Preso financiador do assalto ao Banpará de Viseu

Jorsadak Silva Barros, o “Zé da Maranata” (foto), é o  nono preso por participar do assalto à agência do Banpará de Viseu,  em 6 de novembro de 2018.

Jorsadak seria responsável pelo apoio financeiro à quadrilha.

Era ele quem repassava o dinheiro para a compra de veículos, armas, munições e explosivos.

De acordo com as investigações, ele seria membro ativo de facções criminosas e servia com uma espécie de “armador logístico” para os golpes.

A polícia ainda espera prender pelo menos mais quatro envolvidos no assalto ao banco de Viseu.

Nas outras prisões de membros do bando, realizadas ainda em 2018, os agentes da DRCO apreenderam cerca de 216 mil reais e duas armas de fogo, além de munição.

Se vencer o leilão de 1,5 mil da Ferrovia Norte-Sul, a Vale dominará a logística ferroviária do país

No meio da tarde desta quinta-feira,   será realizado o leilão do trecho de 1.537 quilômetros da Ferrovia Norte-Sul que liga Porto Nacional (TO) a Estrela d’Oeste (SP).

O leilão está marcado para as 15h, na sede da B3, em São Paulo.

A Vale é apontada como provável vencedora do certame.

A ferrovia é classificada como um dos principais projetos para o escoamento da produção agrícola do país, e a estimativa é que os investimentos cheguem a R$ 2,724 bilhões.

A  licitação do principal trecho da ferrovia Norte-Sul (FNS) estaria carregada de  “vícios” destinados a favorecer a empresa VLI Logística, controlada pela Vale, em sociedade com as empresas Mitsui e Brookfield.

O edital da licitação, tal como está desenhada, favoreceria amplamente a empresa VLI, não acrescentando nada ao País.

A questão chave apontada pelos especialistas é a regra do edital que exige o “direito de passagem” no contrato de concessão, obrigando a vencedora do leilão a deixar outras empresas utilizarem posteriormente o trecho arrematado.

É nesse quesito que  a Vale sairia na frente porque já possui a operação de um trecho de 720 km da própria Norte-Sul desde 2007, logo acima do trecho que será concedido.

Além disso, a mineradora é dona da única saída portuária dessa mesma ferrovia pelo norte do País, caminho que passa pela Estrada de Ferro Carajás, chegando ao Porto do Itaqui, no Maranhão.

Com isso, a Vale passaria a ser a única dona de toda a malha central do país.

De acordo com o edital, será selecionada a melhor proposta com base na outorga oferecida, para a subconcessão da prestação do serviço público de transporte ferroviário de cargas associado à exploração da infraestrutura ferroviária.

O lance mínimo, a outorga, para o leilão está previsto em R$ 1,35 bilhão e os investimentos obrigatórios no prazo de dois anos são de R$ 2,8 bilhões para uma concessão de 30 anos.

O valor de outorga tem previsão de amortização em 30 meses.

Não é nada em relação aos investimentos feitos pela União com o dinheiro do contribuinte, e os novos investimentos previstos podem não passar de promessas, como acontece em outras privatizações, ferroviárias, rodoviárias, aeroportuária e outras mais.

Respeitável público, o espetáculo vai começar! A poética de Lara Borges, mulher multifacetada

Um agradável texto da colaboradora Cláudia Borges exalta o talento da educadora Lara Borges (foto ao lado), que não tem nenhum parentesco com aquela, valorizando o trabalho que ela desenvolve em salas de aula, nas esquinas, no palco, na praça e, até, nos jardins.

Cavucando aqui e ali, Cláudia vai tirando do isolamento pessoas talentosas que muitos serviços prestam à Educação e ao desenvolvimento cognitivo de nossas crianças.

No Dia do Circo, 27 de Março, a homenagem a Lara, dedicada profissional que usa muitos temas circenses como pauta de suas ações educativas.

Cláudia Borges explica:

– “No circo tudo é alegria, imaginação, tudo se transforma em espetáculo: incentivar a criança cantar, dançar, movimentar o corpo seguindo ritmo musical, é um dos eixos muito importante a desenvolvimento infantil,  integra aos aspectos sociais, afetivos, estéticos e cognitivos. A música e as brincadeiras circenses mantém uma forte ligação com o brincar. A Lara faz isso muito bem, razão pela qual não podemos nunca deixar de homenageá-la”, diz.

A seguir, o texto de Cláudia:

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Há mulheres na vida real que são grandes genitoras de gerações de ideias, processos, genealogias, criaturas, períodos da sua própria arte…

Clarissa Pinkola Estés

 

 

Era uma vez, uma menina dona de uma infância colorida, criada na rua 5 de abril da Velha Marabá. Vamos adentrar as memórias de uma genitora de gerações de ideias. Era uma menina de muitos amigos imaginários e ouvintes de muitas histórias. De tantas brincadeiras vividas naquela rua, cheia das aventuras dos encantados que habitavam a natureza exuberante do bairro.

E nas asas da sua imaginação pairavam matinta, boiúna, porca de bobes… Eram histórias vividas, ouvidas e contadas no seio familiar, nas andanças feitas pelas ruas, do olhar e ouvidos atentos para os sussurros, barulho de pegadas, assovios misteriosos, à boca da noite.

Entoando uma vida simples, a menina que é fruto do amor entre um castanheiro, homem da terra, grande contador de histórias, e uma mulher forte, que para oferecer oportunidade de estudo para os filhos, ficou na cidade, fazendo diversas atividades como por exemplo ser lavadeira, para geração de renda e sustento da família.

Nossa mulher da vida real, como uma grande castanheira cresceu e cresceu muito. Uma árvore frondosa que cativou um pertencimento na comunidade. Suas folhas apresentam um verde que chama atenção. Lara Borges, essa mulher multifacetada, dona de uma linguagem mágica e sugestiva, que se assemelha a poética das histórias contadas em torno de uma fogueira.  Sua voz doce e tranquila, provoca o despertar da paixão pela arte, pela vida e por uma cidade, a bela Marabá.

Suas atividades culturais realizadas em Marabá dão asas para liberdade de uma comunidade. Tudo começou com um sonho de ser uma artista de circo. Nutria a admiração pelo personagem, de nariz vermelho, que desperta risadas de lugares enrijecidos pela vida, o palhaço. Na juventude, trabalhando em lojas no centro da Velha Marabá, ficava encantada com alguns palhaços que passavam por ali. Um dia, pensou e disse: “Um dia vou ser uma palhaça”. O sonho ficou adormecido, cravado no seu coração.

Após alguns anos, morando no bairro Liberdade, sentiu a necessidade de ter uma biblioteca, para que as crianças realizassem as pesquisas escolares. E foi assim, de um chamado avassalador, que nasceu uma biblioteca comunitária, aos poucos reuniu alguns exemplares de livros na sala da sua casa. E no piscar de olhos, aquela sala estava tomada por crianças e livros. E a comunidade envolvida pela causa da leitura trazia livros e mais livros.

Aquele espaço comunitário era um lugar de encontro com os livros, com o outro e consigo mesmo. Lara comentou, que um dia em uma oficina de pintura realizada naquela sala, uma criança pediu para batizar a biblioteca. Ela ficou intrigada e pensativa qual nome seria dado para aquele sonho. Então, pesquisou a biografia de várias personalidades da literatura, consultou a opinião parceiros da biblioteca e mergulhou na sua história de vida.

Mas, foi e em uma conversa com sua mãe, que descobriu outra grande mulher da sua vida, era a mais sábia de todas, a vó Hozana Lopes de Abreu. Ela fez a diferença, na luta contra o analfabetismo na zona rural. Com papel de embrulho do pão, que se torna folha de caderno e do pedaço de carvão, brotava um lápis para escrever o nome e as coisas do mundo.

Assim, a biblioteca comunitária foi batizada com nome da vó Hozana Lopes de Abreu. O espaço foi nomeado e a idealizadora Lara Borges encontrou um capítulo da sua história, a vida e luta de leitura da sua avó materna. A biblioteca viva, um espaço acolhedor com muitos livros e a manifestação artística de uma comunidade. Anos de luta e resistência, projetos de leitura, teatro, dança, doação e empréstimos de livros.

Sabe aquele sonho adormecido do circo que estava tão latente na pele da Lara Borges? Então, as atividades da biblioteca foram ganhando corpo, voz e adeptos. As crianças e os jovens entusiasmados com as ações desenvolvidas nesse ambiente, começam apresentar arte, cultura e os talentos para Marabá. E com sorriso no rosto e a esperança no olhar aquela encantadora mulher conquistou a comunidade, os parceiros e um espaço no mercado.

 

Após quase treze anos entre o sonho e a materialização da biblioteca, entre muitas conquistas, nasceu a personagem tão desejada por Lara Borges: a palhaça Chiclete.   E com isso, através de algumas apresentações em espetáculos da Chiclete e os meninos com mágico nariz vermelho, realizados em diversos eventos, surgiu “A turma do Sorriso”.

 

E como hoje é o Dia do Circo (27 de março). Esta data serve para homenagear este tipo de entretenimento que encanta crianças e adultos de todas as idades. A turma do Sorriso é a alegria que vibra da esperança de uma comunidade que grita por LIBERDADE e expressão de arte.

 

Pescador, pescador vem quebrar meu encanto… Nasce a performance da Boiúna na pele da Lara Borges. Conforme a contadora de história “Eu sou a boiúna. Quando estou vivendo essa lenda. Eu entro naquele mundo.”  Seu hino poético dar corpo, voz, gestos, expressão facial e um olhar que nos transportam para o universo das histórias contadas de boca em boca, das suas vivências das ruas de Marabá e de histórias que saltam as páginas dos livros.

A artista da palavra apresenta seu processo criativo:

 

– “Eu ensaiei o texto da boiúna contando a história no banho, mas a vontade era passar o texto dentro da água.  Se eu soubesse nadar… A sensação que naquela hora, em contato com água, nascia a performance da boiúna…  Quando vou vestindo a roupa que imita a pele de cobra, a maquiagem, os gestos e o olhar, tudo é da boiúna”.

Lara é integrante do grupo Historiar-te, movimento de contadores de história.

Ela é uma agente cultural que se destaca no mundo da mediação de leitura e contações de histórias.

De tantos projetos realizados da Biblioteca comunitária Hozana Lopes de Abreu podemos destacar “Doutores Sorridente” belíssimo trabalho encenado nos hospitais do município,  Grupos de Dança e Teatro, “Turma do Sorriso”, dentre outros.

Em outras palavras, Lara Borges é uma mulher multifacetada, contadora de história, escritora, artista plástica, mãe, vó, esposa e amiga de uma comunidade.

Talvez sua maior faceta seja o Amor, a sua intensidade em viver a arte e difundir boas ideias.

 

Cláudia Borges   – Professora de Literatura por desafio, contadora de história por amor, graduada em Letras pelos sonhos, pós-graduada em Língua Portuguesa por dedicação e Mestranda em Letras por curiosidade.

 

Mandante da morte da líder rural já está preso

Mais uma ação positiva a ser creditada ao comando do delegado-geral de Polícia Civil, Alberto Teixeira.

A Polícia Civil efetuou a prisão de Fernando Ferreira Rosa Filho, 43 anos, identificado por uma força-tarefa como o mandante de seis homicídios ocorridos na zona rural do município de Baião, no nordeste paraense.

Ele é o dono da fazenda onde três funcionários foram mortos – o casal de caseiros e um tratorista – e tiveram seus corpos queimados no último dia 24.

A fazenda fica a 14 quilômetros do assentamento Salvador Allende, onde também foram mortos, no início da madrugada do dia 22, o maranhense Claudionor Amaro Costa da Silva, 43 anos, e sua esposa, Dilma Ferreira Silva, 45 anos, coordenadora regional do Movimento de Atingidos por Barragens (MAB) em Tucuruí, além de Milton Lopes, 38 anos, que trabalhava para o casal.

O fazendeiro foi preso pela equipe policial enviada ao município de Baião após representação judicial.

Os quatro homens apontados como executores das seis mortes Continuam foragidos, mas, já estão com mandados de prisão decretados pela Justiça.

Eles foram identificados como os irmãos Glaucimar Francisco, Alan, Marlon e Cosme Francisco Alves.

As investigações que levaram à prisão do mandante e identificação dos executores são resultado de uma força-tarefa da Polícia Civil enviada à região de Baião para investigar as mortes ocorridas no assentamento e também na fazenda onde três corpos carbonizados foram encontrados.

Os locais ficam a apenas 14 quilômetros de distância um do outro.

Marlon Alves continua foragido. Ele e mais três irmãos foram identificados como executores dos seis assassinatos (Ascom Polícia Civil)

 

Força Nacional começa a atuar a partir desta segunda-feira, 25, na Região Metropolitana de Belém

Quando os leitores estiverem lendo este post, agentes  da Força Nacional já estarão em atividades, em Belém.

São 200 agentes da tropa federal.

Eles vão atuar em 44 viaturas, em sete bairros da RMB, sendo cinco na Capital.

Haverá um reforço em áreas consideradas críticas de Ananindeua e Marituba.

As áreas foram determinadas pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup).

Inicialmente, os agentes da Força Nacional atuarão na implantação dos primeiros territórios de pacificação, projeto do Governo do Estado para redução dos índices de criminalidade.

A atuação será com policiamento ostensivo, investigação, inteligência e perícia forense.

Pelo plano de trabalho, os agentes da Força Nacional ficarão por pelo menos 90 dias.

Esse prazo pode ser prorrogado, caso necessário.

O pedido de reforço dos agentes da Força Nacional foi feito através do ofício 001/2019, no dia 2 de janeiro, como primeiro ato do governador Helder Barbalho, após tomar posse.

No entanto, foram disponibilizados apenas a metade dos agentes solicitados.

Isso alterou os planos originais da Segup, que eram de reforçar o policiamento no interior também.

Desde a confirmação do envio da tropa pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, ainda não havia sido explicado como exatamente os agentes da Força Nacional atuariam no estado.

Mas por padrão, os agentes trabalham de acordo com as determinações do governo que solicita o apoio.

Já havia agentes da Força Nacional no Pará.

Porém, estavam com outro objetivo específico: garantir a segurança dos servidores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Esses não se juntarão ao esforço solicitado pelo governador. (Com informação da Segup e do ORM)