Fumante é mesmo burro?!

Publicado em 31 de maio de 2010

UOL publica resultado de estudo que compara o QI de fumantes e não fumantes, realizado pela Universidade de Tel Aviv.

Olha o resultado:

A pesquisa, liderada por Mark Weiser, usou dados de jovens entre 18 e 21 anos que haviam se alistado no exército – e que passaram por testes de inteligência padrões do exército – relacionando as variações da média de QI ao hábito tabagista, relação que se demonstrou bastante acurada, dizem os pesquisadores. A média dos não fumantes foi de aproximadamente 101 pontos de QI, enquanto os fumantes ficavam na média de 94 pontos. Os menores índices foram daqueles indivíduos que afirmavam fumar mais que um maço de cigarros por dia: 90 pontos de QI.


Um vício “democrático”

“Os profissionais de saúde, de uma forma geral, relacionam o hábito de tabagismo a pessoas de baixo nível socioeconômico e com menor escolaridade. Mas nosso estudo mostrou que esses fatores são simplesmente indeterminantes”, afirma Weiser.

No estudo de Weiser houve também análises de casos raros, como gêmeos. Mesmo entre irmãos, aqueles que fumavam tinham menor média de QI. Além disso, os dados sugerem que a predisposição genética para o vício não influenciou na queda das médias da inteligência, ou seja, poderia ser algo relacionado ao desenvolvimento do hábito tabagista e que desencadaria algum outro processo.

Piora na saúde

Outro fato interessante de se observar foi que os fumantes, na grande maioria, indicavam estar em boa saúde. Mas após o tempo de serviço militar isso pareceu se degradar. “Pessoas com menor QI podem fazer escolhas errôneas de como tratar a própria saúde. Esses indivíduos não são somente um alvo fácil para o hábito do tabagismo, mas podem também desenvolver obesidade, ter déficits nutricionais e se envolver com outros tipos de drogas. Nossos resultados podem servir para que pais e profissionais médicos tenham mais provas para convencer esses jovens a se afastarem do tabagismo, pois isso poderá levar à melhora na saúde desses indivíduos, em todos os níveis”, diz Weiser. (Com informações da Tel Aviv University).
NB: o poster fumava até três maços de cigarro/dia. Largou o vício desde o dia 31 de dezembro de 1990. Pra nunca mais!
Esses meninos de Minas

Publicado em 31 de maio de 2010

O CD La Plata, do Jota Quest, não há dúvida, é o melhor trabalho  desses belos garotos, excelentes músicos  num processo de efetiva criação.

Single vem para provar o lado maduro da banda, a melhor do país.

Blog separou Seis e Meia, pra homenagear os fãs dessa turma que sabe misturar, como poucos, black music, soul, funk, acid jazz e a ginga brasileira de fazer rock.

Gosto desse grupo sem líderes: Rogério Flausino, PJ, Paulinho Foinseca, Marco Tulio e Márcio Vuzelin

Seis e Trinta
(Jota Quest)

Pareço contigo
Normal e do avesso
Vamos seguir o caminho seguro
Pra continuarmos assim no futuro

Pareço contigo
Sem mais nem porquê
Vamos seguir nossas pistas
Com toda a incerteza
Pra continuarmos felizes à mesa

Eu dou um valor absurdo na vida
Ela me traz bem mais que alegria
Traz alguém pro meu sozinho
Você às seis e trinta

Pareço contigo
De olhos fechados
Vamos seguir no escuro
Sonhando acordados
Pra nunca deixar nossa luz se apagar

A gente se parece tanto
A gente está só começando
A gente vai se conhecendo
E vê que ainda não sabe nada
A gente só quer ser feliz
Um mundo mais equilibrado
A gente esquece que o amor
É tudo e não nos cobra nada

Eu dou um valor absurdo na vida
Ela me traz bem mais que alegria
Traz alguém pro meu sozinho
Você às seis e trinta

Na ponta do míssil

Publicado em 31 de maio de 2010

Resultado do clima de tensão criado pelo governo Obama, em relação ao  Irã, provoca esse tipo de reação.

É o militarismo, sob o discurso de combate às armas nucleares, escondendo o real interesse americano no Oriente Médio: dominar os poços de petróleo, cada vez mais escasso no país mais desenvolvido no mundo, como já fizeram ao invador o Iraque.

Enquanto Lula prega a construção de amizades, os EUA semeiam, como sempre, a guerra.

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atualização às 11:27

Enquanto Obama  estimula o tensionamento, Lula segue em sua rota de buscar a pacificação.

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atualização às 15:44

Janio de Freitas, jornalista da Folha ferrenho opositor de Luiz Inácio Lula da Silva, faz também sua leitura sobre a participação do Brasil nas negociações com o Irã sobre armas nucleares:

“Se uma atitude do Brasil ´torna o mundo mais perigoso´, como diz a secretária de Estado dos EUA sobre a defesa brasileira de negociações com o Irã, então deixamos enfim de ser o país do futuro: entramos para o grupo das potências. Na cultura do Ocidente, afinal de contas, a característica maior de potência é manter o mundo em sobressalto, com as guerras que fomentam e de que participam, em sue fascínio insaciável pela matança”. (Coluna de Janio, FSP – 31/05/10)
A greve e seus efeitos

Publicado em 31 de maio de 2010

Comentário de anônimo sobre a greve dos educadores, alvo de nota do blog.

A turma do Psol só faz greve contra o governo da Ana Júlia. Em Belém eles não metem a cara. O Duciomar descontou todos os dias parados e os professores querem distância do Sintepp, que cada vez mais tem menos filiados. Os professores merecem respeito, mas essa camarilha que se eternizou (e não trabalha, mas ganha) na direção do Sintepp perdeu a noção de democracia. Quem não comunga das suas propostas e discorda que para discutir o PCCR, que já está na Assembléia Legislativa, não precisa de greve. O que eles estão fazendo é prejudicar os alunos pobres da escola pública.
Sinuca de bico

Publicado em 31 de maio de 2010

Texto do sociólogo Marcos Coimbra, dono do Vox Populi, publicadao no Correio Braziliense.

Foi nas oposições que os efeitos da manutenção da popularidade do governo em patamares tão altos foram mais profundos. Como ser contra um presidente que três, em cada quatro pessoas, consideram ótimo ou bom? Como fazer oposição a alguém aprovado por 85% dos eleitores?

O tamanho da aprovação popular do governo Lula é impressionante, pelo que conhecemos em nossa curta história como democracia moderna. Pode ser que em outros países — como alguns de nossos vizinhos — números iguais aos seus não causem tanta impressão. Aqui, no entanto, deixam todos boquiabertos.

Eles não chamam atenção apenas pela magnitude, mas, também, pela permanência em níveis elevados. A rigor, não param de crescer desde quando Lula enfrentou seu inferno no segundo semestre de 2005, nas profundezas do mensalão. Subiram durante o processo eleitoral de 2006, o que foi considerado natural, pois decorria da superexposição trazida pela campanha, mas não cederam em 2007, mesmo sem a mídia excepcional. Do começo de 2008 em diante, o que era bom melhorou, e a popularidade do governo entrou em rota ascendente. Nela, prossegue atualmente. Ao contrário de seus antecessores, que terminaram pior (ou muito pior) do que quando começaram, parece que Lula vai continuar subindo até sua despedida em dezembro.

Esses altos níveis de aprovação tornaram-se o mais importante elemento do jogo político brasileiro e produziram efeitos em todos os lados. Dentro da coalizão governista, acentuaram a característica centrípeta de nosso sistema político, aumentando a concentração do poder no seu núcleo. A candidatura de Dilma é a manifestação mais visível desse fenômeno. Nas relações internacionais, funcionaram como um endosso da liderança pessoal do presidente, fazendo com que fosse percebido, mundo afora, como uma unanimidade nacional. Seus interlocutores externos passaram a se relacionar com ele a partir dessa premissa.

Mas foi nas oposições que os efeitos da manutenção da popularidade do governo em patamares tão altos foram mais profundos. Ela desnorteou os adversários, deixando-os sem discurso e sem capacidade de reação. Como ser contra um presidente que três, em cada quatro pessoas, consideram ótimo ou bom? Como fazer oposição a alguém aprovado por 85% dos eleitores? Com exceção de algumas lideranças (mais corajosas ou mais inconsequentes, conforme o ponto de vista), as bases dos partidos de oposição — seus líderes locais, vereadores e, especialmente, prefeitos —, bem como muitos deputados e até alguns senadores, preferiram não se desgastar com seus eleitores, evitando polêmicas e embates com o presidente. Com isso, só reforçaram a tendência ascendente de sua aprovação.

Neste momento, quando entramos na reta final do processo sucessório, os impasses vividos pela oposição nos últimos anos estão se tornando mais agudos. Se foi difícil opor-se ao governo, como convencer os eleitores de que é preciso mudar? Se a grande maioria de seus parlamentares, prefeitos, governadores, fez questão de não radicalizar em um discurso oposicionista ao longo de todo o segundo mandato de Lula, seria agora que o assumiriam?

Veja-se o caso de Serra. Nos quatro anos em que conviveu com Lula como governador de São Paulo, sempre se apresentou como parceiro do governo federal, com desavenças apenas pontuais. Houve, até, quem dissesse que Lula ficaria tranquilo se fosse ele o vencedor este ano, tão boas eram suas relações e tão profundos seus laços de amizade. Quem quis se iludir chegou a pensar que, para Lula, perder para Serra não era perder.

E o que vai acontecer na campanha este ano? Salvo o ex-governador, obrigado a desempenhar o indesejável papel de adversário de Lula, a maioria dos candidatos dos partidos de oposição vai querer tudo, menos arriscar-se à derrota, confrontando os sentimentos dos eleitores. Aqui ou ali, quem concorre ao Legislativo talvez fale claramente que é contra Lula e o que ele representa. Mas não esperemos o mesmo dos candidatos a cargos majoritários, aos governos estaduais e ao Senado. Quem precisa de maiorias não vai se indispor com elas.

Enquanto aumentam as pressões, vindas dos núcleos de oposição ao governo na sociedade e na mídia, para que Serra diga, sem rodeios, o que pensa, ele reluta. Tem consciência de que, fazendo isso, suas chances na eleição, que já são pequenas, podem desaparecer.