Hiroshi Bogéa On line

Sem pedir licença, Gaby Amarantos voa

 

Quem é do ramo, sabe. Não é fácil, se não dizer o quanto quase impossível, vencer no mercado fonográfico brasileiro, gravar um CD que rode pelo menos nas rádio do Estado natal do artista, e tocar a vida profissional como uma outra qualquer.

Não é fácil.

O cara rala, tomba várias vezes, antes de “chegar lá”. Quando chega.

Estrada assim percorrida pela Gaby Amarantos, agora reconhecida nacionalmente num estágio em que sua carreira pode consolidar voos além do território pátrio.

A consagração de Gaby deve-se a uma dedicada e corajosa busca própria da cantora.

Amigo comum do pôster, ligadíssimo à Gaby,  conta o que Amarantos já passou de dificuldades para superar os obstáculos, vivendo no bairro do Jurunas, em Belém, ao lado da família

Os dez minutos dedicados a ela, domingo no Faustão, marca definitivamente a chegada de Gaby no patamar dos grandes ídolos nacionais.

Ninguém sabe até quando seu sucesso estará garantido, afinal, para as reduzidas gravadoras ainda existentes no país, o estrelato de muitos é uma efeméride – vale  enquanto estiver valendo a “onda”.  Quem não se lembra da febre do axé, sambanejo (mistura de samba de péssima qualidade com o sertanejo) e de outros “movimentos” similares?

A indústria do disco sempre elege um segmento popular qualquer e o vampiriza o que pode, depois deixa o artista estrebuchando . Isso já aconteceu com muita gente em diversos modismos da MPB.

No caso de Gaby há um diferencial: ela rebusca insistentemente um estilo -, alheio aos humores e interesses do mercado, zarpando com uma mistura de ritmos  eletrônicos paraenses que já chegou a Europa e Estados Unidos como música de periferia perene.

Independente do que dita a chamada indústria fonográfica, Amarantos delimita seu espaço, ainda no calor vibrante de sua juventude.

(A foto é da divulgação da equipe de Gaby).

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9 Comentários

  1. Raimundão

    10 de janeiro de 2012 - 18:45 - 18:45
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    A gente reverencia tanta porcaria dos outros, por que não darmos um pouco de valor, ao que é nosso?

  2. Marabense

    9 de janeiro de 2012 - 17:02 - 17:02
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    Eu, mesmo não gostando de “música brega”, reconheço que a Gaby Amarantos leva o nome do Pará ao restante do Brasil. Valeu garota! É simples e sem muito xiliques.

  3. Marabense

    9 de janeiro de 2012 - 17:01 - 17:01
    Reply

    Mesmo não gostando de “música brega”, a Gaby Amarantos leva o nome do Pará ao restante do Brasil. Valeu garota!!

  4. Jorge Taiguara

    7 de janeiro de 2012 - 19:24 - 19:24
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    Eita la vem eu! kkkkkkk
    Realmente se for pra enaltecer a tenacidade, o espirito de luta, a Gaby incorpora todos esses predicados sim, como cantora tambem ela agrada, vou concordar com o Remerson, mano o figurino dela é sofrivel, de um mau-gosto impar, isso sem falar na qualidade das letras palpérrimas.
    Mas como os valores estão invertidos fazer o que?
    Viva a cultura popular!

  5. conceição maciel

    7 de janeiro de 2012 - 14:54 - 14:54
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    Gaby Amarantos é o exemplo típico da mulher brasileira: guerreira, lutadora, que sabe o que quer, e luta para conseguir aquilo que realmente deseja.
    Talvez ela não agrade á todos, mas quem agrada?
    O que sei é que Gaby Amarantos, chegou ao topo e ninguém poderá tirar dela esse feito….com certeza é uma conquista pessoal e mais um orgulho para nós, paraenses.

  6. Romerson Rodrigues

    6 de janeiro de 2012 - 14:35 - 14:35
    Reply

    Prezado Hiroshi,
    Concordo com o que você coloca em termos de luta, persistência, dedicação,… etc., mas ela precisa urgentemente de um consultor de moda, que está na moda, ou do conselho de um AMIGO para mudar as idumentárias/figurinos que ela veste nas apresentações. Com todo o respeito, mas as roupas são ridículas, horríveis, será que não tem ninguém de sua equipe para ver isso? Não é porque ela canta brega que ela tem que usar uma roupa de outro planeta.
    abç.!
    Romerson Rodrigues

  7. Justiceiro

    6 de janeiro de 2012 - 11:41 - 11:41
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    Gaby é uma referencia para o Estado do Pará.

  8. Lívia Rodrigues Mesquita

    5 de janeiro de 2012 - 10:50 - 10:50
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    Ela voa…Voa alto e faz rasantes em cima de muitos conceitos, muitas vezes preconceituosos. E assim, muitos de nós, temos a felicidade de nos propor mudança quanto à aceitação do estilo musical paraense, rico em história, costumes e lendas, dignos de serem lembrados pelo seu povo e contados(cantados) para o Mundo. Gaby canta não só como um lindo pássaro, canta como uma verdadeira sereia, nos seduz com tamanha beleza, e, logo, estamos todos cantando e dançando “…Saia vermelha, camisa preta…”

  9. ANONIMO

    4 de janeiro de 2012 - 15:49 - 15:49
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    Aí você falou tudo velho,não gosto do estilo da referida cantora,mas pense numa mulher raçuda,batalhadora persistente. Essa está de parabéns,fez sucesso mesmo lutando contra tudo que é preconceito,como tem talento,venceu! Dou valor !!

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