No meio do sertão, a ferrovia da inclusão

Publicado em 10 de fevereiro de 2012

 

 

Dilma visitou diversos trechos da Ferrovia Transnordestina, extraordinária obra de integração que ligará centenas de cidades de sete estados nordestinos, iniciada no governo Lula.

A visão de estadista do presidente que mais fez pela pobreza deste país, avança sertão adentro, diminuindo distancias e disponibilizando um dos meios de transporte mais barato até hoje existente.

A plataforma de transporte rodoviário espalhada neste país a partir da ditadura de 1964, fez cair no esquecimento antigas estradas de ferro até então existentes, inviabilizando-as ao longo dos anos por absoluta falta de investimento em suas manutenções e modernização.

Nos Estados Unidos, para conseguir unificar um país em guerra civil durante a Secessão, Abraão Lincoln espalhou ferrovias do Atlântico ao Pacífico (Leste/Oeste) e Norte/Sul, criou uma estrutura logística que viria, em futuro próximo, transformar a nação norte-americana numa das mais poderosas do mundo – integrando seu povo, acabando com a escravidão até então existente na parte Sul dominada por aristocratas ricos plantadores e escravocratas.

A famosa Estrada de Ferro Transcontinental de quase 3.000 km estabeleceria uma rede de transportes trancontinental mecanizado que revolucionaria a população e a economia do Oeste americano.

Sete estados nordestinos ( Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas) terão diversas de suas cidades, hoje esquecidas,  na rota da ferrovia iniciada por Lula.

São 1.728 km de linha férrea interligando o sertão e o agreste ao litoral, com terminais nos portos estratégicos de Itaqui (Maranhão), Pecém (Ceará) e Suape (Pernambuco).

Obra de governo socializante, de pessoas comprometidas com o aniquilamento da pobreza.

Quem não gosta muito disso é a turma de São Paulo, comprometida com as grandes montadoras de carro, que vê nos investimentos de ferrovia um risco ao crescimento na venda de caminhões e parecidos.

Dilma esteve no sertão visitando as obras da ferrovia, e viu até uma perna da Transnordestina chegando à aprazível cidadezinha de São José de Belmonte (Pernambuco), onde o pôster já esteve conhecendo a avó do amigo Valvilson Santos, uma ex escrava que sobrevivia na tranqüilidade do lugar perto de seus cem anos.