Veja da semana

Publicado em 31 de outubro de 2010

Editoria da revista VEJA vive um conflito.

Não sabe qual de cinco sugestões para a capa da semana, escolherá.

Entre algumas sugestões, a que publicamos é a que está sendo  mais bem avaliada.

Quatro anos depois, Jatene retorna ao governo

Publicado em 31 de outubro de 2010

Ana Júlia (PR) devolverá o governo do Pará a quem lhe transmitiu o cargo, quatros anos atrás.

O economista Simão Jatene (PSDB) já pode se considerar governador eleito do Estado, com cerca de 90% das urnas apuradas.

Jatane deverá vencer Ana com diferença de 13 pontos.

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atualização às 20:54

Na declaração entregue ao Tribunal Superior Eleitoral,o governador eleito Simão Jatene (PSDB) registra patrimônio de R$ 1,2 milhão.

Nascido em 1949 na cidade de Castanhal, Jatene  é mestre em Economia pela Universidade de Campinas, com atuação nas áreas de planejamento  dos governos de Jader Barbalho e Almir Gabriel.

Em 2002,  Simão Jatene disputou pela primeira vez a governança estadual, derrotando, num 2o turno, a atual prefeito de Santarém, maria do Carmo (PT).

Remo sonda Galvão

Publicado em 31 de outubro de 2010

Quem conta a novidade,  é o competente Gerson Nogueira, diretor de Redação do Diário do Pará: João Galvão está sendo sondado para assumir a direção técnica do Remo.

AQUI

Tempo feminino

Publicado em 30 de outubro de 2010

Na data de hoje o refrão do sambista Aniceto deve se tornar fato consumado. Mais uma vez a sabedoria popular surpreende. Um dos fundadores da escola de samba Império Serrano, Aniceto do Império, compôs a música “Uma Mulher na Presidência”. O disco Partido Nota 10 foi lançado em 1984. A letra diz, com simplicidade e sabedoria: “Se acaso acontecer uma mulher na Presidência?” Um coro feminino sustenta a resposta: “É sapiência, oi! É sapiência”.

Falecido em 1993, infelizmente Aniceto não poderá ver concretizado nas urnas o sonho de uma mulher na presidência. Aproveitando a letra do saudoso sambista, o diretor Iberê Carvalho fez, de forma voluntária este belo clipe.

Samba foi apresentado aqui no blog em março deste ano.

Apoteose em Recife

Publicado em 30 de outubro de 2010

Aconteceu nas ruas de Recife, sob chuva. Deveria ter sido o ato de encerramento da campanha de Dilma Rousseff em Pernambuco. Virou coisa diferente.

A candidata não apareceu. Estava no Rio, para o último debate presidencial, na TV Globo. Representou-a o cabo eleitoral.

Do alto da carroceria de um carro de som, Lula mediu 3 km de asfalto. Em marcha lenta, cruzou uma aglomeração que a PM local estimou em cem mil pessoas.

Súbito, o que seria uma caminhada pró-Dilma converteu-se em apoteose de Lula. A multidão dispensou-lhe tratamento de ídolo.

O rosto de Dilma estava impresso nas bandeiras de campanha, misturadas a estandartes do PT e do MST.

De raro em raro, estimulado pelos organizadores, o séquito até entoava os jingles da candidata. Porém…

Porém, na maior parte do trajeto teve-se a impressão de que era Lula quem iria às urnas deste domingo (31).

Massagearam-lhe os tímpanos –ora com um grito novo (“Lula, guerreiro do povo brasileiro”) ora com a velha musiquinha (Olêêê, olêêê, olê, Oláááá, Lulaaa, Lulaaa!”).

Afagaram-lhe as retinas. Quem não estava na rua acenava do teto do abrigo dos pontos de ônibus, do alto dos prédios.

Que Marisa Letícia não nos leia, mas um grupo de mulheres saudou o pernambucano ilustre brandindo calcinhas vermelhas na janela.

Agregaram-se ao cordão da militância dezenas de curiosos, moradores que se animaram a descer ao meio-fio e trabalhadores que deixavam o serviço no fim da tarde.

O aniversário de 65 anos, festejado na quarta, rendeu a Lula um parabéns pra você e dois buquês de flores.

Impedido de discursar –a lei proíbe comícios na antevéspera da eleição— Lula valeu-se do tato para retribuir às atenções.

Achegou-se várias vezes à quina da carroceria. Curvando-se, alcançava as mãos que conseguiam se aproximar do automóvel.

Concluída a consagração, Lula rumou para o aeroporto. Voou para São Paulo. Tinha pressa. Não queria perder a transmissão de debate presidencial.

Um debate em que Dilma, a candidata que ele fabricou, mediria argumentos com José Serra, um tucano que ele se esforça para derrotar pela segunda vez.

Eleito em 2002, numa disputa contra Serra, Lula chega a 2010 como carrasco do mesmo Serra.

Pela primeira vez desde 1989, o rosto de Lula não aparece na urna eletrônica. Mas, a julgar pela deificação de Pernambuco, é como se aparecesse. O vídeo abaixo ajuda a entender o fenômeno.   (Josias de Souza)