Se novos municípios forem criados, Marabá perderá 60% de seu território

Publicado em 5 de junho de 2013

 

 

charge-cabide-assessoresAnotem: o poster acaba de tirar de uma  rede social do deputado federal Wandenkolk Gonçalves (PSDB), que está vibrando que nem pinto no lixo.

Lá,  o parlamentar estampa a lista de 46  municípios que podem ser criados no Pará, comemorando o feito de aprovação, pela Câmara Federal, da nova legislação, que transfere às Assembleias Legislativas, o poder de criação das novas unidades municipais.

Recortando a terra de Francisco Coelho, a proposta é para criação de cinco municípios, desmembrados de território marabaense.

São eles:   Capistrano de Abreu, Brejo do Meio, Paraguatins, Santa Fé do Rio Preto  e Vilas União.

Agora, vamos à brincadeirinha.

Aprovando Paraguatins (Morada Nova, São Félix), o lado de lá do  rio Tocantins deixa de pertencer a Marabá.

E, com a aprovação das demais localidades,  a geografia de Marabá ficaria restrita a estreita zona da antiga Pa-150 (hoje BR-155), até o Km 70.

O restante, no qual se situam Capistrano de Abreu, Brejo do Meio, Santa Fé do Rio Preto  e Vilas União, vai virar farelo: Marabá perderá a única área rural de rico poder agricultável e, certamente, jazidas minerais, entre elas, Buritirana e Salobo.

Cálculos aproximados, já que nenhum mapa confiável das regiões emancipáveis até agora veio a público, rastreiam uma suposta configuração geográfica a ser herdada pela terra-mãe pouco superior a 40% do que existe hoje.

E, do jeito que alguns vereadores, deputados federais e estaduais, aceleram o passo no sentido de aprovar o mais depressa possível a safadeza, não vai sobrar ninguém para conter a patifaria.

Inda mais que estamos em ano pré-eleitoral.

Deputados em busca da reeleição e vereadores querendo ser prefeito.

A coisa vai ser levada a trote-de-jumento, num  toque de caixa apavorante.

Vão moer, graciosamente, o município de Marabá.