Hiroshi Bogéa On line

O belo e o trágico

Nenhum jogador gosta de ver aquele tipo de lance quando está perdendo. Quem disser o contrário, está mentindo. Eu sou contra aquele tipo de jogada. (Joel Santana, treinador do Flamengo)

Sou favorável a qualquer drible, pois isso é o que existe de lindo no futebol e representa a criatividade que os torcedores vão ao estádio ver. Kerlon procura fazer deste drible uma jogada perigosa para o adversário e vai sempre em direção ao gol, criando a maior dificuldade para os zagueiros, que não estão acostumados a desarmar a bola no alto. Eu mesmo oriento os meus atacantes para sempre usarem esses recursos de driblar em zona de perigo, pois o adversário pode fazer pênalti ou falta. (Zico, treinador do Fenerbahçe da Turquia, e maior jogador da História do Flamengo)

Sacaram a diferença de visão? O primeiro depoimento, do treinador açougueiro do mais-querido, exalta a burrice em campo, a falta de criatividade. O segundo, do Zico, dizendo que o “drible da foca” inventado pelo garoto de 19 anos, Kerlon, do Cruzeiro, é o que existe de belo nos campos de futebol.

Estava vendo inda agora na Internet o “ drible da vaca” que o levíssimo Dodô deu num zagueiro do Corinthians. Lindo!

Preferimos a doce ilusão do drible. A fantasia do faz que vai e não vai. A divina “humilhação” do adversário -, com a arte do toque genial daqueles que nasceram para dar espetáculo.

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2 Comentários

  1. Hiroshi Bogéa

    22 de setembro de 2007 - 19:16 - 19:16
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    Olá, Nilson, realmente eu adorava tratar a bola com carinho, e
    “desmoralizar” os adversários. DE repente, você me fez voltar ao tempo bom das peladas e dos jogos decisivos pelos campeonatos marabaense e de futebol de salao de Belém, onde disputei campeonatos pelo Paissandu.
    Volta sempre, camarada.
    ABS

  2. Nilson

    22 de setembro de 2007 - 13:51 - 13:51
    Reply

    Hiroshi,
    Entendo sua indignação com o Joel Santana, pois quem te viu jogar futebol nos anos 70, lembra que voce foi um ótimo atacante, com dribles desconcertantes(elástico)
    e uma técnica apurada.
    Vivíamos os anos dourados, no futebol, na música e em outros ítens essenciais, apesar da ditadura militar e tínhamos a felicidade de morar em uma Marabá
    tranqüila.
    O futebol hoje é reflexo dos tempos atuais, não deixa margem para o talento.

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