Organizadores de ato evangélico usam palmeiras imperiais para divulgar evento

Publicado em 7 de dezembro de 2013

 

 

Um crime  dos mais abomináveis está sendo praticado pelos organizadores de um evento evangélico denominado “Marcha para Jesus”.

Em plena rodovia Transamazônica, entre as pontes do rio Itacaiúnas e o aeroporto, uma alma   encardida  (ou várias delas)  decidiu sair colando cartazes da marcha nos troncos frondosos das  belas árvores imperiais, plantadas naquele trecho pelo saudoso prefeito Geraldo Veloso (foto abaixo)

Cartaz

O que fizeram ali na avenida merece repúdio de toda a sociedade.

O pior, é a a falta de sensibilidade de pelo menos dois órgãos do município que deveriam coibir o tipo de bandalheira, exigindo a retirada, imediata, da propaganda criminosa – sem deixar de aplicar multa elevada nos promotores da indecência: a Postura e a secretaria de Meio Ambiente.

Não adianta apenas colocar pessoas nos cargos. Essas pessoas precisam ter o mínimo de sensibilidade para observar a prática de ato danosos ao bem público, e impedi-los, tão logo sejam detectados.

As palmeiras imperiais, ao serem plantadas, tiveram a participação pessoal do querido e eterno prefeito Veloso, pessoa que amava a natureza, e zelava pela Marabá que lhe abraçou com a mesma intensidade com a qual amava sua família.

No dia em que participava do plantio das mudas,  Geraldo Veloso fazia questão de contar histórias sobre a origem da palmeira imperial.

Foi através de suas histórias que ficamos sabendo  que a palmeira imperial também é chamada de  “palmeira-máter”,  existindo pelo menos outras 30 espécies exóticas do Brasil.

“Dr. Veloso”, como o chamávamos, empolgado com a participação de jovens naquele dia histórico de plantio das mudas,  também fez observação curiosa, ao contar  a quem estava no canteiro central da Transamazônica que  é muito raro uma palmeira impearial estar sozinha. “Ela é sempre encontrada em grupos, dispostas em fileiras”, contava.

Historiadores  creditam  à  família imperial  de D. João  a introdução no Brasil da  “palmeira-máter”, por isso a denominação popular de palmeira imperial.

Todo um esforço de gerações, na luta para tornar Marabá cidade mais humana e bonita, de repente é jogado na lata de lixo por pessoas descompromissadas com a cidade – preocupadas mais em  usar incautos para o sucesso de empreitadas de intenções duvidosas.

E aí, Postura e Meio Ambiente, fica por isso mesmo?

Outra coisa: além de colarem cartazes nas palmeiras, a jagunçada saiu enfiando banners em cima do gramado do canteiro central (foto abaixo). Este espaço, aliás, virou terreno livre para todo tipo de propaganda.

Cartaz 2

Não é a primeira vez que se faz isso, ali na Transamazônica e em outros gramados públicos.

A prefeitura de Marabá tem a obrigação de acabar com isso.

Proibir, definitivamente, a colocação de placas nos canteiros centrais das avenidas, que são tão poucas e, ainda assim, maltratadas pela ausência de critérios e de boa vontade de quem gerencia órgãos afins.