Caso Delsão: chicanas processuais tentam impedir leilão. Fazendeiro argui suspeição do juiz Jônatas

Publicado em 21 de abril de 2012

 

 

 

O comerciante Décio José Barroso Nunes – o  Delsão -, de Rondon do Pará, ajuizou nova ação contra o Juiz Titular da 2ª Vara Federal do Trabalho, Jônatas Andrade. Com intuito de arguir mais uma chicana processual, a nova  exceção de suspeição suscitada pelo agropecuarista contra o magistrado  tem objetivo de  suspender os atos processuais, inclusive a praça dos veículos penhorados designada para o próximo dia 26 de abril de 2012.

Outras medidas adotadas pela advogada de Delsão, com clara estratégia de inviabilizar o exercício da jurisdição na 2ª VT de Marabá: ação de danos morais e reclamação disciplinar. Há diversos mandados de segurança e, talvez, reclamações correicionais em curso, das quais o blog ainda não conseguiu confirmar.

Convenientemente, o pedido de  indenização por dano moral não foi até agora repercutido pelo empresário, já que este fato almeja unicamente paralisar o andamento do leilão marcado para a próxima quinta-feira.  Para pessoas que transitam pelas dependências da 2ª Vara Federal do Trabalho as chicanas processuais de Décio Barroso Nunes, em verdade,  é que estão  causando dano moral significativo, contra a imagem do Judiciário e contra a pessoa do juiz Jônatas Andrade, o que poderá agravar pedido de futura indenização, que poderia ser solicitada pelo próprio juiz da 2ª VT.

A pedido do titular da 2ª Vara, a presidência do Tribunal Regional do Trabalho (8ª Região) designou outro juiz para realizar o ato da praça,  enquanto se processa o incidente da exceção;

O processo vai correr e os veículos serão vendidos na próxima quinta-feira, 26.

Para lembrar o caso, a chamada Operação Rondon foi desenvolvida na cidade de Rondon do Pará, com a penhora   de  R$2,945 milhões, sendo 18 veículos avaliados em R$ 2,045 milhões e 892 cabeças de gados, arrematadas antecipadamente.

Do que foi penhorado, até agora,  resultaram  cerca de R$1,8 milhão em veículos e R$ 800 mil  em semoventes.

O blog tenta localizar o juiz Jônatas Andrade para ouvir seu posicionamento sobre a nova ação impetrada pela advogada do fazendeiro, Marli Fronchetti.