Hiroshi Bogéa On line

Vale pode instalar siderúrgica em Marabá?

 

Dentro de mais duas horas, o governador Simão Jatene recebe em audiência, no Palácio dos Despachos, o presidente da Vale, Murilo Ferreira.

A audiência tem caráter especialíssimo.

Nesse encontro, pode haver um entendimento entre a mineradora e o governo, cujas relações estão cortadas desde quando Jatene decidiu cobrar da companhia compensações  para renovar incentivos fiscais.

E desse entendimento, segundo o blogueiro apurou minutos atrás, existe a possibilidade de Ferreira assumir compromissos com Jatene, entre alguns deles, investimentos numa siderurgia em Marabá, como exige o governador em suas tratativas.

Como este blog informou aos seus leitores, desde o dia 17 de julho passado a Vale não goza mais da isenção de impostos sobre circulação do minério que ela exporta.

 

As novas regras para obtenção dos incentivos exigem contrapartidas e o recolhimento de impostos, conforme projeto de lei enviado à Assembleia Legislativa e aprovada pelos deputados.

Para ser acolhida pelos benefícios fiscais da nova legislação, a Vale tem que pagar cerca de R$ 1,8 bilhão ao Estado, débitos antigos não quitados com a Fazenda paraense.

A nova lei idealizada pelo governador Simão Jatene  exige também que a Vale, para renovar  por mais 15 anos  incentivos fiscais, assuma acordo para a implantação em Marabá da Alpa.

Até o dia de hoje, depois de entrar em vigor a nova legislação,  nenhum   executivo da Vale havia sentado com o governo para colocar um ponto final na pendenga.

O blog está atento à reunião, e a qualquer hora volta a informar.

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Atualização às 17:48

Já estão no gabinete do governador, o presidente da Vale, Murilo Ferreira; prefeito de Marabá e sua esposa João e Bia Salame; o representante da multinacional argelina Cevital; Paulo Hegg;   o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme),  Adnan Demachki; presidente da Fiepa, José Conrado; presidente da Simineral, José Fernando; deputado federal Beto Salame.

Há indícios de que a Cevital poderá entrar em sociedade com a Vale na edificação da siderúrgica em Marabá.

Aguardemos mais notícias.

A reunião ainda não começou.

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Atualização às 18:17

Em outubro último, a companhia argelina Cevital, que já está presente em vinte países, confirmou a chegada ao país, especificamente pelo Pará, durante encontro do presidente da companhia,   Isaad Rebrab com o  Simão Jatene, em Belém.

Naquela oportunidade, a Cevital assinou  Protocolo de Intenções de Investimentos com o Governo do Estado, com ações em diferentes áreas, como agroindústria, siderurgia e logística.

O grupo, que é líder na produção de alimentos na África, também é um dos maiores do mundo na produção e processamento de grãos.

No Pará, porém, tem a intenção de diversificar ainda mais a produção, com unidades industriais em diversos segmentos, inclusive apoiar a questão logística.

A companhia argelina pode ser a parceira da Vale numa provável siderúrgica em solo paraense.

Daqui a pouco, mais informações.

 

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Atualização às 18:35

Reunião com o governador já começou.

No Palácio dos Despachos, fala-se na assinatura de convênio, , ainda esta noite, entre  governo do Estado, Vale e Cevital, para início de estudos sobre viabilidade do empreendimento em Marabá.

 

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2 Comentários

  1. Jorge Carvalho

    5 de março de 2016 - 20:33 - 20:33
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    Boa Noite,

    O Governo do Pará licenciou ilicitamente o empreendimento mineração onça puma, há mais de 10 anos até hoje a Vale não implantou o programa ambiental PBA para as etnias Xicrins e Kaiapós no sudeste do Pará, que sofrem com os impactos negativos do empreendimento, mortes e má formação de fetos devido a contaminação do rio cateté, e outros. Veja o processo da ação civil publica que corre no MPF.
    Um verdadeiro desrespeito com o meio ambiente, com a leniência do Estado e da FUNAI

  2. junior mutran

    26 de novembro de 2015 - 20:18 - 20:18
    Reply

    Ano que vem tem eleição. Já vi esse filme. Tô igual São Tomé.

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