Hiroshi Bogéa On line

La Vie En Rose


Não há como ouvir Madeleine Peyroux cantando La Vie En Rose, e não se ver, de repente, vivo, naquilo que te justifica e perdoa, toda graça e doçura. O resto é história, matéria de esquecimento. Eu prefiro esses retratos súbitos que são a música a me lembrar de olhos suplicantes e não o duro registro que o rancor insiste em guardar de erros a dois.

Ouvindo Madeleine, toda doçura que há.

O resto, dane-se o mundo. Porque bem já sei que a vida é vestibular pra santos e neste momento não quero lembrar senão o melhor.

E que tudo o mais vá pro inferno.

Antonio Maria, o belíssimo pernambucano que compôs “Ninguém me Ama”, disse que “só se ama com a vida inteira”. Então… Se já são tantos os fardos, incertezas presentes, os mistérios, para que guardar também o lixo?

Que “de tudo fique um pouco” para ir compondo o chão da alma.

Sem alguma dor não há poesia -, e a gente se aprende, é na ausência e na falta.

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3 Comentários

  1. Anonymous

    18 de março de 2008 - 03:43 - 3:43
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    bom gosto
    só faltava a voz da PIAF
    para dar mais vida
    a) Nelson marzullo

  2. Blog da Periferia

    17 de março de 2008 - 21:29 - 21:29
    Reply

    Porreta!!! essa cabra é um sedutor…

  3. Cris Moreno

    16 de março de 2008 - 21:41 - 21:41
    Reply

    Caramba, hoje você foi além da poesia…encantador.

    Beijos.
    Bom final de domingo.

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