Professora Felipa, o eco da madeira e a memória de papel
Dizem que o medo tem som de madeira estalando. Em Marabá, nos meus dez anos de idade, esse som atendia pelo nome de Professora Felipa. Nome civil, Felipa Serrão Botelho. Ela não era apenas uma educadora; era a autoridade máxima em um território onde a gramática e a tabuada eram fronteiras vigiadas por uma sentinela de olhar severo e mão firme.







