Hiroshi Bogéa On line

Assentados ganham aliado na ação do MPF

 

 

Decisão do MPF em Marabá de instaurar inquérito para apurar as condições dos assentamentos da região sul/sudeste chega com bastante atraso, mas é bem vinda.

São mais de 500 assentamentos, em sua maioria  abandonados  pelo Incra, que vive  prometendo cumprir o programa de Reforma Agrária, mas nunca chega à ponta dos verdadeiros interessados, as famílias dos assentados.

Quem percorre os assentamentos, como o pôster tão bem conhece cerca de 50 deles, constata a  falta de tudo: energia elétrica, abastecimento de água, assistência técnica e, pricipalmente, estradas decentes, para o escoamento da produção.

Se o MPF tivesse atentado a tempo para essas deficiências da reforma agrária, tensionamentos como o que ocorreram recentemente nas ruas de Marabá, jamais ocorreriam.

O Incra, como instituição federal responsável pela implantação da reforma agrária, necessita ser fiscalizado, cobrado insistentemente. E só quem tem poder para obrigar o órgão a cumprir sua missão, já que institucionalmente ele não procede, é o Ministério Público Federal.

Saudemos, portanto, a decisão dos procuradores da República em Marabá, Tiago Modesto Rabelo e André Casagrande Raupp.

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10 Comentários

  1. ezequias

    24 de junho de 2011 - 08:53 - 8:53
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    onde escrevi carhirochirne , quis dizer carne ,

  2. ezequias

    24 de junho de 2011 - 08:50 - 8:50
    Reply

    para o das 15:34

    vai la na feira da folha 28 . para vc ver quem abastece lá ,inclusive cahiroschirne que na sua maioria ven de pequenos produtores de asentamento, por que do frigorifigo jbs e que nao é .

    abraço hiroschi

  3. ANONIMO

    24 de junho de 2011 - 08:00 - 8:00
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    Os assentamentos são totalmente improdutivos,deveriam ser desapropriados para reassentamento,o MST deveria invadir e ocupar os assentamentos,aí sim cumpririam seu papel.

  4. Ferreira

    23 de junho de 2011 - 15:34 - 15:34
    Reply

    Gostaria de saber dos nobres simpatizantes do MST o que os assentamentos produzem para Marabá? Se existe algum plantio de feijão, arroz e etc.

  5. Bressan

    23 de junho de 2011 - 08:30 - 8:30
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    Caro Hiroschi e debatedores/as. Trabalhei no apoio e assessoria por mais de 15 anos aos movimentos sociais do campo, especialmente da FETAGRI. Um olhar da história recente mostra uma fotografia com uma evolução estrutural muito grande no campo. As condições de melhoria da vida já avançaram muito. Há 15 anos atrás, as estradas e transporte eram ramais de madeireiros… Hoje a maioria das comunidades rurais tem energia, uma estrada, escolas… Sim, é preciso melhorar muito. Porém, nunca ha história do Brasil e desta reigão foram investidos tantos recursos na Agricultura Familiar. Concordo que é preciso melhorar e modernizar a gestão do INCRA e também das próprias organizações sociais para que o “diabo da corrupção” não contamine as conquistas e resultados. Transparência e participação. Um desafio que devemos busrcar: os trabalhadores/as do campo e da cidade precisam ser unir.

  6. anonimo

    22 de junho de 2011 - 12:12 - 12:12
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    O governo FHC levou energia elétrica a zona rural? isso é brincadeira. verifique melhor os dados da evolução de energia no campo. se vc não tiver posicao politica definida ou for neutro na pesquisa vc vai mudar sua opinião. Mais de 90% da população do campo votou na Dilma e não foi só por causa do lula.

  7. Elizabete

    22 de junho de 2011 - 12:04 - 12:04
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    Imaginem se toda a sociedade nos outros setores se organizassem como os movimentos sociais no campo. Se a Reforma Agrária ainda não chegou em condições desejaveis, pior está as condições da cidade, como: saneamento basico, pavimentação das cidades, exemplo Marabá que 70% não tem pavimentação. Pelo memos na reforma agrária o cidadão teve acesso a terra (que não é tão barata para o governo), habitação, energia eletrica na maioria das propriedades, condições de acesso regular na maioria dos assentamentos (eu trab. na assistencia tecnica nos assentamentos e conheco a maioria), e garanto que não é tudo que esta escrito aí. Mas acho que o governo deva escolher melhor os clientes da reforma agrária e ceder menos a pressão do movimento social.

  8. anonimo

    22 de junho de 2011 - 11:46 - 11:46
    Reply

    Antes do governo Lula apenas 2% da população rural da região tinham energia elétrica. Agora são mais de 70%. É bom conferir os dados pra não falar besteira por aí!

    • Hiroshi Bogéa

      22 de junho de 2011 - 11:55 - 11:55
      Reply

      Ô das 11:46, você tem razão. Antes do governo Lula pequena parte dos assentamentos tinha energia elétrica. Os dois governos dele levaram musculosa estrutura aos projetos da reforma agrária. Só que ainda faltam muitos assentamento serem beneficiados com energia elétrica. Eu percorro muitos deles e falo com autoridade de quem conhece o problema. Ainda necessita de muito esforço para a meta projetada oito anos atrás ser alcançada, principalmente no Sul do pará.

  9. Marcos

    22 de junho de 2011 - 11:14 - 11:14
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    Mais uma vez você Hiroshi está de parabéns, trás para nós uma informação importantíssima sobre os desafios que a nossa sociedade tem nos dias atuais, como desenvolver com os movimentos sociais, a base de nossa subexistência, pois são eles quem colocam a comida em nossos pratos. Enquanto alguns bloggeres preferem continuar jogando a sociedade alienada que vive sofrendo nas áreas urbanas para defender interesses particulares de uma classe que sempre explorou e explora nosso povo, você traz uma nova maneira de convivermos, que ao meu ver é a melhor maneira para que essa região possa encontrar o seu verdadeiro caminho para a sua sustentabilidade amazônica

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