Indígena defende TCC na Unfesspa

Publicado em 3 de outubro de 2017

As imagens registram o discente Katêjuprere Burjack Parkrekapore defendendo, na Unifesspa (Marabá), seu Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, com o título ” A Construção da Liderança Tradicional e Política entre os Akrãtikatejê: Autonomia e Identidade de um povo Jê. “
A Faculdade de Ciencias Sociais do Araguaia Tocantins – FACSAT, entende que este
O acontecimento, na Faculdade de Ciencias Sociais do Araguaia Tocantins – FACSAT,  capitaliza importâncias para a região e para a história de políticas afirmativas da Unifesspa, no sul e sudeste do Pará.
 
Trabalho Social da “Pró-Saúde” abre biblioteca itinerante no Hospital Regional de Marabá

Publicado em 28 de setembro de 2017

Olha que notícia maravilhosa!

E vem lá do Hospital Regional Geraldo Veloso, cuja direção desenvolve um trabalho social  merecidamente elogiável.

Quem informa é a jornalista Aretha Fernandes:

 

Nesta quinta-feira, 28/9, o Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá (PA), lançará um novo serviço para usuários internos. É a biblioteca itinerante, que funcionará de segunda a sexta, com mais de 100 títulos. 

A iniciativa é uma estratégia da unidade para tornar o processo de internação mais agradável, por meio do incentivo da leitura e da contação de histórias. Assim, a bibioterapia funcionará como coadjuvante no tratamento médico. 

Os pacientes poderão solicitar o serviço a partir de um catálogo, que será disponibilizado nas Unidades de Internação, com os nomes dos títulos e autores. Após a escolha, os livros serão levados em um carrinho para as enfermarias e, depois de terminada a leitura, serão devolvidos à biblioteca e higienizados para uso de outro paciente. 

Público e gerenciado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o Hospital Regional de Marabá atua com foco na humanização do atendimento aos usuários. 

Já estão em Marabá equipamentos da Cosanpa para captação de água bruta

Publicado em 27 de setembro de 2017

Foto Ascom Cosanpa

Quem informa é a jornalista Andrea Cunha:

 

A Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) já enviou para Marabá, no sudeste paraense, a maior parte dos equipamentos destinados à montagem da estrutura emergencial de captação de água bruta do Rio Tocantins, na estação de tratamento do núcleo Nova Marabá.

Nesta semana, o centro de distribuição da Folha 29 já recebeu duas bombas tipo anfíbia, modelo BMF 360.1, com vazão nominal de 414m³/h (metros cúbicos por hora), que serão instaladas nos próximos dias na margem do Rio Tocantins, ao lado da captação atual.

“Essas bombas fazem parte de um plano emergencial, e têm como objetivo complementar a captação de água bruta para melhorar o abastecimento nos núcleos Nova Marabá e Cidade Nova, que estão passando por racionamento de água devido à bacia hidrográfica do Rio Tocantins estar com níveis extremamente baixos, inviabilizando a captação de água bruta atualmente”, informou Fernando Martins, diretor de Expansão e Tecnologia da Cosanpa.

Para o funcionamento das bombas são necessários dois módulos do quadro elétrico, equipamentos que já estão em Marabá.

“O transporte dos equipamentos pode ser considerado a parte mais importante e complicada desse processo, por causa do tamanho das bombas”, disse Fernando Martins.

Para a interligação das bombas com os quadros elétricos foram adquiridos 1.120 metros de cabos elétricos, que ainda serão enviados a Marabá.

Todos os acionamentos de motores na subestação elétrica precisam de 440 Volts, e como as bombas utilizam tensão de 380 V, foi necessária a aquisição, em Belém, de um transformador trifásico de 300 kVA para 380 V, que deve chegar a Marabá nos próximos dias.

Limpeza e alerta – A tubulação que levará água do Rio Tocantins para ser tratada na estação tem 133 metros de comprimento, e também já está em Marabá.

Para a instalação da tubulação, bombas, painéis e cabos elétricos é necessária a limpeza de uma faixa de mata na ETE-Marabá (Estação e Tratamento de Esgoto), a fim de garantir o acesso aos equipamentos até o local de captação de água.

Na instalação da estrutura de captação será necessária a utilização de balsa, caminhão munk, escavadeira hidráulica e máquina de solda em termofusão.

A Cosanpa deve fixar placas de alerta próximo à estrutura de captação, a fim de alertar a população para os riscos de sucção durante banhos no Rio Tocantins perto da área de captação.

Médico Raimundo Sobrinho Junior fala sobre a anestesia na hora do parto

Publicado em 26 de setembro de 2017

Finalzinho de gravidez, a hora chegando, ansiedade no máximo e o obstetra começará a falar mais sobre o parto nas últimas consultas de pré-natal.

É nessas horas que a grávida tira todas as dúvidas sobre o parto, sobre a internação, sobre a maternidade.

Tudo,  inclusive sobre a anestesia – esse procedimento tão importante que acompanha tanto a cesárea quanto alguns partos normais.

Buscando respostas para grávidas cheias de ansiedade, algumas – até nervosas -, o blogueiro procurou o médico anestesiologista Raimundo Pereira Sobrinho Junior (foto), um dos mais requisitados da região, para tirar dúvidas de mulheres prestes a dar à luz.

Junior é filho de tradicional família de Marabá, Raimundo e dona Benta Sobrinho.

O pai, Raimundo Sobrinho, foi delegado da 47ª Junta de Serviço Militar de Marabá por mais de 30 anos.

Formado na Universidade Estadual do Pará (UEPA), Junior tem uma irmã que também exerce a profissão médica, Thais Sobrinho, residente em Mato Grosso.

Muito querido entre seus colegas, Raimundo exerce a atividade em diversas instituições de saúde de Marabá e Parauapebas.

O profissional anestesiologista participa de partos, atende pessoas idosas e crianças, que são muito diferentes, uma das razões para ser justificada a necessidade do anestesista ter uma formação teórica generalista, revela Raimundo na entrevista ao blog.

Além disso, o anestesista precisa ser um eterno estudante para ter sucesso na área. “Se não gostar disso, não vai ser feliz no que vai fazer”, diz.

A seguir, a entrevista completa:

 

 

 

A paciente grávida pode escolher o anestesista, ou isso é exclusivamente da alçada do hospital ou clínica?

Pode, sim. No caso de cirurgias eletivas, mas para isso tem que ser feito um contato com antecedência, já que o profissional pode estar atendendo outra escala em outro hospital. Na  urgência, já seria muito difícil pelo pouco tempo e necessidade de uma intervenção cirúrgica rápida

Para que serve a consulta pré-anestésica, ou esse procedimento não é corriqueiro em Marabá?

Serve para determinar e tentar prevenir fatores de risco em cirurgias eletivas, que podem interferir no ato anestésico, como doenças crônicas, tipo diabetes e hipertensão arterial, alergias medicamentosas, etc. Inclusive estamos tentando junto aos planos de saúde, alguns não querem pagar, para montarmos um consultório só para essa finalidade. Porém, fazemos à visita pré-anestésica, que é feita no leito com o paciente já internado, que tem o mesmo objetivo e finalidade

A gestante também deve fazer a consulta pré-anestésica?

Com certeza, já que existem indicações absolutas de cesarianas, e é uma cirurgia de porte médio que traz os mesmos riscos de qualquer outra cirurgia

Uma gestante corre riscos caso não esteja em jejum, na hora do procedimento anestésico?

Sim, corre. A gestante é considerada, a nível mundial, sempre como uma paciente de “estômago cheio”, devido o edema, inchaço ,causado no final da gravidez, pela retenção de líquidos. O  jejum diminui o risco de broncoaspiração (aspiração de conteúdo gástrico ou corpo estranho), caso haja necessidade de uma anestesia geral com intubação orotraqueal

Num parto normal, é possível usar anestesia para reduzir as dores do parto?

Sim, é a chamada analgesia de parto. Existem várias técnicas: a mais comum é a peridural contínua com cateter

Como a paciente pode colaborar para uma anestesia segura?

Informando todas as perguntas com precisão, sem omitir nada, respeitando as orientações, principalmente referentes ao jejum

Saindo agora de questões que interessam a gestante, tenho curiosidade em saber outras situações que envolvem o anestesiologista. Por exemplo, durante uma operação, a vida dos pacientes está nas mãos do anestesista. Mas apesar do papel altamente essencial e delicado que os profissionais anestesiologistas prestam, eles são todos invisíveis para os seus pacientes. Ou seja, o  anestesista tem de se  habituar a ser invisível em sua atividade. Essa condição não lhe incomoda?

Não, você sabe desde que escolhe a especialidade que será essencial para realização das cirurgias, mas dificilmente será lembrado pelo paciente. Porém, sem as técnicas de anestesia segura, as técnicas cirúrgicas também não se desenvolvem – e os hospitais sabem disso e nos valorizam dentro do seu quadro, além dos  colegas cirurgiões também

Numa cirurgia, além da função  natural de retirar a sensação de dor para que o ato seja suportável ao ser humano, o que faz  o médico anestesiologista?

Controla todos os parâmetros clínicos do paciente, pressão, pulso e respiração principalmente. Em uma anestesia geral, controla todas as funções de expansão pulmonar e troca de gases, oxigênio, gás carbônico e gases anestésicos

Por que o anestesiologista é chamado de “anjo da guarda”?

Porque ele mantém o paciente vivo artificialmente, principalmente em situações de emergência, como politraumatismos, baleamentos, ate que se chegue ao equilíbrio hemodinâmico para tirá-lo do risco, juntamente com a parte cirúrgica

Qual o risco de uma anestesia dar problemas?

Hoje as técnicas são muito seguras, mas depende da cirurgia, do seu porte e agressividade. A probabilidade mundial é de um óbito anestésico a cada 10.000 cirurgias em média

O choque anafilático, quando corre?

É reação exagerada do organismo a algum agente alérgico, conhecido ou não. A principal consequência é o broncoespasmo, que seria o edema súbito com fechamentos das vias aéreas principais, acometendo também o pulmão, o que impede o mesmo de expandir e funcionar. É é uma catástrofe que deve ser rapidamente revertida ou o paciente vai à óbito

Em média, qual o tempo de duração de uma anestesia?

Depende. Uma raqueanestesia com bupivacaina pesada, em média dura 1h30 a 2:30h,com bupivacaina isobárica 4 a 5horas. A anestesia peridural e o bloqueio de plexo braquial até 6horas de duração,  ou mais,  se for colocado o cateter. Uma anestesia geral, dura o tempo necessário para realização da cirurgia. Existem casos de mais de 12 horas de duração.

Quando chegam à sala de anestesia os pacientes geralmente estão bastante nervosos. É um exercício de confiança que têm de fazer para colocar a sua vida nas mãos de outros. Você, diante do paciente, tem algum discurso específico para distraí-lo e acalmá-lo?

Sim, sempre uma brincadeira leve com os adultos. As crianças são mais arredias, então tem que inventar na hora uma maneira de distraí-las. São imprevisíveis

Dizem que cada anestesista tem uma arma secreta quando trabalha na sala de operações, que pode ser sempre um assistente de confiança. Você também tem essa “arma secreta”?

Sim, temos vários colaboradores da enfermagem que são essenciais para o nosso sucesso

Está provado que não basta estudar os fármacos  para se tornar um bom anestesista.  Neurologia, cardiologia e pneumologia são conhecimentos essenciais para se desenvolver nesta especialidade. Ou seja, o anestesiologista precisa  ter uma visão global da Medicina. É isso mesmo?

Exato! O conhecimento tem que ser muito amplo nessas áreas, que são diretamente afetadas pelos anestésicos nas suas ações farmacológicas

O anestesiologista lida com o cansaço e o estresse profissional de forma muito intensa. Como você faz para aliviar essas tensões?

Procuro, quando tenho folga, viajar para sair um pouco da rotina hospitalar. A atividade física é essencial para equilibrar minha mente

Apesar das dificuldades que afetam o bem-estar ocupacional da profissão, a Anestesiologia é uma especialidade  gratificante? Oferecer conforto ao paciente que está sendo submetido a um procedimento cirúrgico lhe faz sentir bem?

Com certeza. Saber que o meu conhecimento dá conforto e salva inúmeras vidas, é o maior valor para um médico da minha especialização

Em Marabá, qual o maior problema que você e seus colegas enfrentam na área da saúde pública para exercer satisfatoriamente a profissão?

Os equipamentos sucateados em praticamente todos os hospitais. Aí estão inclusos monitores multiparametricos e os carrinhos de anestesia, muito velhos, na sua maioria, já que a tecnologia na medicina anda a passos largos. Em Marabà estamos atrasados. Não por falta de cobrança da nossa parte, mas pela própria situação caótica da saúde em todo nosso país. Mas  pode e precisa ser muito melhorado

Sesi entrega unidade de Marabá reformada

Publicado em 26 de setembro de 2017

O Serviço Social da Indústria – SESI Pará reinaugura, no dia 29 de setembro, a unidade SESI Marabá. O prédio com mais de 6.650 m² teve as obras de reforma iniciadas em janeiro de 2016 e agora oferece novas instalações aos trabalhadores da indústria de Marabá e de toda a região sudeste. A cerimônia será realizada a partir das 19h e terá a presença do Presidente do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará, José Conrado Santos, e o Superintendente do SESI Pará, José Olimpio Bastos.

A unidade concentra uma escola de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos; e um clube onde são ofertadas diversas modalidades esportivas e atividades físicas. As obras de reforma duraram sete meses e receberam um investimento de cerca R$ 6,6 milhões.

“Marabá e toda a região sudeste paraense formam um polo industrial de grande importância para o desenvolvimento econômico do estado, por isso a atuação do Sistema Indústria busca ser cada vez melhor e mais efetiva. É com muito orgulho que entregamos a unidade SESI Marabá toda reformada e com muito mais qualidade para quem mora na cidade e municípios vizinhos”, fala José Conrado Santos, presidente do Sistema FIEPA.

Toda a unidade recebeu melhorias – os blocos administrativos e pedagógicos, banheiros, pórtico de entrada, a área recreativa, a academia de ginástica, parque aquático, vestiários, salão de eventos, ginásio poliesportivo e uma academia ao ar livre, oferecendo mais acesso à população à saúde e qualidade de vida. O campo de futebol recebeu nova iluminação e todas dependências passam a ser acessíveis, com rampas de acesso e instalação de plataforma de acessibilidade para as piscinas.

O toque sustentável fica por conta das telhas termoacústicas, cobertura que garante mais conforto térmico e menos ruído durante as chuvas. “Pensamos em uma unidade que garantisse o máximo de conforto e segurança para os trabalhadores da indústria, seus familiares e para toda a comunidade. Oferecemos diversos serviços de excelência e queremos que a cada ano mais pessoas tenham acesso à educação, desenvolvimento profissional e mais qualidade de vida”, completa José Olimpio Bastos, Superintendente do SESI Pará.