Para se informar correto

Publicado em 26 de agosto de 2011

 

Alguém, numa estação de rádio local, conforme informação repassada ao blog, estaria alongando a discussão sobre o risco da rotatória ligando a Transamazônica ser atingida por alguma cheia do rio Itacaiúnas, prejudicando o tráfego de veículo pelo retorno da parte inferior do primeiro viaduto construído na rodovia Transamazônica, que levará o motorista ao núcleo pioneiro.

Quando o assunto envolve discussão técnica de uma obra, recomenda-se a busca de informações também técnicas para não criar falso cenário junto a opinião pública – o verdadeiro interessado em tudo o que o jornalismo veicula.

O blogger conhece a fundo detalhes de todos os projetos de duplicação da Rodovia Transamazônica, através de diversos contatos mantido ao longo dos meses junto a engenheiros da CMT (construtora responsável pela obra) e a própria Secretaria de Obras.

Por ocasião dos boatos que davam conta de que o viaduto 1, no trevão que liga os três Núcleos, na Transamazônica, estaria com parte de sua estrutura ameaçada, em conseqüência de um recalque (afundamento de um de seus pilares), o poster fez questão de desmentir o bababá exatamente por conhecer nuances do projeto.

Agora surge mais  essa novidade, também sem fundamento.

O retorno referido que ligará a Transam ao aterro dos bambus, sentido Velha Marabá, está na cota 84.

Para efeito de esclarecimento, cota é um padrão de medida estabelecido referente ao limite de segurança normatizado pelo Plano Diretor de Marabá, baseado na maior cheia registrada até hoje no município, a de 1980.

A cota padrão do PD é de 82.5

A cota do Aterro dos Bambus, por exemplo, em sua parte mais baixa, onde em algumas cheias as águas do Tocantins e Itacaiúnas cobriram pequeno trecho de superfície da pista que liga o núcleo da Velha Marabá a Transamazônica, está padronizada em 83.

Em caso de uma cheia que cubra a cota 83, impedindo o tráfego de veículos para a Cidade Pioneiro, não se faria necessário trafegar pelo retorno do viaduto 1 pela lógica da impossibilidade de se chegar a Velha Marabá -, mesmo considerando a cota 84 da rotatória, em sua parte mais baixa.