Hiroshi Bogéa On line

Reforma Agrária que não se faz

Advogado Ronaldo Barata comenta, a propósito do post Objeto é a Floresta no Chão:

A história relatada pelo nosso querido Ademir, é de significativa importância e deveria ser obrigatoriamente lida não só pelos que, como autoridades, dirigem a execução da Reforma Agrária, como por todos os que se preocupam com os destinos da Amazônia. O autor é insuspeito e merece credibilidade.

Quem conhece o Ademir, sabe que sua alma de poeta e seu senso de justiça, sempre os colocaram entre aqueles que defendem os mais desvalidos e lhe dá, com justiça, a postura de um homem de esquerda. Jamais, ao Ademir, se poderia imputar um viez conservador e retrógado.
Infelizmente, a história relatada é o retrato vivo da incapacidade governamental de implantar um plano nacional de Reforma Agrária que resgate, na verdade, os milhões de brasileiros que vivem em busca de terra para trabalhar e produzir.
Como sabes, fui Superintendente do Incra e Presidente do ex-GETAT e participei da elaboração do primeiro plano nacional de reforma agrária e, em consequência, do regional. Como executor, nos quase 4 anos de direção do Incra, promovi a desapropriação e aquisição de mais de 2 milhões de hectares de terras, destinando-as para a criação de projetos de assentamento.
Hoje, decorridos mais de 20 anos de tais ações, quando percorro, em especial o sul do Pará, fico entristecido pelo que vejo. As áreas desapropriadas não se transformaram, como deveriam, em polos de produção. E o que mais estarrece é verificar que os assentados não correspondem àqueles que deram origem aos processos de desapropriação, o que está me forçando, caso consiga encontrar tempo, a escrever a história “da reforma agrária que não fiz”.
Parabenizo o Ademir pela sua coragem e honestidade intelectual e prometo retornar sobre o assunto.
Abraços do Ronaldo Barata
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10 Comentários

  1. Anonymous

    16 de abril de 2008 - 20:50 - 20:50
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    é bom dizer que o ademir que o Dr. Ronaldo Barata fal é o o Braz jornalista do sul do pará, não o baiano quadrilheiro esqueador dos cofres públicos ademir andrade.

  2. José Eduardo

    16 de abril de 2008 - 13:21 - 13:21
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    Meu silêncio para esse cidadão é a melhor resposta.
    P.S. Não sou e nunca serei petista.

  3. Tânia

    16 de abril de 2008 - 02:29 - 2:29
    Reply

    Dr. Ronaldo, suas colocações são sempre pertinentes.
    E a propósito dos petistas fisiológicos acima, só me resta lamentar que venham aqui anonimamente proferir ofensas descabidas e tecer cometários vazios, típicos de quem desconhece totalmente o assunto.
    E um prazer encontrá-lo nos blogs.
    Abraços,
    Tânia

  4. Hiroshi Bogéa

    15 de abril de 2008 - 21:04 - 21:04
    Reply

    Ronaldo, prepare o texto e mande. Publicarei com muito interesse.
    Abs

  5. Ronaldo Barata

    15 de abril de 2008 - 20:29 - 20:29
    Reply

    Caro Hiroshi
    Ao tecer comentários sobre tão polêmico tema que é Reforma Agrária, tinha certeza de que despertaria a ira insandecida de alguns petistas cegos pela paixão ideológica e incapazes de qualquer análise crítica sobre o tema. Aos que acessaram teu blog o meu silêncio seria compreensível. Entretanto ao José Eduardo gostaria de responder dizendo~lhe que ando de cabeça erguida, não somente no sul do Pará.Me imputar incompetência e/ou conformismo e desconhecer alguns dados, que agora torno público, não por vaidade, mas sim tomado de extremado amor â verdade histórica. É importante lembrar que foi na minha gestão no GETAT, que as portas daquele orgão foram abertas para os movimentos sociais, o que antes não ocorria. Tive o orgulho de possibilitar atraves de ações efetivas, que o Pará, no anos de l986 a l988, fosse o Estado que realizou o maior núumero de desapropriações de latifúndios improdutivos no País.Fui o dirigente do INCRA que foi mantido por cinco ministros, pois gozava da confiança dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais de todo o Sul do Pará, pois sabia respeitá-los e jamais tentei cooptá-los politicamente, como é prática adotada nos tempos atuais, pelos dirigentes petistas.
    Fico por aqui, pois não pretendo alimentar polêmica estéril com quem desconhece o que é Reforma Agrária. Estou, entretanto, elaborando um texto para teu blog, indicativo das ações que executei quando dirigi o Incra, o Getat e o Iterpa para atestar que conformista e incompetente são adjetivos que não se adequam à minha personalidade.
    Grato Ronaldo Barata

  6. José Eduardo

    15 de abril de 2008 - 17:28 - 17:28
    Reply

    Tambem fico triste quando percorro o Sul do Pará. Triste, porem percorro de cabeça erguida, coisa que não deve acontecer com esse cidadão que teve em suas mãos a oportunidade de muito fazer e nao fez por conformismo ou incompetência.

  7. Anonymous

    15 de abril de 2008 - 14:36 - 14:36
    Reply

    Briga de formigas de roça com baratas não vai acabar em coisa boa. Inceticida neles!

  8. Anonymous

    14 de abril de 2008 - 18:46 - 18:46
    Reply

    Esse tucano, depois do insucesso como dirigente de órgãos púbicos, deu para aparecer nos blogs do Pará dando aulas de como resolver demandas que ele, soberano durante mais de 16 anos, nao teve competencia para tal.
    OBSERVADOR DE BABACAS

  9. Anonymous

    14 de abril de 2008 - 17:34 - 17:34
    Reply

    O Ronaldo Barata fez muito pouco pela reforma agrária e foi inoperante quando dirigiu o Iterpa.

  10. Anonymous

    14 de abril de 2008 - 15:52 - 15:52
    Reply

    O tucano Ronaldo Barata, por que não deixou a situação da Reforma Agrária pelo menos encaminhada? Fica agora entrando nos blogues para criticar o que não teve competência para desatar.
    Vai pra casa, aposentado!

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