Pará ainda não tem data para distribuir, pelo SUS, remédio que previne contaminação pelo vírus HIV

Não se sabe ainda quando o Pará será beneficiado com a distribuição do medicamento que impede a propagação do vírus HIV na corrente sanguínea, já que o governo anunciou Manaus, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre como primeiras cidades beneficiárias do remédio indicado como terapia antirretroviral.

Disponibilizado nos Estados Unidos e países da Europa, o Ministério da Saúde confirmou a distribuição do medicamentos ainda este mês para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS)

A Secretaria Estadual de Saúde do Pará deverá receber no início de janeiro o calendário de distribuição no Estado.

O comprimido, fabricado por um grupo norte americano, já era indicado para o tratamento de soropositivos como parte do coquetel de aids.

A novidade é que o fármaco poderá ser utilizado agora por quem nunca entrou em contato com o vírus, mas pode estar exposto a ele durante a relação sexual.

É o caso, por exemplo, de profissionais do sexo. Mas é bom lembrar que não protege o usuário contra outras infecções transmitidas sexualmente.

Denominado de Truvada, autoridades do governo informam  que o medicamento não veio para substituir a camisinha, embora  tenha demonstrado 99% de eficácia nos testes clínicos, para impedir a replicação do vírus HIV.

A distribuição do remédio pelo SUS vai priorizar 7 mil pessoas com mais de 18 anos, consideradas grupos de risco de contaminação, incluindo profissionais de saúde, homens que se relacionam com homens, transexuais e casais sorodiscordantes – quando um dos parceiros é portador do HIV e o outro não.

 

Documentário musical da TV Cultura do Pará homenageia a Casa do Gilson 
Nesta terça (26), quarta (27) e quinta-feira (28), sempre às 21h30, a TV Cultura do Pará exibe o documentário musical “Casa do Gilson, Casa de Amigos”, que faz uma homenagem ao tradicional reduto do samba e choro em Belém.
A produção traz encontros musicais cercados de memórias referentes ao local, considerado como importante ponto da cultura paraense. A direção do documentário é de Guaracy Britto Jr., com produção de Moana Mendes, Thais Tocantins, Marbo Mendonça e Maicon Nunes.
“O grande destaque da produção são as participações dos nossos músicos e artistas que mostram canções exclusivamente paraenses. São composições locais, que não deixam a desejar para a música produzida fora do Estado”, explica Guaracy Britto, diretor do documentário, que tem uma hora e meia de duração.
Para receber as gravações, que ocorreram em agosto, a Casa do Gilson ganhou cenários e iluminação preparados pelos técnicos da TV Cultura que ambientaram o espaço de acordo com a produção audiovisual.
Durante três dias, 48 músicos de três gerações diferentes do choro e samba paraense se reuniram em rodas de música e entrevistas. Entre os mais experientes que frequentam o espaço, a produção contempla Nego Nelson, Luiz Pardal e Gilson Rodrigues. Cerca de 40 profissionais da Cultura foram envolvidos no projeto durante os três dias de gravações.
Dividida em três partes, a produção mostra no primeiro dia a importância da Casa do Gilson para o cenário do samba na capital. No segundo dia o documentário destaca as novas gerações que frequentam o espaço, e no último dia, o documentário aborda a própria visão de Gilson sobre a casa de cultura.
“A ideia do documentário surgiu dentro das ações pelos 30 anos da TV Cultura e pelo fato da Casa do Gilson completar a mesma idade em outubro deste ano. Nada mais justo que homenagear o espaço que divulgar o choro e o samba, dois patrimônios da cultura brasileira. Então, decidimos reunir grandes músicos em rodas musicais para celebrar isso”, destaca Moana Mendes, diretora de produção do documentário.
História
(Fotos: Marcelo Lelis)
O espaço surgiu há 30 anos a partir da Casa do Choro, na rua Honório José dos Santos, no bairro do Jurunas. A Casa do Choro foi organizada pelo chorão Aldemir Ferreira, servindo como ponto de encontro dos chorões de Belém, antes espalhados pelos bairros e distritos da cidade.
Após quatro anos de funcionamento, a Casa do Choro fechou as portas, em virtude do falecimento de Aldemir. Mas como a música não pode parar, os chorões que frequentavam o espaço como o artista gráfico Biratan Porto, Gilson, seu pai Geraldo Rodrigues e o músico Yuri Guedelha, que aos 13 anos de idade tocava flauta no local, decidiram organizar a Casa do Gilson, para manter vivo o chorinho em Belém.
“Foi uma reunião de amigos que tinham um objetivo em comum e muita paixão pela música. Foi assim que criamos a Casa do Gilson. E de lá para cá muita coisa boa aconteceu. Já recebemos muitos cantores famosos por lá e nos tornamos referência”, conta Gilson Rodrigues, administrador do espaço.
Em janeiro deste ano a Casa do Gilson foi reaberta após meses de reforma, obra realizada por meio do Prêmio Funarte de incentivo à cultura. Desde 1987, portanto há 30 anos, o local é point para amantes do samba e choro em Belém.
Inúmeros artistas consagrados já se apresentaram no local como Paulinho da Viola, César Farias, Beth Carvalho, Sivuca e Ronaldo do Bandolim. Para celebrar as três décadas, durante todo ano o espaço ofereceu shows gratuitos renomados sambistas paraenses, além de rodas de choro e muita música brasileira.
“A Casa do Gilson tem uma importância cultural muito grande para Belém e foi uma honra quando a TV Cultura resolveu gravar o documentário. Ficamos muito agradecidos por sermos lembrados nesses 30 anos. É muito difícil manter o espaço hoje em dia e somente quem gosta do choro e do samba tem a felicidade de estar aqui. A Casa tem um compromisso de carinho com essas pessoas e vamos continuar assim”, finaliza Gilson.
Serviço: Exibição do documentário “Casa do Gilson, Casa de Amigos”, nesta testa terça (26), quarta (27) e quinta-feira (28), sempre às 21h30, na TV Cultura do Pará.
Em entrevista ao Sem Censura, Jatene presta contas e reafirma o nome de Márcio Miranda à sua sucessão

Governador Simão Jatene concedeu entrevista ao programa Sem Censura Pará, da TV Cultura, nesta sexta-feira (22).

O programa teve transmissão simultânea pela TV, Rádio, Portal Cultura e canal da emissora no Youtube.

O blogueiro foi um dos integrantes da bancada de debatedores, juntamente com a apresentadora  Renata Ferreira, e a jornalista  Alinne Passos.

A produtora Ana Paula Bezerra coordenou a participação dos telespectadores e internautas  que interagiram or meio de perguntas enviadas ao twitter do Portal Cultura e e-mail do programa.

A seguir, resumo de trechos da entrevista:

 

Equilíbrio Fiscal:

Jatene disse que o ano de 2017 “foi difícil para todo mundo, pois o Brasil está passando pelo terceiro ano por uma profunda crise que empobreceu o país. A população perdeu 10% da sua renda, ou seja, o produto brasileiro encolheu 10%. Então quando eu olho os outros Estados, percebo o quanto Deus tem sido generoso conosco. Por exemplo, milhares de servidores de outros estados não vão receber o 13º salário em dia e o nosso já está pago. Isso sem contar com o salário de dezembro que vai cair ainda este mês. Isso é um indicador interessante. Conseguimos um equilíbrio fiscal, das contas públicas, que foi muito importante, ou seja, é você não gastar mais do que ganha ou arrecada”, destacou Jatene.

 

Obras entregues e em andamento:

Construção de  hospitais e o prolongamento da avenida João Paulo II, em Belém, que deve ser entregue até fevereiro de 2018.

Centro de Convenções de Marabá, entregas de várias UIPP’s em municípios, inauguração de agências do Banpará, que só tinham em 43 municípios e quando assumimos o governo passamos para 100.

1.550 quilômetros de rodovias, com substituição de pontes de madeiras por pontes de concreto;

Jatene também confirmou a conclusão das obras de ampliação do Hospital Regional de Marabá.

 

Centro de Convenção de Marabá

Ao ser questionado pelo blogueiro o papel agora do governo para fomentar ações destinadas a transformar o Centro em equipamento autossustentável, Jatene disse que, “por enquanto, a OS Pará 2000 (a mesma que administra a Estação das Docas, Mangal das Garças, Hangar de Belém, etc) é quem administrará o CCM, mas almejamos, em futuro próximo, entregar o equipamento para uma OS que pode ser formada em Marabá, pelos empreendedores locais, essa a ideia.”

Segundo Jatene, quando o Hangar de Belém foi inaugurada, diziam que o governo estava entregando um “elefante branco”, mas logo a realidade mostraria o contrário.

“Hoje o Hangar tem uma agenda anual fechada antecipadamente, e o Centro de Convenção de Marabá pode muito bem cumprir com seu papel de multiplicador de eventos de negócios”, disse.

 

Aciaria em Marabá

Perguntado se, depois da frustração que foi o projeto Siderúrgica Cevital, o governo ainda trabalhava com a possibilidade de induzir um novo empreendimento voltado à verticalização do minério extraído na região de Carajás, Jatene respondeu na bucha:

 

– No início de 2018, devemos a anunciar negociações em curso que devem resultar na implantação de uma aciaria no Distrito Industrial de Marabá. Não uma aciaria faraônica como a que foi prometida de  nome Alpa, mas um projeto viável e que certamente tem tudo para ser implantado

 

Ferrovia Paraense

O blogueiro também provocou Jatene a falar sobre a Ferrovia Paraense, projeto que seu governo trabalha junto ao governo chinês para implantar 1.312 km de ferrovia, ,passando por 23 municípios,  conectando todo o leste do Pará, desde Santana do Araguaia até Barcarena.

Ele confirmou que um dos gargalos do empreendimento é convencer a mineradora Vale a ofertar cerca de 10% de todo o volume de cargas que a empresa transporta para a futura ferrovia.

“Você está correto: sem carga não há ferrovia, e esse é um dos problemas, mas não o principal. Temos ainda que equacionar o traçado da estrada de ferro, desviando-a de aglomerados indígenas,  quilombolas e reservas florestais”.

 

Centro Regional de Governo

Jatene negou que o Centro Regional de Governo, em fase de implantação em Marabá e Santarém, seja mais um movimento para acomodar emissários, ou pombo-correio, responsável para levar mensagens  e pleitos, sem poder de decisão.

“Não é isso. Antes de formatar esses Centros Regionais, nos discutimos muito seu perfil, analisamos outros centros regionais em funcionamento no país. O que iremos implantar terá uma estrutura de secretarias, com poder de decisão”.

Jatene negou que tenha convidado o ex-prefeito de Marabá, Haroldo Bezerra, para assumir a Gerência Regional do Centro, em Marabá.

“Eu convidei o Luciano (Luciano Lopes Dias, atual secretário de Educação de Marabá), um excelente técnico que trabalhou comigo ( Luciano foi secretário da Sedurb e presidente da Cosanpa) e deixou marca de competência no governo, mas ele está envolvido em outro projeto, sem poder, no momento atender meu convite.

 

Temas políticos

Ao ser questionado sobre a sucessão estadual, Jatene disse que não sabe ainda qual será seu futuro político, confirmando apenas que pode disputar algum pleito em 2018.

Como também pode não disputar.

– Não sei, ainda. Tudo pode acontecer. Até eu ficar sem mandato, o que pra mim seria natural. Já fiquei uma vez, quando eu poderia disputar a reeleição (Em 2006, governador em primeiro mandato, Jatene apoiou a candidatura de Almir Gabriel ao governo, quando poderia disputar a reeleição. Não sou como alguns que temem ficar sem mandato.

No embalo, o governador praticamente confirmou a preferência do nome do deputado Márcio Miranda à sua sucessão, dizendo que o parlamentar tem fácil trânsito no meio dos partidos e atua politicamente com muita competência.

Abaixo, link para acesar a entrevista.

Senadores Flexa Ribeiro e Paulo Rocha estão na lista dos políticos mais influentes do Brasil

Senadores Flexa Ribeiro (PSDB) e Paulo Rocha (PT) estão na lista dos cem políticos mais influentes do Congresso Nacional, divulgada pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

Pelo terceiro ano consecutivo, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) aparece na publicação ‘Os Cabeças do Congresso’.

De autoria do senador Flexa, o projeto faz uma correção e “justiça com a população paraense”, defende o parlamentar. Desde 1985 a formatação da Câmara dos Deputados permanece a mesma, provocando problemas no sistema representativo brasileiro.

O Maranhão, com uma população de 7 milhões de habitantes, tem uma bancada de 18 deputados federais. Já o Pará, com seus 8,3 milhões de paraenses, conta com uma representação de 17 deputados.

Se a constituição fosse respeitada, como quer o projeto do senador, a bancada do Pará deveria receber um incremento de mais 4 deputados, totalizando 21.

Além de reforçar a representação política no Pará na Casa legislativa, na medida em que aumenta em 4 deputados, o projeto do senador garante mais recursos ao Pará.

Isto porque cada parlamentar tem direito a R$ 15,3 milhões relativos às emendas individuais. Cada uma dessas quatro cadeiras poderia aportar R$ 61,2 milhões ao longo do mandato de quatro anos. No total, são R$ 244,8 milhões que deixam de entrar nos cofres do Pará em benefício da população local.

A atuação do senador Flexa também foi fundamental para que Estados e municípios mineradores tivessem um incremento em suas compensações pela exploração mineral.

Sancionada na última segunda-feira, 18, a Medida Provisória 789 alterou a alíquota e a base de cálculo da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem).

A alíquota do minério de ferro passou de 2% para 3,5%, assegurando maior repasse para que as localidades mineradoras e os municípios à margem dos grandes projetos tenham condições de mudar a sua base econômica a médio e longo prazo.

Outra importante defesa do senador é o fim das perdas geradas pela não regulamentação da Lei Kandir. Avança no Senador a PEC 37/2007, que revoga a não incidência de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na exportação de produtos primários e semielaborados.

Autor da PEC, o senador Flexa ressalta que a proposta corrige as distorções ocasionadas pela não regulamentação da Lei Kandir. Dados do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), divulgados pela Câmara dos Deputados, indicam uma perda anual de R$ 39 bilhões dos Estados exportadores.

Somente o Pará perde cerca de R$ 3,1 bilhões por ano. No período de 1997 a 2016, o Estado deixou de arrecadar R$ 35,7 bilhões.

Para se ter uma ideia, a perda anual do Pará com a desoneração do ICMS poderia ser empregada na construção de 20 hospitais equivalentes ao Regional Dr. Abelardo Santos (HRAS), o maior hospital público da Região Metropolitana, com mais de 250 leitos.

Sem Censura entrevista Jatene com jornalista de Marabá na bancada

Convidado pela direção da Rede Cultura de Comunicação, este blogueiro irrequieto fará parte da bancada da TV Cultura que entrevistará o  governador do Estado, Simão Jatene, no programa Sem Censura Pará desta sexta-feira (22).

O programa ao vivo começa às 14h30 e também será transmitido pela Rádio e Portal Cultura (através dos links “Rádio ao Vivo” e “TV ao Vivo”).

Além  de provocar Jatene a fazer um balanço do ano de 2017 sob sua gestão, este blogueiro o questionará sobre o Centro Regional de Governo projetado para funcionar em Marabá, os hospitais regionais do Sul e Sudeste do Pará, a Ferrovia Paraense e outros temas de interesse da região.

Telespectadores e internautas podem participar do programa enviando perguntas por meio do Twitter do Portal Cultura (@portalcultura), através do e-mail: semcensura@portalcultura.com.br ou ainda pelo telefone: (91) 4005-7715.

A produção, sob cuidados de Ana Paula Bezerra, Jússia Carvalho Ventura e Daniella Mendonça, selecionará as melhores perguntas para o governador responder ao vivo durante a atração.

O Sem Censura Pará é apresentado pela jornalista Renata Ferreira e debate temas atuais como política, economia e meio-ambiente.

A jornalista Aline Passos completará a bancada de entrevistadores. (Foto arquivo Sem Censura Pará)