Manifestações no Pará marcam Greve Geral

Publicado em 28 de abril de 2017

Diversos municípios do Pará realizam manifestações contra  o governo de Michel Temer, em protesto contra as reformas trabalhistas e da Previdência.

Em Marabá, manifestantes concentraram-se em frente a sede do INSS, simbolizando a luta contra as mudanças que o governo pretende na Previdência Social.

De lá, grevistas rumaram sentido Núcleo Velha Marabá (foto abaixo ), onde  encerraram as manifestações promovendo discursos contra o Governo Temer.

 

Castanhal, localizado no Nordeste do Estado, milhares de pessoas também saíram às ruas, paralisando grande parte da atividade econômica da cidade.

Avenidas de Castanhal tomadas ela população

Município de Marituba, na região Metropolitana,  as ruas da cidade também foram tomadas por manifestantes, com passeata pela BR-316 (foto).

 

Em Rio Maria (foto abaixo), mais ao Sul do Estado, a BR-155 foi tomada por grevistas gritando palavras de ordem e exibindo faixas contra as reformas da Previdência e Trabalhistas.

Em Parauapebas, a guarita de acesso à Serra dos Carajás foi tomada por manifestantes, impedindo entrada e saída de veículos (foto).

A 220 km de Marabá, a cidade de Imperatriz, Estado do Maranhão, as principais vias foram ocupadas por manifestantes contra as reformas trabalhistas e pervidenciáris – foto abaixo.

 

 

Beto Salame vota contra reforma trabalhista

Publicado em 27 de abril de 2017

O deputado federal  Beto Salame (PP) votou contra o projeto de reforma das leis trabalhistas, aprovado ontem, na Câmara Federal, em primeira votação.

Embora tenha sofrido todo tipo de pressão do partido e de ministros do governo Temer, o parlamentar marabaense manteve a palavra assumida durante a semana de que estaria a favor dos trabalhadores e contra a orientação de seu partido.

Em plenário, antes da votação, Salame publicou nas redes sociais um vídeo no qual ele diz:

 

– “Sou contra esse projeto, e votarei contra esse projeto por entender que ele pretende, infelizmente, retirar direitos de trabalhadores e  precarizar as relações de trabalho. Então, eu queria reafirmar meu compromisso com a geração de emprego e geração de renda para o nosso povo e para a nossa gente,  e que não vai ser retirando direitos de trabalhadores que isso vai acontecer”

 

Abaixo, veja como votaram os deputados paraenses:

SIM (pela aprovação do projeto)

Delegado Eder Mauro (PSD), Joaquim Passarinho (PSD), Hélio Leite (DEM), Elcione Barbalho (PMDB), José Priante (PMDB), Lúcio Vale (PR), Nilson Pinto (PSDB), Josué Bengston (PTB),  Francisco Chapadinha (PTN), Wladimir Costa (Solidariedade)

 

NÃO (contra a reforma)

Beto Salame (PP), Arnaldo Jordy (PPS), Júlia Marinho (PSC), Simone Morgado (PMDB), Edmilson Rodrigues (Psol), Beto Faro (PT), Zé Geraldo (PT)

Bispos do Pará proclamam paralisação geral DIA 28

Publicado em 26 de abril de 2017

Dom Vital Corbellini,  Bispo da Diocese de Marabá; Dom Flávio Giovrnali, de Santarém e  Dom José Maria, Bispo da Diocese de Abaetetuba, oficialmente anunciaram apoio à Greve Geral do dia 28 de Abril, seguindo orientação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Dom Vital Corbellini, inclusive, assinou  convite, com divulgação em redes sociais, no qual conclama os fiéis das paróquias localizadas em  12 municípios da região para participarem da paralisação geral contra as reformas proposta pelo governo Michel Temer, marcada para a próxima sexta-feira, dia 28.
A Igreja Católica vem se posicionando de forma crítica em relação as reformas trabalhistas e da Previdência.

 

Greve Geral também promete parar Marabá

Publicado em 26 de abril de 2017

Diversas entidades ligadas aos movimentos sociais, sindicatos, associações e estudantes,  modo geral, estão prometendo realizar grande ato público, nesta sexta-feira, 28,  contra as reformas do governo federal que atingem aposentados, leis trabalhistas e uma série de outras conquistas.

Organizadores da mobilização marcaram os arredores da sede do INSS, na Cidade Nova, para a concentração dos grevistas.

Assim como em todo o país, a greve geral também deverá marcar o Sul e Sudeste do Pará.

 

Justiça suspende licitação do último trecho da transposição do São Francisco

Publicado em 26 de abril de 2017

Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) concedeu nesta terça-feira (25) uma liminar (decisão provisória) que suspende a licitação do último trecho da transposição do rio São Francisco.

O desembargador Souza Prudente atendeu ao pedido de um dos consórcios que participaram da licitação. Esse consórcio argumentou que a proposta vencedora era mais cara.

Além disso, empresas questionaram uma mudança no edital do Ministério da Integração Nacional que fez com que fossem eliminadas do processo, sob a justificativa de falta de capacidade técnica.

A Advocacia Geral da União (AGU) e o Ministério da Integração serão notificados da decisão judicial. O ministério informou que vai recorrer, assim que receber a notificação.

A Construtora Passarelli, que apresentou a proposta mais barata, questionou a decisão na Justiça porque entende que tem todas as capacidades técnicas para a realização da obra.

A empresa afirma que “tem atestados de capacidade técnico-operacional que comprovam a experiência na atividade exigida, todavia não foram aceitos apenas em razão da vedação” de um item do edital que, segundo a construtora, não deveria ser considerado para rejeitar a proposta.

Para o Ministério da Integração, porém, as exigências técnicas que a construtora não têm são exigidas pelo governo federal desde 2011, o que, segundo a pasta, inviabiliza a contratação da Passarelli para a realização da obra.

O ministério diz ainda que “uma proposta mais vantajosa financeiramente não significa a proposta mais adequada para uma licitação”.

“Na verdade, algumas empresas foram inabilitadas porque a montagem de uma série de bombas de pequeno porte em uma mesma estrutura, mesmo alcançada a vazão mínima exigida no edital, não significa a mesma expertise necessária para a montagem individual de uma bomba de grande porte, cuja logística de transporte, montagem, comissionamento e operação é mais complexa”, explicou a pasta.

Na decisão judicial, o desembargador federal Souza Prudente afirma que “em princípio, o consórcio formado pelas empresas” que solicitaram a suspensão da licitação “teria comprovado, satisfatoriamente a sua capacidade técnico-operacional, não se justificando, assim, a sua eliminação precoce do certame”.

 “Com estas considerações, defiro o pedido de efeito suspensivo formulado na inicial, para determinar a suspensão do procedimento licitatório em referência, até ulterior deliberação judicial”, conclui o desembargador. (G1)