Hiroshi Bogéa On line

Coordenador de Hospitais Regionais fala sobre atendimento a cardíacos

 

 

Arthur Lobo, Coordenador dos Hospitais Regionais o Estado do Pará, envia texto fazendo considerações ao comentário do médico Manoel Cláudio Furtado Veloso sobre a falta de estrutura, em Marabá, aos pacientes acometidos de problemas cardíacos.

 

Li atentamente o comentário oportuno do Dr. Manoel Veloso, o qual ainda não tive a oportunidade de conhecer pessoalmente em Marabá durante as minhas visitas a este município como coordenador dos hospitais regionais do estado. Tive excelente recomendações por terceiros de sua qualidade profissional.

Concordo 100% de que precisamos treinar o maior numero possível de socorristas em todas as esferas da sociedade e coloco o HR Geraldo Veloso a disposição afim de que seja um polo irradiador de conhecimento e capacitação neste sentido

A disponibilidade de desfribiladores nos locais públicos não e realidade brasileira e salvo raros exemplos, além do que tem de ser prescindido do treinamento citado anteriormente

No entanto, há um ponto em questão que não foi tocado que e mais importante que e a dieta balanceada, exercício físico e hábitos de vida de uma maneira geral de educação em Saúde como o combate ao tabagismo que devem ser intensificados no município de Marabá e que custam bem menos e salvam mais vidas, cabendo ao município a assistência básica em sua grande parte.

Quanto ao HR gostaria de informar que em julho entregamos a região do Sudeste a UTI ampliada com mais 10 leitos e toda equipada, obra esta que já esta bastante avançada. Agora daqui a 10 dias começam as obras do novo prédio da HEMODIALISE e administração que nos vão permitir transferir o espaço hoje ocupado pela direção para instalação do setor de hemodinâmica completo, que devera estar pronto nos próximos 7 meses. a ampliação da UTI e fator imprescindível neste processo.

Agora, a hemodinâmica vai salvar muitas vidas sim, no entanto, a maioria dos procedimentos vão ser eletivos como em todos os serviços deste porte. O que precisamos e diagnosticar a nível ambulatorial os pacientes que necessitam de cateterismo afim de corrigir os processos obstrutivos das coronárias ou doenças das válvulas cardíacas, doenças sentais, etc..

Espero ainda poder contar com os colegas da terra habilitados como o Dr. Arilson nesta empreitada.

Tenham certeza que um novo tempo esta chegando para Saúde de Marabá e regiões vizinhas

Dr. Arthur Lobo
Coord. HR do Estado do Pará

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5 Comentários

  1. Antonio Jacques Milhomem

    1 de maio de 2012 - 23:49 - 23:49
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    É muito importante o trabalho realizado pelo nosso competente cardiologista Dr.Arilson, até o momento, no suporte de atendimento e encaminhamento de seus pacientes para centros de atendimento de alta complexidade, na sua área de atuação (como eu, sou muito grato por tudo que ele como competente cardiologista tem feito pela população de Marabá e região).Acredito que ele como profissional vai se empenhar o bastante e continuar no seu trabalho.Dr.Arthur. náo o conheço mas sei que o Sr. vai contar o bastante com os dois profissionais citados nos meus comentários.

  2. Antonio Jacques Milhomem

    1 de maio de 2012 - 15:21 - 15:21
    Reply

    Tendo lido meu comentário percebí um erro quanto a data em vez 05/2012 corrigir p/ 05/2011 e também 06/12 corrigir p/ 06/2011

  3. Antonio Jacques Milhomem

    1 de maio de 2012 - 15:15 - 15:15
    Reply

    Estou bastante animado com as notícias a respeito da ampliação do HR e dos serviços médicos de alta complexidade que serão disponibilizados aos pacientes com problemas renais e portadores de cardiopatia (os que necessitem de implante de marca-passo ou de intervenção como angioplastia,).Considero um avanço apesar de sermos merecedores, há muito tempo, dado o volume da arrecadação de recursos pelo Pará na região.Somos dignos deste retorno pelo menos no que diz respeito à saúde. Sou um dos pacientes do TFD, que desde Maio de 2012, tenho me deslocado até Belém (desde 06/2012-quando do implante de um marca-passo).Em 18/09, do ano em curso estarei em Belém p/ fazer a 3ª avaliação do desempenho do citado aparelho.Estou na espera, que tendo sido feita essa avaliação, após seis meses (a próxima em 02/2013) já farei no HR aqui em Marabá.Gostei do parecer postado no Hiroshi On Line, pelo nosso querido médico cardiologista Malonoel Cláudio Furtado Veloso, em depoimento ao Diretor dos Hospitais Regionais Dr.Arthur Lobo.Vamos torcer p/ que as obras avancem e todos os equipamentos necessários sejam adquiridos e instalados no tempo previsto e não esquecendo do pessoal altamente qualificado p/ o devido funcionamento.Parabéns Dr. Manuel continue assim.

  4. Abigail

    1 de maio de 2012 - 10:44 - 10:44
    Reply

    Hiroshi, você bem que poderia dar mais espaço para médicos especialistas em seu blog.
    Somos muito carentes de informações sobre saúde. Uma campanha articulada por você poderá salvar muitas vidas, alguns procedimentos básicos podem ser cruciais em certos momentos.
    Tematicas como diabetes, sedentarismo, hipertensão, cardiopatias, depressão etc, devem ser bem explorados.

  5. manoel veloso

    30 de abril de 2012 - 17:16 - 17:16
    Reply

    A manifestação do Dr. Arthur Lobo (coordenador dos Hospitais Regionais do Estado do Pará) que precisamos avançar no treinamento do suporte básico de vida pela população e deixando clara a intenção de participar como agente facilitador através do HR Geraldo Veloso para esta finalidade é oportuna e bem-vinda.

    Agradeço também a referência positiva para com minha qualificação profissional.

    Acredito muito em prevenção cardiovascular, não apenas por ser o mais eficaz instrumento na diminuição das mortes e complicações sérias crônicas, mas também como viabilizador de longo prazo para a manutenção financeira da saúde pública, pois para cada centavo aplicado em prevenção economizam-se talvez centenas de reais com o tratamento. Tanto acredito nisto, que meu foco na clínica privada é em prevenção cardiovascular.

    Porém, não podemos nos contentar com o verdadeiro drama que é o atendimento das urgências cardiológicas na nossa região. Não dispomos de programas e protocolos que funcionem para o atendimento de um infarto, por exemplo. Caso não ocorra a morte elétrica, como provavelmente foi o caso recente do nosso conhecido empresário, o atendimento médico, desde a unidade básica, passando pela unidade de pronto atendimento secundária ou terciária, não atendem o paciente com qualificação necessária. Não se promove rotineira e protocolizadamente a fibrinólise para abortar o quadro ou minimizar suas consequências, mesmo por que, se assim fosse feito, não teríamos a retaguarda no hospital de referência para realizar o cateterismo em tempo preconizado.

    Vivemos ao sabor do acaso. Se algum de nós sofrer um infarto, terá que ter a sorte de não ter uma fibrilação ventricular e parada cardíaca imediata. Sobrevivendo, provavelmente não terá sua artéria aberta por medicação, já que não é disponibilizada nas várias esferas antes da referência, e, até que seja disponibilizada a vaga no HR, já passou o tempo útil de utilizá-la. Daí só restará medicação de suporte e aguardar a realização de cateterismo na capital (prazo?), tendo que conviver com as sequelas de um coração danificado, evoluindo inexoravelmente para uma insuficiência cardíaca, com expectativa de vida reduzida, se não houver morte secundária por complicações antes da alta hospitalar.

    Não acredito que a soma de esforços dos governos não possa instalar um programa de atenção à urgência coronariana digna e preconizada pelas diretrizes nacionais e mundiais. É muita improvisação para assunto tão sério e devastador, sendo a maior causa de morte evitável na nossa sociedade.

    Se a prevenção falhar ou até ela dar os frutos de mudança necessária, é importante contar com a rede de suporte que questiono não existir.

    Creio que muitas são as demandas, porém, precisamos dirigir nossa atenção para a importância destas doenças na nossa região. A vinda do centro de hemodinâmica e da cirurgia cardíaca no regional poderá ser um novo tempo, porém se não houver esta interação dos serviços públicos nos seus vários níveis, ficaremos ainda tratando de muitas sequelas e fazendo pouca angioplastia primária, que acredito ser muito mais interessante para a população.

    O Estado está se mexendo e fazendo sua parte. Outras esferas precisam se mover. Acredito que muita coisa boa chegará com a expansão do HR e que esta é uma dívida que o governo estadual estará pagando para com esta região. Desejo que a interação com as prefeituras forneçam uma retaguarda para que todos possam contar em tempo hábil com fluxogramas ágeis e reproduzíveis evitando assim mortes e sequelas que poderiam ser evitadas.

    Estou à disposição para fazer parte desta mudança e ajudar no que for necessário.

    Manoel Veloso

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