O kit de sobrevivência retórica dos corruptos
Hiroshi Bogéa – Existe um fenômeno fascinante na política brasileira: o momento em que a Polícia Federal toca a campainha às seis da manhã. É uma hora ingrata, convenhamos. O café ainda não passou, o pijama de seda italiana está amassado e, subitamente, o “Excelentíssimo” se vê diante de agentes que não estão ali para o beija-mão habitual. O que se







