De Baião a Abaeté, passando por Mocajuba

Publicado em 23 de fevereiro de 2009

Meu amigo Gerson Nogueira, diretor de Redação do Diário do Pará, envia essa preciosidade que só quem conhece o dialeto de beiradão morre de dar gaitadas:


Os grandes sucessos do cinema, ao serem exibidos em Abaetetuba (podia ser Baião…), não davam público. O cinema da cidade estava quase indo à falência. Para salvar os negócios, o proprietário resolveu adaptar seus títulos ao dialeto local.

Literalmente, Bamburrou!!
Aqui vão alguns exemplos:

Velocidade Máxima = Rápido pra Purra!
Duro de Matar = Escruto de Murrer.
Esqueceram de Mim = Me deixaro suzinho, mano.
Coração Valente = Curação presepeiro.
Free Willy = Tambaqui Porrudo.
Tubarão = Mapará que mata.
Tubarão II = Mapará que mata… De nuvo!
Titanic = Naufrágio do Fé em Deus IV.
Epidemia = Mina de Curuba.
Máquina Mortífera = Jegue Matador.
Fantasma = A Visage.
Querida, Encolhi as Crianças = Mulhé, as crianças tão gitiiiinha.
Corra Que a Polícia Vem Aí = Te abicora que os homem tão na Ilharga.
Priscila, a Rainha do Deserto = Bando de bicó alegre.
As Margens da Loucura = Na ilharga da duidera.
Tomates Verdes Fritos = Mandioca escruta e rançosa.
Rio Babilônia = Igarapé pervertido.
Amor Selvagem = Trepada no Maracapucu.
Poço das Vaidades = Olho d’água cheio de pavulage.
Splash, uma Sereia em Minha Vida = Spraxi, minha mulhé é um Curimatá.
A Gaiola das Loucas = Arapuca de fresco.
9 1/2 Semanas de Amor = Um monte de trepadas!