Hiroshi Bogéa On line

Perfeita hipocrisia

Da mesma formação ideológica do time de Kátia Abreu, o prefeito tucano de Paragominas, Adnan Demacki, pousando de bom mocinho, de novo aparece querendo tirar o bubuco dele (e dos seus) da reta. Numa entrevista a Ronaldo Brasiliense, repete o que já dissera, ano passado, a respeito de quem são os verdadeiros destruidores da floresta amazônica, responsabilizando as carvoarias edificadas nos projetos de assentamento, ou em invasão de terras, como únicos predadores atuais.

Só faltou revelar na canalhice de seu depoimento que os prepostos dos madeireiros são os idealizadores de grande parte das invasões, para a compra das espécies comercializadas no mercado negro, e que 60% dos fornos levantados em todo o Pará são financiados pelo dinheiro das serrarias.

Esse caratonha, vez em quando aparece com o repetido discurso de jogar a responsabilidade no setor siderúrgico de Marabá, pela destruição da Amazônia – vendendo a falsa imagem de inocência dos seus financiadores eleitorais – à frente Sidney Rosas, de quem Adnan se concebe ventríloquo padrão, fiel e afilhado.

Demacki espalha um papo de que ele e seus patrocinadores estão empenhados em programas de combate ao desmatamento, cinicamente batizado de “Município Verde”, como se o agronegócio de Paragominas, plantando soja e outras culturas paralelas, caminhasse verdadeiramente no caminho de investir no reflorestamento.

“Município Verde…. de vergonha”, faltou ele completar, por estar sempre incluído na lista daqueles que mais depredam a natureza, no Pará.

Ele deveria contar, na oportuna entrevista ao Brasiliense, que seu grupo político do Nordeste do Estado – do qual faz parte o sisudo Carlos Xavier, todo-poderoso e sempre único presidente da Faepa – ajuda a financiar os movimentos de Kátia Abreu na luta para alterar, no Congresso Nacional, a legislação ambiental, com objetivo de restabelecer o status quo de antes, e, com isso, fazer valer, outra vez, o barulho impune, e criminoso, dos motosserras.

Post de 

3 Comentários

  1. Paulo Fernandes

    7 de maio de 2009 - 16:17 - 16:17
    Reply

    Adnan fez algo difícil, juntar uma sociedade em torno de um projeto, “município verde” em que vemos as entidades realmente engajadas em busca de soluções para essa questão ambiental, não podemos negar nosso passado de axploração madeireira intessiva, mas também não podemos deixar que tirem nossas forças em busca de alternativas para Amazônia.
    Hiroshi, Paragominas é umas das cidades que estão na lista dos que mais desmatam a floresta, a inclusão nesta lista se deu aos débitos de 10 e 20 anos atrás, pos nos ultimos anos tivemos uma consideravél redução das atividades voltadas a exploração da madeira, mas se vc parar para pesquisar verá que nossa cidade é a única que se move para sair desta lista, e com várias atividas, educação ambiental em todas as escolas, criação de reserva ambiental nas margens do rio que corta a cidade, monitoramento do desmatamento via satélite em parceria com o imazon, equipe que vai no local atestar ou não as imagens do satélite, parceria com o TNC, a maior area reflorestada com especie nativas da amazonia, plano para plantar 150 milhoes de árvores (já foram plantadas 50 milhoes em menos de 2 anos)ou seja um grande esforço de todos em uma cidade não pode ser tão desprezado como o senhor fez.
    obrigado pela publicação.

  2. Hiroshi Bogéa

    5 de maio de 2009 - 12:22 - 12:22
    Reply

    6:50 AM,o post não trata de “discutir a sustentabilidade”. Acusa,isto sim, o discurso falso do Adnam e seguidores – como você. Não tenho nenhuma ligação com guseiros e condeno a prática do uso da floresta nativa para o uso do carvão vegetal. Considero uma vergonha, e atos criminosos, os métodos medievais das atividades madeireiras e de carvoejamento, que da forma como produzem deveriam ter sido extintas há tempos de nosso meio. E considero, sim, hipocrisia esse papo do prefeito de Paragominas situar-se como representante da sustentabilidade quando os mais bem informados sabem o que representa essa tal base produtiva “vendida” por ele. E quanto aos guseiros, exatamente por não terem um projeto de sustentabilidade, pelo menos metade dos que se instalaram no DI de Marabá não voltará à cena, depois de normalizado o mercado de exportação do produto. Um bem para a humanidade, disso tenho certeza.

    Finalizando, ratifico: são os madeireiros que Paragominas representa no Estado como pólo “inspirador”, os maiores responsáveis pelo surgimento de milhares de fornos nos projetos de assentamento ou nas áreas invadidas, porque colocam o dinheiro na mão de cada peão destinado a construir os crematórios da natureza.
    O resto, parceiro, é tua preocupaçào em defender o Plano B dos desgastes públicos. E isso eu compreendo, muito bem. Eu compreendo, sim. Salute!

  3. Anonymous

    5 de maio de 2009 - 09:50 - 9:50
    Reply

    Bogea, quando voce nao tem argumentos para fazer a defesa da sustentabilidade do polo siderurgico, informando ao povo do Para que as siderurgicas estariam plantando arvores para fazer carvao, voce parte injustificadamente para agredir e denegrir as pessoas. Imagine se vier alguem agora e dizer que voce esta a mando dos guseiros financiado pelos que usam carvao da floresta amazonica. Nao e assim que se debate um assunto. Se nossa cidade errou no passado temos que ter humildade para reconhecer nossos erros e mudar essa realidade e e o que todos paragominenses estamos fazendo com o projeto municipio verde. Mas a mesma lista que diz que Paragominas desmatou 60 kms quadrados em 2008 diz que no mesmo ano Maraba desmatou 300 kms.. E Maraba lancou que projeto? Seja mais racional Bogea, discuta o tema e nao raivosamente agrida as partes envolvidas

Deixe seu Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *