Caso Adauto: carro estava a 120 Km

Publicado em 1 de março de 2012

 

 

O blog tem acompanhado atentamente as investigações sobre a morte do agente de trânsito Adauto Melo, atropelado pelo militar da aeronáutica Vitor Hugo Carvalho da Rocha.

Acaba de sair  o resultado do laudo da perícia que atesta a velocidade do carro dirigido irresponsavelmente pelo militar na hora do ato do atropelamento de Adauto: 120 quilômetros. Ou seja, duas vezes a velocidade permitida na avenida Almirante Barroso, onde o rapaz foi morto.

Abaixo, a reprodução dos lados referentes às páginas 1 e 4, onde são citados a as condições do estado em que se encontravam os pneus do veículo atropelador (no laudo, identificado como veículo 2), e a velocidade constada no carro, na hora do choque.

Observem, à página 1, o que diz o perito:

 

“No momento do exame, os peritos observaram as condições do estado em que  encontravam-se os pneus da lateral direita e o penu dianteiro esquerdo, que embora apresentassem vertígios de terem sido parcialmente danificados pelo reboque, suas bandas de rodagens estavam desgastadas e sem condições de  trafegabilidade, comprometendo assim a segurança do veículo”.

 

 

Agora, à página 4 do laudo, a descrição da velocidade encontraada, na hora do atropelamento:

 

Á página 4, a observação do perito:

 

Após o resultado dos cálculos efetuados, posso afirmar que apenas ao condutor do veículo dois, deve ser atribuída a responsabilidade pela ocorrência, por dirigir sem atenção e os cuidados indispensáveis a segurança do trânsito, com velocidade duas vezes maior que a velocidade máxima permitida para a via.

 

Abaixo, foto da situação dos pneus.

 

Considerando o resultado do laudo como avanço para o sucesso das investigações e a prisão definitiva do motorista assassino, Célia Pinho, irmã de Adauto Melo, escreveu em seu Face:

 

Um importante passo na caminhada em busca da JUSTIÇA no caso Adauto Melo. foi divulgado o laudo da perícia que atesta a velocidade do carro no ato do atropelamento de meu irmão. 120 quilômetros, duas vezes a velocidade máxima permitida para a Av. Almirante Barroso, que é de 60. Esse fato motivou a promotoria do MP a pedir a prisão preventiva do acusado, que se encontra em liberdade desde o dia 31/12. Só tenho a agradecer a Deus e a todos que fizeram sua parte na condução desse processo até esse momento e que certamente continuarão fazendo. Minha familia está com as esperanças renovadas, apesar da imensa saudade que vai nos acompanhar para sempre. A JUSTIÇA já começa a mostrar sua cara.