde apreciar uma apresentação da Companhia de Dança de Tucuruí e a oficina “Os encantos do cordel” ministrada pela cordelista Lusinete da Silva. Para ela, esse tipo de literatura, “é uma cultura a ser trabalha nas escolas, porque atrai o aluno para a leitura e para os saberes regionais”, destacou.

À tarde, na Sala Pará, estudantes e professores aprenderam um pouco mais da história da região com a palestra “Historicizando o sul e sudeste”, com o professor da Universidade do Estado do Pará (Uepa), Airton Pereira.

Os pontos principais trabalhados foram o processo de migração e povoamento, bem como as cidades e os conflitos sociais gerados. Na sequência, a psicanalista Pollyana Souto participou de uma roda de conversa com o tema “Biblioterapia: a terapia através da leitura”.

A psicóloga explicou que “a criança e o adolescente não conseguem falar como adultos sobre seus problemas no divã. Eles fazem isso através dos livros, dos desenhos ou da música. Seja um problema na escola ou em casa, e até questão de abuso, eles podem revelar por meio do personagem daquela história. Já trabalhei no Tribunal e as crianças que eram vítimas de violência falavam através de histórias dos livros. Geralmente elas se identificam com algum personagem”, detalhou.

Enquanto uns apreciavam a palestra e as Rodas de Conversa, outros aproveitavam a programação do auditório João Brasil.

O projeto voluntário “Batidas com perfeição – Bape” mostrou vários ritmos, da Música Popular Brasileira ao rock, ao som da bateria.

O presidente do projeto, Luiz Baterazz, como é conhecido, explicou que a iniciativa ajuda crianças e jovens a aprender a usarem o instrumento.

“O Bape angaria iniciantes e intermediários na bateria, o objetivo é incentivar os alunos novos a criar novos rumos para a bateria. O instrumento não é um dos mais difíceis e é um dos preferidos da criançada. Estou me formando em pedagogia e vejo que a parte motora da criança. Percebo a coordenação e trabalho com deficientes e com pessoas com síndrome de down. Vejo evolução na coordenação. Então a bateria não é só um instrumento para profissionais”, disse.

Ele explicou ainda que o Bape “é um projeto independente meu e do Igor Bernado, baterista da GAP (Galeria de Artes do Pará). Todos são voluntários, vamos buscar parcerias para ajudar essas crianças. Conseguimos atender semestralmente nas escolas, igrejas, bairros periféricos, dentro do nosso tempo, já que temos nossas atividades. Sou militar, músico formado e trabalho como freelancer. Fazemos workshop, trabalhamos com miniconcurso. Quem quiser pode procurar a gente pelas redes sociais, solicitar o projeto”.

A forma como Luiz Baterazz usou a bateria cativou o estudante e músico de Itupiranga, Luciano Araújo. Ele já pensa em deixar a guitarra de lado para aprender o novo instrumento musical.

“Foi muito interessante o jeito dele comandar as baquetas, sua reação na bateria, junto com a melodia, foi muito bacana. Toco guitarra, vê-lo tocar despertou a vontade de começar a tocar bateria também”.

Depois foi a vez do projeto “Musicando” da GAP levar canções para um público formado por crianças, papais e mamães. A coordenadora, Daiana Viegas esclarece que a apresentação foi criada para o Salão, mas espera realizar outras ainda este ano.

“O Musicando é composto por 12 canções do repertório brasileiro e da nossa região. São músicas para adultos com performance infantil. Tocamos com brinquedos e as crianças participam e se divertem com isso. Esse é só o primeiro, mas a gente tem intenção de fazer mais dois com novo repertório. Vamos apresentar no Salão a ‘Receita de felicidade’ músicas que falam de comida, família e amizade, todos vestidos de chef. A gente vai brincar com massa tocando instrumentos, será bem legal”, antecipa.

Ela explica que a GAP completa cinco anos em julho e começou como uma escola de música. “Hoje também temos setor de educação infantil para crianças de 2 a 5 anos. Musicalização faz parte do dia a dia da escola. Temos alunos, que não são do Gapinho, mas que podem participar da musicalização toda as segundas e quartas à tarde”, concluiu.

À noite, o auditório cheio aguardava a programação mais esperada do dia, o Sarau Performático “Filhos da Terra”, criação do escritor Zhumar de Nazaré com a Associação dos Escritores do Sul e Sudeste do Pará, Instituto Cultural Hozana Lopes de Abreu e grupo Historiarte.

Zhumar pontuou que “fazer um sarau performático é fazer um espetáculo onde as poesias são apresentadas através de cenas com elementos da cultural local. Tudo é centrado na poesia, mas também há música, teatro e encenação”, resumiu.

A apresentação que iniciou com uma declamação sobre o rio feita pelo escritor Bertim de Carmelita, trouxe personagens da região como o pescador, as lavadeiras e as mulheres dos castanhais como.

“Foi exatamente da ideia do rio, que é matriz, e considerando as raízes da cidade, as pessoas, personagens e histórias que vieram desse rio, como o boto, as lavadeiras, as mulheres dos castanhais que também têm todas as suas tradições ligadas aos saberes das ervas medicinais”, afirmou.

O sarau encerrou com uma performance apoteótica dos integrantes do boi bumbá Flor do Campo. A professora Marluce Caetano, do projeto Marabá Leitora, ficou maravilhada.

“É fantástico, a gente se deleita junto. Vivemos  numa terra em que pode gritar, agradecer por essa perfeição de dança, de música, essa letra maravilhosa. Sou mineira, me considero marabaense de coração, estou aqui há 30 anos, o Salão veio trazer para nós aquilo que já somos e queremos ser, esse é um espaço maravilhoso”, disse.

 

Programação

 

A Arena das Artes começa nesta segunda-feira (30) e vai até sexta-feira (4) pela manhã.

A programação começa com a apresentação das escolas estaduais e municipais nesta segunda e na terça haverá “Teatro o Auto da Compadecida”, interpretada pelos alunos do colégio Alvorada.

Haverá outras programações ainda como “Conversa com o legislativo”, estação de pinturas, dança e contação de histórias pela manhã e tarde. Hoje (30) também tem o Papo-cabeça com professor Jerônimo Silva, da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) falando sobre preconceito religioso, às 15h.

No mesmo horário, ocorre o Seminário do Escritor Homenageado Age de Carvalho. À noite tem Encontro Literário com os escritores Daniel Leite (Belém), Jorge Washington (Itupiranga) e J. Bezerra (Marabá), finalizando com Sessão de Autógrafos e Sarau da Re-existência promovido por estudantes da Unifesspa, às 20h.

Salame e Secretário de Saúde de Marabá avançam para firmar parcerias

Publicado em 30 de abril de 2018

O diretor do Departamento de Atenção Básica (DAB), do Ministério da Saúde, João  Salame, retornou ao trabalho, depois de cirurgia cardíaca realizada semana passada, recebendo em seu gabinete o secretário de Saúde de Marabá,  Marcones Santos, e a enfermeira  Dármina Duarte,  diretora de Média e Alta Complexidade  da SSM.

Os três discutiram pautas reivindicatórias  objetivando  qualificar o atendimento da população de Marabá através dos programas Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica (NASF-AB) e Saúde da Família.

O diretor do DAB e os representantes de Marabá avançaram em estratégias que deverão, nos próximos meses, operar dividendos na área de atenção básica.

Flexa Ribeiro consegue que “Luz para Todos” continue levando energia ao meio rural

Publicado em 30 de abril de 2018

Em defesa das mais de 175 mil famílias paraenses do meio rural que ainda não têm luz elétrica firme e de qualidade em seus lares, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) vinha trabalhando junto ao Governo Federal para dar continuidade ao Luz para Todos.

Com o prazo para acabar em dezembro deste ano, o programa não cumpriria a meta de universalização do acesso à energia elétrica.

Atendendo a solicitação do senador, foi publicado no Diário Oficial da União de hoje (30), o Decreto Nº 9.357, da Presidência da República, que prorroga o Luz para Todos até 2022.

No ofício, encaminhado em setembro de 2017, o senador Flexa Ribeiro chamava a atenção para o fato de programa não ter conseguido cumprir a meta de universalização. “É preciso que todos os brasileiros, em especial os paraenses, sejam atendidos pelo programa de universalização.

O Pará, sendo um Estado que contribui com a geração de energia, levando para todo o Brasil, precisa receber uma atenção especial. Não podemos permitir que aqui ainda existam famílias vivendo praticamente no escuro”, defendeu o senador.

Em todo o Brasil, mais de 2 milhões de pessoas do meio rural ainda não foram atendidas pelo Luz para Todos.

Pela sinalização do governo, o acesso gratuito à energia elétrica deverá ser levado, em caráter prioritário, às regiões Norte e Nordeste e às populações que vivem em áreas isoladas, como comunidades quilombolas e indígenas, assentamentos, ribeirinhos, pequenos agricultores e famílias em reservas extrativistas. (Assessoria Parlamentar)

Negritude e literatura é um dos temas discutidos no Salão do Livro de Carajás, em Marabá

Publicado em 29 de abril de 2018

Foi grande a movimentação no segundo dia do primeiro Salão do Livro de Carajás, neste sábado, 28. A programação começou com apresentação cultural de escolas de 17 comunidades da zona rural de Marabá. Cerca de 360 estudantes do campo puderam mostrar projetos pedagógicos. Um deles foi a peça “A Formiguinha e a neve”, baseada num conto literário infantil.

Visitar o Centro de Convenções e poder participar do evento animou muito o pequeno Luciano Silva. “A gente treinou muito para apresentar a formiguinha e a neve, já fizemos duas apresentações. Eu gostei muito, aqui é muito bom”, disse o estudante.

A pedagoga das Escolas do Campo da Secretaria de Educação, Lucia Batista, afirmou que as apresentações são resultado do trabalho realizado no dia a dia dos estudantes. “É um momento ímpar porque muitos alunos nem haviam saído das suas comunidades para vir à cidade, e num lugar tão agradável como esse, não poderíamos deixar de trazer nossas escolas para apresentar os projetos que elas desenvolvem no dia a dia. Estou encantada porque é tudo muito simples, mas é o que eles conseguem produzir enquanto comunidade escolar”, reiterou.

A programação também contou com o espetáculo musical “A dança dos Livros”, do Centro Educacional Disneylândia, com oficinas de confecção de dedoches e fantoches, contação de histórias e duas rodas de conversa: uma sobre as artes visuais e outra sobre Negritude e Literatura.

O segundo tema foi discutido pela professora doutora em estudos literários da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), pedagoga especializada em política e promoção da igualdade racial e integrante do coletivo Consciência Negra e Movimento de Marabá, Vanda Melo, junto com o escritor, jornalista e advogado marabaense Ademir Braz. A mediação ficou por conta do escritor Airton Souza. (Foto abaixo)

Fotos: Ascom CRGSP
MARABÁ – PARÁ

O escritor Ademir Braz, baseado nas próprias experiências, evidenciou que o preconceito racial é algo disfarçado. “Quando eu era menino as pessoas me chamavam do negro da Donana, minha mãe, aquele moleque endiabrado, o que era puro preconceito, por que eu era um menino como qualquer outro. Quando eu fui estudar em Belém, morar no subúrbio, lá o preconceito não era delicado, era raivoso. Eu tive que brigar muito para estabelecer meu espaço, uma coisa com que eu lidei a vida inteira. O preconceito ficou mais sutil porque quando ele fica agressivo vira escândalo, mas continua existindo”.

A professora Liliane Batista explicou que na literatura o negro é tratado de forma diferenciada, já que alguns escritores trabalham o negro não como o sujeito, mas como objeto, visto com vários estereótipos, como por exemplo, a questão da mulher negra ser sexual (isso até hoje permanece no imaginário), algo amplamente trabalhado por Jorge Amado.

“Temos o exemplo de ‘Gabriela’, que além de ser infantilizada é sexual, o que é muito sério, porque em pleno século 20 ainda se via isso. Mas há um movimento muito forte de tomada de consciência, que começou lá pelos anos 1960, e um movimento de mulheres negras produzindo literatura como um espaço de luta. Na academia esse processo é muito lento, mas já temos alguns alunos desenvolvendo estudos a respeito. A indústria cultural reforça estereótipos nas novelas, nas reportagens, no carnaval, estereótipos que a mídia tenta conservar, já que há uma resistência de uma elite que não quer que o negro alcance lugar de destaque. Isso também acontece na literatura”.

Pesquisadora árdua da literatura angolana e moçambicana, a professora destaca que nesses países os escritores são mais engajados, mas vivenciam a dificuldade de serem lidos fora de lá. “Como lá houve guerra, entre 1961 e 1974, então a literatura é muito engajada. Uma das primeiras atitudes foi criar a União dos Escritores Angolanos, mas para serem lidos têm que serem publicados fora de lá, e para chegar ao Brasil, que foi um modelo tão forte para eles, são as universidades que estão nesse movimento de pesquisa, de levar essa literatura ao conhecimento dos alunos. Ali houve um imperialismo dominante, teve tomada de território, o problema é que hoje a gente vive um imperialismo ideológico e lutar contra ele é muito difícil”.

Já a pedagoga e arte-educadora Vanda Melo pontuou a existência da relação colonialidade versus modernidade. “Segundo os autores, acabou a administração das colônias, mas todo o processo cultural a partir da colonização foi centralizado principalmente na questão da racialização do mundo. Nessa perspectiva, a gente trabalha a compreensão de que existe a colonialidade instituída na nossa própria formação, enquanto sujeito, algo entranhado pelo eurocentrismo, valores que foram colocados como superior, e de certa forma embasaram todo o processo de formação dos sujeitos”.

Nesse sentido, Vanda Melo esclarece que os grupos de pesquisa inseriram recentemente o debate sobre a decolonidade e a necessidade da existência de novas epistemologias do conhecimento. “Como que nós, enquanto sujeitos, vamos retomar o nosso processo politicamente, retomar porque nós, enquanto negros, nunca abandonamos o processo de resistência e de produção contrária a toda violência que foi instituída contra o negro. Socializar as africanidades que estão presentes no Brasil para a constituição de outras formas de compreender a realidade, o mundo e o sujeito, e constituir nossas relações a partir dessas diversidades”, concluiu.

Após a roda de conversa, o público pôde conferir hinos instrumentais com a Banda Doxologia e o show com ritmos colombianos “Salsa com Jambu”, de Bruno Benitez e Banda Mundo Mambo.

Programação

Neste terceiro dia de feira, os visitantes do Salão do Livro de Carajás vão ter apresentação da Companhia de Dança de Tucuruí, oficina “Os Encantos do Cordel”, roda de conversa sobre Biblioterapia e palestra “Historicizando o sul e sudeste” com o historiador Airton Pereira.

Além disso, tem Sarau Performático “Filhos da Terra”, Show Musical Batidas com perfeição, com Bateristas da GAP e Musicando, contação de histórias, show musical de Clauber Martins e espetáculo de dança “Despertar da Dança do Ventre”.  (Por Kelia Santos)

 

Sucesso de público no Centro de Convenções de Marabá marca abertura do Salão do Livro de Carajás

Publicado em 28 de abril de 2018

No rosto da pequena Tábita Jasmim, de 9 anos, o deslumbramento de ver tantos livros infantis. Foi a primeira experiência da leitora mirim em uma feira do livro. “Estou achando muito legal. Gosto de ler. Papai vai levar um de colorir anti-estresse. Eu dou um recado que leiam porque é muito bom porque vai descobrindo mais coisas”, disse.

Quem também estava maravilhado com o Salão do Livro de Carajás era o professor da rede municipal de Ensino de Marabá, Wynklyns Lima.

 

“Eu tinha muita vontade de adquirir alguns livros e ficava ruim sair da cidade para comprar fora. Eu fiz lista para comprar livros há anos, e agora, consegui. É uma oportunidade única para comprar, adquirir novos conhecimentos, é um espaço de cultura, aprendizado, lazer e entretenimento”, anunciou.

A abertura oficial do Salão do Livro de Carajás foi realizada nesta sexta-feira, às 19 horas, no Centro de Convenções de Marabá. Na ocasião o escritor João Brasil Monteiro, de 92 anos, ícone da literatura regional em Marabá, com mais de 10 livros publicados, foi homenageado.

Representando o governador do Estado, o secretário Regional de Governo, Jorge Bittencourt, afirmou que dá orgulho ver esse evento como fruto do processo de integração.

“É uma união de todos com o apoio da iniciativa privada da Vale, do Governo do Estado, a Assembleia Legislativa, na pessoa do presidente Márcio Miranda, junto com a prefeitura municipal de Marabá. É um momento de interação da sociedade, dos produtores, da diversidade literária e cultural da região. É um momento de interação da sociedade, desses produtores. Nos dá orgulho, com o Centro de Governo do Sudeste no seu primeiro ano atendendo a 39 municípios vivenciarmos esse processo de integração na região, no município polo e referência que é Marabá”, esclareceu.

Para a diretora de Cultura da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), Ana Catarina Brito, que representou o secretário de Cultura, Paulo Chaves, o sentimento é de conquista em ver mais um município receber o Salão do Livro.

“Estamos vendo aqui que esse salão nascer redondo, forte, bonito, muito bem estruturado, a construção do centro de convenções já está mostrando que veio na direção certa, viabilizando eventos desse porte. A população respondendo com corredores lotados, a gente percebe que a ação está na direção certa, que esse é o caminho, descentralizar, levar a literatura, ações culturas para mais perto das pessoas, valorizar e abrir vitrines para produção artística e cultura local, e é isso que esse salão vai fazer, com palestras, oficinas, encontros literários, seminários, shows, arenas das artes. O salão realmente só pela abertura nos confirma que valeu a pena e que teremos uma ação exitosa nesses 10 dias”.

O prefeito de Marabá, Tião Miranda, explicou que a cidade já teve Feira do Livro, mas nunca nessa proporção. O gestor esclareceu que deseja que o evento fique no calendário do município.

“Eu fico muito feliz porque eu vejo o retorno do salão, a gente fazia uma feira lá no ginásio da Folha 16, e hoje a gente vê uma feira do livro no Centro de Convenções. Sabemos das dificuldades que é fazer uma feira no Brasil e, ainda mais no Norte. Certamente o salão ficará no calendário anual de Marabá. As pessoas do bem têm que se unir para as coisas boas acontecerem. Lembro que quando era menino ganhei meu primeiro livro de uma enfermeira que morava na casa da mamãe. Lembro até da capa do livro. Fico feliz que esse evento, além de trazer conhecimento, vai cultivando a importância do livro. Peço aos pais para que ajudem a criar esse hábito da leitura nos filhos”.

O presidente da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), deputado Márcio Miranda, foi a Marabá para visitar o salão e ficou empolgado com o que viu na abertura do evento.

“Vir ao interior do Pará, no interior da Amazônia ver a diversidade de autores, ver o preço dos livros, publicações a 10 reais, dá vontade de sair levando tudo. E o que é mais importante, a feira realizada num ambiente gostoso, aconchegante, com auditórios maravilhosos, a união das famílias, estou muito empolgado”.

O 1º Salão do Livro conta com 32 estandes, cerca de 100 editoras e, em média 40 mil publicações em exposição e estoques. A expectativa da Associação Nacional de Livrarias é que, durante os 10 dias de evento, circulem na feira 50 mil pessoas e gere uma movimentação financeira de R$ 1 milhão, principalmente com o Programa CredLivro.

Foram disponibilizados R$ 400 mil para os professores da rede estadual de ensino, com crédito de R$ 200 para a aquisição de livros.

A iniciativa também teve a adesão da Prefeitura, que vai disponibilizar R$ 300 mil em créditos de R$ 150 para os professores da rede municipal. A jovem Michelle Lima Pereira aproveitou os preços do salão. “Comprei um box de livros e mais três títulos. Está barato em comparação a outro lugar. Estou gostando bastante”.

A abertura do Salão do Livro lotou não só os corredores e estandes, mas também o auditório com a programação cultural que contou com a apresentação da Banda Marcial de Marabá, do Povo Indígena Parkatejê e um espetáculo de músicas de ritmos colombianos com show do cantor Bruno Benitez e Banda Mundo Mambo.

O encerramento ficou por conta do cantor e compositor marabaense, referência artística na região, Diego Aquino, com o show “O Grito”, animando o público.

“Achei a escolha maravilhosa, eu amo o Diego Aquino, ele canta muito bem. Achei muito legal a chegada do salão porque Marabá precisa de eventos assim, eu fiquei tão empolgada que eu vou trabalhar como voluntária na feira”, afirmou Sabrina Alana, estudante de Psicologia.

Presidente da Alepa, Márcio Miranda (falando), ao lado do prefeito de Marabá, Tião Miranda, feliz com a abertura do evento. (Foto Elza Lima)

Programação

No segundo dia de feira, além de apresentações artísticas das Escolas do Campo, está previsto Espetáculo Musical Dança dos Livros, contação de histórias de manhã e à tarde, com as Tias Missão Kids, Rodas de Conversa “Artes Visuais em Marabá”  e “Literatura e Negritude”, com a professora Liliane Batista, da Unifesspa, respectivamente às 16h e 19 horas; apresentação musical com o show Doxologia e Salsa com Jambu, do cantor Bruno Benitez e Banda Mundo Mambo.

No dia 29, domingo, tem Companhia de Dança de Tucuruí e o espetáculo de dança do ventre, além dos shows musicais às 9h30 e 15h; no Sarau Performático “Filhos da Terra”, artistas apresentam personagens históricos da cidade de Marabá, às 19 horas; e do cantor Clauber Martins Cantador se apresenta às 20 horas. A programação tem ainda oficinas, roda de conversa, contação de histórias, cantigas de roda e brincadeiras tradicionais pela manhã e tarde.

Serviço:

Salão do Livro do Sul e Sudeste do Pará, até 6 de maio, no Carajás Centro de Convenções Leonildo Borges Rocha.