Hiroshi Bogéa On line

Regime de Sarapatel

Plena quarta-feira, 9 horas (a tal fase 12:00 Pm), o poster levanta-se ´amarrado´ numa ressaca histórica. A noite foi longa. Nessa situação, somente sarapatel de bode com buchada de boi, na baiúca ambulante do Zezão, como tratamento eficaz.

Mais do que depressa, a barba, o banho, troca rápida de roupa. O dia ficou mais curto, acordando tarde assim. Pedindo por boas novas na Net, o blog espera atualização escassamente feita, nesse período, a demorar-se acabar, de mudança de Ano.

Rápido giro pela cidade e finalmente a baiúca de Zezão acostada próximo à rotatória da Verdes Mares, como sempre, cercado de clientes ávidos por guloseimas gordas e especialmente feita para que estica noturnamente. Ou seja, cerveja.

“De costas pra rua”, o poster toma assento e pede a primeira dose: buchada de boi, com Coca Zero providencialmente comprada na loja de conveniência do posto de gasolina próximo.

Zezão não vende refri. Oferece água bem gelada, de dar dor nos dentes, mas de origem suspeita. Provavelmente retirada de uma das torneiras da casa dele na noite anterior, e, no gelo, infalível para matar a sede de ressaqueiros. Descarto-a, com todo o respeito.

Segunda dose: um prato de sarapatel de bode, pra dar desfecho final à incontida fome de rameiro -, absorvendo sensação de bem estar orgânico. Ilusória, como toda sensação.

São 10:25. Promessa feita pela terceira vez em 2008: amanhã o poster inicia sua dieta radical para perder 8 kg.

Beijos a todos e até mais tarde.

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11 Comentários

  1. Hiroshi Bogéa

    10 de janeiro de 2008 - 22:41 - 22:41
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    O Zezão.. faz assim:
    Até às 11 horas da matina, o ´carango´dele (baiúca de duas rodas empurrada feito bicicleta)fica ali pelas imediações do Posto Verdes Mares. Descendo a pista nova que sai da 15, na rotatória tu achas ele. Se nao estiver na área, estica mais um pouquinho que a figura te espera no Terminal Rodoviário. Cercadão de brejeiros boêmios à cata de cura.
    Vai lá! Bem pimenta. Muita!
    Depois me conta.
    Abs

  2. Quaradouro

    10 de janeiro de 2008 - 22:20 - 22:20
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    Chihiro:
    iga ao Júlio Costa que que nesse negócio de buchadas, em viagem, quase sempre o Epílogo é de Campos, ali, atrás da moita.
    Agora me diz, criatura, onde eu acho o Zezão pra dar um trato no colesterol?
    Minha aguardente eu mesmo levo.
    Escuta, por falar nisso… O cara de Redenção, sujeito que sabe das coisas, mudou-se de mala e copinho pro bar da esquina, enquanto durar o inverno. Incompatibilidade com a água…

  3. Hiroshi Bogéa

    10 de janeiro de 2008 - 16:22 - 16:22
    Reply

    Meu respeitado promotor, Júlio:

    O epílogo?
    Ehehe…

    Fiquei de 13 às 17 horas na rede, delirantemente ´morto´. Mas feliz.

    Abraços e foi bom demais tê-lo aqui, doutor.

  4. Franssinete Florenzano

    10 de janeiro de 2008 - 16:20 - 16:20
    Reply

    Hummm… pensando bem, melhor não saber! Senão essa conversa corre o risco de ficar escatológica. hehehehe…. Hiro, quando eu estava grávida, aos 7 meses, fui passear no Mosqueiro e era a festa da padroeira, Nossa Senhora do Ó. estava na Praça da Vila, senti aquele cheiro de maniçoba no ar e não conseguia pensar em outra coisa a não ser em um prato bem adubado. Meu marido disse que jamais, nem morto deixaria que eu comesse aquilo, era meia-noite, eu passaria mal, o bebê podia ser prejudicado, era uma loucura, aquilo não tinha boa procedência, enfim, desfiou um rosário de argumentos. Não adiantou. Como toda grávida, teimosa e com um desejo irresistível, caí de boca na tal maniçoba e depois senti-me muito bem, fui dormir satisfeita, nem pesou na barriga! Maluquices à parte, quem ainda não comeu em beira de estrada as comidas mais pesadas e gordurosas não imagina a aventura que é ( e as histórias que rende depois!)

  5. Hiroshi Bogéa

    10 de janeiro de 2008 - 16:20 - 16:20
    Reply

    Franss,

    Você faz pergunta que muitos já me fizeram, quando falo do sarapatel. Não sei costruí-lo, mas com quem sabe, peguei o macete.

    O babado é feito de miúdos: língua, fígado, bofe e rins de bode. Depois de aferventados, retira-os do fogo e joga-se o sangue do bicho na água quente da panela. Os miúdos são picados, temperados a gosto e refogados. Esse processo demora o suficiente para retirar o suco da carne. Depois é só deixá-lo cozinhar.
    Pronto, ideal é comer o sarapatel com molho de pimenta mais quente do mundo. Se não for assim, nada feito. Trabalho jogado fora.
    Tem gente que gosta apreciá-lo misturado ao cuscuz. Prefiro com baião-de-dois quentinho.
    De ressaca, preferencialmente.
    Uii!
    Rsrs

  6. Anonymous

    10 de janeiro de 2008 - 00:28 - 0:28
    Reply

    hiroshi, a estória está muito boa, inclusive a personagem coca zero…
    mas falta o epílogo
    o que aconteceu com o poster após a buchada, a coca,etc? sobreviveu, apagou,
    quasi as cenas do capítulos próximos?
    julio cesar costa

  7. Franssinete Florenzano

    10 de janeiro de 2008 - 00:09 - 0:09
    Reply

    Hiro, peloamordedeus! Até escorreu gordura dos meus olhos! Como é esse sarapatel de bode?! mas assim não tem promessa de Ano Novo que aguente!!!rsrsrsrs….

  8. Hiroshi Bogéa

    9 de janeiro de 2008 - 19:03 - 19:03
    Reply

    Por esse Brasilsão de meu deus tem um Zezão à nos espeitar com suas baiúcas ambulantes. Eles são os bálsamos dos rameiros, Ricardo.

  9. Hiroshi Bogéa

    9 de janeiro de 2008 - 19:02 - 19:02
    Reply

    Que felino que nada, Juva.
    Um Gato…ANGORÁ!!!

    Ehehehe

  10. RICARDO ARACATI

    9 de janeiro de 2008 - 16:18 - 16:18
    Reply

    Prezado Hiroshi, isso me faz lembrar os tempos de Ourilandia do Norte.

  11. Juvencio de Arruda

    9 de janeiro de 2008 - 16:16 - 16:16
    Reply

    Que inveja!
    Bom proveito no Zezão, Hiro, e sucesso na empreitada do regime. Oito kls a menos vão deixar vc, como diria, um felino…rs
    Abs

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