Lógica da prevenção

Publicado em 17 de setembro de 2007

Nota da Sema publicada na imprensa diz que “o fato do Pará ter registrado na contabilidade nacional do fogo 5.842 focos de incêndio, assumindo o primeiro lugar, isto até as 13h da última quinta-feira (13), pode não significar uma situação de descontrole, como um todo. Tecnicamente, é preciso distinguir foco de calor de foco de incêndio e de incêndio florestal, categoria que preocupa pelos danos irreversíveis ao ambiente”.
Trocando em miúdos: não se discute a questão do ‘foco de calor’, ‘foco de incêndio’ ou ‘incêndio florestal’. A verdade é que temos duas reservas ecológicas (Floresta de Carajás e a Serra das Andorinhas) em franca destruição pelo fogo e, anualmente, todo mundo sabe que, a partir de agosto, ocorre sempre o fenômeno da combustão espontânea da mata. Pergunta-se: por que o Estado, em parceria com os municípios envolvidos, não estruturou as brigadas anti-fogo nas chamadas Áreas Protegidas? Sabe-se que tecnicamente é difícil impedir o surgimento de focos de incêndio, mas pelo menos haveria estrutura profissional para combater o alastramento das chamas floresta à dentro.
De novo, o Pará lidera o ranking … de coisa ruim.