Hiroshi Bogéa On line

Morte e pânico em assalto na Big Ben

Quatro assaltantes tentam roubar o caixa dentro da loja que naquele momento estava sendo esvaziado pelos guardas da Norsergel. A reação da equipe de segurança é fulminante. Dentro e fora da maior filial da Big Ben no interior do Estado os guardas, heroicamente, enfrentam a quadrilha usando fuzis e escopetas de repetição. Os bandidos reagem com descargas de metralhadoras.
Correria na principal avenida da cidade, gritos, pânico generalizado. No meio da pista o trânsito entra em pandemônio: pessoas se jogam ao chão de motos, motoristas param seus carros e os abandonam atravessando o canteiro central a pés, balas ricochetam em paredes de lojas localizadas do outro lado da pista paralela.
Dentro do estabelecimento, funcionários gritam desesperados, escondendo-se em banheiros ou em salas. Os bandidos conseguem furar o cerco na luta para fugir do local. Um deles, segurando uma metralhadora, pula na garupa de uma moto, obrigando o condutor a conduzi-lo. Outros dois encostam armas na cabeça de um senhor que se encontra com seu carro parado no meio da confusão e fogem em louca disparada, empurrando com violência o condutor para fora do veículo.
O quarto bandido não sai da loja. Respirando com dificuldades sobre uma poça de sangue, balbucia algo ininteligível e morre, com estilhaços de bala na cabeça. Há informações seguras de que um dos assaltantes em fuga no carro roubado à porta da loja encontra-se seriamente ferido. Marcas de sangue em diversos locais evidenciam isso.
A cena descrita não faz parte de nenhum roteiro cinematográfico. O fato ocorreu no final da manhã desta segunda-feira na loja Big Ben.
Em menos de quinze dias, usando idêntico modus operandi, o crime organizado assaltou em Marabá pela segunda vez a rede de drugstore. Na primeira, levaram mais de R$ 200 mil. Hoje, apenas a vida de um comparsa e a instauração definitiva na cidade da violência descontrolada -, diante de um polícia atônita. Perdida.

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2 Comentários

  1. Léo

    1 de outubro de 2018 - 09:01 - 9:01
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    Que loucura, lembro disso quando morava em Marabá.
    Você pode me informar se tem algum blog ou site de Jornal sobre este mesmo assunto?
    Ah e sabe me dizer qual é essa avenida que tem essa loja pf?

  2. Yúdice Andrade

    21 de agosto de 2007 - 11:45 - 11:45
    Reply

    Minha solidariedade ao povo de Marabá. Como por aqui essas cenas, desgraçadamente, não são novidade (eu mesmo já estive a um metro da troca de tiros entre assaltantes e policiais), lamento que a violência cresça em cada vez mais cidades. Marabá cresce e paga o preço disso, enquanto não existem políticas efetivas de promoção social ou, ao menos, de segurança pública, que já é tranca na casa arrombada.
    Imagino a aflição das pessoas em meio a esse caos. Espero que ao menos a polícia identifique os criminosos e seus modos de aquisição das armas, a fim de, quem sabe, impedir outros eventos sinistros como esse.

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