Hiroshi Bogéa On line

Caso Elka: indícios de “aconchegos”

 

O poster aguardará a votação do relatório da Comissão Especial de Investigação que apurou  traquinagens  promovidas pela vereadora Elka Queiroz (PTB), no uso indevido de um carro da Câmara Municipal, anunciado para esta terça-feira, 22.

Relatado pela vereadora Irismar Sampaio (PR), o documento final teria decidido pela punição da vereadora, sugerindo apenas 30 dias de suspensão do mandato.

A presidente da CEI, Toínha Carvalho (PT),  confirmou ao poster a sugestão de 30 dias como punição, “baseado no Regimento Interno da CM que prevê duas punições a detentor de mandato: suspensão do mandato por 30 dias ou cassação”.

Como a cassação seria pena demasiadamente  dura para a extensão do dolo cometido, restou a alternativa da suspensão do mandato por um mês.

Para não haver precipitação em julgamento antes da votação em plenário, o blog aguardará a decisão dos vereadores, para então posicionar-se.

Antecipa, porém, algumas observações, apegando-se a  Ernest Jünger   para quem a grandeza está sujeita à tempestade.

A lei tem os seus códigos estabelecidos, mas não a justiça, que é outra coisa bem diferente.

A justiça é um princípio abstrato que todos têm, suscetível conforme se interpreta, de  absolver ou de condenar cada ser humano: culpados os ministros, culpados os papas, culpados os santos e os ateus, culpados os revolucionários e os reacionários.

Culpados perante o tribunal universal da moral histórica e absolvidos  pelo da necessidade.

Justiça e injustiça têm um só significado, se consideradas concretamente

No caso Elka,  comprovadamente autora de atos amorais,  a falta de ética é o limite do perdedor, a proteção do destronado, a falta de  justificativa moral para aqueles que não conseguem conviver  com a possibilidade de avançar nas mudanças que a sociedade tanto  exige de  vereadores municipais.

Aguardemos, portanto, o destino que darão ao tal relatório.

Post de 

6 Comentários

  1. anonimo

    23 de março de 2011 - 00:06 - 0:06
    Reply

    Alem da CPI da folha de pagamento eu quero saber qual a posição dos deputados em relação a criação da CPI da sonegação.
    Ou sera que estão receosos em perder o apoio financeiro dos empresários sonegadores.?

  2. Luis Sergio Anders Cavalcante

    22 de março de 2011 - 12:52 - 12:52
    Reply

    Acabei de saber que, por problema oriundo de data errada – terá sido proposital ? – em documento da CMM à Ver. Elka, foi adiada a sessão de julgamento do relatório do caso. Êta CMM… com telhado de vidro, hem ? Em 22.03.11, Marabá-PA.

  3. Luis Sergio Anders Cavalcante

    22 de março de 2011 - 11:34 - 11:34
    Reply

    Hoje é o dia em que os “nobres” vereadores em “votação secreta” servirão a pizza aos marabaenses no caso Elka. É, literalmente, o corporativismo em alta na mente e nas ações dos legisladores(?) da CMM. Mas, ~daremos o “troco” na próxima eleição. Aguardem… Em 22.03.11, Marabá-PA.

  4. Anônimo

    21 de março de 2011 - 21:02 - 21:02
    Reply

    Se a coisa vai terminar em pizza é porque os colegas da casa têm o “rabo” preso, ou melhor, quem deve teme. Vamos ver que o caso da Elka foi o primeiro que veio à tona.
    Que descrédito essa Casa Legislativa!

  5. Luis Sergio Anders Cavalcante

    21 de março de 2011 - 09:47 - 9:47
    Reply

    É o cheiro(?) de pizza no caso Elka tá cada vez mais forte. Que nos lembremos dos nomes do Legislativo atual, para darmos o troco nas próximas eleições. Em 21.03.11, Marabá-PA.

  6. João Carlos

    21 de março de 2011 - 08:57 - 8:57
    Reply

    E a CPI na Alepa? O João Salame e o Tião que dizem? E a CPI do fisco estadual?

Deixe seu Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *