Hiroshi Bogéa On line

Rancorosos defensores do novo Estado

 

 

No Facebook, um perfil denominado “Cidades de Carajás” pontuou essa preciosidade, ao chamar a atenção dos moderadores do Grupo “Estado de Carajás” por terem excluído da página perfis contrários à divisão territorial:

 

 

Gostaria de saber dos moderadores do grupo o porque da exclusão de EDUARDO ABREU SANTOS e JOHN JESSÉ BOMFIM. Estão mostrando apenas que não sabem discutir e que não tem argumentos para defender o sim.
Sou a favor da criação de Carajás e Tapajós, mas sou contra a exclusão das pessoas que falam contra.
Moderadores mostrem inteligência.

 

 

Nota do blog: A Internet, em sítios específicos, está desse jeito mesmo: o xenofobismo prevalecendo sobre a razão.

Os chamados “líderes” dos movimentos separatistas perderem o controle da situação, deixando fluir rastros de pessoas raivosas.

E isso é preocupante.

Num plebiscito, a conquista ou perda de votos depende exclusivamente da capacidade de cada um exercer seu poder de convencimento.

Quando se ameaça, numa disputa democrática, o resultado é majoritariamente contrário aos interesses dessa ou daquela bandeira.

Exemplo maior presenciamos num post sobre a entrevista de Fafá de Belém declarando-se contra a divisão do Estado, com todo o direito que ela tem de se manifestar.

O número de comentaristas rancorosos presentes ao post, condenando de forma acintosa a cantora, é uma reação assustadora de pessoas despreparadas para o bom embate, e que, veja só!, infelizmente, ilustra o nível a que está submetido grande parte dos humanos que integram uma região que sonha em se emancipar.

O blog já alertou para o dia seguinte ao plebiscito.

Os fatos mostram que caminhamos para uma indesejável divisão conflituosa.

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2 Comentários

  1. Kpnup

    4 de agosto de 2011 - 13:04 - 13:04
    Reply

    Por José Bonifácio Santos*

    Sou baiano e digo sempre: a Bahia é o meu amor, o Pará minha paixão. Morei 16 anos nesse lindo e rico estado de: 1994 a 2010.

    A impressão que eu tinha de Belém antes de conhecê-la, era que Belém fosse uma cidade com suas ruas em chão de barro, com onças e jacarés nas praças, casas de madeiras e uma pobreza absoluta. Quando cheguei a Belém; fiquei impressionado com suas lindas praças, sua culinária genuinamente brasileira, e com seu povo alegre e acolhedor. Na verdade: encontrei uma cidade linda, bem cuidada na época.

    Minha primeira paixão paraense; foi o inesquecível SUCO DE CUPUAÇU, que degustei em uma sorveteria do Pará, chamada Cairú. Como todo recém chegado a um novo estado, cometi pequenas garfes: perguntei em frente a uma banca de tacacá, onde provaria das delicias do Pará: Tacacá, Pato no Tucupi , Açaí e outras.

    Indicaram-me a praça de alimentação de uma grande rede de lojas chamada Yamada, dirigi-me até lá, comprei uma ficha para o Tacacá, peguei garfo e faca, e logo fui orientado pela simpática moça do caixa, que percebendo que eu não era paraense, ensinou-me que tais acessórios, não seriam necessários pois o tacacá se tomava na cuia.
    Cheguei numa sexta-feira, e no sábado fui levado pelo meu diretor, para conhecer um lindo balneário chamado Mosqueiro. Como era mês de julho, rolava o Carna-Mosqueiro. A impressão que tive; era de que estava numa praia do Caribe cheia de baianos. Lindas morenas, vários trios, e tudo de bom.
    Chegamos no bar: Asa-Delta, olhei aquele rio, que no momento julguei ser um mar, e perguntei para o meu diretor: Posso tomar banho nesse mar?
    Ele disse: “Pode sim; só que não é mar, é rio e água é doce.”
    Não acreditei, pois nunca havia conhecido rios com ondas. Duvidei dele, que espertamente propôs-me uma aposta valendo duas grades de cerveja como era rio. Para me convencer mergulhei, tomei alguns goles de água da praia do Murumbira, fiquei maravilhado mais uma vez. No domingo, conhecei uma linda morena paraense, com quem vivo até hoje e tenho um filho.
    O Pará é assim; como a Bahia, quem conhece se apaixona.
    Conheci: Salinópolis, Bragança, Marudá, Algodoal, Barcarena, Almerim, Marabá e outros lugares maravilhosos do querido Pará. Os paraenses, em quase sua totalidade, desconhecem as riquezas desse imenso estado. Águas dos seus grandes rios e subsolos; ouro, cobre, ferro, bauxita, urânio, diamantes, pescado, e suas florestas riquíssimas em biodiversidades.

    O Pará é naturalmente falando, o estado mais rico do Brasil.
    O paraense, precisa ter mais orgulho de sua terra. O Pará que em Tupi-Guarani significa: “Rio” deve sim; por parte do seu povo e de seus políticos, buscarem utilizar suas riquezas, em benefício do desenvolvimento de todos os paraenses, e não apenas; em benefício de alguns acionistas de empresas que exploram de forma injusta, as riquezas desse imenso e rico estado.

    Estive em Marabá e conversando com algumas pessoas, percebi que em quase sua totalidade, querem a divisão do Pará em 3 estados. Eles não percebem que isso não resolverá o problema.

    O problema do Pará, não está em seu tamanho, e sim na falta de um povo unido e comprometido em defender suas riquezas, escolhendo políticos que defenda “Com Unhas e Dentes”, o estado e seus cidadãos.

    Temos estados no Brasil, que são pequenos em seu tamanho e grandes em sua pobreza. Minas Gerais, e São Paulo, são grandes e ricos. O Pará é um rico gigante acorrentado, trabalhando para o enriquecimento alheio.

    Eu como baiano; apaixonado pelo Pará, não quero vê-lo dividido. E sim; imponente, grandioso, e rico. Com seu povo sendo beneficiado por suas imensas riquezas.

    O Pará tem: as praias mais bonitas do Brasil de rios e de mar, as maiores riquezas naturais do planeta, a culinária genuinamente brasileira, os maiores rios, peixes de várias espécies, frutas deliciosas, mulheres lindíssimas, aeroporto moderno em sua capital, Centro de Convenções moderno “Hangar” Estação das docas, Mangal Das Garças, o Pará tem tudo.

    Só falta visão política, para investimentos em infra-estrutura, visando atrair o ecoturismo, tão procurado no momento.

    O Pará acolhe, maranhenses, piauienses, mineiros, “cariocas” que em Tupi-Guarani, significa: Casa de branco “Cari” branco e “Oca” casa.

    O Pará faz parte do Brasil, como o Paraná de Foz do Iguaçu, como a Bahia do Paraguaçu, como São Paulo da Mooca, que em Tupi-Guarani significa; Casa De Parente “Mo” Parente “Oca” Casa. O Pará tem problemas como todos os outros estados desse nosso riquíssimo país tupiniquim. O Pará merece continuar grande como sempre foi.

    Vamos acordar paraenses. Vamos despertar gigante adormecido. Não consigo entender como os paraenses são divididos. Um povo dividido é um povo fraco. Já um povo unido é um povo forte.

    Cito o Pará em meu conto, postado no blog: http://www.livrobomgratis.blogspot.com de uma forma carinhosa e apaixonada.

    Sou um “Oxégua” apaixonado, torcendo pela não divisão do Pará.

    *Enviado para o Blog SouParaense.com em 29/05/2011
    3 comentários:

    Anônimo disse…
    Opinião sensata deste baiano.Infelizmente, alguns paraenses não tem paixão pelo Pará ,nem a sua sensatez!
    Obrigada
    Fernanda
    9 de junho de 2011 14:18

    Anônimo disse…
    também não sou paraense, sou goiano e vivo aqui a quatro anos… concordo em grau genero e número com as palavras desse baiano sábio. parabéns povo paraense, essa terra de voces é realmente , ” paidégua ” .
    14 de junho de 2011 01:23
    Bruno Lins disse…
    Olá concordo com você em gênero número e grau, sou paraeense do interior e tenho muito orgulho de minha terra. Este projeto de divisão espero em Deus que fracasse, pois é manobra politica e financeira de uma minoria que querem se beneficiar com a riquesa do Pará e não ligam para o povo humilde, pois aqui em minha cidade tem muito dinheiro e não se ver investimentos em saúde e educação o prefeito se preocupa apenas em construção pois assim acha que o povo ver servição. Entra muito dinheiro nos cofres muniicipais mais a corrupção é muito grande, devemos tirar o poder destes politicos corruptos e não dar mais poder a eles.
    Quero meu Pará grande e unido. Nós paraenses nascidos no estado e vindos de outras regiões devemos devender nosso estado.
    Parabens amigo José Bonifacio.

    Se um baiano consegue amar tanto o Pará desse jeito, por que um paraense não o consegue também?
    Meu irmão do sul e sudeste paraense vamos nos unir, não vamos sustentar mais esse parasitas oportunistas que estão aí querendo apenas criar estados para tirarem proveito. O nosso rico suor; gasto no nosso trabalho diário para pagarmos impostos; é muito valioso, por isso não vamos nos deixar enganar mais uma vez, pois se esses políticos que querem a divisão do estado fossem realmente fazer alguma coisa benéfica, já o teriam feito, pois eles já exercem cargo público a décadas e nunca fizeram nada, pelo contrário até atrapalharam. Por Favor VOTE NÃO À DIVISÃO.

  2. Paulo Pereira

    3 de agosto de 2011 - 00:19 - 0:19
    Reply

    Caro Hiroshi.

    É esse receio que domina grande parte, talvez a maioria,dos habitantes da região que se pretende transformar em nova unidade federativa.A falta de comando e a autofagia ambiciosa. É absolutamente necessário saber conviver com as contrariedades e respeitar o ponto de visto dos opositores.Quem quer respeito deve respeitar! Como já pude manifestar em outras ocasiões, nossas lideranças são frágeis e sem densidade territorial, sendo que uns pontuam no sudeste, outros no sul do Pará, porém nenhum com representação territorial completa, como ocorreu no Tocantins, com Siqueira Campos.Falta um comandante para esta batalha, pois o comando dividido, ao sabor das ambições pessoais, gera este descontrôle que começa a se manifestar e alimenta a insatisfação dos mais sensatos e democráticos.A continuar assim, não se conseguirá convencer sequer a gente da pretendida região de Carajás, quanto mais os importantes e indispensáveis eleitores que necessitaremos buscar e outras regiões.

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